Não estamos solteiros apenas porque “esta geração não sabe mais amar”. Às vezes, romantizamos o passado como se o problema estivesse somente no tempo em que vivemos. Mas a Escritura nos conduz a olhar mais profundamente: o problema fundamental do coração humano não é a geração; é o pecado.
O mundo mudou, os relacionamentos mudaram, a tecnologia mudou, mas a inclinação do coração continua a mesma. Jeremias declara que “enganoso é o coração” (Jr 17:9). Por isso, não precisamos simplesmente de um amor parecido com o dos anos 90; precisamos de corações transformados pela graça de Deus.
O amor bíblico não é sustentado pela nostalgia, pela intensidade dos sentimentos ou pela ausência de dificuldades. Ele é sacrificial, perseverante e orientado pela aliança. Cristo não amou a sua Igreja porque ela era perfeita. Ele a amou para torná-la santa. (Ef 5:25-27)
Talvez o grande problema de nossa geração seja desejar alguém que ame profundamente, enquanto nós mesmos ainda queremos ser amados sem morrer para o nosso ego. Queremos compromisso sem sacrifício, fidelidade sem renúncia e intimidade sem responsabilidade.
O Evangelho nos ensina algo muito mais profundo: antes de procurarmos alguém que satisfaça nossos desejos, precisamos ser confrontados por Aquele que conhece perfeitamente o nosso coração. O amor verdadeiro não começa quando encontramos a pessoa certa; começa quando Cristo transforma a pessoa que somos.
No fim, não precisamos voltar aos anos 90. Precisamos voltar à Palavra.
“Não precisamos de um amor dos anos 90; precisamos de corações do século 21 rendidos ao Cristo eterno.”
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