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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

TERRA

A terra está tremendo. Águas arrastam ruas inteiras. O noticiário diário parece ter saído de um roteiro de catástrofe.

Diante de tudo isso, nossa reação mais rápida é olhar para o céu e declarar: O fim está próximo.

Mas talvez a pergunta que Jesus queira nos fazer não seja sobre quando o mundo vai acabar, mas sobre quem estamos nos tornando enquanto ele não acaba.

Em Mateus 24:8, Jesus chama esses acontecimentos de “princípio das dores”. Não para alimentar o nosso medo, mas para despertar a nossa atenção. Os sinais não foram dados para satisfazer nossa curiosidade sobre datas. Foram dados para nos manter despertos.

O problema é que o mundo grita, mas nós estamos de fones de ouvido.

A criação geme (Romanos 8:22), pessoas sofrem, tragédias se multiplicam e muitas vezes nossa resposta é apenas rolar a tela, consumir a dor do outro por alguns segundos e seguir para o próximo conteúdo.

A tragédia virou notícia.

A notícia virou conteúdo.

E, pouco a pouco, a dor deixou de nos tocar.

Jesus não nos chamou para sermos espectadores do caos. Ele nos chamou para sermos luz no meio dele.

Cristo é a nossa esperança. E, enquanto esperamos Sua volta, existe uma pergunta que precisa nos incomodar:

Se a Noiva sabe que o Noivo vem, por que ela está tão distraída?

O mundo é o cenário. O confronto é no espelho.

Talvez hoje Deus não esteja apenas mostrando o que está acontecendo lá fora. Talvez esteja perguntando o que está acontecendo dentro de nós.

Ainda conseguimos ouvir Sua voz no meio de tanto barulho?

Amanhã, vamos encarar outra pergunta: por que ficamos tão surdos para a dor do mundo? Talvez porque estejamos ocupados demais gritando uns com os outros.


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