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quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

SABER

 É preciso saber quem somos para depois ouvir o que estão dizendo de nós A Bíblia ensina que, para ouvir os outros e a si mesmo, é fundamental ter uma compreensão da sua identidade em Deus. Isso implica ser "pronto para ouvir e tardio para falar" (Tiago 1:19), ouvindo atentamente antes de julgar e controlando as próprias palavras. A sabedoria bíblica sugere que você é o que pensa em sua alma (Provérbios 23:7), então a sua identidade em Cristo é o alicerce para interpretar o que os outros dizem. 

Fundamentos bíblicos

Identidade em Deus: A sua identidade verdadeira não é definida por opiniões alheias, mas sim pela sua origem e destino em Deus. Como Jesus, que sabia quem Ele era (do Pai e para o Pai), você deve ter clareza sobre quem é para não se abalar pelas críticas.

Ouvir para compreender: A Bíblia instrui a ser pronto para ouvir e tardio para falar (Tiago 1:19), o que significa dar a oportunidade de ouvir toda a história antes de formar um julgamento.

Sabedoria de ouvir: Ser sábio é ouvir conselhos e não se apressar em julgar.

Princípio de Provérbios: Provérbios 23:7 afirma: "assim como você pensa na sua alma, assim você é!". Isso mostra a importância de cultivar o pensamento correto sobre si mesmo, o que, na perspectiva cristã, é baseado na identidade em Cristo.

Ouvir a voz certa: A Bíblia nos alerta a não dar ouvidos aos tolos, mas sim a buscar a voz do Senhor e de pessoas sábias e piedosas. 

Na prática

Autoconhecimento: Conhecer sua identidade em Cristo lhe dá uma base sólida para não se deixar abalar pelas palavras alheias, sejam elas positivas ou negativas.

Discernimento: A sabedoria para ouvir e não falar imediatamente permite um maior discernimento sobre o que está sendo dito, tanto sobre você quanto sobre o assunto em questão.

Sabedoria e humildade: O ato de ouvir com paciência e humildade é uma marca de quem busca a sabedoria de Deus.

Praticar a Palavra: A fé não se resume a ouvir, mas a praticar o que se ouve. Portanto, é crucial praticar a verdade sobre sua identidade e não apenas ouvir as opiniões alheias.

PODER

 “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra."

Atos 1:8

Se você aceitou Jesus como seu Senhor e Salvador, o Espírito Santo veio morar em você. Isso é algo muito poderoso e precioso!


Nesta passagem, Jesus estava falando sobre receber um poder extra – o batismo no Espírito Santo, com a evidência do dom de línguas -, algo que potencializa e fortalece ainda mais o nosso interior e, além disso, nos dá condições de abençoar outras vidas ao nosso redor.


Eu não sei se você já tem o entendimento sobre a importância de falar em línguas estranhas. Se não tem, precisa tomar posse desse dom e praticá-lo, pois este é um direito de todo aquele que é nascido de novo.


Deus não fez nada complicado. Se alguém te dá um presente, o que você faz? Recebe com alegria! Com a plenitude do Espírito Santo, é a mesma coisa. Você já recebeu este dom, mas precisa abrir a boca e falar por fé, usufruindo deste presente!


Nada vai te possuir, deixando você fora de si. Apenas tenha consciência do seu direito, assuma-o e deixe de lado todas as barreiras que foram criadas por ensinamentos complicados e bloqueados por sua mente. Decida falar e pronto. É simples!


E você, que um dia falou em línguas, mas que perdeu o hábito, volte agora mesmo a praticá-lo! Não desperdice o poder o Espírito Santo em você! Esta plenitude irá te ajudar muito no seu dia a dia. A oração em línguas te edifica e é a perfeita oração; ela é um canal direto entre você e Deus, pois o inimigo não entende.


Ao praticar esse dom, você será capaz de enxergar as coisas sob uma nova ótica. Além disso, ficará mais sensível a Deus e Ele te usará de forma muito mais efetiva!


Receba a plenitude o Espírito Santo e desfrute dela! 

