A terra está tremendo. Águas arrastam ruas inteiras. O noticiário diário parece ter saído de um roteiro de catástrofe.
Diante de tudo isso, nossa reação mais rápida é olhar para o céu e declarar: O fim está próximo.
Mas talvez a pergunta que Jesus queira nos fazer não seja sobre quando o mundo vai acabar, mas sobre quem estamos nos tornando enquanto ele não acaba.
Em Mateus 24:8, Jesus chama esses acontecimentos de “princípio das dores”. Não para alimentar o nosso medo, mas para despertar a nossa atenção. Os sinais não foram dados para satisfazer nossa curiosidade sobre datas. Foram dados para nos manter despertos.
O problema é que o mundo grita, mas nós estamos de fones de ouvido.
A criação geme (Romanos 8:22), pessoas sofrem, tragédias se multiplicam e muitas vezes nossa resposta é apenas rolar a tela, consumir a dor do outro por alguns segundos e seguir para o próximo conteúdo.
A tragédia virou notícia.
A notícia virou conteúdo.
E, pouco a pouco, a dor deixou de nos tocar.
Jesus não nos chamou para sermos espectadores do caos. Ele nos chamou para sermos luz no meio dele.
Cristo é a nossa esperança. E, enquanto esperamos Sua volta, existe uma pergunta que precisa nos incomodar:
Se a Noiva sabe que o Noivo vem, por que ela está tão distraída?
O mundo é o cenário. O confronto é no espelho.
Talvez hoje Deus não esteja apenas mostrando o que está acontecendo lá fora. Talvez esteja perguntando o que está acontecendo dentro de nós.
Ainda conseguimos ouvir Sua voz no meio de tanto barulho?
Amanhã, vamos encarar outra pergunta: por que ficamos tão surdos para a dor do mundo? Talvez porque estejamos ocupados demais gritando uns com os outros.
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