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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

UM JANTAR

Quando pensamos em um banquete, lembramos dos filmes de época, de reis, príncipes e princesas em um castelo diante de uma refeição apetitosa e requintada. Os convidados são servidos em bandejas de prata, taças de ouro e usam talheres cuidadosamente selecionados, confeccionados artesanalmente. Já as migalhas nos remetem à ideia daquilo que sobra após o café da manhã, aquelas casquinhas do pão e o farelo do bolo, não é? Na infância, somos ensinados a ter educação, não no sentido acadêmico da palavra, mas sim no que se refere a respeitar os mais velhos, obedecer aos pais, não falar de boca cheia, não falar palavrões, ou seja, somos preparados para oferecer um banquete. Mas, a quem estamos servindo-o? Você deve conhecer um casal que trata todos cordialmente, incentiva os de fora, oferece ajuda. Certamente você tem sido convidado para o banquete que eles servem. Mas como será que esses cônjuges servem um ao outro? Será que seus filhos também são convidados a participar desse ambiente amoroso e saudável? E você? Reflita um pouco: você grita com alguém na rua? Provavelmente não, mas você grita com as pessoas da sua casa. Você fala sempre de forma áspera com os colegas de trabalho? Provavelmente não, mas você é rude com seus pais ou irmãos. Você deixa de sorrir para um desconhecido que você vê todos os dias no caminho para o trabalho? Talvez não, mas sua família tem que se esforçar para vê-lo sorrir. Os maridos ajudam as senhoras idosas a atravessarem a rua, mas mandam suas mulheres levarem as sacolas do supermercado. Já os filhos pedem "por favor" a todas as pessoas, exceto aos pais, que muitas vezes têm que implorar para que o quarto seja arrumado. Filhos fazem declarações de amor para seus pais na Internet, mas são incapazes de dizer "eu te amo" quando acordam. Vestimos a melhor roupa para irmos ao shopping, mas usamos dentro de casa camisetas de propaganda eleitoral. Não parece que isso está correto. Como podemos agir de uma forma tão cordial com pessoas que nem conhecemos muito bem, sendo que temos atitudes tão repugnantes com as pessoas que convivem conosco diariamente em um relacionamento mais próximo? Criamos um "trabalho, doce trabalho", mas fazemos um "lar, amargo lar". Os valores estão invertidos. Será que isso é justo com os que são de dentro? Não são eles que estão ao nosso lado nos momentos mais difíceis? O problema é que, à medida que adquirimos intimidade em um relacionamento, achamos que as pessoas mais próximas devem ser mais tolerantes, como se tivéssemos um cartão de crédito do mau comportamento. A cada chilique, debitamos um pouco do crédito que julgamos ter com os mais próximos. É tempo de refletir e agir. Filhos, honrem seus pais e vocês viverão muitos anos (Êxodo 20:12). Arrumem seus quartos, dediquem-se aos estudos, encham seus pais de orgulho, digam a eles o quanto são importantes para vocês. Pais, elogiem seus filhos diariamente, passem tempo com eles, conheçam seus amigos, suas preferências musicais, seus sonhos, dediquem-se a eles, torçam por eles, comemorem as suas vitórias. Insiram novamente as "palavras mágicas" em sua casa. Esposa, cuide de seu marido (), incentive-o, elogie-o, valorize mais as suas qualidades e aponte menos os seus erros. Marido, abra a porta do carro para sua esposa, não a sobrecarregue, cuide dela como vaso mais frágil (1 Pedro 3:7), elogie-a, ame-a a ponto de dar a sua vida por ela (Efésios 5:25). Abençoe os seus filhos e a sua esposa todos os dias. Convoque Deus para direcionar a sua vida. Quando priorizarmos os de dentro, as atitudes com os de fora serão um reflexo de um "lar, doce lar". Sirva um banquete, convide os de fora, mas reserve os melhores lugares aos de dentro.

COMO SER O MAIOR?

Não, este não é um texto que ensinará você a ganhar dinheiro pela Internet e tornar-se um milionário. Porém, mesmo assim, continue lendo. Os nossos olhos nunca se saciam, sempre queremos mais (Provérbios 27:20). Provérbios 27:20 "Como o inferno e a perdição nunca se fartam, assim os olhos do homem nunca se satisfazem." Se temos uma bicicleta, queremos um carro qualquer; se temos um carro qualquer, queremos um carro "zero"; se o temos, certamente teremos também um novo desejo, que, para justificar para nós mesmos, chamados de sonho, ou ainda necessidade. Esperamos um melhor emprego, um salário maior, um trabalho que nos valorize e que as pessoas percebam o quanto somos maravilhosos, inteligentes e competentes. Queremos ser os maiores, porque os maiores têm poder, são admirados e reconhecidos. Por definição, ser maior depende da comparação entre nós e outras pessoas de acordo com alguns valores e critérios. Mas será que estamos considerando o que realmente é importante? Que bom seria se os valores ensinados por Jesus, aquele homem morto na cruz, fossem humildemente compreendidos. Certa vez a mãe de dois discípulos de Jesus pediu a Ele que desse uma posição de destaque para seus filhos, uma espécie do que conhecemos hoje como tráfico de influência [risos]. Mas Jesus deu uma resposta surpreendente: "Como vocês sabem, os governadores dos povos pagãos têm autoridade sobre eles, e os poderosos mandam neles. Mas entre vocês não pode ser assim. Pelo contrário, quem quiser ser importante, que sirva os outros, e quem quiser ser o primeiro, que seja o servo de vocês. " (Mateus 20:25-27, Nova Tradução da Linguagem de Hoje). Que bom seria se o maior entre nós fosse o que mais servisse, porque para servir são necessárias algumas características, como: comprometimento, humildade, honestidade, justiça e prestação de contas. Comprometimento com princípios, humildade para ouvir e obedecer, honestidade para proceder corretamente, justiça para defender o que é certo e prestação de contas para haver transparência. Jesus não estava falando do simples ato de trabalhar, Ele estava falando sobre servir, ser servo. Filipenses 2:3 "Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos." Segundo os valores da sociedade contemporânea, servir não nos torna maiores, mas os valores do Reino de Deus é que são eternos. Jesus ensinou: quer ser o maior? Seja o maior servo.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

