Há momentos em que olhamos para o que temos nas mãos e concluímos: é pouco demais. Pouca força, pouco dinheiro, pouco tempo, pouca sabedoria, pouca estrutura, pouca capacidade. A necessidade parece imensa, e os recursos parecem quase nada. Já passou por momentos assim?
Foi assim diante da multidão faminta. Jesus perguntou a Filipe onde comprariam pão para alimentar aquele povo. João explica: “Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem sabia o que estava para fazer.” (Jo 6:6). Jesus não perguntou porque precisava de informação. Perguntou para revelar o estado da fé do discípulo.
André apresentou o recurso disponível: “Está aí um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas isto que é para tanta gente?” (Jo 6:9). Esta pergunta nos representa. Muitas vezes olhamos para o pouco que temos e pensamos: Senhor, isto é insuficiente para tanta necessidade.
Mas a fé começa justamente quando entregamos a Cristo aquilo que, em nossas mãos, não bastaria. Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu. O que era insuficiente tornou-se abundante nas mãos do Senhor. E sobraram doze cestos. As sobras não eram desperdício, mas memória. Cada cesto carregava uma lição: Cristo é suficiente onde os recursos humanos são insuficientes.
Andar pela fé não significa fingir que temos muito. Significa entregar a Jesus o pouco que temos. A fé não nega a escassez; ela reconhece que a escassez humana não limita a suficiência divina. O pouco, nas mãos de Cristo, pode se tornar instrumento de provisão, cuidado e glória.
Talvez você esteja diante de uma necessidade maior do que seus recursos. Uma família a sustentar, uma missão a cumprir, uma dor a enfrentar, uma decisão a tomar, uma responsabilidade acima das suas forças. Não esconda o pouco. Entregue-o ao Senhor. A multiplicação pertence a Ele. A sua parte é colocar nas mãos do Salvador aquilo que você tem, ainda que pareça pequeno demais.
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