A bondade de Deus não se manifesta apenas quando Ele nos concede aquilo que pedimos, mas também quando, em sua soberania, Ele nos diz “não”. Nosso coração deseja controlar os resultados, mas a Escritura nos lembra: “Os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos” (Is 55:8). Deus enxerga aquilo que nós não enxergamos e conhece o fim desde o princípio. Por isso, uma porta fechada nem sempre é rejeição; muitas vezes, é providência, proteção e graça.
Romanos 8:28 não promete que todas as coisas serão agradáveis, mas que Deus faz todas elas cooperarem para o bem daqueles que o amam. A cruz demonstra isso de maneira perfeita: aquilo que parecia derrota era, na verdade, o centro do plano da redenção. Se Deus foi capaz de transformar a maior tragédia da história no caminho da nossa salvação, podemos confiar que Ele também sabe conduzir aquilo que hoje não compreendemos.
Fé madura não é dizer: “Eu confio em Deus porque Ele fará aquilo que desejo”. É dizer: “Eu confio em Deus porque Ele é Deus, mesmo quando sua vontade contraria a minha”. Cristo nos ensinou a orar: “seja feita a tua vontade” (Mt 6:10). O “não” de Deus não significa ausência de amor. O Deus que fecha uma porta continua sendo o mesmo Deus que entregou o próprio Filho por seu povo.
Portanto, não interprete a bondade de Deus pelas circunstâncias do momento. Quando Ele disser “sim”, agradeça. Quando disser “espere”, persevere. E quando disser “não”, confie. Sua vontade é mais sábia que a nossa, sua providência é perfeita e seu amor não muda. Deus continua sendo bom, mesmo quando sua resposta não é aquela que esperávamos.
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