É possível defender a verdade com tanta convicção que você deixa de perceber que está resistindo ao próprio Deus.
Paulo tinha convicções profundas. Conhecia as Escrituras, era zeloso pela sua fé e acreditava estar fazendo a vontade de Deus enquanto perseguia a Igreja. O problema não era a falta de convicção. Era a direção para a qual sua convicção o conduzia.
Até que, no caminho de Damasco, Jesus o confrontou.
Aquele homem que acreditava enxergar tudo com clareza foi derrubado pela luz de Cristo. Precisou perder a visão para começar a enxergar de outra maneira. Pela primeira vez, suas certezas foram colocadas diante daquele a quem ele realmente estava perseguindo: Jesus.
Paulo não precisava apenas de mais conhecimento. Precisava ser confrontado por Jesus.
E o encontro com Cristo não terminou na queda.
Deus disse a Ananias: “Este é para mim um instrumento escolhido” (Atos 9:15).
O perseguidor seria transformado em proclamador. Aquele que antes usava sua força para destruir a Igreja passaria a entregar a própria vida para anunciar o Evangelho.
Isso nos confronta.
Nem toda convicção é obediência. Nem todo zelo revela maturidade. É possível conhecer muito, defender ideias com firmeza e, ainda assim, precisar permitir que Jesus corrija a direção dos nossos passos.
Paulo não foi transformado porque perdeu sua intensidade. Sua intensidade encontrou uma nova direção. O mesmo homem que antes perseguia passou a proclamar, não a si mesmo, mas a Cristo.
Deus não chamou Paulo pronto.
Mas, no caminho, ensinou-o que uma vida verdadeiramente transformada começa quando Cristo deixa de ser apenas alguém que defendemos e se torna o Senhor a quem nos rendemos. 🔥
E você? Sua convicção tem conduzido você para mais perto de Cristo ou apenas fortalecido aquilo que você já decidiu defender?
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