Total de visualizações de página

sábado, 12 de abril de 2025

PALAVRAS

 “as palavras são a melhor

celebração da liberdade. porque é entre elas que, desde sempre, se escondem segredos, e é com elas que, para sempre, se farão revoluções. é nas palavras que mergulham todos aqueles e aquelas que procuram ser e saber mais, numa ânsia de mundo. e nós insistimos em ser pequeninos, em caminhar no mesmo chão, quando há tanto céu para conhecer e tantas palavras para fazer voar.


as palavras são a melhor celebração da liberdade. sem dispensar coragem e poesia, aliadas em qualquer cenário, mais bélico ou lírico. e nunca será demais lembrar que, quando nos entregamos às subtilezas das silabas, estamos a juntar o nosso nome ao exército de quem quer lutar e planar, de quem quer ser um pouco mais livre e ir por ai, ao sabor das frases e dos ventos. ao sabor das páginas e dos seus momentos.


as palavras são a melhor celebração da liberdade. com vitórias e derrotas, contadas em todos os idiomas, em sequências de maior ou pior síntese. porque, mesmo sendo um enorme exercício de liberdade, as palavras nunca deixarão de significar, também, uma pequena exigência de reclusão.

pequena porque existe ar infinito dentro de todas as palavras. só depende de nós querermos respirá-lo, em mil conjugações de sujeitos e predicados.


as palavras são a melhor celebração da liberdade. há quem pense que não podem ser aldeia e mundo ao mesmo tempo, mas podem. e são-no sempre, é preciso que se diga. porque das vogais e consoantes que se dizem,e ouvem, escrevem ou lêem nunca depende o lugar, o ruído à volta ou a intensidade da luz. quando queremos mesmo ser livres, abrimos um livro, desdobramos um poema ou prolongamos uma conversa. embarcamos na viagem, mesmo que nunca deixemos de estar num apartamento apertado numa cidade qualquer. porque a viagem por onde as palavras nos levam está em nós.

as palavras são a melhor celebração da liberdade

SEGREDO

 " O segredo é aproveitar o processo.É manter o entusiasmo com todas as conquistas, por mais insignificantes que pareçam,e não esmorecer nas adversidades.Quando nos propomos a algo, de maior ou menor escala, seja em termos pessoais ou profissionais, temos de estar conscientes de que nada é automático e que existirá sempre um caminho a percorrer.Enquanto o trilhamos, há que ir lembrando:o segredo é aproveitar o processo.É não pensar só na meta e no cumprimento de objetivos.É desfrutar de cada passo, de cada dia.É encontrar e implementar estratégias que nos ajudem nos momentos de maior dúvida.É ter afixada na parede uma mensagem, ou várias, que nos indiquem o norte e que nos lembrem da sorte.Temos tanta.

O Segredo?É aproveitar o processo.É isso que diz quem está um pouco mais à nossa frente.É o que ouvimos e lemos por aí, e mesmo assim, esquecemo-nos que faz todo o sentido.Convencemo- nos de que o processo tem de ser de trabalho árduo, e ignoramos que, em simultâneo,nunca poderá deixar de ser divertido e desafiante, criativo e motivador.O esforço e a dedicação não significam apenas cara séria e muito foco, como muitos apregoam. Também podem significar sorrisos e celebrações.Já se sabe: o segredo é aproveitar o processo.É encarar medos e seguir.É fintar os contratempos e acertar o passo assim que possível, com motivação e alegria.É não desmotivar em demasia, mas premitir viver cada emoção de forma plena.É estar presente do princípio ao fim, desfrutando do todo e das partes.Hão de nos levar onde sonhamos.Até lá o segredo é aproveitar o processo."