SEGUIR

 O tempo simplesmente passa. O desafio é viver adequadamente em todos os tempos. Vejo muitas pessoas estacionadas no passado, esquecem que esse tempo já se foi. As lembranças e as saudades sempre ficam quando vivemos bem o tempo que nos é dado. Diariamente me policio para viver o momento presente. Nem sempre é fácil. Mas confesso que gosto muito de projetar o futuro, pois um dia estarei lá. O passado é um território que não deve ser morada, mas passagem. Ele guarda memórias que nos moldaram, pessoas que marcaram, dores que ensinaram e alegrias que iluminaram. Porém, quando o ontem se torna peso, a vida perde espaço para o novo. É preciso coragem para soltar o que já não dialoga com a verdade atual, porque a alma só floresce quando se liberta do que a prende. Ao olhar para trás, o coração pode reconhecer erros e acertos sem se aprisionar a nenhum deles. Cada experiência tem um propósito, e mesmo as que doeram deixaram sementes de sabedoria. Carregar arrependimentos eternos ou reviver antigas feridas não transforma nada; apenas desgasta. O que transforma é acolher o sentido que cada vivência trouxe e seguir adiante com esse aprendizado iluminando o caminho. A saudade também tem seu lugar, especialmente quando nasce de algo bom. Ela não pesa quando compreendida; pelo contrário, torna-se lembrança macia, daquelas que aquecem em silêncio. Há amores que não nos acompanham mais, mas que deixaram marcas de ternura. Esses podem permanecer, porque se transformam em força e não em prisão. O ontem é mestre, mas não deve ser senhor. Ele ensina, mas não comanda. O hoje pede presença, pede leveza, pede espaço. A alma amadurece quando distingue o que leva e o que deixa, quando escolhe memórias que elevam e abandona narrativas que ferem. Cada amanhecer oferece a chance de renovar rotas e olhares. E quando o coração entende que não precisa arrastar histórias que já terminaram, encontra liberdade para escrever novas páginas com mais verdade, mais consciência e mais amor.

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

CORDEIRO



“... Perguntou-lhe Isaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?” (Gênesis 22:7)


A pergunta da criança Isaque ao seu pai Abraão, resume a crise humana e a necessidade de redenção: onde está o cordeiro?


Crianças têm a capacidade de atestar o óbvio. Havia fogo e lenha, mas faltava o principal para o sacrifício a Deus. 


Esta pergunta aponta para a insuficiência humana em promover sua própria salvação. Revela a necessidade da provisão de Deus para o sacrifício necessário. Demarca a inequívoca e marcante carência de todo aquele que se encontra perdido: ser redimido.


A pergunta de Isaque foi respondida em Jesus Cristo, Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. 


No Antigo Testamento, o sacrifício era uma prática de morte para conservar a vida. Era o reconhecimento, perante a pureza da justiça de Deus, de que um preço precisaria ser pago pela iniquidade e pelo mal de cada e todo ser humano. 


Pelo pecado do povo de Israel, um cordeiro sem defeito aparente era escolhido e morto, sendo o seu sangue derramado de forma substitutiva. Quem merecia a morte sobreviveria porque um inocente morreria em seu lugar.


Jesus Cristo é apresentado na Palavra como Cordeiro de Deus totalmente puro e totalmente digno, vindo saciar a justiça divina que prescreve a morte pela desobediência e rebelião. Sim, Cristo nasceu para morrer. 


No Natal celebramos o Cordeiro de Deus, fruto do imensurável amor do Pai que enviou o Filho para a salvação de todo aquele que crê. 


Agradeça e adore a Deus, pois a pergunta de Isaque foi respondida. 


MELHOR

 Mateus 1:23, Deus se chamou “Emanuel”, que quer dizer “Deus conosco!” Não só “Deus nos fez”, ou “Deus pensa em nós”. Não só “Deus sobre nós.” Mas, Deus conosco… Deus onde nós estamos. Ele respirou o nosso ar e andou nesta terra. Deus… com… a gente!


Belém foi só o começo. Jesus prometeu um performance reprise. Belém, Ato Dois. Nenhuma noite silenciosa desta vez, porém. Os céus vão se abrir, trombetas vão tocar, e um novo reino irá começar. Ele esvaziará os túmulos e derreterá o inverno da morte. Morte, você morre! Vida, você vive! A manjedoura nos desafia a acreditar que o melhor está por vir. Eu amo Natal porque nos lembra como Deus faz com que tudo coopere para o bem daqueles que O amam (Romanos 8:28).

