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domingo, 9 de agosto de 2026

OLEO

 O óleo que carregamos não vem de um caminho fácil, ele nasce na prensa. E dói, não é? É ali onde somos moídos, apertados, testados em silêncio, e onde as lágrimas se tornam parte da unção.

Mais do que ninguém, Cristo viveu isso. Ele também foi levado à prensa, ao Getsêmani, lugar cujo nome significa “prensa de azeite”. Ali, Ele sentiu o peso da dor, a angústia de saber o que iria acontecer. Pediu aos amigos que ticassem com Ele, que vigiassem enquanto orava, mas foi deixado sozinho.

Cada gota de suor misturada ao sangue naquela noite carregava o perfume da obediência. Era o óleo sendo extraído, não por glória humana, mas por amor.

Sei bem que há processos que nos esmagam, situações que parecem injustas, dores que não compreendemos. Mas é ali, na prensa da alma, que Deus está gerando algo eterno dentro de nós. Cada lágrima derramada se torna parte do óleo que trará cura, consolo e presença.

O óleo que carregamos não é comum. Ele tem a dor do processo e o perfume da presença. Ele carrega a marca de quem passou pelo Getsêmani e aprendeu que o propósito é maior que a dor.

E quando você exala esse perfume, o céu reconhece, porque é o mesmo aroma que um dia subiu do jardim, quando Cristo, mesmo angustiado, disse: “Pai, não seja como eu quero, mas como Tu queres.”

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