Efraim viveu uma daquelas dores que nenhuma frase bonita consegue explicar.
📖 Em 1 Crônicas 7:20-23, seus filhos foram mortos, e o texto diz que Efraim chorou por muitos dias. Seus parentes vieram consolá-lo.
Depois, ele voltou para sua mulher. Ela engravidou e teve um filho.
Mas olha o nome que Efraim colocou naquela criança:
Berias.
O próprio texto explica o motivo: porque a desgraça havia entrado em sua casa.
Isso me faz pensar.
A vida continuou para Efraim, mas continuar não significou apagar o que aconteceu.
Ele voltou a gerar.
Voltou a viver.
Uma criança nasceu.
Mas a memória da dor ainda estava ali.
E quantas pessoas estão exatamente assim?
A vida andou por fora, mas alguma coisa ainda dói por dentro.
Voltaram a trabalhar.
Voltaram a sorrir.
Voltaram a comemorar aniversários.
Talvez até construíram uma nova história.
Mas existem perdas que deixam marcas.
E talvez você precise ouvir isso hoje:
seguir vivendo não significa que você esqueceu quem perdeu.
Uma nova alegria não apaga um amor antigo.
E voltar a sorrir não é uma traição à sua saudade.
Efraim chamou aquele menino de Berias porque a tragédia fazia parte da história daquela casa.
Mas aquele nascimento também mostrava silenciosamente uma coisa:
a dor não conseguiu impedir que a vida continuasse.
Então eu te pergunto:
você está se permitindo viver novamente… ou sente culpa toda vez que percebe que conseguiu sorrir depois daquilo que perdeu?
Às vezes, honrar quem partiu também é continuar vivendo.
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