Estamos todos condenados a não sermos mais os mesmos. A transformação é inevitável. O tempo nos atravessa, as circunstâncias nos moldam, as experiências nos transformam. Mas transformar-se nem sempre significa evoluir. Muitas vezes, é apenas uma adequação às circunstâncias.
Nem sempre caminhamos para frente. De vez em quando, como num movimento pendular, retrocedemos um passo para, em seguida, avançarmos dois. Evoluímos e involuímos. Aperfeiçoamo-nos e deterioramo-nos. Avançamos, recuamos, caímos e nos levantamos. O que não nos é possível é permanecer os mesmos.
A estagnação é uma ilusão. A imutabilidade é uma prerrogativa divina. Toda vez que o ser humano se considera imutável, alimenta a presunção de ocupar um lugar que não lhe pertence: o lugar de Deus.
Nós mudamos. Deus não. Só Cristo é “o mesmo ontem, hoje e eternamente”.
Parafraseando Martin Luther King Jr.: ainda não somos o que deveríamos ser; nem somos o que gostaríamos de ser; mas, graças a Deus, não somos mais o que éramos.
Eis a esperança: não precisamos ser hoje tudo aquilo que ainda podemos nos tornar. O importante é não perder a disposição de continuar mudando, mesmo quando a mudança nos obriga a reconhecer que, em algum momento, tomamos o caminho errado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário