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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

MEMÓRIA

 A memória em Ópera dos Mortos não é apenas uma lembrança passativa do que já foi: é uma presença viva, quase física, que paralisa o tempo e prende os personagens ao peso da própria história.

Autran Dourado constrói uma narrativa onde o passado recusa-se a virar pó, assombrando cada cômodo e transformando a dor em uma repetição contínua. Essa frase reflete com precisão a atmosfera sufocante da obra, onde lembrar deixa de ser um consolo e passa a ser uma sentença.

Um clássico visceral da nossa literatura sobre o peso das escolhas, a culpa e o tempo que insiste em não passar.



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