José não venceu quando saiu da prisão. Não venceu quando recebeu o anel, as vestes ou quando passou a ocupar uma posição de autoridade. A maior vitória de José aconteceu quando aqueles que o feriram ficaram diante dele e ele percebeu que tinha poder para devolver toda a dor que recebeu, mas escolheu não se tornar igual a eles.
José foi traído pelos próprios irmãos, vendido como escravo, acusado injustamente, preso e esquecido. Ele tinha motivos humanos para guardar rancor. E quando Deus mudou sua história, a vida colocou diante dele a oportunidade perfeita para a vingança. Agora quem tinha poder era José. Quem precisava dele eram aqueles que um dia não tiveram misericórdia dele.
É aqui que muita gente perde uma batalha depois de ter vencido tantas outras.
Porque não adianta chegar ao palácio carregando dentro de si o mesmo coração de quem te jogou no poço. Não adianta Deus te levantar e você usar aquilo que recebeu para humilhar quem te humilhou. Não adianta dizer que venceu se a dor transformou você exatamente naquilo que um dia te fez sofrer.
Talvez uma das maiores provas da cura seja olhar para quem te feriu e perceber que você poderia devolver, mas não precisa mais.
José não chamou o mal de bem. Ele sabia exatamente o que seus irmãos tinham feito. Mas conseguiu dizer: “Vocês intentaram o mal contra mim, porém Deus o tornou em bem.” Gênesis 50:20.
Essa é a vitória que pouca gente vê: quando Deus muda o seu lugar sem a dor mudar o seu caráter.
Não permita que aquilo que fizeram com você decida quem você vai se tornar.
Chegue ao palácio, mas não leve o poço dentro de você.
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