Total de visualizações de página

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Uma palavra sobre a vida eterna

"Volta, minha alma, para o teu repouso, pois o SENHOR te fez bem". Salmo 116 Nesta vida, quando nos vemos colhidos pelo passamento de um ente querido, somos atingidos pela dor de uma separação que, segundo nossa visão natural, julgamos que será separação definitiva e eterna. A ausência da pessoa, especialmente nos primeiros dias, é a constatação da fria realidade da morte. A afeição que sentimos pela pessoa que se foi é que faz aumentar esse sentimento de perda. E quanto maior a afeição, maior a dor. Quanto maior o amor, maior o desconsolo. Quem é que pode avaliar a intensidade de um sentimento senão a pessoa que o sente? Só a pessoa e o Senhor. Por isso, nas horas de separação por causa da morte, só o Senhor pode nos consolar e revigorar nossas forças, restabelecendo-nos para, confortados, continuar a vida com esperança e resistência para novas lutas. Diz um hino cristão sobre o cuidado Divino: "Com Seu amor tão puro e bom, Ele está sempre ao meu redor". Ele nos contempla, vê nossos sentimentos e tem compaixão de nós, para nos confortar e vivificar. Foi o Senhor quem nos deu a vida. Ele vela por nós neste mundo; Ele previu todos os nossos dias, de antemão sabia por todas as dificuldades e lutas que teríamos de passar. Por isso, só Ele pode nos dar auxílio, consolo, coragem e renovação de esperança, contanto que confiemos que Ele sabe o que faz e que, em Sua Divina Providência, sabe o que é bom para cada um de nós. Para obter esse auxílio e força do Senhor Jesus Cristo, temos de recorrer às Escrituras Santas, com um coração humilde pedir que Ele nos reanime e nos oriente. E lá, nos Evangelhos, nós O encontramos. Vemos Sua face bondosa, vemos Suas mãos a trabalhar para o benefício de todos aqueles que nEle crêem. Ouvimos Suas palavras, palavras de vida. Na Palavra Divina podemos encontrar o descanso, o consolo, o alívio com a lembrança de Sua benignidade para conosco, como lemos no Salmo (116:7): "Volta, minha alma, para o teu repouso, pois o SENHOR te fez bem". Nos Escritos da Nova Igreja ensinamentos que nos esclarecem a respeito da vida eterna e nos dão razões sólidas para confiar, nos esperança e certeza de que o Senhor é Quem governa nosso destino e que Ele provê o melhor bem que pudermos alcançar na vida futura. Os Escritos da Nova Igreja, que são o sentido espiritual das Escrituras Santas, nos explicam sobre como é a entrada de cada um no plano espiritual, como cada um de nós é recebido quando lá chega e como é preparado para a existência na vida eterna, no melhor estado possível que a pessoa puder alcançar. São ensinamentos tão coerentes, tão verdadeiros e tão bons, que a luz e o consolo que deles recebemos preenche e supera todas as nossas duvidas, nossos anseios e nossos sofrimentos. Que pode haver de mais consolador para nós do que saber que a morte, de fato, não existe? Os espíritos e anjos não pensam na morte e nem sabem o que a morte do corpo é (AC 2198), porque "a vida humana é apenas uma progressão do mundo para o céu, e a última (fase dessa progressão) que é (chamada) morte, é a própria passagem" (AC 3016). A morte é, então, apenas uma passagem, uma porta de entrada em outro estado de vida. No sentido espiritual da Palavra, o Senhor nos ensina que, logo após esse passamento que nós aqui chamamos morte, a pessoa desperta na vida eterna como se despertasse de um sono. Na maioria das vezes, a pessoa desperta no terceiro dia depois de deixar o corpo físico, como se despertasse de um profundo sono. Em geral, a pessoa está num leito e sente ter a face coberta com uma espécie de gaze ou um tecido fino, que então é tirado, numa representação do véu que separa a vida natural da nova vida em que ela entra, espiritual. Os pensamentos que a pessoa tem nessa hora são todos pensamentos bons; ela não se lembra de nenhuma coisa desagradável ou má; não se lembra de nenhum sofrimento que tenha tido nem de sua ultima agonia. O Senhor é quem faz que a pessoa pense assim, e para isso o Senhor mantém afastado qualquer espírito que poderia lançar pensamentos negativos ou perturbadores na mente da pessoa que desperta pela primeira vez na vida eterna. Quando desperta, a pessoa sente a presença de anjos à sua volta, como amigos e irmãos. Ela ainda não vê, mas sente a proximidade dessas duas ou mais pessoas, para lhe darem o uso da luz espiritual em que agora ela se encontra. Esses amigos são anjos dos céus mais altos, o terceiro céu. São anjos que, quando viveram neste mundo, eram pessoas que amavam ao Senhor acima de todas as coisas, e agora habitam o terceiro céu. Vivem num estado mais santo e mais puro do que os outros anjos, mas eles mesmos nunca se julgam santos nem puros por si mesmos, porque a pureza e a santidade são atributos do Senhor, só. O maior prazer que eles têm é servir ao Senhor, e, esses que trabalham recebendo as pessoas recém-chegadas, servem ao Senhor através dos auxílios que prestam as pessoas nos primeiros dias, explicando-lhes tudo o que elas queiram saber sobre a nova vida. Muitas vezes, a pessoa que desperta fica um pouco incomodada com a presença de pessoas tão gentis, tão "santas", por assim dizer, e não fica à vontade. É porque a afeição do ressuscitado não era a mesma que a daqueles anjos, e por isso ela os sente como estranhos; bons amigos, mas estranhos com os quais ela não tem intimidade. Quando esses anjos percebem que a pessoa não está à vontade na presença deles, eles se retiram. Em seu lugar, vêm outros anjos, agora do céu médio ou segundo céu. Esses anjos são espirituais, e eram pessoas que, quando viviam aqui, amavam o próximo como a si mesmas. Esses anjos, também, querem servir ao recém-chegado de todas as maneiras, pois o amam como a si mesmos, ou, antes, mais do que a si mesmos. Ás vezes, a pessoa ainda não se sente à vontade com a presença desses anjos ao redor de seu leito; não se sente íntima deles, pois as afeiçoes ainda não são semelhantes. Nesse caso, também esses anjos se retiram e, em seu lugar, vêm anjos naturais, do primeiro céu. Se ainda nem esses forem adequados, vêm então os bons espíritos. Os bons espíritos são pessoas que deixaram a vida do corpo há menos tempo e estão ainda em fase de preparação para entrar na vida do céu. Essa substituição de recepcionistas se repete tantas vezes quantas forem necessárias, até que a pessoa se sinta plenamente á vontade, sendo recebida por aqueles bons espíritos ou anjos que lhe são semelhantes. Esses anjos ou espíritos informam a pessoa que ela agora esta na vida eterna, que deixou o corpo material imperfeito e corruptível, marcado pelo sofrimento, e tem, agora, um corpo espiritual perfeito e incorruptível. Eles removem da face da pessoa aquela espécie de véu, simbolizando sua entrada na vida eterna, e, depois, fazem como que se abrissem as suas pálpebras, simbolizando que ela agora terá os olhos espirituais abertos para ver a vida verdadeiramente real, que dura para sempre. A pessoa se vê, então, absolutamente como ela era quando vivia aqui, no mesmo corpo, com a diferença que agora é um corpo íntegro e perfeito. O homem se vê com sua forma masculina e a mulher se vê com sua forma feminina. E, a princípio, o velho se vê velho e o moço se vê moço. Em suma, não há nenhuma diferença da vida e do corpo naturais. Ela pode se tocar, constatar que é ela mesma; pode experimentar seus sentidos e verificar, com surpresa, que sua visão agora é muito mais apurada, sua audição é muito mais perfeita. Pode reconhecer seus amigos e entes queridos que o precederam, abraçá-los e beijá-los, pois são substâncias reais. Pode sentir um chão firme debaixo de seus pés, pode olhar o céu, pode contemplar a paisagem, admirar as casas, tudo enfim, pois nenhuma diferença há, exceto que tudo é mais perfeito. É como se ela tivesse dormido e sido transportada, durante o sono, para uma outra cidade, onde despertasse. Nesse momento, muitas pessoas que, quando viviam aqui, não acreditavam, na existência do espírito e da vida eterna, ficam envergonhadas de sua incredulidade e sua estupidez em pensar que Deus poderia ter criado o homem para viver aqui apenas uns breves anos e depois se acabar, junto com a carne e os ossos materiais, no túmulo. Ela se envergonha de ter pensado assim, e agradece a Deus por a verdade ser inteiramente outra. A pessoa terá muitas perguntas a fazer aos seus amigos e orientadores que o receberam; há de querer saber onde estão seus familiares e conhecidos que tinham partido antes, encontrá-los, falar com eles. E isso sempre lhe será concedido, contanto que haja realmente boa afeição em relação a eles. Depois, quererá conhecer os lugares, os caminhos, a situação do mundo dos espíritos. Saberá que ali é um estado intermediário, preparativo para a vida definitiva na eternidade. Em resumo, nesses primeiros "dias", a pessoa estará bem acompanhada. Pela presença dos anjos, ela sente a ternura do Senhor Jesus, que está com todas as criaturas e a ninguém abandona. Ela estará alegre todo o tempo e surpresa com as coisas admiráveis da vida eterna. Seu contentamento em rever os amigos e parentes queridos e em conhecer, pela primeira vez,estará alegre todo o tempo e surpresa com as coisas admiráveis da vida eterna. Seu contentamento em rever os amigos e parentes queridos e em conhecer, pela primeira vez, a realidade da vida espiritual, é, mal comparado, ao contentamento de uma criança levada pelas mãos dos pais a um passeio agradável, talvez um grande parque de diversões, onde ela encontra outras crianças amigas e parentes que há muito tempo não via. E assim é o primeiro estado da pessoa, após deixar este mundo e entrar na vida eterna, no reino de Deus. Mais tarde, ela passará por outros estados, de preparação. Mas agora é somente a alegria do reencontro, de ver que há uma continuação e uma eternidade na vida humana, de constatar a bondade de Deus, que tanto bem provê para o homem que Ele criou. Sendo esta a verdade sobre o que nós chamamos morte, que motivo temos nós, que cremos em Deus, cremos em Seu Amor e acreditamos na vida eterna, que motivo temos para nos desesperarmos com a morte de um ente querido? Decerto, há a saudade, o sentimento de falta, a ausência da companhia. Mas, quando pensamos que a pessoa agora está num estado tão feliz de existência, e mais, quando pensamos que em breve todos nós iremos para lá, onde havemos de nos reencontrar com a mesma alegria, então, esse sentimento triste e de saudade recebe por dentro um calor e uma suavidade que consolam. É como um ferimento que dói, mas, ao ser lavado com um bálsamo e coberto com o algodão macio da gaze, continua doendo, decerto, mas então com uma dor suavizada, morna, que tende a se abrandar e traz melhora, a esperança da cura. É mesmo assim que as verdades da Palavra fazem com nossos sentimentos nas horas difíceis. A nossa crença nessas verdades não nos livra da dor e nem nos impede de sofrer, mas trazem o consolo da confiança no Senhor, a esperança de que Ele está zelando por nós, para nos preparar uma sorte feliz na vida futura. No momento da morte de entes queridos, podemos ser tomados por muitos sentimentos tristes e incertezas. Queremos compreender por quê certas coisas foram permitidas, por quê a morte dessa pessoa nesse momento e não em outro, futuro. Mas temos de nos lembrar que os caminhos do Senhor não são nossos caminhos. Ele visa ao bem eterno em todas as circunstâncias da vida terrena. E por isso a razão das coisas, quase sempre, está muito acima de nossa compreensão natural. Mas Ele quer nos consolar e, se aceitarmos Seu consolo, Ele promete que um dia podermos entender muitas coisas que Ele hoje permitiu acontecer. "No fim dos dias entendereis isto". (Jeremias 30:24:19). Amém. Lições: Salmo 116; Jeremias 30; O Céu e o Inferno 450