SONORO


 O ser humano é um ser integral. Quando uma parte é afetada ou desnutrida, o todo percebe e sofre. A racionalidade abre horizontes e instiga o crescimento. O sentir profundo praticamente determinada se os dias serão iluminados ou não. Mas é a espiritualidade que ergue, promove a esperança e reúne os melhores motivos, para buscar as vitórias de cada dia. No entanto, as pessoas, no final de tudo, são seus afetos. Dias atrás, encontrei uma pessoa em situação de rua, que estava muito irritada, pois, enquanto dormia, roubaram os seus chinelos. Xingava todos que passavam, na busca por culpados. Quando me viu, transformou o semblante, esboçou um sorriso e relatou, sim, a indignação pelo ocorrido, mas sem irritação. Por mais dura ou agressiva que possa ser uma pessoa, todas necessitam de afeto. Melhoramos muitos meios e condições de vida, apesar de que falta muito para que todos sejam contemplados com a dignidade. No entanto, sem medo de errar, afirmo que somos extremamente carentes afetivos. Qualquer elogio, quando sincero, nos derruba, isto é, nos devolve a inocência. Um sorriso muda o dia triste de alguém, um simples ‘oi’, através de um encontro ou de uma mensagem eletrônica, devolve a alegria e o desejo de viver. Os grandes faróis da vida são, sim, os afetos. É evidente que devem ser afetos oriundos de uma personalidade bem constituída e amadurecida. Um ‘obrigado’ é sonoro e tem sabor, capaz de devolver alegria e vibração. Não vamos permitir que nossos afetos adoeçam e se transformem em fonte de insignificância existencial. Sejamos capazes de dizer, com o coração: eu te amo. 

CONSTRUÇÃO

 A construção diária

  A alegria da nossa família foi grande, quando fomos morar na casa própria. Hoje, olhando para trás, podemos concluir rapidamente: o esforço da mãe foi enorme e fundamental. Ter uma casa é algo enraizado na constituição de um lar. Muitas famílias passam a vida inteira juntando economias para adquirir o espaço que favorece o bem-estar e a liberdade. Formar um lar continua sendo um desafio, mas nunca deixará de ser um sonho que realmente vale a pena. É interessante perceber que, praticamente tudo, é uma construção, o que varia é o grau de exigência. A maior de todas as construções, no entanto, é a própria vida. Quando pensamos que a conclusão se avizinha, nos damos conta de que alguns detalhes passaram desapercebidos. Sempre surgem novas situações que aguardam por novas respostas e consistentes encaminhamentos. A cada amanhecer é necessário colocar peça por peça, no seu devido lugar. Somos uma construção sem fim, mesmo tendo consciência da finitude. A paciência é uma peça muito importante, sem a qual é difícil formar o todo. A humildade nunca será um acessório, mas uma peça de valor inestimável. A paz entrelaça todas as peças e imprime a harmonia. O amor, por sua vez, é o alicerce que garante a eternidade da construção. Quando a base é o amor, as peças até podem se movimentar, mas não saem do lugar. Ao meu ver, o brilho que reluz da junção de todas as peças é a espiritualidade. Quando uma pessoa cultiva a espiritualidade, a construção diária se dá de forma espontânea e serena. Vamos nos construindo, dia após dia, mas não pode faltar e nem sobrar peças. 

TRAUMAS

 A forma como lidamos O cotidiano é o palco de muitos encontros, onde as alegrias e as tristezas são partilhadas, sob a orquestração da confiança. É interessante perceber que os humanos andam, nestes últimos tempos, mais propensos à abertura do coração, para falar dos seus sentimentos, acertos e sofrimentos. Num dia desses, sem nenhuma formalidade, a pessoa abriu o coração e disse: ‘Não sou feliz. Quando eu não possuía nada, a pobreza gerava tristeza. Hoje tenho tudo e continuo triste.’ O diálogo ficou pela metade, mas com a promessa de encontrar um tempo para complementar o que não fora dito. De um jeito ou de outro, todos estamos marcados por algum trauma, real ou imaginário. Guardamos palavras, gestos, olhares e atitudes positivas ou negativas. Faz parte da essência humana ser frágil em algum aspecto, mesmo tendo que ser uma const fortaleza. Quando vejo pessoas caminhando na contramão da naturalidade, sempre penso no potencial escondido e, também, nas feridas abertas pela dor. Acolher, sem a pretensão de julgar, é o mínimo que pode ser feito. O respeito é um amor silencioso, que insiste em se fazer presente, nos diferentes e inesperados encontros que a vida oportuniza. Por mais doloridos que possam ser os traumas, a vida não pode deixar de avançar, mesmo quando devemos dobrar as esquinas da humildade e dar um outro rumo aos passos. Nem todos conseguem compreender os próprios traumas e, então, correm o risco de viver dias nublados, apesar do brilho do sol. Assumir os próprios traumas é ser capaz de viver serenamente, vislumbrando a autenticidade advinda do amor próprio. Os traumas, quando bem compreendidos e tratados, pavimentam os caminhos por onde a maturidade escolhe passar e deixar as marcas de sua beleza. Ninguém é mais ou menos feliz pela quantidade de traumas, mas pelo modo como lida com aqueles registros, que parecem não terem alcançado a cicatrização. Traumas sempre teremos. A proporção depende da capacidade de continuar vivendo e aprendendo com algumas dores, que sempre vão doer um pouco. Ainda bem que a vida segue, enquanto o aprendizado faz de tudo para nos tornar humildes e agradecidos. 

