Há quase um ano eu falei dele e quase apanhei. E antes que alguém se ofenda de novo, eu amo chuchu. Com feijão batido e angu então, melhor ainda. O problema nunca foi o chuchu. O problema é quando a fé de alguém se parece com ele.
Tem gente que entra num ambiente e, pouco tempo depois, já está com o mesmo gosto de todo mundo. Se está perto de quem ora, ora. Se está perto de quem reclama, reclama. Se está perto de quem fofoca, fofoca. Se está perto de quem critica liderança, critica também. Se está perto de quem busca a Deus, parece fervoroso. Muda de ambiente e muda junto.
Isso não é adaptação. É falta de convicção.
Quem tem identidade não precisa virar cópia para ser aceito. Quem tem raiz não muda de essência toda vez que muda de companhia. Daniel viveu na Babilônia sem deixar a Babilônia entrar nele. José viveu no Egito sem esquecer de quem era. Jesus sentava com todo tipo de pessoa, mas nunca precisou parecer com elas para alcançá-las.
O mais perigoso é que o cristão chuchu quase sempre acha que está tudo bem, porque ele se encaixa em todo lugar. Só que uma fé que se encaixa em qualquer ambiente talvez ainda não tenha aprendido a permanecer firme em nenhum.
Você pode até dizer que tem opinião própria, mas observe uma coisa: quem define seu comportamento quando você chega num grupo novo? Sua convicção ou a aprovação das pessoas?
Porque fé verdadeira não pega o gosto da panela. Ela carrega identidade.
“Para que não sejamos mais meninos, inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina…” Efésios 4:14
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