LUGAR

Estar de bem consigo mesmo é muito mais do que um frase de autoajuda. É condição para harmonizar os pensamentos e, assim, redimensionar determinados impactos diários. Não abro mão de estar em paz e de silenciar o excesso de ruídos externos. Há tempo escolhi cuidar da minha alma para poder administrar melhor os diferentes problemas existenciais. Pois, entre um pensamento e outro existe um território onde a mente se aquieta e a alma finalmente respira. É um espaço tão sutil que exige sensibilidade para ser reconhecido, como quem percebe o intervalo entre dois sopros de vento. Nesse instante, nada nos prende ao passado, nada nos empurra ao futuro; somos apenas presença, inteiros, livres. A consciência verdadeira não precisa de ornamentos, basta essa pausa que revela o que há de mais essencial em nós. Vivemos cercados por pensamentos que chegam como ondas, carregando lembranças, preocupações, expectativas. Muitas vezes acreditamos que somos esse fluxo incessante, mas há algo maior por trás dele. A liberdade espiritual nasce quando descobrimos que somos o espaço onde os pensamentos acontecem, não os pensamentos em si. Nesse intervalo silencioso, a alma encontra a própria morada, esse lugar onde nenhum medo tem voz e onde a serenidade se revela de maneira natural. O autoconhecimento começa quando aprendemos a observar, não a controlar. Quando deixamos que o pensamento venha e vá, sem nos agarrarmos a ele, percebemos que a vida continua fluindo, que a mente se organiza, que o coração se acalma. A liberdade não está em eliminar os pensamentos, mas em não ser governado por eles. Permanecer nesse espaço interior, mesmo por poucos segundos, transforma a qualidade dos dias. Escolhas se tornam mais claras, emoções ganham contorno, impulsos perdem força. A alma aprende a habitar um lugar onde nada falta, porque tudo repousa na simplicidade do ser. E é nesse reconhecimento que nasce uma paz que não depende de circunstâncias, mas de presença. A morada interior não é destino distante; é esse silêncio breve que sempre esteve ali, esperando que o coração aprendesse a escutá-lo.

AMIGO

 AMIGO VERDADEIRO 

Amigos bajuladores são um simulacro da verdadeira amizade. Agradam você com elogios hipócritas em sua presença e solapam sua honra quando você vira as costas. O verdadeiro amigo, porém, ama em todo o tempo. Está presente com você não porque busca alguma vantagem, mas porque tem pressa em servi-lo. O amigo verdadeiro é aquele que chega quando todos já se foram. É aquele que lhe estende a mão com presteza, quando os outros recuam com celebridade 

VIDA

 Que a vida passe sem muita pressa.

Para que possamos saborear cada detalhe feliz, amar com mais presença quem amamos e perceber, a tempo, cada nova oportunidade de ser feliz!

Que o tempo siga no compasso que a alma suporta, nem rápido demais, nem lento demais … mas no tempo exato para fazer nossos maiores sonhos acontecerem!



VEZES

 Às vezes acreditamos que algo deixou de nos afetar.

Mas, como uma faca cega que ainda corta, certas dores continuam machucando, mesmo quando pensamos já as ter superado!

Palavras ditas sem intenção, lembranças mal cicatrizadas, relações que perderam o fio… tudo isso pode seguir ferindo silenciosamente…

É por isso que cuidar das nossas emoções é tão essencial!

O que não é tratado, mesmo enfraquecido, ainda pode doer.

E o que é visto com honestidade e coragem finalmente deixa de cortar! 



segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

CONVERGE

 Tudo converge para a glória de Deus

“Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Rm 11.36).

Desde que o homem caiu passou a se sentir desamparado. É simplesmente inimaginável o que sentiu Adão e Eva quando caíram. É impossível para nós concebermos o que era a vida, a realidade do homem antes da queda. Sentir-se plenamente preenchido pelo Senhor, em unidade com o Criador. Era sentir-se possuidor dos atributos divinos sem ser Deus, o sentimento da segurança do poder e da eternidade de Deus em nós. O fato de ter a presença do Criador, por ter sido criado Templo do Espírito Santo, de ser imagem e semelhança de Deus, de viver em uma Criação que tem a estampa divina, fazia com que o ser humano vivesse muito próximo da realidade divina.

