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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

MORTE

 A morte é o grande nivelador da humanidade. Diante da sepultura, caem os títulos, os aplausos, o dinheiro, a aparência e a arrogância. O rei e o súdito, o sábio e o insensato, o rico e o pobre retornam ao mesmo pó. Aquilo que o homem construiu para parecer grande nesta vida não pode acompanhá-lo para além dela.

A Escritura não nos permite romantizar essa realidade: “Porque és pó e ao pó tornarás” (Gn 3:19). A morte é consequência da entrada do pecado no mundo, e ela anuncia diariamente que o homem não é autossuficiente. “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3:23).

Por isso, visitar um cemitério deveria produzir mais do que tristeza; deveria produzir sobriedade. O túmulo proclama uma verdade que o orgulho tenta esconder: nossa vida é breve, nossa glória é passageira e nossos dias estão nas mãos de Deus. Como diz o salmista: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos corações sábios” (Sl 90:12).

Mas o cristianismo não termina diante de uma sepultura. A morte não possui a palavra final para aqueles que estão em Cristo. Jesus declarou: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11:25).

O cemitério nos lembra da seriedade do pecado; o túmulo vazio nos anuncia a vitória de Cristo. “Tragada foi a morte pela vitória” (1Co 15:54).

Portanto, não desperdice a vida tentando construir um nome que o tempo apagará. Viva para a glória daquele cujo nome jamais será apagado. “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente” (Rm 11:36).

No fim, todos voltaremos ao pó. A diferença não estará na grandeza do nosso nome, mas em pertencermos ou não a Cristo.

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