ETICA DA IGREJA

A Igreja tem um comportamento distinto dos demais povos e que deve exceder em justiça tanto a judeus quanto a gentios. INTRODUÇÃO - Na seqüência do estudo da “Eclesiologia prática”, estaremos estudando o que o ilustre comentarista denominou de “missão ética da Igreja”. Já vimos que um dos aspectos da adoração do cristão é o seu testemunho (“martyria”), ou seja, o seu “modus vivendi”. O cristão é identificado pela sua maneira distinta de viver, bem diferente da “vã maneira de viver que, por tradição, recebemos de nossos pais” (I Pe.1:18 “in fine”). - A Igreja está no mundo, mas não é do mundo e, portanto, não pode ter as mesmas atitudes e o mesmo comportamento que os demais seres humanos. Eis uma realidade que precisa estar sempre presente em nossas mentes, numa época em que muitos querem ser “cristãos”, mas totalmente conformados com o mundo. I – O CLAMOR ATUAL PELA ÉTICA E SEU SIGNIFICADO - Seja na política, seja nas artes, seja na ciência, seja na economia, todos os povos estão observando um clamor, uma exigência por padrões de ética. Cada vez um maior número de pessoas está a exigir dos líderes, dos cientistas, dos empresários, dos trabalhadores, enfim, de todos os segmentos da população, que haja uma atitude ética nos relacionamentos humanos. - Este clamor por ética reflete o grande vazio espiritual que tem sido vivido pela humanidade, pois a discussão sobre a falta de ética que hoje se verifica em todos os setores da vida humana, nada mais é que uma universal constatação de que os homens perderam o rumo, o norte, que andam de um lado para outro, como ovelhas desgarradas que não têm pastor (Mt.9:36), exatamente porque se recusaram a seguir a Deus e a observar os Seus mandamentos. - Com efeito, quando se fala em ética, fala-se em "conduta ideal do indivíduo". A ética é o conjunto de padrões, de condutas, de atitudes que devem ser observados pelos indivíduos. Toda atividade humana tem um padrão a ser observado, tem a sua ética. - A discussão a respeito de como deve o homem se comportar é algo que vem sendo efetuado desde os primórdios da civilização humana, pois Deus fez o homem como um ser moral, ou seja, como um ser responsável, que tem consciência do que deve, ou não, fazer, porque e para que deve agir num determinado sentido. Tanto assim é que, logo após ser colocado no jardim do Éden, por Deus, o primeiro casal recebeu logo uma determinação de Deus : " De toda a árvore do jardim, comerás livremente; mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás, porque, no dia em que dela comeres, certamente, morrerás." (Gn.2:16b,17). - Como se percebe, portanto, o homem foi feito um ser eminentemente moral, ou seja, um ser ético (pois a palavra "mos, moris"em latim nada mais é que a tradução da palavra grega "ethos") e, desde então, a história da humanidade tem refletido este embate entre o comportamento exigido por Deus e o comportamento que o homem escolhe, dentro de seu livre-arbítrio, para si, independentemente da vontade humana. - O resultado da desobediência do homem e da sua tentativa de construir para si padrões de conduta alheios à vontade de Deus resultou nos grandes dilemas que hoje, como em nenhum outro momento da história humana, vivemos nesta "grande aldeia global" em que se tornou o nosso planeta, dilemas estes que, não raro, abalam a fé de muitos servos de Deus que, à revelia da própria Palavra de Deus, acabam cedendo a padrões, princípios e procedimentos que são radicalmente contrários à vontade do Senhor. - O homem, imerso no pecado(Rm.3:9-12,23), separado de Deus (Is.59:2), cegado pelo deus deste século (II Co.4:4), não pode ter senão comportamentos e condutas que desagradam a Deus, estabelecendo-se, pela arrogância dos homens, um relativismo ético, ou seja, um conjunto de condutas e de regras de comportamento que se alteram conforme a conveniência e de acordo com as circunstâncias, a gerar uma tolerância ilimitada, um verdadeiro caminho largo, em que tudo é permitido (Mt.7:13). - O resultado disto é o surgimento de um vazio espiritual, de uma falta de orientação e de princípios, que deixa a humanidade perdida e sem qualquer direção, com funestas conseqüências, como as que temos visto nos nossos dias e que estão levando à indignação e a este clamor por uma ética mínima nos relacionamentos humanos. - Busca o homem uma referência, uma base, um fundamento, esquecido que somente um é absoluto neste universo, somente um tem o direito de impor uma conduta a todos os homens, que é o nosso Deus, o Criador dos céus e da terra, o Soberano Senhor. - Nesta busca pela ética, que nada mais é que uma sede de Deus, deve a Igreja, corajosamente, como agência do reino de Deus, clamar ao mundo que a ética tão desejada, que a conduta ideal tão almejada, não se encontra nos direitos humanos, na busca e maior justiça nas relações socioeconômicas, mas nAquele que, desde a criação do homem, tem querido determinar como devemos proceder. Em Deus se encontra a verdadeira ética e, portanto, para os diversos dilemas morais vividos pelo homem, existe uma única resposta: a Palavra de Deus. II – A ÉTICA E A ÉTICA CRISTÃ - "Ética" é palavra de origem grega, que vem de "ethos", que quer dizer costume, hábito, disposição. Em latim, a palavra usada para dar a mesma idéia é "mos, moris". Advém daí que, etimologicamente, temos que "ética" e "moral" se confundem, pois ambas dizem respeito ao conjunto de padrões e de atitudes que as pessoas devem ter no seu dia-a-dia, no seu cotidiano. - A ética, portanto, preocupa-se com a conduta ideal do indivíduo, ou seja, qual deve ser o comportamento do indivíduo ao exercer uma determinada atividade, ao desempenhar uma determinada ação, ou seja, como o indivíduo deve agir enquanto vive. OBS: "...A ética é a ciência da conduta ideal. Aborda a conduta ideal do indivíduo, isto é, nossa responsabilidade primária. Os Evangelhos nos ensinam que a transformação moral nos conduz às perfeições de Deus Pai (Mt.5.48). E daí, parte-se para a transformação de acordo com a imagem do Filho de Deus (Rm. 8.29; Ii Co. 3.18). Precisamos cuidar de nosso próprio desenvolvimento espiritual como indivíduos. Essa transformação reflete em nossa conduta pessoal, pois a conversão cristã gera essa transformação na vida do ser humano direcionando-o à ética pessoal ( II Co. 5.17) ..." ( Pr. José Elias CROCE. Lição 1 - O cristão e a ética. Betel Dominical, jovens e adultos, 3º trim. 2001, p.8) - A Bíblia nos mostra que Deus fez o homem dotado de moralidade, pois feito à imagem e semelhança de Deus (Gn.1:26) e Deus é um ser eminentemente moral, de forma que o homem não poderia ser diferente. Como demonstração desta moralidade ínsita à natureza humana, Deus estabeleceu, já no jardim do Éden, uma regra a ser observada, referente à árvore da ciência do bem e do mal (Gn.2:16,17). Neste estabelecimento da regra, Deus denuncia não só a moralidade do homem como a sua liberdade. Assim, a vida do homem está envolvida, integralmente, com a ética, com a conduta que deve seguir. - Não é, portanto, desarrazoado que, desde as épocas mais antigas, tenha o homem se debruçado sobre a questão do comportamento que deve ser seguido no viver cotidiano, a ponto de uma das partes tradicionais da filosofia ser, exatamente, a ética, aqui concebida como a reflexão de como deve ser o agir humano, de qual a conduta ideal do indivíduo. - Desde a criação, portanto, ao homem tem sido proposta uma conduta ideal, qual seja, a obediência a Deus e a Seus mandamentos, que é a ética divina, a verdadeira ética que conduz o homem à comunhão com seu Criador e à vida eterna, mas o homem, desde a queda, tem enveredado por outros caminhos, buscando, dentro de sua capacidade e de seus pensamentos, outras condutas de vida, outras formas de comportamento, que dão ensejo às diversas éticas que têm sido criadas ao longo da história da humanidade. - Quando se fala, portanto, em conduta ideal do indivíduo, em forma de agir, em comportamentos adequados, sempre teremos, de um lado, o comportamento exigido por Deus, proposto pelo Criador, determinado pelo Soberano Senhor dos céus e da terra, como, também, de outro lado, as propostas humanas de conduta e de comportamento, fruto da rebeldia do ser humano e de seu estado pecaminoso. OBS: "...Todos nós tomamos diariamente dezenas de decisões, resolvendo aquilo que tem a ver com nossa vida, a vida da empresa e de nossos semelhantes. Ninguém faz isso no vácuo. Antigamente pensava-se que era possível pronunciar-se sobre um determinado assunto de forma inteiramente objetiva, isto é, isenta de quaisquer pré-concepções. Hoje, sabe-se que nem mesmo na área das chamadas ciências exatas é possível fazer pesquisa sem sermos influenciados pelo que cremos. Ao elegermos uma determinada solução em detrimento de outra, o fazemos baseados num padrão, num conjunto de valores do que acreditamos é certo ou errado. É isso que chamamos de ética: o conjunto de valores ou padrão pelo qual uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões. Cada um de nós tem um sistema de valores interno que consulta (nem sempre, a julgar pela incoerência de nossas decisões...!) no processo de fazer escolhas. Nem sempre estamos conscientes dos valores que compõem esse sistema, mas eles estão lá, influenciado decisivamente nossas opções. Os estudiosos do assunto geralmente agrupam as alternativas éticas de acordo com o seu princípio orientador fundamental. As chamadas ÉTICAS HUMANÍSTICAS tomam o ser humano como seu princípio orientador, seguindo o axioma de Protágoras, "o homem é a medida de todas as coisas". O hedonismo, por exemplo, ensina que o certo é aquilo que é agradável. Freqüentemente somos motivados em nossas decisões pela busca secreta do prazer. O individualismo e o materialismo modernos são formas atuais de hedonismo. Já o utilitarismo tem como princípio orientador o que for útil para o maior número de pessoas. O nazismo, dizimando milhares de judeus em nomes do que é útil, demonstrou que na falta de quem decida mais exatamente o sentido de "útil", tal princípio orientador acaba por justificar os interesses de poderosos inescrupulosos e o egoísmo dos indivíduos. O existencialismo, por sua vez, defende que o certo e o errado são relativos à perspectiva do indivíduo e que não existem valores morais ou espirituais absolutos. Seu principio orientador é que o certo é ter uma experiência, é agir — o errado é vegetar, ficar inerte. O existencialismo é o sistema ético dominante em nossa sociedade moderna, que tende a validar eticamente atitudes tomadas com base na experiência individual. A ÉTICA NATURALÍSTICA toma como base o processo e as leis da natureza. O certo é o natural — a natureza nos dá o padrão a ser seguido. A natureza, numa primeira observação, ensina que somente os mais aptos sobrevivem e que os fracos, doentes, velhos e debilitados tendem a cair e desaparecer à medida em que a natureza evolui. Logo, tudo que contribuir para a seleção do mais forte e a sobrevivência do mais apto, é certo. Numa sociedade dominada pela teoria evolucionista não foi difícil para esse tipo de ética encontrar lugar. Cresce a aceitação pública do aborto (em caso de fetos deficientes) e da eutanásia (elimina doentes, velhos e inválidos). (Rev. Augustus Nicodemus LOPES. A ética nossa de Cada dia.http://www.thirdmill.org/files/portuguese/14495~9_19_01_9-44-44_AM~A_%C3%89tica_nossa_de_Cada_Dia.html) - Jesus, ao vir ao mundo para ser a suprema revelação do Pai (Hb.1:1; Jo.14:8-11; 17:3-7), igualmente nos mostrou qual a conduta que devemos ter neste mundo (Jo.17:14-23; Mt.7:24-27; I Co.11:1; I Pe.2:21-25), ou seja, qual a ética do servo de Deus. - É, portanto, imperioso que o cristão tenha um comportamento diferente do que não é cristão, pois somente o cristão genuíno está a se conduzir conforme a vontade de Deus, conforme a regra determinada por Deus. Não é possível que alguém seja considerado verdadeiro servo de Deus se não tiver este comportamento diferente, pois somos um povo separado e de boas obras (I Pe.2:9; Tt.2:11-14). É somente através deste comportamento que poderemos levar os homens a glorificar a Deus (Mt.5:13-16). - A ética cristã, portanto, em primeiro lugar, caracteriza-se por ser um comportamento assumido por um indivíduo que o faz exclusivamente pela fé. Sim, o cristão passa a ter um determinado comportamento porque crê que aquele comportamento, aquelas atitudes são agradáveis a Deus, que é o galardoador dos que O buscam (Hb.11:6). Cremos em Deus e na Sua Palavra e é por isso que passamos a agir conforme os Seus mandamentos. É por isso que Paulo afirma que "tudo que não é de fé é pecado"(Rm.14:23). - Cumprimos a Palavra de Deus, praticamos as ações e atitudes que a Bíblia nos determina, porque, antes, cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus e a única regra de fé e prática que deve ser seguida. Temos a convicção, que nasce em nós por dom de Deus (Ef.2:8), pela aceitação da ação de convencimento do Espírito Santo (Jo.16:8-11). - Destarte, quem não tem fé verdadeira e genuína, não pode, em absoluto, ter um comportamento ou conduta que esteja de acordo com a Palavra de Deus, ou seja, a ética cristão exige uma verdadeira conversão do indivíduo. É por isso que vemos com preocupação a constatação de que a ética tem sido relegada a um plano absolutamente secundário na pregação do evangelho nos nossos dias, tanto que o fenômeno tem sido observado até por sociólogos da religião, como Antonio Flávio Pierucci, que o denominou de "des-moralização religiosa", algo, aliás, que já tinha sido previsto nas Escrituras (II Pe.2:1-3) OBS: "...Os cristãos entendem que éticas baseadas exclusivamente no homem e na natureza são inadequadas, já que ambos, como os temos hoje, estão profundamente afetados pelos efeitos da entrada do pecado no mundo. A ÉTICA CRISTÃ, por sua vez, parte de diversos pressupostos associados com o Cristianismo histórico. Tem como fundamento principal