ALICERCE

Existe uma expressão ou ditado popular muito conhecido que diz: “saco vazio não para em pé”. Este se refere ao fato de que, sem alimento, a pessoa não consegue suportar a carga do dia a dia. Na verdade, faz uma simples analogia a um saco qualquer que, sem conteúdo, não se sustenta sozinho. Se formos pensar numa casa, num prédio ou numa outra construção qualquer vamos perceber que as bases, os alicerces, as fundações, as estruturas, os pilares não são somente importantes, mas, fundamentais para o sucesso do empreendimento. Quanto maiores e mais importantes as edificações, mais fortes devem ser suas estruturas. Há de se investir em bons materiais, bons profissionais, bons métodos e ferramentas para utilização do mesmo e um bom tempo para sua realização. Uma vez que se economiza no material para edificação dos alicerces, este se torna frágil; sem pessoas capacitadas para realização do projeto, a experiência pode fazer falta e o amadorismo levar a ruina; abrindo mão dos perfeitos métodos e das ferramentas específicas, todo trabalho se torna árduo demais; e o que é feito com pressa, no futuro pode custar muito caro; preço que talvez, você não possa pagar. Quando imaginamos um muro, vamos observar que existe um instrumento chamado prumo. O prumo é um instrumento para detectar ou conferir a vertical do lugar e elevar o ponto. Ou seja, é ele quem dá o alinhamento necessário para que o muro seja edificado retamente e não suba torto, ocasionando sua queda num futuro próximo (Amós 7:7,8). Então, podemos concluir que a preparação é tão essencial quando a conclusão. Penso que em nossa vida seja idêntica, seja ela na espera moral, física, espiritual, nossos relacionamentos, e por aí vai... Hoje na correria, muitos de nós (ainda que vez ou outra, ainda que disfarçadamente, ainda que “só um cadinho”) tendemos a pular etapas, processos, leis, estatutos, procedimentos, ordens. Mas, são os princípios que nos fazem burlar todos os outros. E os perfeitos princípios são (lógico) os de Deus. Damos nosso jeitinho pra tudo que queremos realizar. Somos especialistas em construções mal feitas, em edificações adulteradas, em decisões que só tem o nome Dele, mas, que em momento algum Lhe foi consultado ou autorizado. Sejam elas porque nossos propósitos não são os que Ele sonhou pra nossa vida, e é doloroso demais não seguirmos em frente com o que queremos; seja porque não nos cercamos de pessoas que vão nos aproximas cada vez mais Dele, ou não suportamos ouvir as verdades que Ele fala através delas e vai contra nossa vontade; seja porque não procuramos em Sua Palavra uma intimidade e fazemos somente o que nos convém (afinal, temos nosso livre arbítrio, né?). Só que uma vez a vida entregue a Cristo, não temos mais livre arbítrio, não temos (e tem muuita gente enganada com isso - 1 Co 7:22,23). Eu não escolho o que Deus quer pra minha vida. Quando eu entendo quem Ele é, não há outro caminho a ser feito a não ser, obedecer. Quanto ao tempo, parece que o nosso relógio está sempre certo e o de Deus, sem bateria, não? O que nos faz optarmos pelas más construções? Será a facilidade de querermos receber tudo nas mãos, mastigado e não buscamos ouvi-Lo e seguir os processos? Será a dificuldade de sabermos esperar o tempo Dele? Será a facilidade de confiarmos somente em nós, seres detentores de todo saber (pelo menos pensamos)? Ou será a dificuldade de entender que, toda e qualquer construção é fadada à ruina quando a construímos na areia e não na Rocha? Pra tudo...há um preço (2 Sm 24:18-25).

