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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

OLHOU

 1 Reis 9.13

Hirão olhou para vinte cidades que Salomão lhe havia dado e fez uma pergunta que carregava desprezo. Que cidades são estas que me deste, meu irmão?


Ele não enxergou presente. Enxergou pouco valor.

Hirão vinha de Tiro, uma cidade extraordinária, rica, poderosa e admirada. Quando compara aquilo que recebeu com aquilo que já conhecia, a Galileia parece insignificante.


Então ele dá àquela região um nome. Cabul.

No hebraico, כָּבוּל, Cabul. No contexto do texto, o nome está associado à ideia de inutilidade, de algo sem valor, de coisa que não serve.


Que ironia.


Hirão colocou um nome de desprezo sobre uma terra que Deus estava prestes a transformar em cenário da manifestação da Sua glória.

O homem disse Cabul.

Deus estava dizendo Galileia.

Séculos depois, aquela mesma região seria o lugar onde Jesus cresceria, começaria seu ministério, chamaria discípulos e realizaria sinais que atravessariam a história.


Foi na Galileia que água se transformou em vinho.

Foi na Galileia que enfermos foram curados, demônios foram expulsos, mortos ressuscitados, multidões alimentadas e tempestades silenciadas.


Foi na Galileia que homens comuns foram chamados para uma missão extraordinária.

Hirão avaliou a terra pelo que ela parecia ser.

Deus revelou a terra pelo que ela poderia se tornar quando tocada pela Sua presença.

Aqui está a confrontação.


Existem pessoas que já deram nome ao que Deus ainda não terminou.

Chamaram sua família de fracasso. Seu casamento de impossível. Seu ministério de pequeno. Sua capacidade de limitada. Seu futuro de insignificante.


Chamaram de Cabul aquilo que Deus ainda chamará de palco. O problema é que algumas pessoas possuem olhos treinados para reconhecer valor apenas naquilo que já parece valioso.


Deus trabalha justamente ao contrário.

Ele não precisa encontrar grandeza pronta. Ele manifesta grandeza em lugares que ninguém considerava promissores.


A Galileia não precisava provar nada para Hirão. 

Precisava apenas esperar o momento em que Cristo pisaria nela. Não permita que a avaliação de alguém se transforme na identidade daquilo que Deus colocou em suas mãos.


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