a existência de um único Deus, criador dos céus e da terra. Vê o homem, não como fruto de um processo evolutivo (o que o eximiria de responsabilidades morais) mas como criação de Deus, ao qual é responsável moralmente. Entende que o homem pecou, afastando-se de Deus; como tal, não é moralmente neutro, mas naturalmente inclinado a tomar decisões movido acima de tudo pela cobiça e pelo egoísmo (por natureza, segue uma ética humanística ou naturalística). Um outro postulado é o de que Deus enviou seu Filho Jesus Cristo ao mundo para salvar o homem. Mediante fé em Jesus Cristo, o homem decaído é restaurado, renovado e capacitado a viver uma vida de amor a Deus e ao próximo. A vontade de Deus para a humanidade encontra-se na Bíblia. Ela revela os padrões morais de Deus, como encontramos nos 10 mandamentos e no sermão do Monte. Mais que isso, ela nos revela o que Deus fez para que o homem pudesse vir a obedecê-lo. A ÉTICA CRISTÃ, em resumo, é o conjunto de valores morais total e unicamente baseado nas Escrituras Sagradas, pelo qual o homem deve regular sua conduta nesse mundo, diante de Deus, do próximo e de si mesmo. Não é um conjunto de regras pelas quais o homem poderá chegar a Deus – mas é a norma de conduta pela qual poderá agradar a Deus que já o redimiu. Por ser baseada na revelação divina, acredita em valores morais absolutos, que são a vontade de Deus para todos os homens, de todas as culturas e em todas as épocas." (Rev. Augustus Nicodemus LOPES. A ética nossa de cada dia. http://www.thirdmill.org/files/portuguese/14495~9_19_01_9-44-44_AM~A_%C3%89tica_nossa_de_Cada_Dia.html) - A existência de um comportamento distinto e de acordo com a Palavra de Deus foi algo que faltou na geração do êxodo entre os filhos de Israel, tanto que foi o responsável, ao lado da incredulidade (Hb.3:19), pelo fracasso e morte daquele povo no deserto. Deus não Se agradou daqueles que tomaram um comportamento semelhante aos dos outros povos, que assumiram as mesmas ações e condutas decorrentes de pensamentos humanos e rebeldes contra Deus. O resultado de tal atitude inconseqüente foi a sua própria destruição e prostração no deserto (I Co.10:5). Quem quer agradar ao mundo, às éticas fundadas no pecado e na rebeldia, torna-se inimigo de Deus (Tg.4:4). - Sob um discurso de tolerância e de liberdade, o mundo, hodiernamente, defende a idéia do "relativismo ético", ou seja, nega que haja padrões de comportamento válidos para todos os homens, independentemente da época, da cultura ou da vontade de cada ser humano. Dentro deste pensamento, não é considerado exigível dos homens qualquer conduta estabelecida "a priori" por quem quer que seja. Deste modo, entende-se que não possa ser imposto qualquer comportamento a qualquer homem, sendo "fanáticos" e "intolerantes" aqueles que assim não entendem. - Entretanto, este tipo de pensamento é antibíblico, porquanto é mera conseqüência do pecado do homem, da sua recusa em obedecer a Deus e à ética estabelecida pelo Criador dos céus e da terra. Não negamos a liberdade de cada indivíduo de viver conforme a sua vontade, pois o livre-arbítrio foi dado ao homem pelo próprio Deus e, desta forma, é igualmente antibíblico agir de forma a negá-lo ou procurar massacrá-lo, mas não resta dúvida de que existe uma ordem universal instituída por Deus e que esta ordem deve ser observada pelo homem. - Portanto, existe, sim, uma conduta que deve ser perseguida pelo ser humano, que é a conduta determinada por Deus, por Ele revelada em Sua Palavra, que deve ser a nossa única regra de fé e prática. Ao contrário do que se diz no mundo, existe, sim, um padrão universal de conduta, que independe de cultura, de época ou da vontade de cada ser humano: o padrão bíblico, o padrão estabelecido por Deus e revelado ao homem por Sua Palavra. OBS: "...O Mestre Jesus, ensinador por excelência, inicia agora seu maravilhoso discurso, popularmente conhecido como Sermão da Montanha. Nunca um discurso foi tão universal. O Sermão da Montanha não proferido para judeus, mas era eficaz para tantos quanto ouvissem (Mt 7.24). Aqui, não há questões culturais. Aqui não há exteriorização. Aqui, são as profundezas do coração humano que são sondados. Jesus identificou em todo esse discurso que o primeiro alvo do evangelho genuíno é transformar o interior do homem. O resto, é de acordo com o querer do Espírito pela atuação da Palavra. O sermaõ do monte não é mandamento, é ideal, alvo a ser perseguido. Sabemos perfeitamente que ser humano algum pode alcançar tão altas exigências de amor e santidade pelo braço da carne, mas somente pelo poder do Espírito e pela graça de Deus. Se o sermão da montanha fosse mandamento, estaríamos em situação dificil, com certeza Jesus teria mentido quanto ao seu jugo suave e fardo leve (Mt 11.28). Mas todos os salvos almejam e procuram viver de acordo com esta ética do reino. Aleluias!!! Sermos súditos do Reino implica empenharmo-nos resolutamente para viver o padrão ético de Deus para seu povo.... Existe uma ética, uma legislação vigente neste reino: A legislação vigente do reino é de uma simplicidade e de uma profundidade espiritual muito grande. "O Teu trono, oh Deus, é para todo o sempre; cetro de equidade é o cetro do teu reino. Amas a justiça e odeias a iniqüidade;" (Sl 45.6,7a).... Com o propósito de responder a todas as indagações e estabelecer o padrão de conduta dos cidadãos do reino, Jesus proferiu um discurso-chave popularmente conhecido como "Sermão do Monte". Este sermão nos mostra que a real vida em Cristo requer a substituição de nosso padrão de justiça. Ser um cidadão do reino independe do que temos ou fazemos, mas do que somos. É um estado interior. O Sermão do Monte é a base a todos os que desejam viver realmente o Cristianismo bíblico..." http://www.scriptura.hpg.ig.com.br/novo/mateus/mt005.htm). - A inobservância do padrão bíblico gera a ira de Deus sobre os desobedientes (Rm.1:18) e o resultado desta recusa à ética divina é o abandono de Deus, de forma que haja a concupiscência dos corações humanos à imundícia e toda a sorte de desordem, de desequilíbrio e de iniqüidade no seio da humanidade (Rm.1:26-32). OBS: "...01- A maldade humana tem gerado nas pessoas uma total falta de caráter quando diz respeito às coisas de Deus. Quase sempre os seres humanos estão dispostos a se tornarem bons conhecedores das verdades bíblicas, sem contudo, ter a intenção de se tornarem praticantes. 02 - Jesus quer não somente a nossa fé, mas também a nossa fidelidade. Fé é crença, enquanto fidelidade é prática da vontade de Deus. Fidelidade e obediência são a mesma coisa nesse sentido. Essa deve ser a marca ou o ponto distinto entre os discípulos de Jesus e os escribas e fariseus. Enquanto escribas e fariseus são excelentes professores de leis que só passam por seus livros e intelectos, os discípulos devem se tornar homens com o coração cheio de verdades para a vida diária..." (Rev. Ary Sérgio Abreu MOTA. Uma janela para o sermão do monte. http://www.ejesus.com.br/estudos/2000-01/uma_janela_para_o_sermao_do_monte.htm). - Por causa do "relativismo ético", é que se tem um vazio nas relações humanas, uma perplexidade quanto aos rumos e às orientações que se devam tomar no tratamento dos principais problemas morais, tentando o homem em vão buscar a solução para este vazio em técnicas de auto-ajuda ou em valores como os direitos humanos. A solução para o homem está em acolher a ética divina, constante da Palavra de Deus e exemplificada de forma ímpar na vida e no ministério de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. - Ora, Deus, após ter revelado Sua ética na Sua Palavra e no exemplo de Jesus Cristo, constituiu um povo Seu para viver conforme a Sua vontade (Gl.6:15,16), a saber, a Sua Igreja, que tem um dever indeclinável sobre a face da terra, qual seja, o de pregar o evangelho, ou seja, anunciar aos homens que existe uma salvação e que é possível a transformação da vã maneira de viver que tem sido vivida pela humanidade (I Pe.1:18). - Como povo de Deus, como anunciadora das boas-novas da salvação, a Igreja tem de pregar, a todo momento, que o homem deve assumir o comportamento exigido por Deus, deve se reconciliar com seu Criador e isto impõe a assunção de uma vida de santidade e de agrado a Deus. É mister que, com desenvoltura, a Igreja proclame que o mundo deve " se arrepender e se salvar desta geração perversa" (At.2:37-40). - Mas, para fazer esta proclamação, a Igreja deve se comportar como Jesus, ou seja, deve pregar a ética divina com autoridade (Mt.7:29), ou seja, deve ter, ela própria, uma vida tal que faça com que todos lhe indiquem como sendo "cristã", ou seja, "parecida com Cristo"(At.11:26), pois, caso contrário, acabará repetindo o fracasso representado pelos escribas e fariseus (Mt.23:2-4), prestando, assim, enorme desserviço à obra de Deus, com graves conseqüências para os que assim agirem (Mt.7:20-23; 25:31-46). OBS: "...O propósito da doutrina de Cristo é a mudança da vida dos cristãos, pelo que o termo não deve subentender meros conceitos intelectuais e religiosos. E, para tanto, temos que entender aqueles ensinos usados pelo Espírito Santo a fim de transformar almas humanas, tornando-as semelhantes ao seu Mestre. As doutrinas dos credos religiosos tendem a estagnar a viva energia dos ensinamentos de Cristo. Quando Ele disse: " aprendei de mim" não estava pensando em alguma sistematização de idéias a Seu respeito e, sim, na capacidade transformadora de Sua doutrina e Espírito, capaz de transformar Seus discípulos. Portanto, a doutrina de Cristo não consiste somente naquilo em que cremos. Antes, trata-se de uma maneira de viver. De outra sorte, a fé cristã seria apenas outra filosofia e a comunidade cristã seria apenas mais uma religião. Em outras palavras: o propósito da doutrina de Jesus não é somente para que possamos crer em Suas palavras e na Sua pessoa, mas também devemos viver o que Ele ensinou...Não é bastante crer, é necessário praticar, edificar a casa sobre a Rocha e, se necessário, cavar fundo, lançando os alicerces com segurança..." (SILVA, Osmar J. da. Reflexões filosóficas de eternidade a eternidade, v.5, p.77-8). - A Igreja é, portanto, um povo que, liberto do mal (Jo.17:15), bem como do pecado (Jo.8:32-36), tem o devido discernimento do que é certo ou errado, do que agrada e do que não agrada a Deus e, portanto, age com plena liberdade, pois não está mais escravizada pelo pecado. A liberdade do cristão, entretanto, sempre é responsável e segue a padrões estabelecidos por Deus, a Quem servimos e a Quem queremos agradar. Tudo é lícito ao cristão, vez que não tem ele mais malícia nem maldade, mas nem tudo lhe convém(I Co.10:23), vez que, agora, a vida que vive, vive-a em e para Cristo (Gl.2:20). - O cristão somente deve praticar o que seja bom para edificação, o que seja verdadeiro, honesto, justo, puro, amável, de boa fama e em que haja alguma virtude e algum louvor (Fp.4:8), coisas que correspondem ao fruto do Espírito e contra o que não há lei humana que possa querer evitar (Gl.5:22,23). - O objetivo do cristão deve ser, sempre, a glória de Deus, daí porque Jesus ter nos alertado de que as nossas obras farão os homens glorificarem a Deus (Mt.5:16). Aliás, foi este o propósito de todo o ministério terreno de Cristo (Jo.17:4). Tudo o que fizermos deve redundar na glorificação do Senhor ( I Co.10:31) e isto no relacionamento com todos os homens, indistintamente, pertençam eles a qualquer um dos três povos da terra (judeus, gentios e igreja) (I Co.10:33). - Quando se fala em escândalo ante judeus, gentios e igreja de Deus (I Co.10:33), devemos salientar que a Palavra de Deus assim considera aqueles que, dizendo-se cristãos, não estiverem sendo fiéis e forem apanhados em pecado, trazendo, assim, escândalo, ou seja, perplexidade resultante da discordância entre o que é dito e pregado e o que é vivido pelo suposto servo de Deus. Em hipótese alguma, poderemos considerar escândalo toda e qualquer calúnia ou injúria que for levantada contra um sincero servo de Deus, como fruto da oposição satânica a seu fiel proceder diante de Deus. Pelo contrário, antes de maldição, esta circunstância é, segundo a Palavra de Deus, uma bem-aventurança, uma bênção, um motivo para o regozijo do crente (Mt.5:11,12; I Pe.2:19-25) - Será que o nosso comportamento tem sido desta ordem no meio dos homens? Será que nossa conduta revela que somos sal da terra e luz do mundo, ou já estamos irremediavelmente comprometidos com os princípios, valores, crenças e comportamento mundanos? Será que nossa conduta tem servido para a glória de Deus, ou temos sido motivo de escândalo na igreja, entre os judeus ou entre os gentios? III – IGREJA: LUZ DO MUNDO E SAL DA TERRA - No sermão do monte, que já vimos ser o sermão ético de Jesus para a Sua Igreja, o Senhor mostra-nos precisamente o que devemos ser, em termos de conduta, entre judeus e gentios sobre a face da Terra. Cristo afirmou que temos de ser “luz do mundo” e “sal da terra”, duas figuras que sintetizam como devemos nos comportar enquanto não vem a nossa glorificação. - É muito interessante que venhamos a verificar estas duas figuras, pois elas são um ensino precioso para que saibamos estabelecer os parâmetros de nosso comportamento, para sabermos se, efetivamente, temos sido discípulos do Senhor ou se, ao contrário, temos sido apenas motivo de escândalo, obstáculos à propagação do Evangelho e à salvação das almas. - Por primeiro, cumpre observar, de pronto, que estas duas figuras mostram que os cristãos devem ser semelhantes a Cristo. Jesus disse que devemos ser a luz do mundo, mas Ele próprio disse que era a luz do mundo (Jo.8:12; 12:46). Ao dizer que somos o “sal da terra”, o Senhor também nos identificou a Ele, já que o sal era o elemento presente em todas as ofertas apresentadas ao Senhor (Lv.2:13), de modo que não se tratava de símbolo senão de Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo.1:29). - Assim, ao apresentar estas duas figuras para indicar qual deve ser o comportamento da Igreja, Jesus simplesmente está a Se apresentar como o modelo desta Igreja. Por isso, como afirmou o escritor Charles M. Seldon em seu famoso livro, a principal diretriz da ética cristã é perguntar, antes de tomar qualquer atitude ou decisão: “Em seus passos, que faria Jesus?” - A segunda observação que vemos nas duas figuras apresentadas pelo Senhor é de que ser “luz” e ser “sal” é afirmar que há uma contradição, uma oposição entre o modo de viver da Igreja e o modo de viver do mundo. “…A realidade é que o Reino de Deus e o mundo são distintos, é como luz e trevas, porém estão relacionadas uma com a outra: de um lado, a decomposição; do outro, a preservação; de um lado, a escuridão; do outro, a iluminação. O efeito preservador faz cessar a decomposição e a iluminação faz enxergar na escuridão.