FALANDO FRANCAMENTE

“Pelejarão contra ti, mas não prevalecerão; porque eu sou contigo, diz o Senhor, para te livrar”. (Jr 1:19 Se pudéssemos transformar o texto sagrado acima em um diálogo, seria mais ou menos assim: Deus: - Jeremias! Tenho uma missão pra você! Jeremias: - Pois não, Senhor! Qual é a missão? Deus: - É levar uma mensagem minha para o povo de Israel. Jeremias: - Beleza! Fácil! Diga lá! Deus: - Saiba que o povo não vai aceitar. As autoridades religiosas também não! Você será perseguido e até preso! Jeremias: - Hummmmmm...! Não sei se sou capaz... Deus: - Mas tenho uma boa notícia! Jeremias: - Diga! Deus:- Vou estar ao seu lado para te livrar! Jeremias: - Sendo assim, eu vou! Trabalho difícil, sem grandes resultados práticos, mas era uma missão que precisava ser cumprida. Quer o povo aceitasse ou não! Pela natureza do trabalho, o Deus Altíssimo foi muito franco com o seu servo. Nada de promessas falsas! Pelo contrário, a previsão de que tudo seria muito difícil, que surgiriam inimigos, perseguições, sofrimento, abandono e até prisão! Mas, Eu estarei contigo, disse o Senhor! E essa certeza acompanhou o profeta por toda a sua vida. O fato de que, em qualquer circunstância, fosse qual fosse o volume dos problemas, nada havia a temer, pois o Deus Altíssimo, forte e poderoso, estaria ao lado dele, para livrá-lo. Penso que falta em nós essa concepção do caráter de Deus. A maioria de nós está mais propensa a pensar em Deus, como um bondoso Papai Noel, carregando uma grande sacola de presentes, doces e guloseimas para premiar a todos! Outros imaginam Deus como um grande mágico, pronto para fazer grandes maravilhas diante de todos, só para agradar às multidões e arrancar aplausos! Imaginam um lugar dos sonhos, onde nada de mal os alcance, e ficam como crianças, esperando que Deus faça tudo de bom para todos; caso contrário, ficam muito decepcionados! Entretanto, quem estuda e conhece as Escrituras sabe que o Deus Altíssimo é real, franco, nos ama e respeita e espera um amadurecimento espiritual, capaz de permitir um diálogo direto e responsável com Ele. Essa foi a experiência do profeta Jeremias! Um relacionamento adulto, maduro e franco com Deus. Um homem capaz de enfrentar as mais difíceis situações, de cumprir a mais difícil tarefa, de sofrer perseguições, de ser preso em defesa da verdade sem, contudo, perder a fé e a confiança no Deus Altíssimo! Assim é a vida do cristão! Você quer seguir a Cristo? Então, veja só as instruções que Ele dá: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”. (Mt 16:24) “No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. (Jo 16:33)

sábado, 3 de fevereiro de 2018

QUESTÃO DE HONRA

“Veio ainda a palavra do Senhor, dizendo: Que vês tu, Jeremias? Respondi: Vejo uma vara de amendoeira. Disse-me o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir”. (Jr 1:11-12) Estas palavras do Senhor, ditas ao profeta, mostram muito bem como o Deus Altíssimo leva a sério o cumprimento de suas promessas. O Senhor se propõe, deliberadamente, a velar sobre a Sua palavra para a cumprir. Ora, todos nós entendemos muito bem o sentido do verbo velar. Entre os vários sentidos dessa palavra, o que mais se destaca é: ficar acordado a noite toda velando por uma pessoa, ou porque está doente, ou por ter falecido. Compreendemos melhor esta cena quando vemos uma mãe ou um pai velando um filho doente. Nessas circunstâncias, o amor materno e paterno leva-os a atravessar noites e noites em claro, se preciso for, para velar, cuidar, proteger o seu filho! Assim, com maior zelo ainda, o Deus Altíssimo está atento para não deixar de cumprir, uma sequer, de Suas palavras! E a vara de amendoeira que o Senhor mostrou a Jeremias, o que significa? Eu fiquei curiosa! Notei que apenas duas vezes aparece a palavra amendoeira nas Escrituras. No livro de Eclesiastes 12:5, registra: “[...] e te embranqueceres, como floresce a amendoeira [...] Percebeu a comparação? Faz referência aos cabelos brancos, ou seja, alguém que já viveu muito, já viu o tempo passar! Então, não importa o tempo que passa, o Deus Altíssimo, jamais deixará de cumprir o que prometeu! Vivemos num mundo dominado pelas promessas não cumpridas! Até parece que não existe mais a preocupação e o dever moral de procurar cumprir o que se promete! A palavra perdeu a honra! Hoje, existe mais a preocupação de se prevenir pela palavra escrita sob assinatura. E por quê? Para que, se preciso for, possa-se comprovar em juízo. Isto significa que a simples palavra de uma pessoa pode significar, absolutamente, nada! Então, temos duas lições a aprender: A primeira é reconhecer que as promessas humanas estão fundamentadas no vazio! Não existe nenhuma garantia de que elas sejam cumpridas! Muito me admiro ver você decepcionado por promessas não cumpridas! Há... Mas existem leis! E daí? Elas também mudam! O que era lei no passado, hoje já mudou tanto... Elas acompanham as mudanças da mente humana! Não pense você que esse comportamento do gênero humano agrada a Deus! Não agrada de maneira nenhuma! E o Deus Altíssimo espera que, pelo menos os cristãos tenham mais cuidado em cumprir o que prometem! A segunda lição preciosa que aprendemos é: Graças a Deus podemos confiar em Deus! Ele sim, vela sobre Sua palavra para a cumprir! Não importa o tempo que passar, mesmo se os seus cabelos já estiverem branquinhos como a amendoeira florescida, descanse nas promessas do Senhor! O Deus Altíssimo está velando sobre Sua Palavra! Portanto, quando a Palavra do Senhor declara: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16) é melhor você não duvidar! “Seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra do nosso Deus permanece eternamente”. (Is 40:8)

A VOZ DO SANGUE

“Disse Caim a seu irmão Abel: Vamos ao campo. Estando eles no campo, Caim se levantou contra o seu irmão Abel, e o matou. Disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele respondeu: Não sei. Acaso sou eu guardador do meu irmão? Disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra.” (Gn 4:8-9) Temos neste relato bíblico, o primeiro crime que manchou a terra. E, imediatamente após Caim ter assassinado seu irmão Abel, Deus lhe diz: “A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra”. O que diria Deus, hoje, ao olhar a terra? Se o sangue de um inocente já incomodava os santos ouvidos do Senhor nosso Deus, como estará o clamor do sangue que vem sendo derramado nesta terra, nestes seis mil anos de história humana? Penso que se fosse possível gravar todo esse clamor, nossos ouvidos não suportariam tantos gritos! E isso, considerando que os nossos ouvidos estão comprometidos por causa do pecado. E os ouvidos santos de Deus? Percebemos, hoje, que os seguidores de Caim cometem crimes e mais crimes, violência e mais violência, e agem como se derramar sangue na terra fosse uma brincadeira. É revoltante a facilidade com que assassinatos são cometidos, e os jornais, revistas, noticiários, preocupam-se em mostrar as cenas horrorosas, traumatizantes, até com detalhes, demonstrando certo gosto por tragédias, desde que vendam notícias. E as pessoas, por outro lado, assistem ou lêem, com certa curiosidade, enquanto os assassinos se divertem, considerando-se famosos, espertos e temidos. Esqueceram-se completamente que a voz do sangue clama a Deus! Alguém precisa dizer isso aos assassinos! Eles precisam saber que a voz do sangue clama a Deus! Eles precisam saber que, aos olhos de Deus, este mundo já está como um mar vermelho. Vermelho do sangue derramado na terra, resultante da violência, do crime, das lutas, das drogas, das guerras! E ainda que esta terra esteja ensopada de sangue, o Senhor nosso Deus sabe, exatamente, quais os responsáveis por isso e chamará cada um a juízo. Como fez com Caim, perguntará: Que fizeste? A voz do sangue de fulano, sicrano, beltrano, clama a mim desde a terra! Se há impunidade humana, certamente não há impunidade divina! Não temer o juízo dos homens, é compreensível, mas não temer o juízo de Deus, é insensatez! Contudo, a mensagem do Evangelho de Cristo apregoa o perdão, a libertação e justificação para aquele que crê. E assim testifica: “Deixe o perverso o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos. Converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e torne para o nosso Deus, pois grandioso é em perdoar.” (Is 55:7) Sim, e o Senhor nosso Deus provou isso, quando permitiu que Cristo fosse condenado na cruz em nosso lugar. Ali também foi derramado sangue, porém, sangue precioso que nos purifica de todo pecado. O ser humano, por maldade, manchou a terra com sangue, mas o Senhor Jesus Cristo, por amor, com o seu precioso sangue, garante purificação a quem nEle confiar! Vivemos dias em que as pessoas dizem não aguentar mais tanta violência, e com razão! Porém, enquanto o Evangelho de Cristo estiver sendo pregado no mundo, há esperança de que vidas destruídas pelo pecado sejam restauradas pelo poder de Cristo, pois: “Aquele que está em Cristo, nova criatura é, as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo.” (II Co 5:17) Porém, ao que rejeitar esta oferta de perdão, de salvação, seus pecados continuarão clamando contra ele, pois terá desprezado a única maneira de ser justificado diante de Deus!

A SERPENTE

“Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. Esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?” (Gn 3:1) “E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, que engana a todo o mundo. Ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.” (Ap 12:9) Todos os cristãos sabem que a serpente descrita no jardim do Éden era Satanás, que usou deste subterfúgio para enganar Eva. Esclarecer e tentar entender a cena da tentação é algo que todos os estudiosos das Escrituras se esforçam por fazer, com resultados nem sempre satisfatórios. Ao que parece, o Senhor nosso Deus reservou a tarefa da pesquisa, da busca, para nós, pois as revelações nas Escrituras a respeito do tentador, são apresentadas de forma não muito comum ao nosso raciocínio. Por exemplo, o que aconteceu, de fato, ali no jardim do Éden? Aquela serpente era uma serpente mesmo, aquele animal que rasteja, ou desliza no campo de forma sinuosa ou se trata de alguma linguagem simbólica? Se era uma serpente mesmo, então os animais falavam? Por que Eva não se espantou desse fato? Se os animais não falavam, e aquele fenômeno fosse fruto dos ardis do tentador, quem autorizou ou permitiu a entrada do inimigo de Deus no jardim? Seria o caso de Satanás ter se incorporado numa serpente? São inúmeras indagações, e para entendermos o sentido do texto sagrado é necessário que o Santo Espírito de Deus nos oriente e que não nos afastemos da Palavra do Senhor. Primeira questão: Que quem estava ali no jardim, naquele momento era o tentador, disso não precisamos ter dúvidas, porque o próprio registro em Apocalipse 12:9 confirma isso. Segunda questão: Que o inimigo de Deus possui livre acesso a determinados lugares, isso também fica claro no registro sagrado em Jó, primeiro capítulo, que informa o seguinte: “Certo dia os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, e veio também Satanás entre eles.” Terceira questão: Que o tentador usa de recursos estranhos para conseguir seus objetivos, também fica muito claro em várias passagens do registro sagrado, como por exemplo, a própria cena do Éden, onde uma serpente foi utilizada como instrumento do mal. Que era uma serpente mesmo, também fica evidente no próprio texto em Gênesis, quando o Senhor nosso Deus dirige-se à serpente e a amaldiçoa dizendo: “... maldita és entre todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida.” Na sequência, as palavras divinas são dirigidas a Satanás. Que o inimigo de Deus tenha se valido de uma serpente para envenenar a raça humana, é um fato que também não surpreende, uma vez que nos Evangelhos encontramos cenas de pessoas endemoninhadas e, em certa ocasião, os demônios rogaram ao Senhor Jesus dizendo: “Se nos expulsas, permite-nos que entremos naquela manada de porcos.” (Mt 8:31) E, afinal, a questão mais importante: Satanás não tem corpo humano. Aliás, nenhum espírito maligno tem forma humana. Muito diferente do que aconteceu com Cristo, pois, sendo Ele Deus Filho e Criador de todas as coisas, junto com Deus Pai, não precisou se incorporar em ninguém para se revelar ao mundo. “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (Jo 1:14)

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

NOMES MUDADOS

“O chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber: a Daniel o de Beltessazar, e a Hananias o de Sadraque, e a Misael o de Mesaque, e a Azarias o de Abede-Nego.” (Dn 1:7) Qual teria sido o motivo que levou o chefe dos eunucos a mudar os nomes dos jovens príncipes de Judá? Seria porque os nomes Beltessazar, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego eram mais bonitos? Acho que não, porque afinal esses nomes são até bem “feinhos”, não acha? Ou pelo menos, estranhos! Na minha opinião os nomes Daniel, Misael, Hananias e Azarias eram mais charmosos! Contudo, eles tiveram seus nomes mudados. Imagino o chefão chegar perto deles e simplesmente informar: “De hoje em diante o nome de vocês será: isso, isso, aquilo e mais aquilo” e ponto final. É uma situação curiosa e constrangedora! Imagine: Você está “acostumadinho” com o seu querido nome e, de repente, é obrigado a aceitar outro nome! Afinal, mudar o nome de uma pessoa não é tão simples assim! No aspecto emocional e psíquico do ser humano, o nome representa identidade e influi na formação da pessoa, muito mais do que imaginamos. Criamos dependência emocional ligadas ao nome, ao lugar onde vivemos, à formação educacional que recebemos, e aos costumes que adquirimos. Assim, tirar tudo isso de alguém, de uma hora pra outra, significa puxar o tapete dessa pessoa, deixando-a desnorteada e com sérias crises existenciais! Sabe-se que durante a escravidão, muitos escravos africanos quando foram arrancados de sua terra e levados para outros continentes, adoeceram de tristeza e nostalgia e alguns até morreram, por não conseguirem se adaptar em terras estranhas. Pense agora nos jovens príncipes de Judá que foram levados a Babilônia, e que tiveram até os seus nomes mudados! Será que a intenção era fazer com que eles esquecessem sua origem? Quem sabe, fazer com que eles até desistissem de um dia tentar regressar ao seu país? Isso tudo é possível, porém, no caso de Daniel e seus amigos, qualquer esforço de tentar fazê-los abdicar de sua gente, de sua terra, de seu Deus, foi absolutamente inútil! Pois lá mesmo onde estavam, no meio de um império idólatra, eles jamais se esqueceram do Deus Altíssimo e, consequentemente, não poderiam esquecer nunca das leis do Senhor! Por mais adversas que fossem as circunstâncias, eles tinham consciência da presença de Deus! Ora, mudar o nome de uma pessoa não significa mudar a pessoa! E isto, Daniel e seus amigos deixaram bem claro! Os três companheiros de Daniel gritaram bem alto o seu verdadeiro nome quando enfrentaram a fornalha ardente! Ali, eles estavam dizendo: “Nós cremos no Deus Altíssimo e não vamos nos ajoelhar diante de uma estátua!” Da mesma forma, Daniel, não teve nenhuma crise de identidade quando enfrentou a cova dos leões, por se recusar a dirigir preces ao rei Dario, e por decidir continuar orando ao Deus Altíssimo! E os cristãos, hoje? É possível identificá-los por nomes? Haveria alguma crise existencial que impedisse o cristão de identificar-se? Em meio a tanta incredulidade, incertezas, heresias, falsidades, haveria algum cristão com dificuldade para identificar-se com Cristo? Observe como o Senhor Jesus expôs uma relação de perfeita identificação entre Ele e seus seguidores: “Em verdade, em verdade vos digo: O que não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, esse é ladrão e salteador. Aquele, porém, que entra pela porta, esse é pastor das ovelhas. Para este o porteiro abre, as ovelhas ouvem a sua voz, ele chama pelos nomes as suas próprias ovelhas e as conduz para fora. Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem porque lhe reconhecem a voz; mas de modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele porque não conhecem a voz dos estranhos.” (Jo 10:1-5)

SUA CRUZ É PESADA?

Disse Jesus: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16:24) Por essas palavras de Cristo, percebe-se que cada cristão tem uma cruz para carregar. E a nossa tendência é achar que a nossa cruz é mais pesada que a do vizinho. Quantas vezes nos revoltamos e pensamos: “Por que eu? O vizinho ali não parece ter tantos problemas como eu!” Mas, por simples ironia, é bem possível que o seu vizinho esteja pensando a mesma coisa em relação a você! Desejando trocar de lugar com você, por achar que a sua cruz é mais leve que a dele! Qual seria a cruz que cada um de nós precisa carregar? Seriam os nossos problemas? Quem sabe os nossos parentes? Ou quem sabe as nossas dificuldades de relacionamento com os pais? Os desajustes entre pais e filhos? Poderia ser a nossa situação econômica? Falta de dinheiro? Ou então, os nossos problemas de saúde? Creio que todos esses fatores somados, poderiam constituir a nossa cruz. Mas não devemos confundir os nossos problemas diários, com cruz! Os problemas estão aí, para serem resolvidos! Ora, ter um problema, poder resolvê-lo e deixar de fazê-lo, sinceramente, meu amigo, isso não é cruz! É tolice e mostra que você gosta de sofrer! Por outro lado, aquele que se entrega aos vícios e em conseqüência disso contrai uma enfermidade, isso também não é cruz! É como se diz: “procurar sarna para se coçar”. É possível que a nossa cruz se resuma em certas circunstâncias desagradáveis e que, infelizmente, ficam fora do nosso alcance modificá-las para melhor. Circunstâncias que nos parecem ter sido impostas a nós. Ficamos desarmados diante delas e o único jeito é suportá-las. Carregá-las como uma cruz! Existem ainda, aqueles problemas de saúde, em que a pessoa já nasce com eles, sem ter tido nenhuma participação naquele processo. Aí, então, até poderíamos dizer: “Coitado de fulano, recebeu uma cruz pesada para carregar!” Em resumo, temos dois tipos de cristãos: aquele que tem a sua cruz e a carrega com dignidade e aquele que só faz é amontoar cruzes e mais cruzes e não as carrega de maneira nenhuma! E ainda sai “à cata” de mais algumas! Só para ter do que reclamar! Mas, de cruz, entende aquele que a suportou: Cristo! E mais: Aquela cruz não era dEle, era nossa! Assim, como deve ser a nossa atitude diante das dificuldades? Creio que a resposta está neste texto sagrado: “... olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossas almas.” (Hb 12:2, 3) Diante disso, só nos resta dizer: “Vamos, levante-se, tome a sua cruz e siga a Cristo!”

SEGURO

“Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida”. (Jo 5:24) Uma das manias de nossos dias é fazer seguro contra incêndio, contra roubo, contra calamidades, contra isso, contra aquilo; tantos seguros, que se torna difícil enumerá-los. As pessoas procuram amenizar suas preocupações com seguros! Seguro, quase funciona como um analgésico contra ansiedade, insegurança e medo! Se você se sente bem fazendo seguros, tudo bem! Ninguém tem o direito de censurá-lo! Porém, o seguro que gostaríamos de apresentar a você, não é seguro de vida; trata-se de seguro de morte! O quê? Você deve estar agora com os cabelos arrepiados! Seguro de morte? O que é isso? Está querendo me oferecer cemitério? Não. Não é isso. Apesar de que planos funerários podem ser bem úteis! Entretanto, o “seguro de morte” de que estamos falando é aquele apresentado pelo Senhor Jesus Cristo e que traz a garantia de passarmos pelo vale da sombra da morte, sem temer mal algum! A apólice desse seguro é a Palavra de Deus – As Escrituras Sagradas! O agente desta operação é o próprio Cristo, pois foi o único que venceu a morte, vivo está e garante a vida eterna a todos os que nEle creem! Este seguro oferecido por Cristo tem como beneficiário você mesmo! Não é permitido fazer esse seguro para os outros: papai, mamãe, filhinhos, vovô, vovó, titios, etc. Cada um tem que fazer o seu próprio! Diferente do que acontece com os seguros humanos, onde você nunca é o beneficiário direto, pois, quem recebe o benefício são os outros. Assim, quando alguém crê em Cristo e O recebe como Salvador, reconhecendo que seus pecados foram lançados sobre Ele na cruz do calvário, tal pessoa tem a garantia de viver eternamente com o Deus Altíssimo! Os seguros humanos chamam-se “seguros de vida”, mas o seguro que Cristo oferece é a vitória contra a própria morte! Somente o Senhor Jesus pode nos dar tal seguro! Perceba que as seguradoras se esforçam para garantir benefícios materiais e o que passa disso foge ao alcance delas. O único capaz de garantir o seguro contra a morte é Cristo! Ele nos concede vida eterna na presença do Deus Altíssimo! “Isto afirmo, irmãos, que carne e sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. Eis que vos digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista de incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis, e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão”. (I Co 15:50-58)

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

CERTIFICADO DE GARANTIA

“Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo”. (I Co 3:11) Basta uma rápida leitura das Escrituras Sagradas e você vai perceber que um dos propósitos do Deus Altíssimo é nos alertar sobre o perigo de sermos enganados pelo maligno e seus cúmplices! Observe: falsos profetas, falsos cristos, falsos evangelhos, falsos milagres e prodígios, lobos em pele de cordeiro, falsas igrejas, falsos pastores, falsas doutrinas, falsos mestres, enfim, como sobreviver diante de tantas falsidades? Já percebeu como o ser humano vive uma batalha para distinguir o falso do verdadeiro? É incrível esta sociedade em que vivemos! Como gostam de fazer a gente “levar gato por lebre”, não é verdade? Você compra uma joia – como saber se ela é falsa ou verdadeira? Surge uma marca famosa de algum produto, e logo começam as imitações! Imitam o formato, a cor, a embalagem e chegam a dizer na sua cara: - É até melhor que a original! Vivemos dias em que o simples ato de tomar um copo de leite pode ser uma aventura! Onde está aquele paladar gostoso do leite que conhecemos nas fazendas? O que tanto acrescentam no leite que o sabor desaparece? E aquela história de biscoitos sabor castanha, leite, amêndoa, goiaba, baunilha, chocolate que você come um de cada e percebe que o gosto é o mesmo? Pois é assim! Como gostam de enganar a gente! As pessoas não deveriam se deixar enganar desse jeito! É muito desagradável quando percebemos que nos fizeram de bobos! Não é assim que nos sentimos cada vez que julgávamos ter alguma coisa autêntica, verdadeira, e acabamos descobrindo que fomos tapeados? Se é assim no nosso viver cotidiano, é preciso perceber (principalmente, o cristão) que na vida espiritual não é diferente! É aqui que entra o valor do “certificado de garantia” para fazermos nossas aquisições com segurança. Isso implica em conhecermos a procedência do produto. É preciso investigar! Não dá para aceitar qualquer coisa! E qual é o “certificado de garantia” para o cristão não cair nas armadilhas do maligno? Resposta: As Escrituras Sagradas! “Procura apresentar-te a Deus, aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”. (II Tm 2:15) Lembre-se que o próprio Cristo enfrentou o maligno utilizando as Escrituras para rebater os ataques do inimigo. Assim, para cada argumento satânico, Cristo respondia com firmeza: - “Está escrito”, “Também está escrito”, “Porque está escrito”! Desta forma, aprendemos com Cristo que é fundamental conhecermos bem as Escrituras, pois só assim estaremos aptos para discernirmos o falso do verdadeiro. Outro aspecto importante é notarmos a audácia do maligno, quando por ocasião da tentação de Cristo, ele, o maligno, apresentou-se utilizando citações bíblicas, ou seja, é como se dissesse: Eu também conheço as Escrituras! Percebeu a intenção maligna? Então, não basta apenas conhecer as Escrituras, é preciso “manejar bem a palavra da verdade”! Concluindo, é preciso entender que a “arte” de falsificar as coisas pode dar a impressão de inteligência, a sensação de “se dar bem” enganando a todos, um ar de superioridade em relação aos simples e humildes, uma forma de se divertir com a inocência dos incautos e, principalmente, a ideia de lucrar, levar vantagem financeira, aproveitando-se de todas as maneiras possíveis daqueles que procuram viver honestamente. Entretanto, os que enganam são também enganados! Observe: “Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados”. (II Tm 3:13)

