Algo profundamente humano: a necessidade de ser aprovado pelos outros pode se tornar uma prisão. Quando nossa paz depende da opinião alheia, entregamos às pessoas um poder que elas nunca deveriam possuir.
Mas o evangelho vai ainda mais fundo. O problema não está apenas na opinião dos outros, mas no coração que deseja ser visto, admirado e reconhecido. A Escritura diz: “Quem teme ao homem arma ciladas” (Pv 29:25).
Passamos grande parte da vida tentando controlar a imagem que os outros têm de nós, quando sequer conseguimos controlar aquilo que pensam. Podemos explicar, agradar e justificar — e ainda assim seremos incompreendidos por alguém.
Por isso, a maturidade cristã não consiste em fazer com que todos tenham uma boa opinião sobre nós, mas em aprender a viver diante de Deus.
Paulo afirma: “Se procurasse agradar a homens, não seria servo de Cristo” (Gl 1:10). Isso não é arrogância nem desprezo pela correção. É liberdade: colocar cada voz humana em seu devido lugar e reconhecer que somente Deus possui autoridade final sobre nossa consciência.
Dostoiévski toca nessa ferida ao comparar a opinião dos outros àquilo que não possui importância real para nós. E o cristão pode ir além: se minha identidade está em Cristo, por que permitir que a aprovação humana determine meu valor?
Cristo foi rejeitado, humilhado e desprezado pelos homens, mas permaneceu perfeitamente obediente ao Pai. O caminho de Cristo nunca foi o da aprovação popular, mas o da fidelidade.
Ame as pessoas. Receba correção. Seja humilde. Mas não transforme a opinião dos homens no tribunal da sua existência.
Viva diante daquele que conhece completamente o seu coração.
“Quem teme ao homem arma ciladas, mas o que confia no Senhor está seguro.” — Provérbios 29:25
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