…” (BARRETO, Hermes. O maior sermão do mundo: a relevância do caráter cristão, p.30). - Dizer que a Igreja é a luz do mundo é afirmar que ela se opõe ao mundo, que é considerado como trevas (Is.9:2; 59:9; Jo.1:5; 3:19; Rm.13:12; II Co.6:14). Ser luz do mundo, como explica Jesus, é praticar boas obras, é conduzir-se com verdade (Jo.3:20,21). O mundo, porém, que está no maligno (I Jo.5:19), não pratica a verdade, pois está sob o domínio do pai da mentira (Jo.8:44) e, por isso, suas obras são más. - Esta oposição que existe entre a Igreja e o mundo não permite que haja qualquer possibilidade de comunhão, de contacto entre a luz e as trevas. Onde há luz, as trevas se dissipam; onde a luz se apaga, as trevas dominam. Não pode o cristão verdadeiro e genuíno ter a forma do mundo, portar-se como o mundo se porta, pois não é possível qualquer conciliação entre luz e trevas (II Co.6:14b). - Preocupante, portanto, o gesto de muitos sedizentes cristãos que, sob a justificativa de que “Deus só quer o coração”, procuram cada vez mais se assemelhar às outras pessoas, não ser “diferentes”, ser “iguais às outras”, inclusive alguns buscando basear-se numa falsa doutrina de evangelização, segundo a qual “é preciso ser fraco para ganhar os fracos; ser como os pecadores para ganhá-los para Cristo”. Tal ensino, completamente sem respaldo bíblico, não se coaduna com o ensinamento de Jesus: somos a luz do mundo e não há comunhão entre luz e trevas. Ter uma linguagem e uma estratégia de evangelização para se fazer compreendido pelos pecadores em absoluto significa viver como os pecadores, mas, sim, viver sóbria, pia e justamente no presente século, para que os homens incrédulos percebam a diferença que há entre a luz e as trevas (Tt.2:11,12). - A figura do “sal” também nos dá conta da oposição que existe entre a Igreja e o mundo. Enquanto o mundo é sempre caracterizado pela corrupção generalizada, pela degeneração de costumes e de hábitos (Gn.6:5; Ex.32:7-9; Jz.2:10-15; II Rs.17:7-23; 23:25,26; Ml.1), o sal é o elemento que simboliza a preservação, a conservação, mormente nos dias em que foi redigido o texto bíblico, quando ainda não havia os métodos atuais de conservação de alimentos, todos dependentes da energia elétrica. - O terceiro fator a que nos remete as figuras da luz e do sal é a circunstância de que, tanto uma quanto a outra não produzem seus efeitos se não vier à tona, se não se apresentar. A luz, como o próprio Jesus disse, não pode ser mantida escondida, tem de se manifestar para que possa iluminar, assim como o sal não pode ser mantido separado dos alimentos, mas tem de se misturar com eles para ter algum efeito. - A Igreja, portanto, não pode cumprir o seu papel sem que se misture no meio dos outros dois povos, sem que esteja no meio deles. Por isso, a Igreja está no mundo, embora não seja do mundo. As iniciativas sectárias, ou seja, que procuram separar os cristãos do meio da sociedade, colocar-lhes à parte, em comunidades totalmente separadas e alheias às outras pessoas são movimentos que não têm respaldo bíblico, pois caminham no sentido contrário do ensinamento de Jesus. Precisamos estar no meio de judeus e gentios, sem que compartilhemos os seus valores e crenças, sem que assumamos o seu modo de viver. Somos diferentes, mas temos de estar no meio destas pessoas, sem o que a Igreja não cumprirá o papel que lhe foi destinado pelo Senhor. - Manter o equilíbrio e estar no centro da vontade do Senhor tem sido um constante desafio da Igreja ao longo da sua história. Muitos se levantam no meio das igrejas locais e defendem uma posição sectarista, de total isolamento da comunidade, obrigando os crentes a viver “dentro das quatro paredes” dos templos e de suas residências, totalmente alheios ao mundo que os cerca. Este comportamento não tem base bíblica e é, na verdade, um farisaísmo que se implanta dentro das igrejas, cujo resultado é a total irrelevância dos cristãos no seio da comunidade. Escondendo-se a luz e não se salgando a alimentação, os cristãos passam a ser inúteis, totalmente dispensáveis, permitindo que, nos locais onde se encontram, haja predomínio das trevas e degeneração de costumes e hábitos cada vez mais intensa. - Outros, no extremo oposto, no afã de evitar o farisaísmo, acabam assumindo a forma do mundo, confundido “estar no mundo” com “ser do mundo”. Querendo ser “sociáveis”, acabam enveredando pelo caminho do “nicolaísmo”, ou seja, do comprometimento com o pecado e com a corrupção do mundo(Ap.2:6,15). Apagam a sua luz, por causa do pecado que praticam, por causa da hipocrisia que passam a professar (pois não vivem mais como pregam), tornam-se escravos da mentira. Tornam-se um sal insípido, sem sabor, sem poder de conservação, para nada mais servindo senão para ser lançados fora e pisados pelos homens. O resultado é uma série de escândalos que servem para desacreditar a mensagem do Evangelho e, assim, aumentar, ainda mais, as trevas e a corrupção. - Ser “luz do mundo” é iluminar o mundo, ou seja, fazer resplandecer a luz do Evangelho de Cristo (II Co.4:4), o que somente se faz quando praticamos a verdade, quando temos um comportamento de total submissão às Escrituras (II Co.4:2). Quando vivemos conforme a Palavra de Deus, os homens vêem que estamos na luz e identificam que somos filhos de Deus e, por isso, glorificam ao nosso Pai que está nos céus, pois sabem que nossas obras são boas (Mt.5:16). - Ser “luz do mundo” é ter comunhão com Deus, o que significa que é viver sem pecar e, se pecarmos por acidente, pedirmos imediatamente perdão a Deus e a quem ofendermos, como também termos comunhão uns com os outros, com a “família de Deus”(Ef.2:19), pois só assim teremos condição de estar debaixo do poder purificador do sangue de Cristo (I Jo.1:5-7). - Ser “luz do mundo” é amarmos o próximo como a nós mesmos, não é apenas dizer que amamos, mas tomarmos atitudes reais que demonstram o nosso amor pelo outro (I Jo.3:17-19), guardando, assim, os mandamentos do Senhor (I Jo.3:24). - Ser “luz do mundo” é também trazer não só iluminação, mas também calor para o mundo. A luz também produz calor e é necessário que o cristão traga, ao mundo, fervor espiritual (Rm.12:11). Para termos fervor espiritual, faz-se mister que vivamos uma vida de santificação, de oração e de jejum, para que sejamos vasos de honra na casa do Senhor e nossas palavras possam “ferver”, atingindo os corações (Sl.45:1). Uma vida de separação do pecado é indispensável para que tenhamos “fervor”, que não se confunde com “barulho” nem tampouco com “emocionalismo” ou “movimentos carnais”. - Ser “luz do mundo” é produzir energia. O cristão verdadeiro traz ânimo e estimula os demais a buscar a Deus, a temer a Deus. Quando o cristão vive uma vida de sinceridade, todos que estão à sua volta percebem a sua condição de santo homem de Deus (II Rs.4:9) e, por isso, passam a desejar a sua companhia, ainda que inconscientemente, pois todo homem tem dentro de si um vazio do tamanho de Deus. Muitas vidas têm se rendido a Cristo por causa dos testemunhos destas “luzes do mundo” que estão a brilhar por este mundo afora (Fp.2:15). O verdadeiro cristão é um dínamo, uma testemunha de Cristo que, revestida de poder, leva multidões aos pés do Senhor com o seu exemplo (I Pe.2:21). - Ser “sal da terra” é conservar o ambiente onde se encontra, é preservar a sua qualidade. O cristão, onde quer que se encontre, precisa ser um instrumento da resistência do Espírito Santo contra a corrupção, contra a degeneração total deste mundo (II Ts.2:7). Se o mundo ainda não apodreceu de vez, se tudo ainda não “degringolou” definitivamente, é porque ainda existe um povo que é o “sal da terra”, a Igreja. - É muito triste quando percebemos que, em muitos ambientes, a presença de crentes nominais nada representa. A devassidão, a imoralidade, a prostituição e a corrupção predominam nestes lugares, apesar da presença de “sedizentes cristãos” (como, por exemplo, no Congresso Nacional na legislatura passada, onde, apesar de uma expressiva “bancada evangélica”, tivemos a mais corrupta de todas as legislaturas da história do país, tendo os “evangélicos”, lamentavelmente, sido protagonistas de alguns dos piores escândalos, como o da “máfia dos sanguessugas”). Isto é inadmissível, pois o verdadeiro crente, embora não possa impedir o aumento da iniqüidade, que está profetizado nas Escrituras (Mt.24:12), deve ser um bastião de resistência, pois é sal da terra. - Como se comportam as pessoas que conosco convivem quando vão entabular conversas imorais, chocarrices e outras más conversações? Será que se incomodam com a nossa presença? Será que nos respeitam? Ou será que somos os primeiros a nos assentar na roda dos escarnecedores? O ambiente aumenta de padrão moral com a nossa presença, ou não fazemos a menor diferença? Se somos “sal da terra”, evidentemente que somos um instrumento de resistência e, embora não possamos “consertar o mundo”, pelo menos um pouco de moralidade, pureza e santidade levaremos ao ambiente, pois, se somos “sal da terra”, não permitiremos a deterioração total do ambiente. - Ser “sal da terra” é dar sabor ao ambiente onde vivemos. O sal dá sabor, faz com que o alimento se torne gostoso, temperado e agradável. Como crentes, devemos tornar o lugar onde estamos agradável, apetitoso, equilibrado. Como as pessoas se sentem quando estão conosco? Será que irradiamos paz, tranqüilidade, confiança, pureza, equilíbrio e moderação? Será que, com exceção daqueles que estão sob possessão maligna, nossa presença é um lenitivo espiritual para as pessoas que nos cercam? Ou será que nós, ao invés de sermos “sal da terra”, temos sido “vinagre”, azedando o ambiente, tornando-o ácido e de difícil convivência? Somos pacificadores ou, pelo contrário, por nosso intermédio é que se produzem as contendas e porfias nos relacionamentos? - Ser “sal da terra” é, também, trazer “calor humano”, solidariedade e amor ao lugar onde estamos. Com efeito, nos países temperados e frios, o sal é utilizado para impedir que o gelo e a neve se produzam nas estradas e ruas no rigor do inverno. O sal, portanto, impede que se consolide a frieza, que predomine o gelo. Temos sido instrumento para o aumento da amizade e do companheirismo entre as pessoas? Temos levado as pessoas a reavaliar a sua relação com Deus, ou somos os principais “refrigeradores” do ambiente onde estamos, levando as pessoas a se distanciar cada vez mais do “Sol da justiça” e do “fervor espiritual”? - Ser “sal da terra” é, muitas vezes, manter-se anônimo, invisível e imperceptível ao olho nu. Com efeito, o sal, no mais das vezes, não é visto embora esteja ali presente. O verdadeiro e genuíno cristão também não aparece, mas deixa que os efeitos da sua presença se apresentem, até porque não quer jamais a glória para si, mas, sim, para o Senhor. Por isso, muitos “aparecidos” não são “sal da terra”, mas pessoas que, por quererem aparecer, acabam fazendo a comida ficar “salgada demais” e imprestável para consumo. - Ser “luz do mundo”, também, é manter-se anônimo, pois, em verdade, quando brilhamos, não fazemos aparecer a nossa imagem, pois somos apenas espelhos (II Co.3:18), luzeiros(Fp.2:15 ARA), que estão a refletir a imagem de Cristo, o único que deve aparecer e ser glorificado. OBS: “…Mas a questão é: Qual rótulo nós queremos para a igreja nestes dias? O rótulo virá; cabe a nós trabalharmos para fazer com que as pessoas olhem para nós com simpatia, como olhava a sociedade que cercava a igreja primitiva (At. 2:47) ou com desprezo pelas discrepâncias entre nossa mensagem e nossa prática (que Deus nos livre!!!). Já partimos do princípio que há incontáveis cidadãos analisando as ações da noiva de Cristo, ávidos, observando seus passos e aguardando ansiosamente para dar sua opinião a nosso respeito. Colar um rótulo. Mas é dever da igreja preocupar-se com o que as pessoas pensam de nós? Sem dúvida! Nosso trabalho é ser reflexo de Cristo e é importante que todos consigam enxergar Jesus em nós de forma límpida, transparente e clara. Espelhos do Mestre.…” (BENTES, Fábio. O rótulo da igreja. Disponível em: http://www.bibliaworldnet.com.br/ Acesso em 29 dez. 2006). - Temos tido esta conduta no nosso dia-a-dia? Pertencemos mesmo à Igreja? OBS: “…Os problemas que enfrentamos no Brasil hoje são muitos. A corrupção tem aumentado. A degradação moral também. Leis com objetivo de atacara Igreja estão surgindo. O que fazer? Apenas ficar parados, de mãos cruzadas, vendo as coisas acontecerem?(…). O mandato espiritual da Igreja é para ganhar vidas para Cristo e ‘salgar’ a sociedade, ser relevante, provocar transformações sadias. Que por meio da igreja brasileira brilhe a luz de Cristo, dissipando as trevas espirituais em que está imerso o nosso país.” (PROMOVER transformações na sociedade é o desafio das igrejas do século 21. Mensageiro da paz, ano 77, n. 1.460, jan. 2007, p.5). Criar um Site Grátis | Crear una Página Web Gratis | Create a Free Website Denunciar | Publicidade | Sites Grátis no Comunidades.net