Vivia no ser de Deus em harmonia com Deus. Dá para imaginar o que era isso? Dá para ter ideia o que foi a experiência de perder tal realidade e se tornar frágil, vulnerável e mortal como qualquer um de nós? O sentimento de vazio, de desamparo essenciais que passou a ser a norma da existência humana? 

Certamente, para o crente, já não é mais assim. Ele começa a viver o preenchimento da alma, a presença do Espírito. A alma do eleito tem a silhueta de Cristo. Por isso, Jesus, ao entrar em seu coração, preenche por completo sua existência. No entanto, ainda paira em sua mente pensamentos sem resposta, questões que carecem se explicação.

Faz parte da natureza humana caída a necessidade de explicações, pois o homem só se sente seguro quando conhece, quando pode obter respostas. É fato que mesmo o crente não entenderá e não terá respostas para tudo. No caso do não-convertido, como não tem a segurança em Jesus, procura assumir o controle de sua vida. Daí a necessidade de ter todas as repostas e até de antecipar o futuro.

O desejo endêmico de conhecer o futuro está no homem, como consequência de sua jornada insólita, de sua solidão existencial, de basear sua suposta segurança em si mesmo. Como depende de si, quer também antecipar o futuro para ter a possibilidade de dirigir sua própria vida, intervindo nos acontecimentos para orientar a sua vida àquilo que deseja

Todavia, para o crente, embora também não conheça os acontecimentos futuros e não possa interferir neles, tem a plena certeza de que o Senhor não apenas já tem tudo determinado, como também dirige os passos. Na verdade, sabe que a única, verdadeira e real felicidade está na volta às origens, ao preenchimento original do homem perfeito. Sabe que é no Senhor que encontrará genuína satisfação, em viver para a glória dele, em harmonia com o ser divino. Eis o motivo de sua satisfação em Deus e em sua vontade. 

Ama a Deus e, por isso, ama a Palavra de Deus. O que mais quer em sua vida é ser modelado pela vontade do seu Criador, Senhor e Salvador. Quer ser como Jesus e andar de forma aprovada por ele. Seu prazer é a santidade, o resgate contínuo e constante da imagem e semelhança de Deus nele. Espera unicamente nos propósitos do Senhor, tendo a plena certeza de que nisso está a bênção para sua vida. Possui a plena consciência que Deus orientou todas as coisas para a sua glória e é isso que o nascido do Espírito busca e nisso se satisfaz.

Deus é o centro de tudo, de onde tudo parte, mas também para onde tudo converge. É a força centrífuga que origina todas as coisas, mas, ao mesmo tempo, a força centrípeta que atrai todas as coisas para si. Ele é o princípio, o meio e o fim, a razão e o objetivo de todas as coisas. Toda a existência começa no Senhor e o tem como alvo. Essa é a certeza que tem todos os crentes, sua segurança, a expressão prática da soberania divina, que o leva a conscientemente se render diariamente para a glória do Criador e Salvador.

Sente-se novamente integrado à Criação que glorifica a Deus, vivendo ele mesmo para a glória do Senhor. Tudo é de Deus! Tudo pertence ao Senhor! Tudo é para a glória divina! A começar de nossa própria vida. Habilitado a fazer essa leitura dos acontecimentos, compreende o que é a existência, ainda que não seja capaz de entender o motivo de cada acontecimento. Nossa alegria, portanto, está em orientarmos nossa vida para a glória do Senhor. Que segurança temos em Jesus, ao experimentar a solidez da fé inabalável no único Deus que orientou tudo para sua glória. Tenha um abençoado dia na presença de Jesus 

TRANSFORMAÇÃO

 A transformação que cada fase exige é, na verdade, uma oportunidade de aprofundar a própria verdade. E, passo a passo, vamos descobrindo que a vida inteira é esse contínuo renascer, onde cada versão se torna ponte para a seguinte, como um fio que se estende, firme e sereno, em direção à plenitude. 

JULGUE



“Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mt 7:1).


