Nem sempre é falta de fé. Às vezes, é simplesmente cansaço de tentar dar conta de tudo.
A rotina continua, as responsabilidades não param, existem decisões para tomar e situações que ainda não sabemos como resolver. Por fora, seguimos funcionando. Por dentro, a mente tenta encontrar uma saída para tudo ao mesmo tempo.
É nesse lugar tão humano que o Salmo 121 começa:
“Elevo os meus olhos para os montes; de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra.” Salmo 121:1–2
Quando estamos preocupados, nossa atenção se estreita. O problema cresce, ocupa espaço mental e começa a parecer maior do que todo o restante. Pensamos nele enquanto trabalhamos, antes de dormir e, às vezes, assim que acordamos.
Por isso, levantar os olhos não é negar a realidade. É ampliar a perspectiva.
É reconhecer que existe uma situação que precisa ser enfrentada, mas também existe um limite para aquilo que podemos controlar.
Há coisas que dependem de nós: uma conversa, uma decisão, um limite, um passo.
E há coisas que, depois de fazermos tudo o que podemos, simplesmente não estão em nossas mãos.
Talvez uma das formas mais maduras de confiar em Deus seja parar de carregar como responsabilidade aquilo que nunca esteve sob o nosso controle.
O salmista vê os montes. Ele sabe que estão ali. Mas entende que o socorro não vem deles.
“O meu socorro vem do Senhor.”
Isso não significa que amanhã tudo estará resolvido. Significa que não precisamos esperar tudo se resolver para encontrar descanso.
Faça o que está ao seu alcance. Ore sobre aquilo que ultrapassa você. E permita que Deus continue sendo Deus nas partes da história que você ainda não consegue compreender.
Talvez levantar os olhos seja justamente isso: parar de procurar em si mesmo força para sustentar tudo e lembrar de onde, de fato, vem o socorro.
E quando você não consegue dar conta de tudo, para onde tem direcionado os seus olhos?
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