A FAMILIA

.. "Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam" (Salmo 127:1) O sentido literal dos dois Salmos (127 e 128) de nossa lição da Palavra descreve as bem-aventuranças da genuína vida em família. "Eis, os filhos são herança do Senhor. Como flechas na mão do valente, assim são os filhos da juventude. Feliz é o homem que enche deles a sua aljava... (Salmo 127 & 128). Assim são as bênçãos da família descritas na Palavra. E a beleza dessas palavras nos faz refletir sobre o casamento e o lar. São bênçãos, porém, que se limitam àqueles que andam nos caminhos do Senhor. "Bem aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos Seus caminhos". É verdade que há aqueles que têm tentado andar nos caminhos do Senhor mas, não por sua culpa, não receberam as bênçãos felizes do casamento e de um lar. Mas mesmo assim, essas palavras se aplicam a eles, pois podem prepará-los para essa felicidade na vida eterna. Podemos afirmar com certeza que ninguém entra realmente nos usos e nas alegrias da vida familiar, seja nesta vida seja na vindoura, se não tenta viver numa esfera santa de amor ao Senhor, se não se esforçar pela regeneração, recebendo os bens e verdades provenientes do Senhor. Este é um ponto importantíssimo. Se a pessoa não vive ativamente a vida espiritual, não alcança as bases do amor conjugal nem estabelece um lar baseado nas bem-aventuranças celestes. Porque o casamento e o lar são, em si mesmos, coisas espirituais. Seus usos, suas alegrias são os privilégios daqueles que se voltam para o Senhor e mantêm esse esforço como seu amor dominante. Sem esse ingrediente vital de amor mútuo, o casamento se torna uma união meramente terrena, e o lar se torna apenas uma casa. É verdade, pois, que "Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam". A importância desse reconhecimento pode ser vista na esfera geral do mundo à nossa volta - a esfera que prevalece em lares desfeitos, na facilidade com se chega ao divórcio e nas atitudes imorais em relação ao casamento. Essas coisas degradam tanto o casamento quanto o lar - coisas que são sagradas. Existe um perigo real no mundo. A Nova Igreja deve reconhecer e encarar esse perigo para estar livre e preservada de seus efeitos. Porque, essencialmente, a Igreja depende dos lares individuais para sua sobrevivência. Tanto quanto os lares são fortes, a Igreja será forte. Se forem frágeis, a Igreja será frágil. O lar é o castelo forte da Igreja. É nosso dever, como pessoas da Nova Igreja, edificar nossos lares em força, para que sejam unidades sólidas da Igreja. E isto não acontece por si mesmo, mas requer ação de nossa parte. Requer paciência, dedicação, um esforço firme e, freqüentemente, o sacrifício de coisas terrenas. E também requer coragem. Coragem para se resistir ao estilo de vida comum hoje, que zombam dos valores do casamento e dos valores do lar. Todavia, o aspecto mais impo lar. Todavia, o aspecto mais importante no estabelecimento do lar é o amor - amor do Senhor, que se exprime na afeição para com a Igreja e os seus ensinamentos; no amor mútuo dos membros da família, no cuidado de um para o outro e no desejo pela bem-aventurança espiritual. Isto, naturalmente, depende do amor conjugal entre marido e esposa, pois o conjugal é o centro do lar. Realmente, o amor conjugal é o amor universal de todos os amores. Porque não pode existir amor mútuo e respeito entre os outros membros da família se o marido e a esposa não estão unidos pelo amor para com o Senhor e de um para com o outro. Só esse amor faz que marido e esposa sejam uma só alma, o que produz a esfera de unidade, cooperação, ordem e afeto, que então está presente no lar, afetando cada coisa ali e cada um dos seus membros. A qualidade de cada lar depende diretamente da qualidade de vida do marido e da esposa, e de sua atitude e esforço em relação ao amor conjugal. Para edificar uma casa, em seu sentido real, os cônjuges devem trabalhar juntos e individualmente em prol desse que é o supremo dos amores humanos. Devem lutar diariamente para resistir todos os males que enfraquecem e destroem esse amor. Em suma, devem resistir à lascívia, à contenda, ao amor de dominar um sobre o outro, além de várias outras coisas que destroem o casamento. A principal responsabilidade de edificar e manter a esfera da vida familiar depende do marido e da esposa. Mas não se limita a eles. Todos os outros membros da família que atingiram algum grau de compreensão têm também a responsabilidade por essa edificação espiritual. Pela sua atitude eles podem ou acrescentar usos e alegrias a essa esfera ou então suprimi-las. Os filhos, por exemplo, tão logo aprendem a instrução e vêem o exemplo dos pais nesse sentido, devem afastar os pensamentos egoísticos, exercitar o prazer da obediência e ter boa vontade em cooperar para que a esfera de amor ao Senhor seja sempre renovada. Quando se afastam, por exemplo, dos amores impuros que são contra a castidade, os filhos não somente acrescentam uma esfera celeste à vida do lar, mas também se preparam para que, eles próprios, um dia encontrem o par conjugal com quem estabelecerão seus novos lares como unidades verdadeiras da Nova Igreja. Temos grande necessidade de estabelecer nossos lares na esfera da Igreja, e não existe melhor instrução para isso do que o conhecimento do Sentido Interno da Palavra, onde são descritas as bênçãos da vida familiar. Quando examinamos o significado espiritual daqueles dois salmos, parece-nos à primeira vista que eles têm pouca ou nenhuma relação com a vida familiar, porque eles tratam principalmente da regeneração individual. Mas a família, na Palavra, tem relação direta com a mente do indivíduo, pelas correspondências, a saber: o "marido", na Palavra, significa as afeições reinantes do bem; a "esposa", as afeições da verdade, enquanto "filhos" e "filhas" significam os novos bens e verdades gerados pela mente que está em regeneração. Porém existe mais que isso na correspondência entre a mente e a família. A pessoa cuja mente é uma - uma unidade harmônica -, adorando ao Senhor e fazendo a vontade Divina, é a pessoa que pode estabelecer um lar genuíno na terra, e esse lar será uma pequena forma do céu. Vejamos, então, o que o sentido espiritual dos salmos nos falam da mente regenerada. Em resumo, é dito aqui que todos os bens e verdades provém do Senhor e não do homem mesmo. Porque, se o homem luta pelo que é bom e verdadeiro por seu esforço unicamente, não consegue alcançá-los; ao contrário, sofre derrotas. Pois todo o bem e verdade que o homem recebe são dons do Senhor, e Ele concede esses dons juntamente com o repouso e a tranqüilidade àqueles que O amam e fazem Sua vontade. Tais pessoas recebem verdades em abundância, pelas quais têm inteligência, e recebem muitos bens, dos quais vem a felicidade. Por aí se pode ver que o homem e a mulher que desejarem estabelecer um lar verdadeiro e serem verdadeiramente pais precisam iniciar sua regeneração. Porque é somente depois que se organiza as coisas da mente que se pode organizar as do lar. É somente quando se recebe os benefícios da regeneração, as bênçãos de paz e alegria que vêm do culto e dos usos, é que a bem-aventurança chega e afeta a esfera do lar. Realmente, é no lar que podemos ver os resultados de nossa regeneração (ou, infelizmente, a sua ausência). Pois, onde é que nosso verdadeiro caráter se mostra mais abertamente se não no recesso do lar? É aí que nos sentimos livres para agir como desejamos. Nessa imagem do homem regenerado, como é dada nos Salmos, há uma ênfase constante ao amor e culto ao Senhor. "Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos Seus caminhos". Esse amor e culto é uma coisa essencial para a vida em família, mas só são esteios efetivos da Igreja se estiverem realmente nas mentes e nos corações daqueles que são os cabeças da família. Um verdadeiro lar só existe quando se busca o amor do Senhor. Mas não são as pessoas que formam o lar, pois toda sabedoria e afeição que elas recebem, e que são o que constituem o lar, são dádivas do Senhor, como também a vontade sincera que se nutre para que um tal lar exista. O Senhor dá esse desejo e Ele o realiza e edifica em nós. Vemos assim que o estilo de vida da sociedade atual está bem distante desse alvo. Alguns, na sociedade, que têm alguma noção de valores morais, percebem os perigos que destroem os lares, e trabalham em vão para reparar os danos, pois não buscam o Senhor e Sua Palavra. Existem aqueles que acreditam que a salvação dos lares e casamentos está na religião. Mas que religião? Não podem ser aquelas que estão preocupadas com valores externos e matérias temporais, onde entraram a corrupção e a falsidade. A Nova Igreja tem a resposta para o perigo da desintegração da família. E isto nós dizemos sem orgulho, sem nos considerarmos donos da verdade, mas com humildade e gratidão ao Senhor. Porque é só a Nova Igreja, que tem verdades Divinas racionais, que podem ser compreendidas e aplicadas, que faz a religião se tornar matéria do viver diário e, conseqüentemente, da vida em família. Só a Nova Igreja enfatiza o valor do casamento como relação espiritual e eterna. Só a Nova Igreja enfatiza a urgente necessidade de regeneração individual como meio de salvação, e isto implica em combate ativo aos males como pecados. Todos os lares na Nova Igreja devem buscam esse ideal. Devem freqüentemente renovar seus desejos e esforços nessa direção, porque o mundo está permanentemente atuando contra os valores espirituais. Não é uma tarefa fácil, mas os membros da Nova Igreja têm seus alvos que querem sinceramente alcançar. E trabalham por eles. Nossos lares devem ser o centro de nossa luta pelo amor conjugal e pelo amor mútuo, senão, como nossos filhos reconheceriam e apreciariam a esfera de bem-aventurança? Como podemos esperar que nossos filhos permaneçam íntegros se nós mesmos não buscarmos a integridade no casamento? Se nossos lares forem unidades reais da Igreja, deve existir neles o amor pelas coisas espirituais, e isto se manifesta no culto em família e na instrução doutrinal. Só assim é que o lar é edificado em força e se torna centro da Igreja, centro de amor, prazer, felicidade e uso. Os lares assim serão lugares onde os seus membros preferem estar antes de qualquer outro lugar, e não apenas casas onde se come e dorme. Nos lares verdadeiros, os problemas e temores que acompanham o crescimento da família serão imensamente suavizados, pois serão lares protegidos pela esfera do Senhor e da Igreja. Serão lares da Nova Igreja. Unidades básicas de uma sociedade nova e uma Igreja Nova; lares edificados pelo Senhor. Seja este nosso objetivo e nosso sincero esforço. Amém. Lições: Salmo 127, 128 - Apocalipse Explicado 340:13

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Titulo: Atitudes que nos esfriam na vida cristã.