AFETO

 O ser humano é movido por afetos. Um elogio, por exemplo, pode mudar o dia de uma pessoa. Uma palavra doce pode provocar muitas e alegres sensações. A maioria aceita as normas e os ditames morais e éticos, quando estão acompanhados do bom senso e da amabilidade. Quando alguém não é elegante na comunicação e nas atitudes, os ruídos acabam causando ofensa e decepção. A razão é muito importante para a realização pessoal e para as decisões a serem tomadas. Porém, a razão não pode ser a única no comando diário. A serenidade da vida acontece no equilíbrio entre a razão e a emoção. É evidente que é um desafio conseguir tal equilíbrio, mas não é impossível. O importante é trabalhar-se continuamente para alcançar um degrau elevado de serenidade, equilibrando, a todo instante, a razão e a emoção. O equilibro está sendo exigido em todos os lugares e funções, pois é o único capaz de estabelecer uma relação de respeito e de durabilidade. O mundo anda bastante encantado com os avanços tecnológicos. A inteligência artificial é vista como uma boa nova para a solução de muitos impasses. Porém, a máquina jamais entenderá de sentimentos e de afetos. A lógica pode ser assumida pela tecnologia, mas o afeto é unicamente humano. Um robô pode até abraçar um humano, mas será sempre uma máquina. Somos movidos por afetos: olho no olho, pele com pele, palavras acompanhadas de atitudes afetivas. A razão abre caminhos, a emoção vai manifestando a alegria, advinda de cada passo dado. A imposição racional tem descerrado muitas janelas, mas os grandes faróis da vida são os afetos. Uma pessoa que sabe amar alcança muitas conquistas e semeia muita bondade. Fico pensando como seria o cotidiano se as pessoas fossem mais calmas, controladas na agressividade, educadas no uso das palavras e criativamente fraternas. Em tempos de muita exposição, se faz necessária uma avaliação em relação aos afetos. Estamos nos machucando demais, através de palavras, atitudes e julgamentos, e a vida anda amargurando experiências decepcionantes. O afeto faz viver, entusiasma e transforma. Não são os outros que devem mudar. A primeira mudança começa em nós. Viver é o maior afeto. 

ALMA

 Oxigênio da alma

 

 Nunca foi tão importante e necessário encontrar-se com as pausas que a vida nos permite. Desacelerar é quase uma obrigação, para oportunizar mais calmaria ao coração. Reencontrar-se com os silêncios existenciais é uma maneira de recompor nossa trajetória. Mas a vida precisa de afeto para alcançar o equilíbrio. Entre tantas fontes de afeto estão os amigos. Sem amigos o sol deixa de brilhar e a lua é encoberta pelas nuvens. Há amizades que chegam de repente, e outras que se demoram a brotar. Algumas florescem depressa e partem com a mesma velocidade. Mas existem aquelas raras, silenciosas, profundas, que resistem ao tempo e às estações como as árvores que firmam raízes discretamente. Elas não pedem licença para permanecer, apenas continuam ali. Com o tempo, percebemos que essas amizades são como refúgios. A sombra que oferecem não exige nada em troca. O silêncio que compartilham não pesa. O olhar que trocam compreende, mesmo quando não há explicações. E quando a vida aperta, são elas que nos devolvem o oxigênio que faltava. Não importa quanto tempo passe, sempre haverá espaço para recomeçar a conversa exatamente de onde parou. É bonito perceber que algumas raízes, mesmo quando distantes, continuam entrelaçadas sob a terra da memória e do afeto. São amizades que não pedem prova, apenas presença. Mesmo que a frequência das palavras diminua, a intensidade do vínculo permanece intacta. O mundo muda, as rotinas se transformam, mas a árvore da amizade verdadeira permanece firme, oferecendo abrigo, sentido e respiro. Preservar essas amizades é como cuidar de um jardim íntimo: basta regar de vez em quando com verdade, simplicidade e ternura. Porque, no fundo, são essas árvores humanas que nos devolvem o ar quando o mundo nos sufoca. Os amigos acalmam a alma. 

AGRADAR

Na dinâmica da existência humana e dos relacionamentos, convivemos com uma enorme variedade de expectativas sobre nós. Há expectativas gerad...