Há estações que não terminam com barulho.
Elas terminam com uma voz.
Elias estava dentro de uma caverna quando Deus lhe perguntou:
“Que fazes aqui, Elias?”
— 1 Reis 19:9
Ele havia vivido dias intensos. Tinha visto fogo descer do céu, enfrentado batalhas e, depois de tudo isso, chegou ao lugar do medo, do cansaço e do isolamento.
Mas a caverna não era o destino de Elias.
Assim como o casulo não é o destino da borboleta.
O casulo tem propósito.
É lugar de transformação, de silêncio, de processos que ninguém vê. Mas chega um momento em que aquilo que protegeu durante a transformação precisa ser rompido para que uma nova estação comece.
Deus disse a Elias:
“Saia e fique no monte, na presença do Senhor.”
— 1 Reis 19:11
Era hora de sair.
Há lugares que nos abrigaram em uma estação, mas não podem nos acompanhar na próxima.
E talvez seja exatamente isso que Deus esteja sinalizando para alguns neste tempo.
A estação mudou.
Depois do vento, do terremoto e do fogo, Elias ouviu uma voz mansa e delicada. E naquela voz havia direção para o próximo capítulo.
Existem momentos em que Deus não está encerrando a nossa história.
Está encerrando uma estação.
O casulo não foi perda de tempo.
A caverna não anulou o chamado.
O silêncio não significou abandono.
Tudo teve seu propósito.
Mas existe um tempo profético para romper o casulo, sair da caverna, discernir a voz e voltar a caminhar.
Isso vale para a minha vida.
Vale para a sua.
Vale para todos nós.
Não tente permanecer no lugar onde Deus já terminou um processo.
Estações mudam.
E quando Deus muda a estação, Ele também libera graça para aquilo que vem depois.
Talvez você ainda esteja olhando para o casulo, enquanto Deus já está dizendo: É tempo de abrir as asas!
Encaminhe esta mensagem para alguém que precisa entender que o processo não era o destino. Era preparação.
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