TEMA: Vida Cristã. TEXTO: 2 Tm 4: 6 – 8 6 Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. 7 Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. 8 Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda. TEXTO: Rm 8: 35 – 39 35 Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? 36 Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. 37 Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. 38 Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, 39 Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor. INTRODUÇÂO Ilustrações: – Você sabia que os rios nascem nos lugares mais altos da terra ? a água lá em cima é clara e pura , sem contaminação , mas a medida que ela passe pelas cidades começa a se poluir, se sujar pois as pessoas jogam nela todas as sujeiras. - A vida dos cristãos é semelhante a esses rios , pois diariamente sofrem influências negativas que podem levar ao afastamento da vida cristã. Que prejuízo esse afastamento nos traz: ( Ler texto Bíblico ) Proposição: O que nos afasta da Vida Cristã? Transição: Veremos 04 atitudes negativas que afastam os irmãos da vida cristã, e porque que isso acontece. DESENVOLVIMENTO I . DEIXAR DE LER A BIBLIA A . Porque devemos prosseguir no conhecimento de Deus. ( 2 Tm 3 : 15 ) – É através dos decretos de Deus que conhecemos a sua vontade e com isso nos tornamos sábios para a salvação. B . Porque a palavra de Deus traz as correções para os nossos deslizes de comportamento . ( 2 Tm 3 : 16 ) – Ela é verdadeira e eficaz para a correção do homem habilitando-o para a santidade. C . Porque a palavra de Deus é um guia para o encontro da felicidade . ( 2 Tm 2 : 11 ) – Para nós cristãos nossa felicidade é a certeza de que reinaremos com deus na vida eterna. Aplicação : Será que a bíblia tem sido seu alimento diário , se você não lê a bíblia poderá ser enganado com as idéias erradas do mundo. Transição : Vimos a 1ª atitude negativa que nos afasta da vida cristã que é deixar de ler a bíblia , agora vamos ver a 2ª atitude. II . Deixar de orar . ( Tiago 5 : 14 – 16 ) A . Porque o cristão que ora tem uma vida vitoriosa – Temos a certeza de que em Cristo Jesus somos mais que vencedores e as ciladas do inimigo não prevalecerão. B . Porque a oração nos coloca em comunhão com Deus – Jesus orava e conversava com o Pai e deixou esse exemplo aos discípulos ( Mt 26 ). Aplicação : Como está sua vida de oração. Nas suas orações você tem agradecido por tudo que Deus tem feito , e pedido ajuda na solução de seus problemas . Transição : Então a 1ª atitude negativa que nos afasta da vida cristã que é deixar de ler a bíblia , a 2ª atitude é Deixar de orar, vejamos a 3ª atitude negativa . III . Deixar de testemunhar . ( 1 João 5 : 10 – 13 ) A . Porque devemos demonstrar nossa crença em Deus ( vv 10 e 11 ) – e a certeza de que através de Cristo Jesus , somos salvos. B . Porque o nosso testemunho edifica os irmãos ( vv 13 ) – mostra que Deus já nos garantiu a vida eterna , devemos crê em Jesus Cristo como nosso Salvador. Aplicação : Você tem se envergonhado de ser cristão ( como Pedro que negou a Cristo 3 vezes) . Você tem demonstrado as maravilhas que Deus tem feito na tua vida . Transição : Vimos 3 atitudes negativas que nos afastam da vida cristã que é deixar de ler a bíblia , Deixar de orar e deixar de testemunhar , vejamos a 4ª e última atitude negativa . IV . Deixar de freqüentar a Igreja . ( Hebreus 10 : 24 – 25 ) A . Porque a igreja nos coloca em comunhão com os irmãos) – Ilust : um graveto tirado do fogo apagará. B . Porque na igreja crescemos espiritualmente e somos edificados – Longe da igreja nos acomodamos e não buscamos a Deus. Aplicação : Você tem dado prioridade aos cultos . muitas vezes aparecem programas na tv , com amigos, outras vezes pequenas enfermidades . Mesmo com essas coisas você tem estado nos cultos Transição : Essas 4 atitudes negativas (deixar de ler a bíblia , Deixar de orar , deixar de testemunhar e deixar de freqüentar a igreja ) , nos afastam da vida cristã . CONCLUSÃO Não se afastando de DEUS , Ele derramará bênçãos em sua vida e lhe dará poder para vencer o mundo e os males que dele provem. Desafio : Então Irmãos , que hoje você possa : Renovar seu compromisso com Deus. Conhecendo mais as Sagradas Escrituras / Buscando a Deus em Oração / Testemunhando / Participando dos cultos e reuniões na congregação. Lembrar que tudo que você faça é para a glória Dele. Perseverar na vida cristã para não se contaminar com as coisas do mundo. - See more at: http://www.escolaparapregadores.com/2012/12/29/sermao-atitudes-que-nos-esfriam-na-vida-crista/#sthash.A0WfIW6R.dpuf

um novo sabor

o que leva a algumas pessoas a se doarem tudo pelos seus objetivos. O que leva as pessoas insistirem tanto pelos seus ideais. Mas o que leva alguns a deixarem tudo para mudar de objetivo. Qual é a diferença entre aqueles que lutam pelos seus objetivos, sonhos com aqueles que deixam tudo para lutar pelos objetivos de outrem. A resposta é simples e tem apenas 4 letras – DEUS. José, Moises, Elias, Martin Luther King, Dietrich Bonhooofer, Desmon Tutu… Escute esta história do autor deste livro AT. DEUS DÁ UM NOVO SABOR A VIDA…Veja porque na vida de Paulo…Gálatas:1:1-17…Quais foram os fatores que influenciaram na vida de Paulo para sentir este NOVO SABOR DA VIDA. 1. ÊXODO DO MUNDO vers. 1-5 (BLH) Em obediência à vontade do nosso Deus e Pai, Cristo se entregou para ser morto a fim de tirar os nossos pecados e assim nos livrar deste mundo mau. Paulo mostra que ele e nós fomos “tirando desde a nossa raiz” no mundo. A morte de Jesus tem dois tempos: Primeiro: Tira os nossos pecados (ficamos leves) e Segundo somos “desarraigados do mundo”. Para Paulo tudo isto acontece num acorde entre Deus e Jesus – Deus chamou Paulo para viver com novos objetivos, novos sonhos, novos valores – por isso era apostolo. Aquilo que ele era se torna infinitamente insignificante como ele mesmo fala nos versículos 13-14. O início da corrida para novos objetivos. Objetivos divinos começaram ma cruz quando inicia-se o processo de exílio deste mundo…DESSARRAIGADO…. Esta parte fica mais interessante quando você conhece um pouco a historia de Paulo em relação a vida desta igreja dos Gálatas ou na Galácia…. Paulo se converteu após a morte de Jesus uns 2-3 anos. Faz a sua primeira viagem missionária, visita esta cidade (Galácia) mas depois ele recebe informações que não era muito bem aceito…escreve esta carta….Lembrar Atos:19 O verdadeiro sabor a vida começa quando diante das grande dificuldades que enfrentamos lembramos que tivemos uma saída do mundo, um êxodo do Egito espiritual a semelhança do povo de Israel liberto do Egito para possuir uma nova terra a Canaã. Eles queriam ficar a viver a vida no Egito mas Deus queria levar o seu povo a uma nova vida na Terra prometida – A Canaã de Deus. Quando você lê Efésios: 2:1-3 descobre de onde Deus nos desarraigou através da morte do seu filho. Veja o que o Espírito de Deus diz sobre o seu povo que em quanto ia para a terra prometida: Números 24:6 (BLH) Elas [tendas] parecem filas de palmeiras, são como jardins na beira dos rios, como aloés plantados pelo Deus Eterno ou como cedros perto das águas. Salmos 92:13 Os que estão plantados na Casa do SENHOR florescerão nos átrios do nosso Deus. Isaías 60:21 E todos os do teu povo serão justos, para sempre herdarão a terra; serão renovos por mim plantados, obra das minhas mãos, para que eu seja glorificado. Para a vida ter um novo sabor, mesmo dentre as grandes dificuldades da vida, do “apagão” começa na Cruz…olhando para a Cruz nos podemos identificar a alguém que morreu para tirar no somente o fruto do pecado mas as “raízes fincadas no inferno”… O seu fruto será resultado de onde estão as suas raízes.. O processo de crescimento é doloroso muitas vezes mas a alegria esta quando você descobre que este sofrimento trouxe vida e compreensão da vontade de Deus e que ELE esta aí trabalhando com você… 2. IMPACTO DA GRAÇA DE DEUS vers.6-12 Nestes versículos Paulo fala 6 vezes de forma clara do evangelho ou evangelho da graça e uma vez faz uma inferência deste evangelho da graça. Gosto por demais desta doutrina cristã..Para mim esta é a doutrina que sustenta a minha fé, minha carreira, meus sonhos…mas permita-me uma ilustração Dr. D.James Kennedy pregou 3 x sobre a Graça. Na primeira ele falou sobre a Graça. Nas outras duas ele fez a analogia da Graça com uma estrada com despenhadeiro dos dois lados. O precipício do lado esquerdo é o do Legalismo apontado por Paulo em Romanos 4. O precipício do lado direito é o da Libertinagem apontado por Tiago no segundo capítulo de sua epístola. Há muita gente tomando partido de Paulo ou de Tiago sem perceber que ambos não estão lutando entre si, apesar de usarem o mesmo exemplo (Abraão), mas estão de costas um para o outro lutando contra os dois inimigos nos precipícios, Legalismo e Libertinagem (Fé Morta). Há muita gente andando nos precipícios sem saber que a estrada da Graça é mais alta que ambas! Fé não pode ser vista, como diz Tiago, ela precisa ser demonstrada através de ações! Entendo que Paulo fica soberbamente impactado diante da mensagem da cruz, da graça de Deus. Que não existe outro evangelho que não seja de graça.. Quem prega um evangelho diferente será AMALDICOADO…Anátema, Maldito – São palavras duras, mas diante do preço que Deus pagou, a morte do seu filho não outro caminho se advertir a terem cuidados com este evangelho da Graça de Deus Mas ao mesmo tempo este impacto pode levar os homens a: 1. Desertando desta graça pois nunca a experimentaram vers. 6 2. Pessoas perturbam e pervertem o evangelho vers.7 3. Uma revelação angelical pode deturpar esta mensagem vers.8 4. Uma pregação pode deturpar esta mensagem vers. 8-9 O Impacto da mensagem do evangelho foi para Paulo como uma dinamite na vida e teologia de Paulo arrebentando qualquer tipo de religiosidade que porventura estivesse tomando conta da sua vida…Mundaça do vinho para a água. A vida de Paulo estava ligada a uma tradição, a uma educação, a uma vida política como cidadão romano, a um mundo social de elites, ao mundo sacerdotal, ao mundo militar, enfim PAULO ERA UM HOMEM QUE TINHA TODAS AS RAZÕES PARA DIZER A DEUS – NÃO agora NÃO – Veja o que Paulo diria novamente uns 20 anos depois de escrever esta carta aos galatas - 4 É verdade que eu também poderia pôr a minha confiança nessas coisas. Se alguém pensa que pode confiar nelas, eu tenho ainda mais motivos para pensar assim. 5 Fui circuncidado quando tinha oito dias de vida. Sou israelita de nascimento, da tribo de Benjamim, de sangue hebreu. Quanto à prática da Lei dos judeus, eu era fariseu. 6 E era tão fanático, que persegui a Igreja. Quanto ao cumprimento da vontade de Deus por meio da obediência à Lei, ninguém podia me acusar de nada. 7 No passado, todas essas coisas valiam muito para mim; mas agora, por causa de Cristo, considero que não têm nenhum valor. 8 E não somente essas coisas, mas considero tudo uma completa perda, comparado com aquilo que tem muito mais valor, isto é, conhecer completamente Cristo Jesus, o meu Senhor. Eu joguei tudo fora como se fosse lixo, a fim de poder ganhar a Cristo 9 e estar unido com ele. Eu já não procuro mais ser aceito por Deus por causa da minha obediência à Lei. Pois agora é por meio da minha fé em Cristo que eu sou aceito; essa aceitação vem de Deus e se baseia na fé. 10 Tudo o que eu quero é conhecer a Cristo e sentir em mim o poder da sua ressurreição. Quero também tomar parte nos seus sofrimentos e me tornar como ele na sua morte, 11 com a esperança de que eu mesmo seja ressuscitado da morte para a vida. 12 Não estou querendo dizer que já consegui tudo o que quero ou que já fiquei perfeito, mas continuo a correr para conquistar o prêmio, pois para isso já fui conquistado por Cristo Jesus. 13 É claro, irmãs e irmãos, que eu não penso que já consegui isso. Porém uma coisa eu faço: Esqueço aquilo que fica para trás e avanço para o que está na minha frente. 14 Corro direto para a linha de chegada a fim de conseguir o prêmio da vitória. Esse prêmio é a nova vida para a qual Deus me chamou por meio de Cristo Jesus Então vemos que o impacto foi muito grande e não haveria fortaleza que não seria derrubada por esta mensagem….Lembro de um pastor conversando com uma jovem vocacionada. Esta diz pastor eu deixei o objetivo da medicina para seguir o chamado divino ao que o pastor respondeu: pois é: eu deixei a possibilidade de uma carreira política e quem sabe ate ser presidente do meu pais. Este pastor até onde eu sei..poderia dar a vida pelo seu ideal social – ISTO SOMENTE ACONTECE QUANDO SOMOS IMPACTADOS PELA GRAÇA -Ilustração: 2 Reis 7:3 3. IMERSÃO NA GRAÇA DIVINA vers 13-17 Quando você lê estes versículos você vai perceber o “mergulho” que Paulo estará dando na graça de Deus. Paulo descobrirá a sublimidade desta graça O texto de Fp já citado cabe aqui também, visto que quando lemos com cuidado estes versículos aqui em Gálatas vemos que Paulo coloca em comparação aquilo que era antes da Graça de Deus e aquilo que era após o encontro e mergulho na sublimidade da graça. O novo sabor da vida que Deus tinha lhe dado. Isto é feito através de alguns contrastes: Favor dos homens x Favor de Deus Servo dos homens x Servo de Deus Palavra dos homens x Palavra de Deus Perseguidor x Separado pela graça Devastador x Chamado pela graça Fanático (obcecado) x Deus sendo formado N`Ele Quando Comparamos os dois tempos da vida de Paulo Antes da Graça e Durante a Graça de Deus podemos perceber como a mudança no sabor da Vida. É interessante que a vida de Paulo se andou complicando um pouco mas para Ele esta vida se tornou mais especial. Ele estava dentro do projeto de Deus. Podemos dizer que estava vivendo os sonhos de Deus que agora eram os seus sonhos, Estava conhecendo e entendendo a vontade de Deus que era a sua vontade. Em outras Palavras permitiu que Deus desse o colorido necessário a sua vida DEUS DÁ UM NOVO SABOR A VIDA… foram os fatores que influenciaram na vida de Paulo para sentir este NOVO SABOR DA VIDA. 1. ÊXODO DO MUNDO vers. 1-5 2. IMPACTO DA GRAÇA DE DEUS vers.6-12 3. IMERSÃO NA GRAÇA DIVINA vers 13-17 Por que será que você que é cristão não consegue encontrar este sabor? Permita que Deus acione a sua vontade e ele seja formado em você Por que será que você que vem ate aqui e parece que nada muda!!! Tudo é muito bonito, a musica é boa, as pregações falam ao seu coração…mas não acontece nada…Agora é sua vez!!!! Deixe Deus tomar conta do controle da sua vida…Este controle não é um controle remoto que vai apertando botões e mudando de canais…Não o controle que Deus terá é: estar com você ai ao lado, andar com você, pensar com você sobre a vida, decidir com você…Ele se identifica profundamente com nós…Lembra de Jesus…Ele conheceu o que a vida: viveu, sofreu, comeu, teve medo, agonizou, chorou, teve sede, foi tentando, foi criticado, foi chamado de loco, lunático,endemoninhado…mas ele sabia o sabor da vida com Deus….Sabia do Novo sabor…este novo favor não foi e não é conhecido porque se criou grandes estratégias de marketing…Só houve uma estratégia: Conheceu a vida e deu um novo sabor a esta

