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domingo, 18 de janeiro de 2015
DEFEITOS
"Viver pela graça significa reconhecer toda a minha história de vida,
o lado da luz e da escuridão. Ao admitir o meu lado escuro,
eu aprendo quem eu sou e o que a graça de Deus signfica", Brennan Manning
Há algum tempo, não sei precisar os anos, um jovem conversava comigo e manifestou um desejo que, até certo ponto, me surpreendeu. Disse-me então que gostaria de passar pelo menos 24 horas comigo para me conhecer mais de perto. Minha resposta saiu com bastante naturalidade. Afirmei-lhe que ele não ganharia muita coisa, senão perceber que eu era uma pessoa de carne e osso, com virtudes, mas também cheia de defeitos. Sempre que o encontro, ainda hoje, lembro-me desse dia. Sua pergunta era apenas um verniz para um conceito que as pessoas constroem acerca de quem exerce algum tipo de liderança: o da perfeição quase beirando à infalibilidade. Mas de lá para cá não mudei nada. Continuo a ter virtudes, mas os defeitos permanecem.
Como qualquer outro cristão, lido com todas as ambiguidades inerentes à natureza humana. Aprendi muito cedo a lidar com o orgulho, mas vez ou outra ele põe as unhas de fora, tenho momentos em que a ira quer assumir o controle de minhas ações e em outras horas vivo a agonia da incerteza, das frustrações, das decepções, e acabo também sendo um agente de incerteza, frustrações e decepções para outras pessoas. Lembro-me das diferentes ocasiões em que fui precipitado e das vezes em que deixei passar tanto o tempo que perdi a "grande" oportunidade da vida.
Se você tinha outras expectativas a meu respeito, faço questão de descontruí-las. Já passei da idade de viver de fachada, embora sempre tenha procurado expor a minha vida do avesso. Não sou nem a primeira, nem a do meio e nem a "última coca-cola do deserto". Sou um errante maltrapilho que tateia neste mundo conturbado diante do pecado que tão de perto nos rodeia. Já errei bastante querendo acertar. Já sofri sérias consequências pela teimosia em fazer escolhas, que, depois, vi serem erradas. Já me vi profundamente envergonhado por não conseguir cumprir compromissos em virtude de minhas limitações. Já me senti em completo desânimo sobre que direção seguir. Enfim, sou necessariamente humano!
Mas aprendi algumas lições. Descobri, por exemplo, que Deus é especialista em pôr as coisas em seus devidos lugares, mesmo quando tudo pareça sem qualquer controle. Aprendi tambem que não adianta usar a carne para tentar dominar a carne. É uma luta inglória, um esforço vão, pois ambas são da mesma natureza. A carne jamais se subjugará à carne. Em outras palavras, só o Espírito pode dominá-la e só teremos como vencê-la em nossa luta diária contra o pecado, se andarmos em Espírito e deixar que ele se esforce em nosso lugar e em nosso favor.
Mas a grande descoberta é que, mesmo miserável (não foi esse o sentimento de Paulo?), maltrapilho, errante, sujeito aos sentimentos mais primitivos, quando me sinto injustiçado, ainda assim, tenho um espinho extremamente desconfortável na carne, pelo qual não adianta orar, a me lembrar todas as horas que a graça de Deus me é suficiente, plena, doce e surpreendente no mais tenebroso dos dias.
Bendita graça que me vence e me tira do pó para manter-me assentado nas regiões celestiais em Cristo Jesus... porque sou necessariamente humano!
sábado, 17 de janeiro de 2015
Qual é a Maior Necessidade do Mundo?
Se a necessidade fosse econômica, Deus teria enviado um Ministro da Economia. Se fosse segurança, Deus teria enviado um Chefe de Polícia. Se fosse um emprego melhor, Deus teria enviado um Ministro do Trabalho. Se fosse a saúde, Deus teria enviado um médico. No entanto, por entender que nossa maior necessidade seria a de ter um relacionamento pessoal com Deus, Ele nos enviou um SALVADOR divino.
A maior necessidade do ser humano é conhecer a Deus e desfrutar Sua companhia por toda a eternidade! A Bíblia afirma que o homem está separado de seu Criador por causa do pecado. Todavia, com a finalidade de proporcionar uma solução para isso, Deus enviou a Jesus Cristo para perdoar esse pecado. Estimado amigo e leitor: se Deus coloca alguma inquietação a esse respeito em seu coração, lhe peço que leia esse folheto até o fim, com um coração disposto a ser moldado pelos ensinamentos da Bíblia.
Seguem 4 verdades extraídas da Bíblia que nos guiarão para o suprimento de nossa maior necessidade: a de iniciar uma relação pessoal com o Deus vivo e verdadeiro.
1. O “coração” do problema é o problema do coração
A separação entre a Humanidade e o seu Criador é tão real quanto a distância que há entre o Sol e o nosso planeta. O que nos distanciou? Foi o pecado! A Santa Bíblia nos diz, em Romanos 3.23: “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”. Provavelmente, você se considera uma boa pessoa, porém, comparando-se com quem? A Palavra de Deus nos coloca diante da santa glória de Deus e é por essa razão que estamos perdidos, não podendo entrar na Sua presença, no Céu. “ Não há homem justo sobre a terra que faça o bem e que não peque” (Eclesiastes 7.20).
2. Frente a frente com Deus no maior Juízo da história humana
Se você morresse hoje, teria que enfrentar o Juízo Final com plena consciência de sua culpa. Estaria frente a frente com seu Criador, o único Deus verdadeiro, Santo, Justo, que odeia o pecado e que não inocentará o culpado. A conseqüência? A eterna separação de Deus, perdido por toda a eternidade. “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hebreus 9.27), “...o salário do pecado é a morte...” (Romanos 6.23). “Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder” (2 Tessalonicenses 1.9). “E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo” (Apocalipse 20.15). A Santa Bíblia é muito clara quanto ao destino eterno de todas as pessoas: é o Céu ou o inferno. Não há outras coisas ou outros lugares, como o purgatório ou a reencarnação. A Bíblia desconhece essas doutrinas.
3. Uma boa notícia para você: Deus o ama e deseja perdoá-lo
O desejo de Deus é que ninguém pereça no inferno. O inferno foi feito para o Diabo e seus demônios que serão condenados ali. Eles querem que você os siga em seu destino de perdição e o odeiam porque Deus ama você.
Deus enviou Seu próprio Filho ao mundo, em forma humana, para morrer e pagar pelos nossos pecados e, assim, poder salvar ao culpado sem comprometer a Sua justiça. Em João 3.16, lemos: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Romanos 5.8 diz: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”. Em 2 Pedro 3.9, somos lembrados que o Senhor “é longânimo..., não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento”.
4. Entrar no Céu é um presente – não é merecimento nem se obtém por boas obras
Jesus Cristo é o único Ser humano sem pecado – porque Ele mesmo é Deus – e venceu a morte (apesar das religiões que O mostram preso à cruz, impotente) e ressuscitou novamente. Ele hoje está vivo e pode salvá-lo se você O convidar para ser seu Redentor.
A Bíblia diz que a salvação é um dom (presente) de Deus: “não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:9). No Céu, ninguém poderá se orgulhar de ter chegado lá por seus próprios méritos, senão pela obra perfeita de Cristo. Agora, Deus aguarda a sua resposta para esta mensagem do maior amor. Se você, nesse instante, quiser receber o perdão pelos seus pecados, o dom gratuito da entrada no Céu, então faça uma oração aceitando a Cristo como o seu Deus e Salvador. Fale com Deus sinceramente, usando a oração seguinte como exemplo: “Senhor Deus! Reconheço que estou perdido em meu pecado, porém, agora creio em Cristo. Peço que perdoes os meus pecados. Salva-me agora. Amém!”
SAIA DA DEPRESSÃO
Saia da Depressão
Fala-se por aí que a síndrome da depressão é a doença (ou o mal) do século.
Será verdade isto? Estamos nós preparados para ela?
Há muitas doenças (ou males) novos e antigos que estão apavorando muitas pessoas, principalmente os ignorantes e desprovidos de bens materiais (falta de bons convênios de saúde e dinheiro para remédios).
Os tratamentos médicos para este mal são onerosos e muito sacrificantes para as pessoas.
Toda a doença se não bem tratada traz outros males às pessoas já doentes.
A depressão é uma doença sindromática porque vem a existir devido a muitos mecanismos relacionados entre si, sendo uns mais preponderantes que os outros, e se unem na cadeia maléfica para produzir este mal. Quanto mais cedo se procurar a ajuda terapêutica especializada o paciente evita muitas complicações da doença e tem muito ganho para a sua cura.
Primeiro fazer uma avaliação médica do estado físico do paciente: deficiências, mau funcionamento, e seu estado de saúde, etc...
Segundo lugar, fazer uma avaliação mental, psíquica do paciente.
Terceiro lugar, saber o desenrolar diário de seu ambiente de vida: entre familiares, amigos, ação de atividades diversas, etc.
As partes em choques, contrariedades, frustrações, sonhos, amor, representações da vida, etc., devem ser analisadas. O que é muito importante é saber das reações, força de vontade, o acreditar em si mesmo, o querer ser curado, capaz de colaborar com o tratamento, etc.
Há pessoas que levam a vida enroladas, empurrando com a barriga, confusas, não de interessam de ir à fundo nas coisas, há uma preguiça velada, má vontade e pensam que o terapeuta tem que fazer um milagre, querem a cura milagrosa, somente Deus pode fazê-la.
Se há deficiências físicas devem ser tratadas.
Deve-se montar uma boa estratégia de tratamento nos seus detalhes e fazer tudo corretamente: paciente e terapeuta, deve haver uma cumplicidade leal e verdadeira entre os dois.
A pressa, a afobação, o fazer mal feito poderá prejudicar o tratamento do doente, e o fazer desanimar de tudo.
Os maus conselhos e os palpites de pessoas não especializadas devem ser rejeitados.
A seriedade e a responsabilidade são importantes para o tratamento de saúde de qualquer paciente.
Agora veremos o que é a depressão:
A depressão é uma doença psiquiátrica pode se dizer crônica.
É um distúrbio do humor da pessoa, apresentando muita tristeza e muito cansaço e descrédito da vida. Ela traz transtorno depressivo, a pessoa afetada sente-se muito deprimida e incapaz de realizar qualquer coisa. Soma-se a ela fatores genéticos e neuroquímicos (neurotransmissores cerebrais).
Os fatores ambientais, sociais e psicológicos, o estresse, o estilo de vida, certos problemas como as separações conjugais, morte de um membro familiar, o climatério e certas crises da meia idade surgem como tristes e trágicas manifestações na vida do doente com depressão. A insônia sempre se manifesta.
A depressão é uma tristeza de sentimentos, leva a pessoa a ficar desesperançada, abatida e com hiper baixo-astral.
Ouve-se sempre tais frases: “a vida pra mim acabou, sou inútil, não tenho mais força pra nada, eu quero morrer, nada mais me interessa, não tenho vontade para nada” e assim por diante. E ainda: “Sou uma pessoa sem vida, tenho medo da vida”, etc.
A pessoa passa a ter fastio ou então começa a comer sem parar, e fica obesa.
As vezes pode ocorrer sintomas psicóticos com delírio e alucinações.
Medicamentos antidepressivos que não causam dependência podem ser usados.
As vezes o tratamento requer ansiolíticos, antipsicóticos.
Também deve-se fazer um esforço inteligente para uma boa dieta alimentar, e que não engorda.
Na medida do possível fazer exercícios físicos leves e criar um meio de exercitar a mente prazerosamente.
O humor depressivo, se irrita por qualquer coisa.
Evitar situações de contrariedade com o doente.
A depressão o “pressiona para baixo”, dá desânimo ao doente, trazendo-lhe incapacidade geral, a falta de vontade, o pessimismo é grande e não sente a vontade de fazer coisa alguma que lhe dê prazer.
Tudo lhe é difícil para ele mesmo impossível.
A baixa-estima se nota em suas palavras, esquece as coisas, por vezes fala meio enrolado, tem uma interpretação distorcida da realidade, falsas idéias de si mesmo, de seu estado, falta de raciocínio, etc.
A depressão é muita coisa maléfica que pode afetar qualquer de nós, mais as mulheres.
Há vários tipos de depressão.
Felizmente que há cura para esta doença se tratada cedo e seguir o tratamento correto.
O doente tem que desejar a cura e se empenhar por ela conscientemente e com seriedade.
Caro amigo, aqui nesta terra estamos sujeitos a muitas coisas desagradáveis, a nossa segurança de vida é relativa e todos nós morreremos um dia. A Bíblia nos afirma “E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disso o juízo.” He. 9:27.
Estamos simplesmente de passagem neste mundo, e aqui que devemos escolher a nossa eternidade. Seja por acidente, doença ou velhice todos nós com certeza um dia vamos morrer.
Estamos nós prontos para enfrentarmos o justo juízo de Deus? O que fizemos com Jesus Cristo, o justo?
Deus o enviou para salvar o mundo.
Já o aceitaste como o teu salvador pessoal?
Se não, faça-o agora e salvo serás!
Voltando ao tema: saia da depressão, digo: Jesus Cristo nos afirma: “Se podes! Tudo é possível ao que crê.” Marcos 9:23.
Bom, pois é, aqui são palavras de Jesus Cristo, o filho de Deus, o assunto agora é entre você e Ele. Jesus Cristo curou todos os doentes que a ele recorreram, este é um fato verídico dos evangelhos.
Ele nos cura porque na cruz do calvário ele levou sobre si os nossos pecados e as nossas doenças.
Veja o que diz o Evangelho: “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças.” Mt. 8:17.
O Apóstolo Pedro é claro: “concernente a Jesus de Nazaré, como Deus o ungiu com o Espírito Santo e com poder; o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com ele.” At. 10: 38. “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente.” He. 13:8.
Sem dúvida alguma, é isto mesmo que Cristo fazia e faz em nossas vidas: “Curando todos e oprimindo o Diabo.” Jesus Cristo depois de ressuscitado proclamou: “Todo o poder me foi dado nos céus e na terra.” Mt. 28:18.
Portanto, o Pai faz de Jesus o Senhor, o Todo Poderoso.
Sendo assim, Jesus Cristo que venceu a morte e ressuscitou, o Todo-Poderoso lhe diz: “Se podes! Tudo é possível ao que crê.” Mc. 9:23.
Creia nEle, Ele tem o poder suficiente para restaurar a sua saúde, livrando-lhe de todos os males que lhes cercam. Ele lhe entende, confia-lhe, pois, a sua vida!
Faça esta oração: Pai Santo, em o nome de Jesus Cristo o teu Filho, cura-me desta doença que me aflige. Eu te agradeço em o nome de Jesus, o Cristo, Amém!
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Céu e Eternidade
Há muito tempo atrás, em meio ao sofrimento e à morte, Jó perguntou: "Morrendo o homem, porventura tornará a viver?" Séculos se passaram antes de haver a resposta certa e final dada por Jesus Cristo: "Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?" (João 11.25,26). Na véspera da Sua crucificação, Jesus disse aos Seus discípulos: "Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também" (João 14.2,3).
O lugar de que Jesus falou é o céu. Ele é a esperança de todo aquele que nele crê. Durante séculos, o céu foi retratado por artistas, poetas, autores e pregadores. Agostinho, Dante, John Milton, John Bunyan, C.S. Lewis e muitos outros escreveram sobre o céu e suas glórias. O céu é cantado em hinos, música erudita e popular. É mencionado em anedotas e sermões, hospitais e salas de aula. Quase todo mundo tem alguma vaga noção sobre o céu – algumas bíblicas, outras não. A promessa do céu tem dado esperança aos aflitos, conforto aos enlutados e reafirmação aos que enfrentam batalhas espirituais.
O céu é real. Na era da fantasia, dos efeitos especiais, do misticismo e da apatia espiritual, é fácil interpretar o céu de maneira errada. Mas a Bíblia é bem clara quanto à existência e ao propósito do céu. E já que o céu e o Estado Eterno são parte do plano de Deus para as eras, o céu e a profecia estão relacionados integralmente.
Às vezes, quando lemos o jornal, a notícia mais importante não está na primeira página nem nas manchetes, mas nos obituários. Se ainda não recebemos a notícia por amigos e parentes, é ali que ficamos sabendo da morte de amigos, vizinhos e conhecidos. Nessas poucas linhas e colunas somos lembrados de como a vida é transitória e a morte é certa. Quando pensamos na nossa própria morte ou na morte de um parente, a teologia fica bem pessoal.
O que acreditamos sobre vida e morte, bem e mal, céu e inferno é muito importante. C. S. Lewis escreveu sobre a importância do céu: "Se você ler a história, descobrirá que os crentes que mais realizaram neste mundo foram exatamente aqueles que pensavam mais no mundo por vir... É pelo fato dos crentes terem deixado de pensar no outro mundo que se tornaram ineficazes neste mundo". Na verdade isso se aplica a todos nós! Pensar sobre o céu é da maior importância, pessoal e teologicamente.
A escatologia é o estudo dos eventos e personalidades futuros, baseado na profecia da Bíblia. Todas as profecias bíblicas relativas ao futuro serão cumpridas conforme o plano e o cronograma de Deus. Isso está relacionado a qualquer pessoa que já viveu, vive agora, ou viverá. Os ensinamentos da Bíblia sobre o céu e o inferno estão relacionados ao que podemos denominar de escatologia "pessoal". O céu e o inferno são bem reais e pessoais – eles estão relacionados ao nosso futuro.
O pastor e escritor Dr. Steven J. Lawson escreveu sobre o céu:
Não se enganem, o céu é um lugar real. Não é um estado de consciência. Nem uma invenção da imaginação humana. Nem um conceito filosófico. Nem abstração religiosa. Nem um sonho emocionante. Nem as fábulas medievais de um cientista do passado. Nem a superstição desgastada de um teólogo liberal. É um lugar real. Um local muito mais real do que onde você está agora... É um lugar real onde Deus vive. É o lugar real de onde Deus veio para este mundo. E é um lugar real para onde Cristo voltou na Sua ascensão – com toda a certeza![1]
A Bíblia não nos diz tudo o que gostaríamos de saber sobre o céu, mas nos dá vislumbres do futuro para nos encorajar no presente.
O CORAÇÃO DO PASTOR
Como deve ser o coração de pastor? Um coração semelhante ao de Jesus. Coração amoroso, compassivo, perdoador, encorajador e íntegro. Jesus é o nosso modelo de pastor. O coração de pastor o inclina para buscar a ovelha perdida, fortalecer a fraca e corrigir a rebelde. O pastor leva sua ovelha aos verdes pastos da alimentação saudável. Ele prepara muito bem a alimentação da ovelha. No seu amor, o pastor prepara a água, o capim, o sal e o descanso, que são essenciaispara a saúde da ovelha.
Jesus Cristo é o Bom Pastor porque Ele conhece as ovelhas e estas o conhecem (João 10.14,15,27). Ele dá a Sua vida pelas ovelhas. O verdadeiro pastor está interessado em conhecer as ovelhas. Ele tem prazer na convivência com elas. Os seus ouvidos estão atentos às suas necessidades. Ele conhece as lutas de suas ovelhas. Ele as entende, as encoraja e mostra o caminho seguro. O pastor traz segurança de Cristo Jesus para o rebanho.
Pastor e ovelha são interdependentes. Há uma relação amorosa e amistosa, buscando o suprimento das necessidades e a glória de Deus. O pastor deve ser sempre paciente com o rebanho. Entendê-lo e ajuda-lo. Desafiá-lo a cada dia. Ser pastor é coisa muito séria, pois prestará contas a Deus do seu trabalho. O coração de pastor é marcado pela graça, pois aceita incondicionalmente. É o do amor que “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta; o amor jamais acaba. (1Co 13.4-8). O coração de pastor é fruto do chamado e da capacitação de Deus, o nosso Pai. Que Deus levante pastores segundo o Seu coração que apascente o povo com ciência e inteligência (Jr 3.15). Que assim seja!
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
TODOS CAMINHOS ?
A título de reflexão e não de aplicação dogmática, gostaríamos de abordar este tema, à luz de algumas afirmações bíblicas.
Em Mateus 7.13,14, nosso Senhor Jesus Cristo nos ensina que há somente um caminho apertado que conduz para a vida eterna, e que há um caminho espaçoso que conduz muitos à perdição.
Ele ensina também que estes caminhos possuem uma porta de entrada. A do caminho apertado é estreita, e a do caminho espaçoso é larga.
Mat 7:13 – Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela).
Mat 7:14 – porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela.
Por que Ele teria nos alertado? Ou seja: para qual propósito? Porventura não foi para que não crêssemos em qualquer enunciado religioso proposto para a salvação da nossa alma? Ele nosensinou que crer nele e conhecê-lo é o que conduz à vida eterna. E que o não crer, conduz à condenação eterna.
João 3:18 – Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
João 6:40 – De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.
João 17:3 – E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.
Se é verdadeiro que podemos ter muitas opções nesta vida, e que devemos respeitar as opções de cada pessoa, inclusive à do tipo de religião que deseja professar, todavia, não podemos afirmar que todos os tipos de crenças conduzem ao mesmo caminho que nos leva à presença de Deus.
Um gosta do vermelho, outro do amarelo… um de comer carnes e outro legumes. Mas nada disso influi no fato de conhecermos ou agradarmos a Deus ou não. Porque no assunto da religião (religar-se a Deus) importa que nasçamos de novo do Espírito Santo, conforme Jesus ensinou a Nicodemos, e isto se consegue somente por meio da fé nEle.
Por meio da fé justificadora decorrente da cobertura do sacrifício que fez em nosso lugar para pagar o preço exigido para a absolvição de todos os nossos pecados. Um Deus santo, justo e verdadeiro, não pode estar em comunhão com aqueles que não desejarem ser santos, justos e verdadeiros, tal como Ele é em Sua própria natureza.
E esta santificação não é ditada pelo que os homens imaginam, mas segundo aquilo que Ele nos revelou em Sua Palavra, a saber, na Bíblia.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
SALVAÇÃO
"E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" - Atos 2.21.
"E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos" - Atos 4.12.
Quantas vezes apareceu em você a vontade de parar, querer descansar, fazer uma mudança radical de direção em sua vida de cristão?
O coração diz para parar, mas o comando do raciocínio diz para seguir. Saiba, você não enlouqueceu, as tendências e motivações humanas são exatamente assim, inclusive entre os cristãos de todas as denominações existentes.
É muito claro aos evangélicos, todo cristão concorda que um homem ou uma mulher só pode permanecer na presença de Deus por meio da graça alcançada por intermédio de Cristo. Através do sacrifício do Filho, que colocou sobre si os pecados do mundo. E, devemos ser gratos por esse amor divino, oferecendo ao Senhor o nosso culto racional. Neste momentos de indecisão não convém negligenciar o conhecimento adquirido, é o momento de abraçar Romanos 12-1-2.
Muitos de nós temos vivenciado essa experiência dentro de uma igreja. Construímos uma forte conexão emocional com as pessoas, estilo, músicas e sacramentos. Nos identificamos com a teologia apresentada. Mas, surge o desânimo por diversos motivos. Seja qual for a razão que nos impele a desistir, consideremos que a culpa não é do Senhor, que merece nossa gratidão plena e toda dedicação enquanto estivermos neste mundo, repleto de aflições.
"Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.' (...) 'Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado" - Romanos 7.18-20. 24-25.
Somos chamados a colocar Deus no centro de tudo. Então, quando houver pressões exorbitantes, no trabalho, na carreira de fé, em todas as circunstâncias que exigir tomar muito do nosso tempo e energia, nos esforcemos para continuar a ter Jesus no centro da vida.
Invoquemos ao Senhor, para que cada um de nós se salve de si mesmo!
CONFLITOS NO LAR
1. INTRODUÇÃO
Numa hospedaria ao longo do caminho, o Senhor foi ao encontro de Moisés e procurou matá-lo. Mas Zípora pegou uma pedra afiada, cortou o prepúcio de seu filho e tocou os pés de Moisés. E disse:
-- Você é para mim um marido de sangue!
Ela disse "marido de sangue", referindo-se à circuncisão. Nessa ocasião o Senhor o deixou.
(Êxodo 4.24-26 -- NVI)
Estamos diante de uma história sobre a qual nada mais sabemos. O texto é um dos mais difíceis de serem traduzidos, pelas possibilidades que apresenta.
Em meio ao drama do Faraó, o autor incluiu o drama de Moisés, encarregado por Deus para enfrentar o líder do Egito.
2. OS CONFLITOS PODEM ATINGIR A TODOS OS LARES.
Mesmo os lares que têm se consagrado ao Senhor para servi-lO podem ser atingidos por conflitos.
O lar de Moisés é um exemplo desta triste verdade. No meio de uma viagem explodiu uma crise, envolvendo o casal e o filho mais velho, Gerson. Seguindo uma tradição iniciada com Abraão, todo filho devia ser circuncidado. Moisés, talvez ocupado demais com sua missão pública -- a missão de resgatar um povo -- esqueceu-se de sua missão familiar -- a missão de resgatar seu filho. A solução do conflito envolveu uma áspera discussão, em que sua esposa o chamou de "sanguinário".
Não podemos esquecer que o conflito faz parte da experiência humana, como uma necessidade, para nos constituir. No entanto, quando ele cresce e fica sem controle, ele deixa de ter uma função de vida para ter uma função de morte.
Nossos lares devem reconhecer a existência dos conflitos e criar condições para que sejam minimizados e superados. Não dá para não ter conflitos, mas dá para viver saudavelmente com eles.
A presença de um conflito tão dramático na família de Moisés nos mostra mesmo os lares cristãos podem ser afetados por conflitos dramáticos. Nós dizemos, numa confissão de desejo é fé: "Eu e minha casa serviremos ao Senhor". Esta confissão, no entanto, não nos isenta de ver nossos lares mergulhados em conflitos, expressos em termos de ameaça da separação, de falta de recursos para a sobrevivência, de triunfo da falta de comunicação, de desentendimento sobre a criação dos filhos, de escolhas unilaterais.
Nossa esperança deve ser que a separação não aconteça, que a família consiga recursos para honrar os compromissos financeiros, que as partes em conflito se engajem no envolvimento, que os pontos de discórdia sejam discutidos em busca de um consenso, que as escolhas seja compartilhadas.
Estes ideais, contudo, poderão vir a se realizar a partir do reconhecimento de que os conflitos são reais. Muitos, no entanto, estamos fazendo com Moisés, que fez de conta que havia uma pendência -- a circuncisão do seu filho -- a ser resolvida. Muitos estamos fazendo de conta que os conflitos não existem.
Pior: olhando para as nossas igrejas, incluindo a nossa em particular, concluo que estamos falhando. Não estamos investindo o suficiente no fortalecimento da família. Não estamos fazendo tudo o que devemos para fortalecer a família. Não estamos provendo as melhores condições para que as familias se desenvolvam.
Em nome do respeito à privacidade, estamos falhando -- e eu me incluo como o omisso principal. E ao fazê-lo, contribuímos para deixar os lares se afundar e se romper. A idolatria da privacidade nos tem levado a uma conspiração do silêncio. Fazemos de conta que tudo vai, quando muitas coisas não vão bem, quando muitos lares não vão bem.
Também não estou fazendo o discurso do terror, para dizer que todos os lares vão mal. Acredito que a maioria de nossos lares vão bem, vivenciando e resolvendo conflitos controlados. No entanto, penso que esses lares podem viver melhor. Também penso que os lares com conflitos dramáticos podem ser despertados para um recomeço, para uma reconstrução.
No texto que lemos, há uma frase que nos incomoda. Na tradução que adotamos, Deus desejou matar Moisés por sua negligência como pai. Deus chamou Moisés para uma grande missão, mas agora, renunciava a tudo, desejava matar Moisés, e o mataria, mesmo que tivesse que achar um substituto. Deus não queria um líder quebrado. Deus sabia que não havia uma nação forte com famílias fracas.
Quero derivar deste nosso mal-estar o mal-estar de Deus diante de famílias distantes do seu projeto. Deus está incomodado com lares destruídos, e nós devemos nos incomodar também. O Deus incomodado coloca os mais variados recursos, desde o ensino ao conforto do Seu Espírito, para reunir famílias e fortalecer lares.
Eu gostaria que nossa igreja -- de novo me incluindo -- se transformasse numa agência de Deus para o fortalecimento das familias tanto das fortes quanto das fracas. Eu gostaria que as famílias com dificuldades acima de suas capacidades se apresentassem, compartilhassem suas lutas.
É possível que algumas não o façam porque não confiam nos pastores que têm. Outras se calam porque acham que ninguém tem nada a ver com a sua vida ou porque não crêem que haja solução para os seus conflitos.
3. OS CONFLITOS PODEM SURGIR DE DIFERENTES FONTES
Boa parte der nós não consegue superar os seus conflitos por não entender a natureza deles. Por isto, quero convidar você a considerá-los melhor a partir da experiência de Moisés, Zípora e Gerson.
3.1. Os conflitos podem decorrer das diferenças individuais na família
Zípora era midianita e vivia sob o teto e as ordens do pai Jetro. Moisés era um nômade, vivendo longa da sua família e do seu povo
Zípora não era monoteísta e não adorava ao Deus dos hebreus, embora o respeitasse, como fazia seu pai. Moisés tivera um encontro pessoal com o Eu Sou, que lhe deu uma missão para toda a vida.
Zípora era uma dona-de-casa. Moisés era um político.
Zípora vivia para os filhos. Moisés vivia para o seu povo.
Zípora e Moisés eram pessoas diferentes, como são todos os maridos e mulheres de qualquer época e lugar. A noção de tempo não a mesma entre eles, como não o é com a maioria dos casais.
Uma família é o palco dos conflitos, porque todos os seus integrantes são diferentes.
Essas diferenças devem ser respeitadas e, mais que respeitadas, cultivadas, estimuladas e valorizadas.
No caso de Moisés e Zípora, estas diferenças ficaram no seu devido lugar, exceto neste episódio dramático. Numa espécie de retrato de muitos de nossos lares, a ansiedade de Zípora, diante da passividade de Moisés, levou-a à explosão.
Diante da realidade das diferenças, precisamos aprender a conviver com elas. Para bem conviver, precisamos aceitá-las, mas -- bem entendido! -- só aceitar aquelas que não tragam prejuízo à vida familiar.
Não use suas diferenças para se fechar, nem para justificar seu egoísmo. Use as suas diferenças para enriquecer os demais membros da família.
3.2. Os conflitos podem decorrer da falha no cumprimento dos papéis familiares.
Moisés não estava cumprindo o seu papel. Ainda não tinha circuncidado seu filho. A circuncisão era uma tarefa para os pais. Zípora teve que cumprir o papel do marido.
Há tarefas específicas para cada um no lar, e isto inclui os filhos. Quando um não cumpre a sua parte, há sobrecarga dos outros. Há maridos, por exemplo, que apenas cumprem UM (o de provedores financeiros) dos seus papéis, esquecidos das outras provisões, como a co-educação dos filhos, o suporte emocional à esposa, entre outros.
Há esposas que, mesmo que trabalhem apenas em casa, não fazem da casa um lugar para onde os maridos querem voltar.
Há filhos que só querem ser amados, mas nunca se lembram de amar. Só querem ser aceitos, mas têm imensa dificuldade de aceitar seus pais.
Moisés, não espere que Zípora entre em ação. Ela não entende nada de circuncisão. Ela nem sequer adora o Deus verdadeiro. Você está deixando que ela eduque seus filhos, mas, Moisés, que valores terão eles? Acorda, Moisés. A família deve estar em primeiro lugar.
Zípora, não humilhe Moisés porque ele não fez o que devia e acabou sobrando para você. Lembre-se que ele também já vez algo que cabia a você.
3.3. Os conflitos podem decorrer da tirania de um dos cônjuges.
Moisés tiranizou Zípora ao deixar para ela a tarefa repulsiva e estranha de circuncidar seu filho. Zípora tiranizou Moisés ao lançar sobre ele mais um peso. Se o problema estava resolvido, para que lançar-lhe em rosto, como a mostrar a sua superioridade.
Há pais tiranos. Há filhos tiranos. Há cônjuges tiranos. Há avós tiranos. Esses tiranos do lar disseminam o terror num lugar em que o amor deve ser a meta de todos. Tirano é aquele que impõe a sua vontade sobre as vontades dos outros.
Os tiranos abusam sexual, financeira e emocionalmente dos seus familiares, ou de alguns deles. As áreas em que a tirania pode ser exercida não têm limites.
Faça uma revisão da sua vida: não seja tirano. Deixe sua esposa viver. Se você não consegue, procure ajuda. Não deixe que o seu amor por sua esposa, por exemplo, apague a vida que há nela, o amor que há nela por você.
Se você foi tiranizado, não seja escravo do passado. Se você foi vítima de abuso, tome uma atitude para não continuar sendo abusado a partir da sua memória. Use a sua memória para ser livre e feliz.
Se você está sendo tiranizado, não aceite esta condição de vida. Ore pelo tirano. Se você não pode mudá-lo, Deus pode. Se você não consegue conviver com o tirano, afaste-se dele, sem violência.
3.4. Os conflitos podem decorrer do pecado
Moisés estava pecando ao negligenciar seu dever diante do filho, deixando de circuncidá-lo. A omissão é pecado.
O pecado tem devastado famílias.
Quero mencionar três categorias de pecado que têm feito muitas vítimas.
Menciono primeiramente o pecado do desinteresse pelo bem-estar do outro. Uma família em que cada membro busque apenas o que lhe interessa, o seu sucesso, o seu gosto, está prestes a se esfacelar. A indiferença é uma arma apontada para o coração.
Interesse-se pelo seu familiar. Promova seu cônjuge. Fortalece seu filho. Ame seu pai.
Menciono em segundo lugar o pecado da mentira. A mentira destrói a confiança. A falta de confiança solapa a família. Se o marido não trabalhou até tarde, ele não trabalhou até tarde. Se o filho não estou e foi mal nas provas, ele não estou e foi mal nas provas.
Viva de tal modo que não precisa mentir para se justificar.
Menciono em terceiro lugar os pecados sexuais. Não há pecado mais devastador do que o sexual, porque ele sempre envolve o desinteresse pelo sucesso da família e a prática de um sem-número de mentiras. Há maridos, mesmo cristãos, sujando seus corpos em outros leitos que não os seus. Há maridos viciados em pornografia. Há esposas, mesmo cristãs, desejando outros corpos que não o do seu marido.
Prefira o padrão de pureza, instruído por Deus. Não vá na onda dos vendedores de ilusão.
Deus apontou o pecado de Moisés. Se você está em falta como o grande líder do Êxodo, Deus também está apontando para o seu pecado. Deixe que Ele toque a sua vida, para purificá-la.
4. O QUE FAZER DIANTE DOS CONFLITOS
Se você vive sozinho, ore por aqueles que vivem em familias. Eles precisam da sua oração.
Se sua família não está experimentando conflitos ameaçadores, agradeça a Deus pelos familiares que tem e peça a Ele para ajudar vocês a serem cada vez mais fortes e a continuarem servindo ao Senhor.
Ajude a sua igreja a ter um ministério relevante para as familias.
Se o conflito tem desorientado a sua família, eis algumas sugestões:
. Não desista da sua família
Ela é a melhor coisa da sua vida. A separação, por exemplo, só não dói na novela. Na vida real, é um trauma que traz sofrimento para a vida toda. Para os filhos, sair de casa é mais uma rima do que uma solução. Para o conselho dos ímpios, os laços não são importantes, mas os que têm laços rompidos sabem que não há ruptura sem sangue.
. Procure ajuda.
Não se esconda. É verdade que tudo que o ocorre no recôndito do seu lar só deve interessar a você e a Deus. No entanto, também é verdade que Deus coloca pessoas para ajudarem você a ser o que Ele quer que você seja. Deus fez a família para ser feliz. Não aceite uma vida familiar atribulada. Use os recursos que Deus disponibiliza você.
. Aconteça o que acontecer, viva uma vida santa.
Se você não tem sexo em casa, não se desespere: viva uma vida santa.
Se você é vítima da língua de alguém em casa, não baixe o nível: viva uma vida santa.
Se você pecou, não se afunde mais ainda: confesse o seu pecado. Confesse a sua mentira, se você mentiu. Confesse a sua traição, se você adulterou.
. Ore por sua família.
Ore por seu filho todos os dias, esteja ele precisando ou não.
Ore por seu cônjuge, mesmo que ele mereça o seu desprezo ou seu ódio.
Peça a Deus para ajudar você a cumprir o seu papel no lar.
Ore por sua igreja para que ela possa ser o porto seguro das famílias.
SAÚDE PARA ALMA
O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.” (provérbios 28:13)
Há muito temos ministrado à igreja que uma pessoa que possui uma alma curada se expressa, fala, porque é livre. Jesus tem-nos curado apressadamente para que sejamos livres, mas não apenas isso, é necessário manter essa cura dia após dia.
Satanás trabalha com culpas guardadas, pois sabe que guardar culpa gera sentimentos depreciativos. As pessoas que guardam culpas no coração vivem oprimidas por pensarem que adquiriram uma dívida que não podem pagar.
Deus não nos chamou para vivermos debaixo de culpa, pois jesus já nos libertou e, verdadeiramente, somos livres (colossenses 1:12-14). Depois que você confessa, arrepende-se e deixa o pecado, não deve permitir que a culpa tome sua alma.
A bíblia é muito clara em i joão 1:9 quando diz que devemos confessar nossos pecados para sermos perdoados. “se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.”
Além do sentimento de culpa, devemos ainda observar a questão de esconder o pecado e conviver com ele. Quando lemos o texto de provérbios 28:13, vemos que a palavra ‘encobrir’ possui, nesse contexto, o mesmo significado que mentir, ocultar. Aqueles que escondem seu pecado estão debaixo da influência de anarkon, o deus da anarquia, que faz com que as pessoas transgridam. E toda transgressão é pecado e iniquidade.
Transgressão é pecado
Transgressão é pecado e atrai o insucesso, a falta de êxito. A bíblia diz que nascemos de novo, mas quem guarda o pecado está fadado à derrota. Confesse os seus pecados, não os guarde. Pecado é para ser confessado. E, muito mais do que confessar, é necessário arrependimento e abandono do pecado.
A bíblia diz em i joão 1:5-10 que não podemos fazer deus de mentiroso por não assumirmos o nosso pecado. Toda pessoa que peca e não confessa faz de deus mentiroso.
“e esta é mensagem que dele ouvimos e vos anunciamos: que deus é luz, e nele não há trevas nenhumas. Se dissermos que temos comunhão com ele e andarmos nas trevas mentimos, e não praticamos a verdade; mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de jesus, seu filho, nos purifica de todo pecado. Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazendo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.”
Quem vive mentindo não tem a vida de deus em sua vida. É só olharmos para a vida do homem que estava ao lado da cruz de cristo. Todas as pessoas que não reconhecem o pecado zombam e cospem no rosto de deus.
Quando miriam falou mal de moisés, estava cuspindo no rosto de deus (números 12:1-16). Precisamos nos posicionar no mundo espiritual. Ou somos nascidos de novo ou não somos. Mas se somos nascidos de novo, devemos manter a integridade do novo nascimento.
Deus disse a caim que cabia a ele dominar o pecado que batia a sua porta (gênesis 4:7). Deus nos deu unção para dominar o pecado e habilidades para vencê-lo. Não devemos esquecer que não somos pecadores lutando para ser santos, mas santos que abominam o pecado. Temos a unção de deus sobre nossas vidas e a santidade deve ser nossa prioridade.
Transgressão é iniquidade
Transgressão é o mesmo que manter a iniquidade no coração. Iniquidade não é característica de um homem injusto ou incrédulo. Há diferença entre homem injusto, incrédulo e iníquo.
1. Homem injusto
O homem injusto é aquele que não conhece a deus, mas conhece a injustiça. Injusto é aquele que não tem o deus justo no coração, e, por causa disso, comete obras de injustiça. Toda injustiça que você comete está afirmando que não conhece o deus justo.
2. Homem incrédulo
Homem incrédulo é aquele que sabe que deus é deus, que o inferno não é uma piada, que o inferno é real, mas mesmo assim brinca com as coisas de deus (ii coríntios 4:4). Todo incrédulo não vê a glória e a essência do evangelho.
3. Homem iníquo
Homem iníquo é aquele que não pesa a sua vida, a vida da família, da sociedade. É uma pessoa que promove desgraças, aberrações. Vive na iniquidade cometendo aberrações e isso não faz diferença para ele. Veja, por exemplo, as pessoas que matam sem piedade ou aqueles que mentem com muita naturalidade como se estivessem falando a verdade.
O povo de deus deve sair da rota da injustiça, incredulidade e iniquidade. Se estivermos andando nessas rotas, deveremos clamar pela misericórdia de deus para que nossa família não seja punida por nossos atos.
A alma precisa de saúde para gerar frutos segundo o coração do pai e, assim, vencer os atos de injustiça, incredulidade e iniquidade, recebendo da parte de deus unção para vencer na vida, porque será curada no sobrenatural do deus todo poderoso.
A única forma de alguém sair da rota da transgressão e da iniquidade é nascendo de novo e vivendo em santidade, vivendo em cristo jesus. Somos santos, chamados à santidade. A ausência de verdade, a mentira, não mais entrará em nossos corações com sentimento de culpa, pecado, transgressão e iniquidade.
O senhor nos levantará para mudarmos uma sociedade e escrevermos uma nova história. Ele quer que sejamos encontrados fiéis, guardando os seus princípios e buscando saúde para a alma, pois assim caminharemos no êxito que ele mesmo preparou para nós, os seus filhos.
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terça-feira, 13 de janeiro de 2015
PARABOLAS
Três dos quatro evangelistas reproduzem a mesma parábola de Jesus. (Cf. também Mateus 13.1-20 e Lucas 8.4-13).
A história ficou conhecida com a parábola do semeador ou da semente, mas, ela devia ser chamada de parábola dos solos, porque trata como a mensagem de Jesus é recebida por seus ouvintes.
Jesus a conta, para nos mostrar um ensino do Antigo Testamento:
"Tenha cuidado com o que você pensa, pois a sua vida é dirigida pelos seus pensamentos".
(Provérbios 4.23)
O que temos pensado? O que temos guardado no coração? Como está o nosso coração?
Toda história contada por Jesus nos pede uma resposta.
Os evangelistas dividem suas narrativas em duas partes, com um interlúdio revelador. Na primeira, ele conta a história e, na segunda, ele a explica. No interlúdio, ele explica a razão pela qual ensinava por meio de parábolas.
A PARÁBOLA
Leiamos a primeira parte, conforme o relato de Marcos:
"Jesus começou a ensinar outra vez na beira do lago da Galileia.
A multidão que se ajuntou em M volta dele era tão grande, que ele entrou e sentou-se num barco perto da praia, onde o povo estava. Jesus usava parábolas para ensinar muitas coisas. Ele dizia:
— Escutem! Certo homem saiu para semear. E, quando estava espalhando as sementes, algumas caíram na beira do caminho, e os passarinhos comeram tudo.
Outra parte das sementes caiu num lugar onde havia muitas pedras e pouca terra. As sementes brotaram logo porque a terra não era funda. Mas, quando o sol apareceu, queimou as plantas, e elas secaram porque não tinham raízes.
Outras sementes caíram no meio de espinhos, que cresceram e sufocaram as plantas. Por isso nada produziram.
Mas as sementes que caíram em terra boa brotaram, cresceram e produziram na base de trinta, sessenta e até cem grãos por um.
E Jesus terminou, dizendo:
— Se vocês têm ouvidos para ouvir, então ouçam".
(Marcos 4.1-9)
Os discípulos não entenderam a parábola.
Eles estavam com Jesus no barco, que balançava. Jesus o usava como púlpito para falar, com mais tranquilidade, à multidão, a maioria camponesa, mas também servidores públicos e comerciantes. Os discípulos não só não entenderam, como tinham certeza que o público ouvindo, em pé na praia, também não captou onde Jesus queria chegar.
Por isto,
"quando a multidão foi embora, as pessoas que ficaram ali começaram, junto com os doze discípulos, a fazer perguntas a Jesus sobre parábolas.
Jesus disse a eles:
— A vocês Deus mostra o segredo do seu Reino. Mas para os que estão fora do Reino tudo é ensinado por meio de parábolas, para que olhem e não enxerguem nada e para que escutem e não entendam; se não, eles voltariam para Deus, e ele os perdoaria".
(Marcos 4.10-12)
Depois deste interlúdio, Jesus se põe a aplicar a parábolas aos corações dos seus ouvintes, por meios dos seus discípulos. Eis o que lemos em Marcos:
"Então, Jesus perguntou:
— Se vocês não entendem essa parábola, como vão entender as outras?
E continuou:
— O semeador semeia a mensagem de Deus.
Algumas pessoas que a ouvem são como as sementes que caíram na beira do caminho. Logo que ouvem, Satanás vem e tira a mensagem que foi semeada no coração delas.
Outras pessoas são como as sementes que foram semeadas onde havia muitas pedras. Quando ouvem a mensagem, elas a aceitam logo com alegria; mas depois de pouco tempo essas pessoas abandonam a mensagem porque ela não criou raízes nelas. E, quando por causa da mensagem chegam os sofrimentos e as perseguições, elas logo abandonam a sua fé.
Ainda outras são parecidas com as sementes que foram semeadas no meio dos espinhos. Elas ouvem a mensagem, mas, quando aparecem as preocupações deste mundo, a ilusão das riquezas e outras ambições, estas coisas sufocam a mensagem, e ela não produz frutos.
E existem aquelas pessoas que são como as sementes que foram semeadas em terra boa. Elas ouvem, aceitam a mensagem, e produzem uma grande colheita:umas, 30; outras, 60; e ainda outras, 100 vezes mais do que foi semeado".
(Marcos 4.13-20)
1
A RAZÃO DA PARÁBOLA
Nós, os ouvintes/leitores de hoje, entendemos bem a explicação sobre o solo, mas ainda temos dificuldade de entender o interlúdio sobre a natureza das parábolas. Para explicar porque gostava de contar histórias que ele criava, Jesus cita Isaías Isaías:
"O SENHOR Deus me disse:
— Vá e diga ao povo o seguinte: 'Vocês podem escutar o quanto quiserem, mas não vão entender nada; podem olhar bem, mas não enxergarão nada'”.
(Isaías 6.9)
Voltemos ao cenário. Jesus estava ensinando a partir da embarcação onde se encontrava, talvez num barco como este do primeiro século, descoberto recentemente:
Na praia, pessoas de todas as classes e levadas pelos mais diferentes motivos escutavam a mensagem de Jesus. Talvez a maioria fosse de curiosos; mal sabiam o que estava acontecendo, como acontece hoje fora e dentro das igrejas. Outra parte era composta de críticos, sempre procurando um defeito na mensagem, como também acontece hoje nas igrejas. Alguns sairiam dali e diriam: "é, hoje o rabi pregou bem". E seguiriam suas vidas, como se nada tivessem ouvido, como acontece hoje nas igrejas. Outras pessoas queriam ouvir e entender, talvez certas de que ouviam uma coisa diferente.
Em resumo, umas estavam com os corações prontos para a revolução do Reino de Deus. Outras não tinham interesse real pela pregação do Messias. Os que tinham interesse ouviriam e se interessariam. Os que não tinham interesse não ouviriam verdadeiramente. Receberiam aquela pérolas como se fossem lavagem para porcos (Mateus 7.6).
Jesus sabia que com estes, sua palavra seria jogada fora, seu esforço não seria correspondido, seu seria tempo desperdiçado. Jesus não tinha ilusão acerca do ser humano. Muitas pessoas não queriam ser salvas e não seriam.
Jesus não usava as parábolas para cegar as pessoas, mas porque elas já estavam cegas. Para essas, falava de um modo que não entenderiam; não entenderiam, porque não queriam, como o Faraó não quis, como Pilatos não quis, como Judas não quis.
Assim, suas parábolas revelavam a verdade, para quem tinha interesse pela verdade, e escondiam a verdade, porque eles não queriam ouvir a verdade.
2
A PARÁBOLA COMO MÉTODO
Com esta atitude, Jesus nos ensina.
Muitas vezes, somos questionados por pessoas que querem entender a Bíblia ou o cristianismo. Vale a pena investir o que sabemos com essas pessoas. Outras vezes, no entanto, somos procurados por pessoas que querem apenas questionar. Quando oferecemos uma resposta, vêm com outra, sem ouvir o que falamos. As palavras de Jesus nos mostram que devemos encerrar a conversa e gastar nosso tempo com o que vale a pena, isto é, com pessoas que consideram o que temos para dizer, mesmo que não concordem.
Aprendemos também algo de valor na metodologia empregada por Jesus.
Primeiro, em lugar de pregar na sinagoga, ele ensina de dentro de um barco. Ele ensinava de modo diferente, de um modo que alcançasse as pessoas. Poucas iam a sinagoga, mas muitas estavam ali na beira do lago, fazendo seus negócios. E Jesus lhes falou.
Além disso, em lugar de fazer como os rabis, ele contava histórias.
Por que temos que fazer as coisas sempre do mesmo jeito, nos mesmos lugares? Podemos e devemos ser criativos. A igreja, por exemplo, precisa encontrar meios de ir onde as pessoas estão, porque poucas vêm ao seu templo. Na igreja precisamos fazer as coisas de modo que toque as pessoas, não porque sempre foi feito assim. O próximo domingo não tem que ser igual ao de hoje. Há pessoas que, fora da igreja, são criativas, inventivas, inovadoras, mas na igreja, talvez por causa das críticas ou das expectativas, não ousam, não criam, não inovam. Precisamos de um banho de criatividade na igreja.
3
O SEMEADOR E A SEMENTE
Este prelúdio sobre as motivações de Jesus nos empurra para dentro da parábola, que é sobre os solos. Há três personagens na história: o semeador, a semente e o solo.
O semeador é o próprio Deus, com sua mensagem para o mundo. Ele quer que as pessoas venham para o seu Reino.
Para tanto, ele plantas sementes na terra. Estas sementes são as suas palavras, palavras de salvação, palavras de perdão, palavras de inclusão, palavras de comunhão. São convites à vida.
A tarefa do semeador (Deus) é lançar a semente na terra. Ele já preparou o solo. Antes de Jesus, enviou seus profetas. Hoje mesmo o Evangelho é pregado, por meio de músicas e mesmo de pregações nos meios de comunicação. De certo modo, pensando no Brasil, o solo está preparado para o Evangelho: alguma mensagem do evangelho já choveu aqui e ali. Não é algo completamente novo e estranho. As pessoas também têm vizinhos, que lhes falam do Evangelho. Deus tem preparado a terra.
No entanto, a parábola sobre a terra como solo para recebem a mensagem. A semente é boa, porque é a mensagem de Deus. O solo que a recebe é que pode aceitá-la e fazer com que dê frutos ou sufocá-la.
Olhando para a multidão na beira do lago da Galileia, Jesus vê quatro tipos de pessoas. O Mestre quer que cada pessoa se identifique: em qual grupo, estão. Em que grupo você está?
Olho/imagino para meus ouvintes/leitores e os percebo também.
OS SOLOS PARA A SEMENTE
São quatro os solos.
4
SOLO 1 -- BEIRA DO CAMINHO
O Solo 1 é a terra na beira do caminho.
O semeador lança a semente em todos os solos. O solo à beira do caminho ouve a mensagem.
No entanto, "as aves vieram e a comeram" (Marcos 4.4). As aves são emissários de Satanás, que "vem e retira a palavra nelas semeada" (Marcos 4.15).
Algumas pessoas são como a semente à beira do caminho, onde a palavra é semeada. Logo que a ouvem, Satanás vem e retira a palavra nelas semeada.
O Solo 1 aceita a mensagem de Jesus, mas não vê como a única palavra. O Solo 1 aceita que Jesus seja o caminho, a verdade e a vida, mas não o único caminho, a única verdade, a verdadeira vida. Há outras possibilidades paralelas.
O Solo 1 ouve todas as mensagens, inclusive a de Jesus, mas não se concentram na de Jesus, por achá-la mais uma, entre outras mensagens. O Solo não aceita a exclusividade de Jesus.
O Solo 1 é formado pelos corações que resistem em firmar um compromisso com Jesus. Estão convencidos de que Jesus é o caminho, mas querem seguir vários caminhos ao mesmo tempo, como se todos os caminhos levassem ao céu.
O Solo 1 é o coração duro.
Como é o seu coração?
5
SOLO 2 -- TERRA PEDREGOSA
Jesus olha para seus ouvintes e percebe um segundo tipo de coração. Ele os compara a terra cheia de pedras.
O semeador lançou sobre este solo a sua semente. A semente é lançada sobre todo tipo de pedra.
O Solo 2 a recebe. Ela chega a germinar
O Solo 2 recebe a mensagem de Jesus, mas de modo superficial, sem a disposição de pagar o preço de seguir a Jesus.
