Total de visualizações de página

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

CRUZ

 A cruz revela algo que o coração humano tenta esconder: podemos estar próximos de Cristo e, ainda assim, amar mais aquilo que podemos obter dEle do que o próprio Cristo.


Judas esteve entre os discípulos, ouviu os ensinamentos do Mestre, contemplou milagres e caminhou com Jesus. Mas sua proximidade externa não significou regeneração interna. Seu coração continuou governado pelo amor ao dinheiro e pela própria vontade (João 12:4–6). Isso nos confronta profundamente: estar perto das coisas de Deus não é o mesmo que pertencer ao Deus das coisas.


Judas entregou Jesus por algumas moedas. Cristo, porém, entregou-se voluntariamente por pecadores. “O Filho de Deus me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gálatas 2:20). De um lado, um homem avaliando Cristo pelo preço que poderia receber; do outro, o próprio Cristo demonstrando que o pecador vale tão pouco diante da santidade que necessita de uma redenção tão grande, e que a graça é tão gloriosa que Deus decidiu salvar pecadores por meio do sacrifício do próprio Filho.


A traição de Judas também nos lembra que o pecado não precisa afastar alguém fisicamente de Jesus para afastar seu coração dEle. É possível cantar, pregar, servir, frequentar a igreja e falar sobre Cristo enquanto o coração secretamente negocia com aquilo que deseja mais do que a Deus.


Por isso, a pergunta não é apenas: “Estou perto de Jesus?” A pergunta é: “Jesus é o meu tesouro?”


“Porque onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.”

— Mateus 6:21


Que Deus nos livre de uma religião de aparência, de uma fé que transforma Cristo em instrumento para alcançar nossos desejos e de um coração que conhece o nome de Jesus, mas ainda ama o mundo mais do que o Salvador.

Nenhum comentário:

Postar um comentário