Provérbios 6.6-8 e 30.24-25
A formiga é pequena, mas não é imediatista.
Salomão manda o preguiçoso olhar para ela. Agur, em Provérbios 30, volta os olhos para o mesmo animal e o coloca entre as criaturas pequenas que carregam uma grande sabedoria.
A formiga não impressiona pelo tamanho. Impressiona pela percepção.
Ela entende que o verão não é eterno. Por isso, trabalha enquanto há tempo. Ela sabe que existem estações em que se pode colher e estações em que será necessário viver do que foi armazenado.
Esse é um dos grandes contrastes da vida. Há pessoas que gastam no verão aquilo que deveriam guardar para o inverno.
Celebram a abundância como se ela fosse permanente. Consomem tudo o que recebem. Desprezam o tempo de preparação e depois culpam a estação difícil.
A formiga não faz isso.
Ela não precisa de alguém dizendo o tempo inteiro o que precisa fazer. Não tem chefe, oficial ou dominador. Existe dentro dela uma consciência de responsabilidade.
Isso confronta uma geração acostumada a precisar de estímulo para cumprir aquilo que já sabe que deve fazer.
Nem sempre falta oportunidade. Às vezes falta percepção.
A formiga não trabalha porque alguém está olhando. Ela trabalha porque sabe que o amanhã será consequência do que fizer hoje.
Aprenda a reconhecer suas estações. Há momentos para plantar, momentos para colher e momentos para armazenar.
Nem toda prosperidade deve ser consumida. Parte dela precisa ser preservada.
Nem todo tempo de fartura é convite para gastar. Alguns são convites para se preparar.
E aqui está a ironia. A criatura que não tem força suficiente para assustar ninguém consegue sobreviver a estações que muitos homens fortes não conseguem suportar.
Não é o tamanho que determina a sabedoria.
e a capacidade de discernir o tempo.
Olhe para a formiga.
Ela é pequena demais para dominar o mundo, mas sábia o bastante para não ser surpreendida pelo inverno.
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