domingo, 23 de fevereiro de 2014

MISSIONARIO

Um dos teólogos mais respeitados da atualidade, Shedd será palestrante no 11º Encontro para uma Consciência Missionária, quando falará sobre os temas “Missões: Prioridade de Deus” e “Adoração que Agrada a Deus”. O Ph.D. em Novo Testamento e consagrado teólogo Russell Shedd será um dos palestrantes no 11º Encontro para uma Consciência Missionária, evento paralelo que ocorrerá durante o 16º Encontro para a Consciência Cristã. Shedd abordará o tema “Missões: Prioridade de Deus”, quando falará a respeito das missões em um mundo pós-moderno, além do tema “Adoração que Agrada a Deus”. “Atualmente, em nosso mundo pós-moderno, as missões deixaram de atrair o interesse das igrejas, frente a outros interesses como querer agradar ao rebanho, construção de templos, visão de crescimento quantitativo e outros interesses pessoais das lideranças”, analisa. O teólogo apontou ainda a dificuldade em se fazer missões em regiões e países que possuem uma ideologia hegemônica, como nos países comunistas, hinduístas ou islâmicos: “Eles acreditam que a entrada do Evangelho os deixarão mais vulneráveis e poderão perder sua posição de hegemonia”, pontua. Shedd ainda ministrará uma segunda palestra com o tema “Adoração que agrada a Deus”, quando explicará as diferenças entre adoração como um ato externo, expresso com o alto volume, danças e pulos em oposição a uma verdadeira ação de contrição íntima que revela submissão à vontade de Deus. “Hoje as músicas evangélicas estão estritamente ligadas ao entretenimento e ao individualismo. O interesse é agradar aos homens e não a Deus”, diz, citando Isaías 29:13, que diz “esse povo se aproxima de mim com a boca e me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. O 11º Encontro para uma Consciência Missionária contará ainda com as presenças do pastor Weber Alves, rev. Augustus Nicodemus, professor Jonas Madureira e o pastor norte Americano Paul Washer. Os temas serão, respectivamente, “Urgencia Missionária”, “Evangelismo e Soberania de Deus”, “A missão na cidade: Deus, a cultura e a Igreja” e “A santidade de Deus e a depravação do homem”. O encontro é aberto a todos e as inscrições são gratuitas. Para se inscrever nesse encontro, bem como nos demais eventos paralelos basta acessar o site. Veja a programação completa e horários no site do 16º Encontro para a Consciência Cristã. Sobre o Consciência Cristã Campina Grande (PB) abriga há 15 anos o Encontro para a Consciência Cristã, um evento essencialmente voltado ao desenvolvimento da igreja e à propagação dos valores cristãos entre toda a sociedade. Ao longo de suas edições, ganhou força e notoriedade não só no cenário nordestino, mas nacional e internacionalmente, sempre apresentando líderes e temas da mais alta relevância para o meio cristão. A participação intensa do público contribuiu significativamente para o crescimento do encontro, e todos os anos, a VINACC realiza levantamentos e pesquisas com o foco em aprimorar e oferecer a melhor organização, visando ainda a seleção de líderes e preletores que fazem a diferença para o meio evangélico.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

O PREGADOR QUE NÃO PREGA

Não é de hoje que o oficio da pregação tem sido alvo de reflexões, aplausos, censuras e análises; quando me refiro a pregação quero dizer o anúncio verbalizado das escrituras sagradas. Porém, seria muito simplório e ingênuo afirmar que a pregação do Evangelho é apenas a comunicação inteligível da mensagem de Cristo Jesus, uma vez que, até um papagaio treinado e adestrado conseguiria realizar tal trabalho. O oficio da pregação é um trabalho que está mais atrelado ao “ser”, do que propriamente o “fazer” daquele que o realiza, uma vez que a mensagem do arauto de Deus é simplesmente uma extensão daquilo que já é ou está em processo nele mesmo. Fere e será ferido todo pregador que vive em desarmonia entre aquilo que anuncia daquilo que vivencia. A pregação é um sentimento de Deus em ebulição no coração de um mortal que se dispôs a viver e a testificar daquilo que é próprio de Deus para os homens. De modo que, pregar não se resume em falar, mas está mais atrelado para a essência do ser que transborda das boas novas do evangelho que testificam (também em palavras) da verdade de Deus em Cristo Jesus. Judas em sua epístola traça o perfil do ministro ou pregador que não prega, mas apenas encena para seu próprio prazer ou interesses: “Estes são manchas em vossas festas de amor, banqueteando-se convosco, e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas;”(Judas) No Antigo Testamento encontramos um mensageiro sem mensagem, seu nome era Aimaaz. No intuito de transmitir uma mensagem ao rei Davi passou na frente de outro mensageiro, mas quando o rei Davi perguntou pelo seu filho Absalão sua resposta foi :"...Quando Joabe me mandou a mim, o servo do rei, vi um grande alvoroço; porem não sei o que era." (2 Reis 18.29), até que por fim, chegou o outro mensageiro comunicando a Davi que Absalão estava morto. Perceba que o mensageiro sem mensagem (Aimaaz) chegou primeiro do que aquele que de fato tinha a mensagem, e sua pseudo-mensagem era sobre um alvoroço que não sabia o que era, será que podemos perceber as mesmas semelhanças nos atuais mensageiros sem mensagens (disputa, gramour, alvoroço, barulho, mas sem conteúdo e essência) Observe que, a pregação não está atrelado a aparência ou ao resultado imediato segundo as percepções humana, mas antes, está intrinsecamente ligada a essência, conteúdo, e caráter daquilo que habita o pregador. Deste modo, segue abaixo uma síntese de pregadores que na realidade não pregam, de nuvens que não chovem, e de árvores que não frutificam: - Pregador Ego (Aquele que a pregação gira em torno dele) - Pregador Eco (Aquele que decora e repete mensagens alheias) - Pregador Show (Aquele busca apenas performances teatrais e fúteis) - Pregador Super (Aquele que é tão poderoso que se esquece do Evangelho e de Cristo Jesus) - Pregador Multi (Aquele que faz tudo no púlpito e acaba se esquecendo do principal – pregar) - Pregador Uno ( Aquele que acha que só ele prega) - Pregador falso (Aquele que anuncia o outro evangelho) - Pregador oco (Aquele que prega, mas não vive o que prega) Certamente, neste tempo de confusão e extrema apostasia é válido a lembrança das palavras de Francisco de Assis: “Pregue o Evangelho em todo o tempo. Se necessário, use palavras”, como também é importante a advertência paulina ao jovem pregador Timóteo, que também serve a todos os pregadores contemporâneos: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.” (1 Timóteo 4.16)

O QUE DEUS QUER NOS RESTITUIR

1) Tempo. Joel 2:25 Restituir-vos-ei os anos (tempo) que foram consumidos... Quantos de nós quando convertemos dizemos; porque não nos convertemos antes? Perdemos tanto tempo! Alguns até se convertem cedo, mas não se atiram de cabeça nos projetos de Deus e esta reserva os faz perder tempo, outros ainda, não souberam operacionalizar uma vida de vitória em Deus. Desta maneira ficamos parados no tempo em relação aos projetos de Deus, tanto pessoalmente como toda a igreja do Senhor tem passado por este problema de roubo de tempo. Por 1200 anos a igreja tem perdido tempo, começou a recuperar o tempo em 1500, intensificou no último século e agora nestes dias Deus quer restituir ás pessoas e a igreja do tempo perdido liberando do seu poder como nunca aconteceu na terra, na restituição de Deus tudo aquilo que não foi feito será feito em menos tempo, por que o retrocesso que o diabo trouxe para o Corpo de Cristo se tornará o maior impulso que o corpo de Cristo terá, isto quer dizer que o que era feito em 10 anos agora demorará 1 ano, porque os recursos serão melhores, a unção será maior e é chegado o tempo do juízo do inimigo de Deus. Não podemos projetar nosso futuro baseado no nosso passado porque no passado fomos roubados e as coisas não renderam, mas no nosso futuro contaremos com a restituição de Deus desde agora. 2) Qualidade de vida. Deus quer restituir a saúde física, emocional e espiritual, o evangelho completo, pleno deve fazer parte de nossas vidas. Tiago 5: 14 Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. 15 E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. Prosperidade. Nestes tempos devemos desassociar humildade com pobreza, e verdadeiro serviço a Deus com voto de pobreza, Deus não tem intenção de que alguém se converta a Ele e se isole, mas sim quer ganhar cidades inteiras, 3João 1:2 Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma. 2 Crônicas 26:5 Propôs-se buscar a Deus nos dias de Zacarias, que era sábio nas visões de Deus; nos dias em que buscou ao SENHOR, Deus o fez prosperar. 2 Crônicas 20:20 Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis. Alegria, Salmos 51:12, Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário. Salmos 16:11 Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente. O melhor desta terra. Isaías 1:19 Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra. Vida abundante, Jo 10:10b, eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. Até mesmo os cristãos têm sido impedidos de desfrutar uma vida plena, grande parte dos cristãos se não tem um problema tem outro, se desfrutam de benefícios em alguma área em outra tem sido roubado, é tempo de termos restituída a vida plena que Jesus nos prometeu. 3) Fé. Isaías 53:1 Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR? A falta de fé tem prendido as pessoas e a igreja, roubando sua esperança e as têm mantido em um presente onde apenas sobrevivem. Atos 5:15 a ponto de levarem os enfermos até pelas ruas e os colocarem sobre leitos e macas, para que, ao passar Pedro, ao menos a sua sombra se projetasse nalguns deles, este era o nível de fé que movia a igreja de atos dos os apóstolos e deve ser este ou um nível ainda maior de fé no nosso tempo, na restituição de Deus é ativada na igreja uma fé que desatará milagres, não somente pela fé dos que recebem, mas sim pela fé daqueles que dão e a medida da fé aumentará para entrar em um tempo de milagres. 4) Nosso lugar por natureza. Adão foi colocado na terra com a missão de dominar e governá-la, todavia este domínio foi usurpado, roubado por satanás através do pecado que ele vendeu para Eva, em Cristo, Deus restituiu esta autoridade, mas poucos a usam, Efésios 2:6 e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus. Estar assentado com Cristo significa estar exercendo autoridade em nome de Jesus. No tempo da restituição, Deus devolve à nós, a sua Igreja, a natureza sobrenatural, isso quer dizer que será natural o sobrenatural para nós e o mundo que busca o sobrenatural o encontrará na Igreja. 5) Líderes com coração de Deus, Isaías 1:26 Restituir-te-ei os teus juízes, como eram antigamente, os teus conselheiros, como no princípio; depois, te chamarão cidade de justiça, cidade fiel. Jeremias 3:15 Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e com inteligência. Estes líderes e pastores que Deus esta levantando trarão revelação de Deus, pois a falta de entendimento parou, ou tornou muito lento o estabelecimento do Reino de Deus, além disto prendeu em fortalezas e argumentos contrários a Deus, por isso na restituição o Senhor trará uma revelação maior, isso fará dela uma Igreja DETERMINADA, a semelhança da igreja primitiva, então se cumprirá a profecia que diz: Pois a terra se encherá do conhecimento da glória do SENHOR, como as águas cobrem o mar, Habacuque 2:14. Deus vai restituir liderança de sucesso para nós, aquilo que não alcançamos como líderes até agora, alcançaremos rapidamente pela restituição de Deus. Deus vai restituir líderes segundo seu coração para a igreja, pois muito tempo a igreja tem sido dirigida por motivações escusas nos corações de seus líderes a ponto de Deus dizer que “são pastores que se apascentam a si mesmos”, Ezequiel 34:2 e Judas 1:12. Deus vai restituir líderes aos verdadeiros pastores para que forme uma equipe campeã e estabeleça o Reino de Deus. Deus vai restituir líderes segundo seu coração para as cidades e nações para abençoar estes territórios e reverter todo o mal que satanás tem feito nestes lugares.

