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terça-feira, 11 de agosto de 2026

FORMIGA

 Provérbios 6.6-8 e 30.24-25

A formiga é pequena, mas não é imediatista.

Salomão manda o preguiçoso olhar para ela. Agur, em Provérbios 30, volta os olhos para o mesmo animal e o coloca entre as criaturas pequenas que carregam uma grande sabedoria.

A formiga não impressiona pelo tamanho. Impressiona pela percepção.

Ela entende que o verão não é eterno. Por isso, trabalha enquanto há tempo. Ela sabe que existem estações em que se pode colher e estações em que será necessário viver do que foi armazenado.

Esse é um dos grandes contrastes da vida. Há pessoas que gastam no verão aquilo que deveriam guardar para o inverno.

Celebram a abundância como se ela fosse permanente. Consomem tudo o que recebem. Desprezam o tempo de preparação e depois culpam a estação difícil.

A formiga não faz isso.

Ela não precisa de alguém dizendo o tempo inteiro o que precisa fazer. Não tem chefe, oficial ou dominador. Existe dentro dela uma consciência de responsabilidade.

Isso confronta uma geração acostumada a precisar de estímulo para cumprir aquilo que já sabe que deve fazer.

Nem sempre falta oportunidade. Às vezes falta percepção.

A formiga não trabalha porque alguém está olhando. Ela trabalha porque sabe que o amanhã será consequência do que fizer hoje.

Aprenda a reconhecer suas estações. Há momentos para plantar, momentos para colher e momentos para armazenar.

Nem toda prosperidade deve ser consumida. Parte dela precisa ser preservada.

Nem todo tempo de fartura é convite para gastar. Alguns são convites para se preparar.

E aqui está a ironia. A criatura que não tem força suficiente para assustar ninguém consegue sobreviver a estações que muitos homens fortes não conseguem suportar.

Não é o tamanho que determina a sabedoria.

e a capacidade de discernir o tempo.

Olhe para a formiga.

Ela é pequena demais para dominar o mundo, mas sábia o bastante para não ser surpreendida pelo inverno.



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