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terça-feira, 11 de agosto de 2026

DECIDIR

 Decido exorcizar toda e qualquer agressividade em mim. 


Preciso que bondade permeie as minhas iniciativas. 

Desejo aprender a reverenciar o próximo, mesmo quando discordar dele. 

Peço a Deus que me ajude a jamais confundir franqueza com insolência. E que graça se antecipe à toda virtude que eu imagine possuir.

 

Diante da brevidade da vida, resolvo me manter obstinado em ler e disciplinado em meu amor à poesia. 


Sonho em aprender a apreciar os mestres da pintura e a apurar os ouvidos para a sutileza das grandes sinfonias. 


Chegou a hora de temperar minha existência, quando se mostra insípida, e de colorir o dia baço.


Almejo descobrir Deus no rosto da criança sofrida, na mão do miserável e no olhar do ancião abandonado. 


Anseio celebrar Deus tanto nas iniciativas de quem é solidário como na obstinação de quem defende a dignidade do oprimido.


Venho renascendo de um tempo difícil, sem alucinação, sem extravagância, sem ostentação e sem pieguice. 


Por isso, desafio a minha alma a contentar-se com a simplicidade, a gozar o instante sem culpa e a tecer emoções sem neurose.


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