Talvez você já tenha lido sobre as 30 moedas de Judas muitas vezes. Mas existe um detalhe que torna essa história ainda mais assustadora: séculos antes, Zacarias já havia escrito sobre trinta moedas de prata. E não para por aí. Ele diz que aquele dinheiro seria lançado na Casa do Senhor e menciona o oleiro. Zacarias 11:12-13.
Depois, em Mateus, Judas pergunta quanto receberia para entregar Jesus: 30 moedas. Quando percebe o que fez, volta ao templo e joga o dinheiro dentro do santuário. Os sacerdotes recolhem as moedas e, com elas, compram justamente o campo do oleiro. Mateus 26:15; 27:3-10.
30 moedas. A Casa do Senhor. O oleiro.
Mas existe algo ainda mais doloroso. Em Êxodo 21:32, trinta siclos de prata aparecem como indenização pela morte de um escravo. E foi por trinta moedas que entregaram Jesus.
O Senhor Jesus não tinha preço, mas homens decidiram quanto Ele valia para eles.
É fácil sentir indignação com Judas. Difícil é perceber que ainda fazemos nossas próprias negociações. Nem sempre por dinheiro. Às vezes trocamos princípios por aceitação, presença de Deus por prazer, obediência por relacionamento, verdade por conveniência, chamado por posição.
Judas tinha 30 moedas.
E nós, o que colocamos na mesa quando precisamos escolher entre Jesus e aquilo que não queremos perder?
Talvez o problema nunca tenha sido apenas o valor das moedas. O problema foi existir alguma coisa que, naquele momento, Judas considerou mais valiosa do que permanecer com Jesus.
Que nunca exista em nossas mãos algo que valha mais do que Ele.
“Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” Marcos 8:36
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