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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

VISTA

 VISTA A ROUPA DA MISERICÓRDIA


Em Colossenses 3, Paulo apresenta a vida cristã como uma mudança de vestes. Antes, fala sobre fazer morrer a velha vida, marcada por pecado, ira, maledicência, mentira e desejos desordenados. Depois, mostra a nova vida em Cristo, aquilo que deve vestir o povo de Deus. Não se trata apenas de abandonar pecados antigos, mas também cultivar novas atitudes que nascem no coração e se manifestam no dia a dia.


Ele escreve: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade.” (Cl 3:12). Iremos refletir juntos neste verso nos próximos dias. O imperativo é claro: “revesti-vos”. Paulo usa a palavra grega endysasthe que significa “cobrir-se com uma vestimenta”, ou simplesmente “vestir uma roupa”. Portanto, você e eu somos convocados pelo Senhor a vestirmos a nossa nova roupa em Cristo Jesus. Neste verso, são cinco camadas de roupa, por assim dizer.


A primeira é chamada por Paulo de “ternos afetos de misericórdia”. Ela aponta para um coração sensível, compassivo e inclinado a se mover diante da dor, da fraqueza e da necessidade do outro. Mas não se engane! Misericórdia não é apenas sentir pena. É ser tocado pela aflição alheia ao ponto de agir com graça, cuidado e amor.


Devemos lembrar que o nosso Pai é misericordioso. Lemos: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.” (Lm 3:22-23). Vivemos tão somente porque Deus teve misericórdia de nós. Assim, a Palavra nos ensina que devemos também ser misericordiosos em nossos relacionamentos.

Tenhamos misericórdia quando o outro está em sofrimento. Nem sempre a pessoa ferida precisa de explicações. Muitas vezes precisa de presença, acolhimento, oração e cuidado.


Tenhamos misericórdia quando o outro nos aborrece. Há pessoas difíceis, palavras duras e atitudes imaturas. Ainda assim, o coração revestido de misericórdia não responde apenas com irritação, mas busca agir com domínio próprio e graça.

Tenhamos misericórdia quando o outro peca. Isto não significa fechar os olhos para o pecado, relativizar o erro ou negar a disciplina necessária. Significa caminhar com aquele que caiu buscando a sua restauração, não destruição.


Tenhamos misericórdia quando o outro nos ignora, não reconhece nosso esforço ou não retribui nosso cuidado. É difícil ser ignorado ou desprezado. Mas lembre-se: Cristo nos amou quando nada tínhamos a oferecer. Portanto, que sejamos, em tudo, revestidos pelo Senhor com abençoadas roupas de misericórdia! Quem recebeu misericórdia deve viver misericordiosamente.

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