Tem gente que perde a paz tentando tirar a paz dos outros. Hamã tinha posição, dinheiro, honra e acesso ao rei, mas nada daquilo conseguia satisfazê-lo enquanto Mardoqueu continuasse assentado à porta do rei sem se curvar diante dele. Em Ester 5, Hamã fala de tudo o que possuía, mas depois revela o que já dominava seu coração: nada daquilo lhe bastava enquanto Mardoqueu estivesse ali. Olha que coisa séria. A malícia já estava consumindo Hamã antes mesmo da forca existir. Primeiro ela roubou sua paz, depois ocupou seus pensamentos, alimentou seu orgulho e transformou o incômodo em desejo de destruição. Então Hamã manda preparar uma forca para Mardoqueu, imaginando que estava construindo o fim de outro homem, sem perceber que estava preparando o próprio fim. Em Ester 7, tudo muda. O rei descobre o plano, fica sabendo da forca e Hamã termina exatamente nela. Mardoqueu não precisou derrubá-lo. A própria malícia de Hamã o levou até sua queda. Por isso cuidado com aquilo que você alimenta escondido no coração. Não pense que porque uma mentira funcionou, Deus aprovou. Não pense que porque você conseguiu prejudicar alguém, você venceu. Hamã também achou que estava vencendo. A malícia pode até começar apontada para outra pessoa, mas se for alimentada, termina consumindo quem a carrega. Hamã preparou a forca para Mardoqueu e terminou nela. Tem gente construindo com as próprias mãos aquilo que amanhã vai derrubá-la.
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