JULGO SUAVE

“Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Mt 11:30) Estas são palavras ditas pelo Senhor Jesus Cristo aos seus seguidores. São claras o bastante para percebermos que seguir a Cristo é uma experiência de libertação! Libertação de que? - alguém perguntaria. E o próprio Senhor Jesus faz questão de responder: “Todo o que comete pecado é escravo do pecado. [...] Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. (Jo 8:34, 36).Obviamente, libertação do pecado. De onde se entende que o pecador, antes de sua conversão a Cristo, era escravo do pecado. Depois de conhecer a Cristo, a pessoa torna-se livre do domínio do pecado. Neste sentido, o ensino das Escrituras é muito claro: “Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e, sim, da graça”. (Rm 6:14) Diante destes fatos, a vida do cristão deveria ser leve, como andar nas nuvens! Livre de qualquer jugo, de qualquer coisa que tenha aparência de obrigatoriedade. Seguir a Jesus deveria ser resultado de uma vida de gratidão, amor e reconhecimento pelo sacrifício de Cristo na cruz do calvário em prol da nossa redenção eterna! Porém, infelizmente, não é isso o que se verifica na maioria das igrejas que se dizem cristãs. Como elas gostam de jugos! É tão grande o número de exigências estabelecidas para os seus fiéis, que a lei mosaica e todas as ordenanças do Antigo Testamento perdem de longe! Se fizéssemos uma comparação para saber quem tem mais ordenanças: as leis judaicas do Antigo Testamento ou as igrejas cristãs de hoje? As igrejas cristãs de hoje ganham disparado! Essa paixão por jugo já começou logo no início da era cristã. O Apóstolo Paulo enfrentou essa questão e rebateu essa mania por regulamentos, normas e leis, além de medidas disciplinares que ferviam na cabeça dos líderes religiosos; sim, perceba o que ele recomendou aos colossenses: “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo. [...] Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, porque tudo isso tem sido sombra das cousas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo. Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? Tais cousas, com efeito, têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e falsa humildade, e rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade”. (Cl 2:1, 16-23) Diante desse quadro, é possível perceber que a força que leva o cristão a uma vida de santidade, não provém de leis, normas, estatutos, regulamentos e medidas disciplinares! Essa força, esse poder vem de Cristo! É o Santo Espírito que nos foi outorgado que nos impulsiona na direção do Deus Altíssimo! O poder do pecado que nos escravizava foi destruído na cruz de Cristo! Ele, Cristo, nos libertou! Seria muito bom se todos os líderes religiosos cristãos observassem suas ovelhinhas e notassem se elas não estão sucumbindo de tanto jugo que os senhores penduram no pescoçinho delas? É bom saber que essa atitude de farisaísmo torna a vida de suas ovelhinhas um suplício, contrariando a ordem do Senhor, pois o jugo de Cristo é suave, além de espantar outras ovelhas desgarradas que gostariam de entrar no redil, mas, veem nos senhores o principal motivo de espanto!

MARAVILHAS EM NOME DE QUEM

“Acautelai-vos dos falsos profetas que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. [...] Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade (Mt 7:15, 21-23) As palavras de Cristo no texto acima e em vários outros registros deixam bem claro que muitas práticas, tais como, profetizar, expulsar demônios, curas, sinais e prodígios nem sempre procedem do Deus Altíssimo! Isto significa que muito do que se vê em várias igrejas chamadas cristãs, tem procedência duvidosa! Cristo alertou que muitos estão usando o Nome dEle sem a Sua concordância ou autorização. Aliás, esses falsos profetas, disfarçados em ovelhas, mas que são lobos roubadores, ouvirão de Cristo: Nunca vos conheci! Este fato leva-nos a seguinte reflexão: Já que este mundo está repleto de falsos profetas, falsos cristos, operando grandes sinais e prodígios para enganar, de onde procede o poder deles? É óbvio que a procedência é maligna, ou seja, do próprio Satanás! São servos dele! Trabalham para o reino das trevas! Você como cristão verdadeiro não pode ignorar esta realidade! Alguns cristãos não conseguem distinguir as obras das trevas, ou melhor, subestimam a ação satânica e, por isso, ficam sujeitos às armadilhas do maligno. O registro sagrado já nos alerta, desde o Gênesis, a maneira como Satanás age, sempre enganando, iludindo e procurando destruir as obras do Deus Altíssimo. A cena do Éden mostra a tentativa dele em estragar este mundo perfeito que o Senhor criou. Na sequência, no livro de Êxodo, já podemos perceber o confronto entre Satanás e o Deus Altíssimo por ocasião da retirada do povo hebreu do Egito. Moisés, devidamente autorizado por Deus, operou sinais e prodígios diante de Faraó para convencê-lo de que era ordem de Deus que o Seu povo saísse do Egito. O que fizeram os magos com suas “ciências ocultas”? Primeiro, quando Moisés e Arão se apresentaram diante de Faraó, Arão jogou a sua vara e ela se transformou em serpente. Faraó não se espantou. Por quê? Porque seus sábios e encantadores, versados em “ciências ocultas”, fizeram o mesmo. Com uma diferença: A vara de Arão devorou as varas deles! Quando Arão, pelo poder do Deus Altíssimo, transformou as águas do rio em sangue, os magos do Egito, fizeram o mesmo. Quando as rãs invadiram o reino de Faraó, vieram os magos e fizeram aparecer rãs sobre a terra do Egito. Na terceira praga, a dos piolhos, os magos tentaram “fabricar” piolhos também, mas não conseguiram. Coçando a cabeça, admitiram: Isto é o dedo de Deus. No placar final ficou assim: Oito a dois! Então, foi ou não foi uma tentativa do reino das trevas tentar vencer o reino da luz? (Leia em Êxodo os capítulos 7 a 11) O fundamental, porém, é entender que o poder dos magos vinha da mesma fonte que hoje atua nos falsos profetas e falsos cristos, ou seja, Satanás, o príncipe das trevas! Em Apocalipse, o livro sagrado que descreve as cenas finais, percebe-se que o maligno esgotará todo o seu poder em fazer sinais e prodígios para encantar a humanidade ímpia. “Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão. [...] Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens. Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu, e lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que, não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta”. (Ap 13:11-15) Portanto, alerta! Disse Jesus: Eis que vo-lo tenho predito!