QUEM SABE FAZ A COMUNHÃO, NÃO ESPERA ACONTECER!

1 Coríntios 12: 12-30 Introdução Lembra daquela frase: "Quem sabe faz a hora, não espera acontecer?" ...não foi eu quem fez. Hehehe!!! Mas, hoje, eu quero fazer uma, copiando um pouco aquela: "Quem sabe faz a comunhão, não espera acontecer". Repita isso (...). Irmãos, nós fazemos a comunhão acontecer! Nós fazemos a comunhão acontecer quando... Entendemos que a igreja é formada de pessoas DIFERENTES (v. 12) Lemos aqui no v.12: "Ora, assim como o corpo é uma unidade, embora tenha muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um só corpo, assim também com respeito a Cristo". Veja: na Igreja de Jesus são muitos os membros e eles são diferentes! Uma olhadinha à sua volta e você vai constatar: alguns membros do Corpo de Cristo são altos, outros são baixos, uns são gordinhos, outros são magros, uns são calvos, outros de cabelo... de cabelo ruivo e de cabelo grisalho... as pessoas são diferentes! Porém, apesar das diferenças nos traços, no temperamento, nos dons, precisamos ser atraídos uns para os outros. Já ouviu falar das "pedras que rolam"? São redondas e do tamanho de nozes, com formato diferentes! E colocadas no chão, distantes um metro das outras, elas rolam para um centro comum e não param de rolar, até que todas estejam juntinhas... Se uma das pedras for colocada separada das outras, logo ela volta para junto das suas companheiras. O segredo disso não é muito difícil de ser descoberto: Tais pedras são compostas de ferro magnético, e se atraem mutuamente pela força misteriosa do magnetismo. Assim somos nós no Corpo de Cristo: cada um tem um formato diferente do outro, mas não deveríamos conseguir ficar distantes uns dos outros. Devíamos, isto sim, ser atraídos mutuamente pelo magnetismo do amor de Deus derramado pelo Espírito Santo em nosso coração! Nós fazemos a comunhão acontecer quando... Entendemos que a base da comunhão é a FÉ (v.13) "Assim, também, todos nós, judeus e não-judeus, escravos e livres, fomos batizados pelo mesmo Espírito para formarmos um só corpo. E a todos nós foi dado de beber do mesmo Espírito". Fomos inseridos no Corpo de Cristo, simbolizado pelo batismo - e para que assim fosse, exercitamos a fé e por meio dela abraçamos a Jesus. No Corpo de Cristo, todos temos esta peculiaridade: a fé em Jesus. Devemos perseverar nessa fé - porque ela é a base da comunhão. Agora, nós também fazemos a comunhão acontecer quando... Aceitamos a diversidade de DONS E MINISTÉRIOS no Corpo (vs. 14-20/28-30) Vs. 14 a 20 - "O corpo não é feito de um só membro, mas de muitos.... Se o pé disser: "Porque não sou mão, não pertenço ao corpo", nem por isso deixa de fazer parte do corpo....E se o ouvido disser: "Porque não sou olho, não pertenço ao corpo", nem por isso deixa de fazer parte do corpo....Se todo o corpo fosse olho, onde estaria a audição? Se todo o corpo fosse ouvido, onde estaria o olfato?... De fato, Deus dispôs cada um dos membros no corpo, segundo a sua vontade....Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo?....Assim, há muitos membros, mas um só corpo". Para igreja ser o que ela é e alcançar o mundo todo ela precisa ser bem viva, bem dinâmica! Vs. 28 a 30 - "Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que tem dons de curar, os que tem dom de prestar ajuda, os que tem dons de administração e os que falam diversas línguas....São todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres?...Tem todos dons de curar? Falam todos em línguas? Todos interpretam?" Você pode até não gostar de todos os ministérios (serviços) da igreja, mas você precisa admitir que todos os membros têm uma função e importância dentro do plano maior de Deus em salvar o mundo. Nós fazemos a comunhão acontecer quando... Entendemos que não existe membros DESONRADOS na família de Deus (vs. 22-23) "Ao contrario, os membros do corpo que parecem mais fracos são indispensáveis,... e os membros que pensamos serem menos honrosos, tratamos com especial honra. E os membros que em nós são indecorosos são tratados com decoro especial". Sl. 16: 3 - Os santos são ilustres, notáveis diante de Deus. Isso deveria nos levar a repensar nossos conceitos de "irmão mais fraco" - porque, embora fraco, ele não deixou de ser filho de Deus e se é filho de Deus, então é um príncipe e é nosso irmão! Nós fazemos a comunhão acontecer quando... Temos CUIDADO com a vida do nosso irmão (vs. 25-26) "...a fim de que não haja divisão do corpo, mas, sim, que todos os membros tenham igual cuidado uns pelos outros....Quando um membro sofre, todos os outros sofrem com ele; quando um membro é honrado, todos os outros se alegram com ele". A Igreja é lugar de encorajamento, seja você um encorajador do seu irmão. A palavra encorajadora tem um poder que você nem imagina, o rendimento de pessoas encorajadas, motivadas é impressionante! Então, seja um encorajador de irmãos! Muita gente precisa de... de dinheiro, e fato, eu também. Hehehe! Mas muita gente está precisando mais que dinheiro: está precisando de um olhar, de um ombro, de um abraço, de uma conversa, de uma simples atenção. CONCLUSÃO: Irmãos, nós faremos a comunhão acontecer quando... Entendermos que a igreja é formada por pessoas diferentes; Entendermos que a base da comunhão é a fé; Aceitarmos a diversidade de dons e ministérios no corpo; Entendermos que não existe membros desonrados na família de Deus Termos cuidado com a vida dos irmãos. Se cada membro do Corpo de Cristo tomar estas iniciativas pessoais em sua vida, nós alcançaremos a comunhão em nossa igreja! Quero terminar declarando isto: "Os crentes, para que se unam, é preciso que se amem; para que se amem, é preciso que se conheçam; para que se conheçam, é preciso que vão ao encontro um do outro".

O PERIGO DE ESCOLHER O BOM AO INVÉS DO MELHOR

Salmo 106.15 Introdução Onde você estava no dia 3 de Julho... de 2010? ...foi uma quarta-feira! ...você estava aqui na noite daquela quarta-feira? Porque naquela quarta-feira à noite eu li esse texto, você lembra? ...e eu preguei sobre “O Perigo de Escolher o Bom Ao Invés do Melhor”... lembra agora? Já que não lembra, estou eu aqui com o mesmo sermão de quatro anos atrás... agora, vê se presta mais atenção... diz aí pro irmão do lado. Porque prestar atenção à pregação da Palavra é muito importante... uma vez, os pais do Carlinhos não puderam participar do culto pela manhã, então recomendaram ao Carlinhos: “Filho, vá ao culto e preste bem atenção no sermão do pastor”. Mas Carlinhos era desatento, toda hora saía para beber água... e quando voltou à casa, os pais logo lhe perguntaram: “Então, filho, como foi o sermão do pastor... sobre o que ele pregou?” E Carlinhos respondeu: “Ah! Pregou sobre o... pecado”. “Sobre o pecado! ...e o que ele disse?” – “Ah! disse que era... contra”. Falando sério, o Senhor me levou a uma recordação do Sl 106.15 nesta semana. E baseado neste verso, eu tenho nas minhas anotações, o dia em que preguei esta mensagem: “O Perigo de Escolher o Bom ao Invés do Melhor”. Irmãs, irmãos, quatro anos se passaram... e hoje nós estamos vivendo num momento muito especial: todos sabem que estamos buscando a direção de Deus sobre se vamos realizar dois cultos aqui ou se vamos para um lugar mais amplo. E nós estamos precisando tanto da direção de Deus nisto, que hoje, nós simplesmente não sabemos qual é o bom e qual o melhor... tudo que sabemos é que, uma coisa ou outra, implicará em sacrifícios! Mas uma escolha terá que ser feita... é inevitável... A vida é assim... uma longa série de escolhas que vão sendo feitas diariamente entre aquilo que é bom e melhor, grande e enorme, supremo e superior! E como se dá nas escolhas, existe a cilada sutil de se escolher o bom ao invés do melhor. Repita isto: “Existe o perigo – de escolher o bom – ao invés do melhor”. Esse é o perigo mais comum aos crentes... é a tentação mais freqüente: a de escolher o bom ao invés do melhor. Mas para não sofrer esse perigo, você tem que ter QI (diga: tem que ter “QI”)... isso: tem "QI" pro seu quarto... "QI" fazer oração... "QI" buscar a Deus! Lemos o Sl 106.15, que fala: “Deu-lhes o que pediram, mas mandou sobre eles uma doença terrível”. Esse texto faz referência ao povo de Israel... o propósito de Deus para aquela nação é que não tivessem rei, porquanto, o próprio Senhor seria seu Rei... assim, Israel seria exemplo para o mundo inteiro. Mas Israel se rebelou... o povo queria ser igual aos outros povos, possuidores de um rei terreno... queriam um monarca com toda a pose e esplendor dos reis das outras nações. Por isso, Deus disse ao profeta Samuel isto que se lê no Primeiro livro de Samuel 8.5-7: “Quando, porém, disseram: “Dá-nos um rei para que nos lidere”, isso desagradou a Samuel; então ele orou ao SENHOR. E o SENHOR lhe respondeu: “Atenda a tudo o que o povo está lhe pedindo; não foi a você que rejeitaram; foi a mim que rejeitaram como rei”. Deus estava dizendo: “Muito bem; Samuel, nomeie um rei para eles; não estão escolhendo o melhor, mas vou permitir que tenham o bem inferior escolhido por eles mesmos. Essa é a única maneira de mostrar-lhes a escolha errada que estão fazendo”. Então, a história de Israel, a partir daí, mostra para nós como realmente existe o perigo de se escolher o bom ao invés do melhor. O povo escolheu ter o seu rei... mas perderam a sua terra e foram levados o para o cativeiro... até hoje em Israel é desastre após desastre! Por isso o Sl 106 diz: o Senhor “Deu-lhes o que pediram, mas fez definhar-lhes a alma”. Deus dá muita importância às escolhas que são feitas em cada momento crucial de nossas vidas e respeita a nossa vontade. Há vezes em que uma oportunidade nova é colocada diante de nós, e somos tentados a escolher aquela que nos dará vantagem financeira, vantagem pessoal... Cedemos à tentação de garantir para nós mesmos as vantagens que já temos, o conforto ou as facilidades que já possuímos. E assim fazendo, tentamos conciliar a nossa vontade com a vontade de Deus, e acabamos por escolher o bom ao invés do melhor. Quando isto acontece, Deus não nos abandona, mas Ele permite que a escolha inferior corrija nossa vontade própria, e nos conduza de volta ao lugar de obediência. A escolha do bom ao invés do melhor, pode resultar na perda de uma oportunidade que não voltará mais... Deus está falando ao seu coração? Será que por estes dias, em sua vida, você está sendo tentado a escolher o que é bom ao invés do melhor, pelo fato do que é bom já ser do seu agrado, do seu domínio, do seu prazer? ...e o que é melhor, ser algo ainda não experimentado, não completamente conhecido? Que situação! Imagine você tendo um bom emprego, e lhe aparece a chance de ter um excelente emprego... você então precisa fazer uma escolha e aí enfrenta um grande desafio de fé. Você diz: “No emprego que tenho já estou acostumado, tenho o domínio da função, já conheço todo o pessoal...” Mas diante de si está a oportunidade de algo melhor, uma condição melhor! ...mas você terá que aprender o novo trabalho, terá que conhecer e lidar com outras pessoas, terá que enfrentar situações inesperadas... É nesse dilema que muitos acabam escolhendo o que é bom ao invés do que é melhor. ...se contentam com o que é bom, (pois já se acostumaram a ele), e recusam o que é melhor, por tratar-se de algo novo... Ouça: O perigoso não é escolher o que é novo; o perigoso é se contentar com aquilo que é bom. Novamente o Sl 106 diz: o Senhor “Deu-lhes o que pediram, mas fez definhar-lhes a alma”. VOCÊ QUER ISSO? Oh! irmãos: Esse é o verdadeiro perigo mais comum para os crentes... não é que se desviem da fé em Jesus e tornem a cair em pecado. Não! ...o perigo mais comum para o crente, a tentação mais freqüente aos crentes, é a de escolher o bom de Deus ao invés do melhor de Deus. Quantos crentes há, satisfeitos com aquilo que é bom, contentes por já terem o bom? ...dizem: Estamos salvos do inferno, isso é bom! Somos membros de uma igreja, bom! A minha igreja trabalha domingo e quarta-feira, bom! Eu já canto, oro, leio a Bíblia... bom! Ah! Já participo de uma célula... bom! Entrego o dízimo... Bom! Mas, amados, a Bíblia diz que temos asas como de águias; isto fala de subir às alturas, aos lugares cada vez mais altos, aos cumes dos montes e experimentar o melhor de Deus! Conclusão Se hoje, você está parado naquilo que é o bom de Deus, recorde-se da revelação de 1Co 2.9: “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam” (1Co 2.9). As melhores coisas de Deus ainda estão por ser conquistadas e experimentadas. O melhor de Deus ainda está por vir! Vamos, pois, buscar a Deus em oração... se submetermos a nossa vontade à vontade dEle, não iremos correr o perigo de escolher o bom ao invés do melhor... porque Ele mesmo nos guiará! Pr Walter Pacheco da Silveira – 10.12.2006