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domingo, 30 de agosto de 2026

ALMAS

 “.. Duas almas caminhavam pelos corredores do tempo, vagando por vidas, atravessando eras, como estrelas errantes em busca de sua órbita. Carregavam marcas de batalhas antigas, cicatrizes de amores desfeitos, silêncios de ausências que o universo teima em repetir. Eram fragmentos de eternidade, buscando reencontro.


E então, como um milagre que se cumpre no instante certo, seus olhares se tocaram. Não foi apenas encontro de olhos; foi colisão de mundos. O tempo parou para que o destino respirasse. O espaço cedeu para que o amor tivesse voz. E naquele momento, não havia terra nem céu, apenas o brilho intenso de duas almas que se reconheciam.


Foi como se cada verso do universo tivesse sido escrito para aquele instante. O sol curvou-se em silêncio, a lua sorriu em segredo, e até as estrelas tremularam como testemunhas do milagre. Porque quando duas almas se encontram, não há acaso: há destino, há promessa, há eternidade se cumprindo em forma de presença.


E então, não havia mais “eu” ou “você”, havia apenas “nós”. Um “nós” que não cabia em palavras, que ultrapassava fronteiras, que dançava entre a carne e o espírito. Um “nós” que era fogo e calmaria, abismo e ponte, raiz e voo.


O universo, sábio, sabia: duas almas que se encontram não apenas vivem; elas transcendem. E nesse encontro, não há fim, apenas continuação. Porque um amor assim não morre, não se apaga, não se dissolve. Ele permanece, atravessa o tempo, veste-se de luz, ecoa como música que jamais silencia.


Duas almas que se encontram são o poema mais épico que a eternidade já escreveu..”


☁️📝✨

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