A igreja está cheia deste tipo de cristãos. A maioria dos cristãos é superficial.
Superficial é quem não conhece a Bíblia.
Numa viagem que fiz, conhecia uma jovem, que trabalhava num hotel em que ficamos. Fiz com ela uma brincadeira, num dia em que a tecnologia não funcionou. Eu falei no profeta Jeremias. Ela era cristã, num ambiente judeu e muçulmano, mas ela não sabia quem era o profeta Jeremias. Fiquei pensando nos meus ouvintes, que talvez não saibam coisas básicas da Bíblia; não sabem porque não a leem e não a estudam.
O Solo 2, em sua superficialidade, aceita emocionadamente a mensagem.
Uns até choram diante da Palavra de Deus. Têm até experiências, mas não têm raízes espirituais. Vivem de experiências emocionais, mas não firmam compromissos. Não querem pagar o preço de seguir a Jesus.
Por que não pegam o preço? Porque talvez não achem que vale este preço...
E qual é o preço: é o preço de caminhar com Jesus, conduzido por ele. Se ele prega, pregamos. Se ele ensina, ensinamos. Se ele entra no barco, entramos. Se ele vai para o deserto orar, vamos juntos. Se ele pega a cruz, pegamos a nossa. Não pensamos no que vamos ganhar: seguimos com ele, que é a coisa mais importante.
Uma vez narrei a uma pessoa das lembranças que guardo do meu pai (Derly Franco de Azevedo). Eu lhe contei que me lembrava de vê-lo, sentado lendo a Bíblia e de joelhos orando no escritório. Esse amigo me perguntou:
-- O que ele ganhou com isto?
A pergunta pode parecer chocante, mas a resposta a ela determina como será o solo da nossa vida: frutífera ou pedregosa.
Quero sugerir algumas respostas à estranha pergunta, apresentadas de modo não exaustivo e não organizado:
1. Quando buscamos uma vida de profundidade espiritual, adquirimos conhecimento. Com este conhecimento, entendemos o que cremos, de modo a poder fazer com que a nossa fé faça sentido racionalmente para nós e para os outros. Nossos horizontes se abrem para compreendermos o que antes não sabíamos.
Quem conhece a Deus compreende as coisas, diz a Bíblia (Provérbio 9.10).
Assim, quando buscamos uma vida de profundidade espiritual, não somos enganados por ideias que podem parecer bonitas, mas não nos fazem bem. As ideias que esposamos vem da Bíblia, que lemos livremente e livremente interpretamos. Ela mesma nos ajuda nesta interpretação.
2. Quando buscamos uma vida de profundidade espiritual, aprendemos a viver melhor, porque compreendendo o que é a vida e como devemos levá-la. Os mandamentos de Deus, contidos em seu livro, visam nos dar uma vida com mais qualidade. Os primeiros mandamentos foram dados antes de o povo entrar na nova terra, com uma promessa:
“Esta é a lei, isto é, os decretos e as ordenanças, que o Senhor, o seu Deus, ordenou que eu lhes ensinasse, para que vocês os cumpram na terra para a qual estão indo para dela tomar posse. Desse modo vocês, seus filhos e seus netos temerão o Senhor, o seu Deus, e obedecerão a todos os seus decretos e mandamentos, que eu lhes ordeno, todos os dias da sua vida, para que tenham vida longa".
(Deuteronômio 6.1-2)
Os provérbios bíblicos são diretos:
"Quem teme o SENHOR tem vida longa, porém os maus morrem antes do tempo".
(Provérbios 10.27)
"O temor ao SENHOR é uma fonte de vida e ajuda a evitar as armadilhas da morte".
(Provérbios 14.27)
Portanto, quando buscamos uma vida de profundidade espiritual, recebemos um guia para a vida, um manual completo para a construção de nossas vidas, numa linguagem clara e precisa, onde encontramos também orientação segura para as nossas decisões.
Ao levarmos a sério a nossa vida com Deus, indo além de cultos formais e rituais cheios de símbolo, temos vida com mais qualidade, porque com menos estresse, menos ódio, menos gritaria, menos briga, logo mais tranquilidade, mais paz, mais harmonia, mais alegria, alegria completa, segundo a expressão de Jesus:
"Tenho lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa".
(João 15.11)
3. Quando buscamos uma vida de profundidade espiritual, somos nutridos por uma certeza: não estamos sozinhos no mundo. No processo desta busca, somos alimentados com a certeza que somos amados por Deus, não importa o que aconteça no presente, de bom ou de ruim. Vai crescendo em nosso coração a esperança que viveremos com Deus para o resto da vida, nesta vida e na eternidade. Podemos viver agora de um modo a não ter angústia sobre o nosso futuro. Jesus é claro a este respeito, mais de uma vez:
“Eu lhes asseguro:Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida".
(João 5.24)
"Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão".
(João 10.28)
Cheguei, uma vez a um funeral e me enchi de tristeza. Algumas amigas da falecida repetiam um pedido: que Deus livrasse aquela mulher do inferno. Não precisamos viver com este medo: quem tem a Jesus como Senhor já foi liberto do inferno. Uma vida de profundidade espiritual traz luz à vida, contra a escuridão do medo.
4. Quando buscamos uma vida de profundidade espiritual, não precisamos adorar outros deuses, como o dinheiro, a fama, a competição, o sexo, o poder. Esses deuses, quando estamos em comunhão com |Deus, não nos seduzem. Os que os adoram morrem. Os que adoram a Deus vivem.
Uma vida superficial fica no ritual, nos cultos de domingo, no cântico de hinos até animadamente, na feitura de orações.
Uma vida de profundidade vai além do ritual, do ritual da ida protocolar a uma igreja, do ritual da participação nos louvores, do ritual das orações.
Uma vida de profundidade espiritual é marcada por uma fé que cresce no conhecimento de quem Deus é e de quem nós somos, de quem Deus pode ser para nós e de quem nós podemos ser para Deus, para os outros e para nós mesmos.
O Solo 2 é o coração superficial.
Você pode ser um coração onde a semente do Evangelho cresce.
Como é o seu coração?
6
SOLO 3 -- TERRA CHEIA DE ESPINHOS
Jesus novamente levanta seus olhos e nota um terceiro tipo de coração. Ele mostra que se parecem com a terra cheia de espinhos.
Para chegar até à praia, seus ouvintes passaram por caminhos, com suas margens; pisaram em pedrinhas, ao longo do trajeto, e também tiveram que tirar espinhos que entraram em suas sandálias ou se agarraram em suas túnicas.
E alguns não estavam ali, porque decidiram voltar.
E alguns tinham o coração cheio de espinhos. Ouviram a mensagem de Jesus, abrigaram-na em seus corações em meio aos espinhos selvagens.
Solo cheio de espinho é solo dominado pelas amarguras da vida. Há pessoas que receberam a Jesus como Senhor, mas as amarguram dominam os seus corações. receberem Jesus, mas não o receberam como a alegria dos homens.
Solo cheio de espinho é solo tomado pelo legalismo. São pessoas exigentes, ou consigo mesmas ou com os outros. Não aprenderam que o jugo de Jesus é suave, porque gostam de carregas pedras, quem sabe achando que, assim, vão receber mais de Deus.
Solo cheio de espinho é solo que não tomou uma decisão definitiva por Jesus e ainda acha que pode seguir o caminho estreito da santidade e o caminho largo do pecado ao mesmo tempo, embora o Mestre advirta:
"Entrem pela porta estreita porque a porta larga e o caminho fácil levam para o inferno, e há muitas pessoas que andam por esse caminho. A porta estreita e o caminho difícil levam para a vida, e poucas pessoas encontram esse caminho".
(Mateus 7.13-14)
Solo cheio de espinhos é solo que não sabe resolver de modo inteligente os seus problemas. Tem um conflito, uma dor, um vazio, apelam para o álcool ou qualquer outro tipo de droga química ou psicológica. Podem dormir em paz com Jesus, mas preferem a paz das drogas.
Solo cheio de espinhos é solo é solo que não pôs sua vida na academia de Jesus. Cristãos assim não foram discipulados por Jesus para um novo estilo de vida.
Solo cheio de espinhos é solo que não depende de Deus, mas de si mesmo.
O Solo 3 é o coração confuso.
Como é o seu coração?
7
SOLO 4 -- TERRA BOA
Jesus olha de novo para a multidão. Vê crianças, adolescentes, jovens, adultos, velhos. Vê homens e mulheres, os rostos tisnados pelo sol e pelo vento. Ele enxerga além e vê pessoas onde a semente germinará e produzirá muitos frutos.
São pessoas que prestem atenção. São pessoas que querem mudar de vida. São pessoas que querem levar a mensagem adiante. São pessoas que querem se parecer com Jesus. São pessoas que querem dar o fruto do Espírito Santo. São pessoas que querem fazer parte do Reino Deus.
