Tem família que acredita que ter o mesmo sangue dá passe livre para invadir a sua vida. Não dá.
Você pode amar alguém e, ainda assim, perceber que a convivência com essa pessoa está adoecendo a relação.
Na psicanálise, podemos compreender que muitos vínculos familiares são atravessados por culpa, expectativas, repetições e papéis que carregamos desde muito cedo. Por isso, quando alguém começa a estabelecer limites, pode surgir aquela sensação incômoda: “Estou sendo uma pessoa ruim?”
Nem sempre.
Às vezes, você apenas deixou de ocupar o lugar que esperavam de você.
E é exatamente aí que algumas relações começam a incomodar. Enquanto você aceitava tudo, chamavam de união. Quando começou a dizer “não”, passaram a chamar de ingratidão.
Limite não é vingança. Distância não precisa ser ódio. E perdão não significa devolver acesso irrestrito à sua vida.
Você pode respeitar, não guardar rancor e até desejar o bem — sem continuar permitindo crítica constante, invasão, fofoca e desrespeito.
Talvez amadurecer também seja entender isto: amar alguém não significa permitir que essa pessoa ultrapasse você.
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