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sábado, 8 de agosto de 2026

ALMA

 Às vezes, as exclamações da alma saem curtas; elas brotam como que “des-engasgando” o peito - desabafos que simplesmente escapam. 


Tais suspiros se transformam em verbos e que acabam virando uma prece desconexa.


Às vezes, uma espécie de frio sobe por minhas costas no esforço de articular melhor e de me expressar com outras palavras, mas o suor da contemplação de pouco adianta. Só falo entrecortado.


Nessas vezes, an alma mal articula o que pensa o pensamento. Antes de nascer a ideia, na frente da razão, palavras em forma de bolhas sagradas emergem das regiões abissais do coração e essas bolhas carregam minhas preces inarticuláveis.


Todas as vezes, porém, Deus as escuta, pois ele é essencialmente verbo e não carece de uma sintaxe correta para perceber as súplicas do espírito. 


Aprendi a orar aos suspiros para assim transmitir meus sentimentos graves, bem como os voláteis, através de lábios gaguejantes - certo de que estou sendo sempre acolhido.

So

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