“Não julgueis, para que não sejais julgados” é um dos ensinos mais mal compreendidos do Sermão do Monte. Frequentemente, este texto é usado para defender que nenhuma avaliação deve ser feita sobre outra pessoa, mas não é disto que Jesus trata.


O problema não é avaliar, discernir ou aconselhar o outro. O problema é julgar com arrogância, como quem olha de cima. É falar precipitadamente, sem as informações acertadas. Trata-se da tendência humana de perceber com clareza o erro alheio e ignorar o próprio coração. A imagem da trave e do argueiro nos versos seguintes (3 a 5) ilustra essa hipocrisia que se instala quando tratamos o outro sem antes tratarmos de nós mesmos.


Vivemos em uma cultura de apontamentos rápidos, críticas duras e condenações apressadas. Palavras se tornam armas, opiniões viram sentenças e o coração se fecha para a misericórdia.


Jesus nos alerta que o olhar excessivamente duro nasce de um coração que não se reconhece pecador. Antes de corrigir o irmão, devemos encarar a verdade sobre nós. É preciso humildade para admitir a trave que carregamos, confessar pecados e perceber que também precisamos de graça. 


Ao mesmo tempo, Cristo não nos chama à indiferença. Ele diz que, depois de removermos a trave, “então verás claramente” para ajudar o outro (v.5). O próprio Jesus nos ensinou a confrontar o pecador e a aconselhar quem caminha no rumo errado. A postura cristã não é a de quem cala diante do pecado, mas a de quem fala com amor, verdade e mansidão. É olhar o outro sem superioridade, com o desejo sincero de restaurar, e não de ferir. O discípulo do Reino aprende a unir discernimento e compaixão, verdade e graça, firmeza e ternura.


Que possamos, à luz das palavras de Jesus, olhar o próximo com misericórdia. Que o Senhor molde nosso coração para que deixemos de lado a crítica impiedosa e abracemos a humildade, a honestidade e o amor. Que cada encontro com o outro seja marcado não pelo julgamento que afasta, mas pela graça que aproxima e transforma.



NOVO

  A rotina é insistente, mas sempre procuro visitar a criatividade para não deixar a monotonia ofuscar a alegria de viver. É imprescindível, para quem deseja ser feliz, encontrar-se com a renovação. Ampliar os horizontes existenciais é o que eu gosto de fazer, todos os dias. Me encanto com as descobertas e com as incontáveis possibilidades que a vida oferece, em todas as fases e momentos. Sim, as fases da vida chegam como estações: algumas anunciam flores, outras pedem recolhimento, e há aquelas que exigem força para atravessar tempestades. Em cada uma, somos chamados a nos reinventar. Não por capricho, mas porque permanecer iguais quando tudo ao redor se transforma seria uma forma de estagnação. O crescimento acontece justamente quando aceitamos que o que funcionou ontem talvez não sirva mais hoje. O coração amadurecido percebe que as mudanças não pedem respostas prontas; pedem disponibilidade. Há ciclos que nos convidam a fortalecer limites, outros pedem ternura. Há períodos em que é preciso avançar com ousadia e outros em que o mais sábio é cuidar das raízes. Cada fase revela necessidades que antes não existiam e, com elas, nascem versões nossas que jamais imaginávamos carregar. Às vezes, esse renascer dói, porque exige desapego de máscaras antigas, opiniões que já não servem, expectativas que nos aprisionavam. Outras vezes, esse renascer inspira, porque traz à tona qualidades que estavam adormecidas. Reinventar-se não é abandonar quem somos, é lapidar o que ainda precisa florescer. É reconhecer que o tempo nos molda, a experiência nos ilumina e a fé nos sustenta enquanto avançamos. Quando aceitamos essa dinâmica, a vida deixa de ser luta contra o inevitável e se torna dança com o necessário. Não há fraqueza em mudar; fraqueza seria resistir a ser quem já estamos prontos para ser. A transformação que cada fase exige é, na verdade, uma oportunidade de aprofundar a própria verdade. E, passo a passo, vamos descobrindo que a vida inteira é esse contínuo renascer, onde cada versão se torna ponte para a seguinte, como um fio que se estende, firme e sereno, em direção à plenitude.