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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

FRACASSO

 Há um perigo mais sutil do que fracassar: ser bem-sucedido naquilo que Deus nunca nos chamou para fazer. O coração humano facilmente transforma reconhecimento, números, influência e aplausos em medidas de valor. Mas o evangelho nos confronta: fomos criados não para construir um grande nome, mas para glorificar o nome de Cristo. “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente” (Rm 11:36).


A verdadeira prosperidade espiritual não é conquistar tudo o que desejamos, mas aprender a desejar aquilo que Deus deseja. Às vezes, aquilo que o mundo chama de sucesso é exatamente aquilo que alimenta nosso orgulho; e aquilo que parece pequeno aos olhos dos homens pode ser grandioso diante de Deus. Deus não mede nossa fidelidade pelo tamanho da plataforma, mas pela submissão do coração.


Cristo não nos chamou para sermos admirados, mas para negarmos a nós mesmos, tomarmos a nossa cruz e segui-lo (Mt 16:24). A graça não apenas nos salva da condenação; ela também nos liberta da necessidade de sermos vistos. Quando entendemos que nossa identidade está em Cristo, podemos servir sem aplausos, obedecer sem reconhecimento e permanecer fiéis mesmo quando ninguém percebe.


No fim, a pergunta não será: “Quanto eu conquistei?”, mas: “A quem pertenceu a minha vida?” Que Deus nos livre de alcançar grandes coisas para o nosso próprio nome e nos conceda a graça de fazer até as pequenas coisas para a glória daquele que nos comprou por tão alto preço.


“E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens.” — Colossenses 3:23

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