São pessoas que cantam que Jesus é o único, o único caminho, a única verdade, a única vida. A ninguém mais querem seguir, senão a Jesus. Não são terra à beira do caminho; são terra fértil, em que a semente dá frutos em grande quantidade.
São pessoas que escolheram viver vidas profundas, não vidas superficiais. Não são terra pedregosa, são terra macia onde a palavra de Deus chega e fica.
São pessoas que se deixam pastorear por Jesus, não pessoas confusas. Não são terra cheia de espinhos, mas rosas e lírios cheios de perfume.
São pessoas que querem a semente do Evangelho fazendo suas vidas desabrochar.
São pessoas que querem a alegria completa de Jesus.
São pessoas que querem seguir a Jesus, não importa onde vá, mesmo que seja a cruz.
São pessoas que querem que Jesus trabalhe em suas vidas, para serem transformadas dia a após dia.
São pessoas que, tendo recebido a semente, fazem com que frutifiquem. Não frutificam todos com a mesma intensidade ou quantidades, porque são diferentes, têm características individuais sempre respeitadas pelo senhor da plantação. Não são pessoas que competem umas com as outras, para parecerem melhor diante dos homens, mas pessoas que dão o máximo que podem à luz de sua própria realidade e contexto.
São pessoas felizes. São pessoas em harmonia com a sua história. São pessoas em comunhão com Deus. São pessoas salvas de seus próprios medos. São pessoas que olham para frente. São pessoas que têm como alvo ser como Jesus e para o alvo prosseguem cheias de luz e alegria.
O Solo 4 é o coração gerado de novo por Jesus.
Como é o seu coração?
UMA FÉ ALÉM DA ESTÉTICA
1. Sacrifício é uma norma. O relacionamento com Deus é o princípio.
Sacrificar a Deus é oferecer algo a Deus, prática presente nas religiões em geral e na cristã em particular, em que o ato supremo foi o sacrifício do Filho de Deus em lugar dos seres humanos. O sacrifício é oferecido como forma de obter o perdão de Deus pelo pecado.
No período cristão, o sacrifício por excelente é o culto, individual ou coletivo, prestado a Deus e diante de Deus. Nele o cristão louva ao Senhor por Seu atos de bondade.
Pede Deus tais sacrifícios?
O Pentateuco pode ser visto também como uma coletânea de orientações sobre os sacrifícios. No entanto, Deus diz, pela boca do profeta Jeremias:
. "Quando tirei do Egito os seus antepassados, nada lhes falei nem lhes ordenei quanto a holocaustos e sacrifícios" (Jeremias 7.22)
Um salmista cantou, feliz:
. "Sacrifício e oferta não pediste, mas abriste os meus ouvidos; holocaustos e ofertas pelo pecado não exigiste" (Salmo 40.6).
Outro profeta, no entanto, diz que Deus restabelecerá os sacrifícios:
. "Esses [o povo fiel] eu trarei ao meu santo monte e lhes darei alegria em minha casa de oração. Seus holocaustos e demais sacrifícios serão aceitos em meu altar; pois a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos” (Isaías 56.7).
Nos sacrifícios estabelecidos ao tempo de Moisés o que importava era o princípio subjacente a eles: Deus quer que nos relacionemos com Ele. A prática tinha um sentido: relacionamento. Ela em si mesma não tinha valor. O valor estava no que remetia.
2. Sacrifício não é algo em que se confie. É em Deus que se confia.
A idolatria (colocar pessoas ou coisas no lugar de Deus) é uma ameaça constante, é uma possibilidade permanente.
Então, o poeta convida:
. "Ofereçam sacrifícios como Deus exige e confiem no Senhor" (Salmo 4.5).
O que Deus exige é que confiemos nEle.
Podemos manipular os sacrifícios, e por isto gostamos de os oferecer, mas não podemos controlar Deus.
Confiar em sacrifícios e confiar em nós mesmos. Um culto bonito é um perigo. Ele pode se tornar um fim em si mesmo. Mas um culto não pode nada. Um cultuante não pode nada. Deus pode tudo; por isto, confiamos nEle.
3. O sacrifício como moeda de troca não é aceito por Deus.
A advertência do sábio nos deixa atônitos:
. "O sacrifício dos ímpios já por si é detestável; tanto mais quando oferecido com más intenções" (Provérbios 21.27).
Cada um de nós precisa pensar porque louva, porque evangeliza, porque dizima. Pode ser que Caim nos habite. E o sacrifício de Caim não é aceito.
4. A religião implica em conhecer a Deus profundamente
O sacrifício, com toda a sua arte, com todas as suas regras, pode nos afastar do conhecimento (relacionamento, algo prático, não meramente intelectual) de Deus.
O conhecimento de Deus (relacionamento com Deus) é a nossa raiz, a partir do qual cresce árvore sólida. O amor a Deus, que é cultivado todos os dias, nos fortalece para o sofrimento, nos robustece para as idéias antiDeus que circulam. Sacrifício pode ser tão sólido quanto uma neblina. Relacionamento pode ser tão forte quanto uma árvore vigorosa.
Deus ainda nos pergunta:
. “Que posso fazer com você, Efraim? Que posso fazer com você, Judá? Seu amor é como a neblina da manhã, como o primeiro orvalho que logo evapora. Pois desejo misericórdia, e não sacrifícios; conhecimento de Deus em vez de holocaustos" (Oseias 6.4 e 6).
Como diz um hino antigo, muitos que um dia andaram perto de Deus hoje longe vão por falta de conhecimento de Deus. Uma decepção os levou para longe de Deus. Um ensino (mesmo fora da Bíblia) se tornou verdadeiro para eles.
5. A prática do sacrifício (culto) não nos exime de uma vida reta.
O sábio da Bíblia toca na ferida:
. "Fazer o que é justo e certo é mais aceitável ao Senhor do que oferecer sacrifícios" (Provérbios 21.3).
Esta é uma difícil axiologia. Cantar é mais fácil. Dar o dízimo é mais fácil. Falar do amor de Deus é mais fácil. Oferecer sacrifícios é mais fácil. Conseguimos fazer isto dando jeitinhos nas coisas para levarmos vantagem. Conseguimos fazer isto desprezando o nosso irmão.
Se o nosso cântico não nos abrir os olhos para o nosso próprio pecado, não passa de espetáculo.
Se o nosso dízimo não nos mostrar que somos todos (os outros e, sobretudo, nós mesmos) dependemos de Deus, não passa de uma tentativa vã de fazer negócio com Deus.
Se a nossa fala sobre Deus não vem de dentro de nós mesmos é repetição sem valor.
Se a nossa adoração não nos faz pessoas melhores, não passa de crassa idolatria.
Como nos adverte o autor aos Hebreus, "se continuarmos a pecar deliberadamente depois que recebemos o conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados" (Hebreus 10.26).
6. A religião precisa se expressar em ações concretas em favor da justiça.
Lemos, mas parece que não aprendemos, tal a força dos sacrifícios:
. "Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã. A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo" (Tiago 1.26-27).
Tiago é o livro da justiça, não, a Bíblia é o livro da justiça. Provérbios, por exemplo, trata de relações justas em 105 versículos.
Ao longo do Livro divino, as recomendações são desafiadoras:
. "Não se esqueçam de fazer o bem e de repartir com os outros o que vocês têm, pois de tais sacrifícios Deus se agrada" (Hebreus 13.16).
Jesus mesmo nos ensinou:
. "Se vocês soubessem o que significam estas palavras. ‘Desejo misericórdia, não sacrifícios’, não teriam condenado inocentes" (Mateus 12.7).
. "Amá-lo de todo o coração, de todo o entendimento e de todas as forças, e amar ao próximo como a si mesmo é mais importante do que todos os sacrifícios e ofertas” (Marcos 12.33).
***
Que estamos fazendo, se somos cristãos?
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
Quando as Máscaras Caem
Uma vez por ano elas submergem – pessoas modernas – no anonimato das máscaras sem nome. Uma vez por ano elas querem gozar como desconhecidas, aquilo que a vida oferece. Uma vez por ano elas se livram das amarras da responsabilidade, das preocupações e da autodisciplina. Mas como passam rapidamente os dias de divertimento sem controle! A toda bebedeira segue uma ressaca; todos que usam máscaras serão desmascarados.
Existe alguém que não se deixa enganar pela tua fantasia, - Alguém diante de cujos olhos de fogo não existem pessoas atrás das máscaras. Os olhos do Deus vivo e santo vêem todas as coisas. Eles te seguem sempre e em todos os lugares! Na Bíblia está escrito:
“Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e quando levanto... Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar, e conheces todos os meus caminhos... Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também... Se eu digo: As trevas, com efeito, me encobrirão, e a luz ao redor de mim se fará noite, até as próprias trevas não te são escuras: as trevas e a luz são para ti a mesma coisa” (Salmo 139).
Também na balbúrdia do carnaval, os olhos de Deus te observam. Mesmo que submirjas, mesmo que nenhuma pessoa te identifique – Deus te reconhece! Ele sabe a respeito de tudo que fazes. Diante dele, têm que cair todas as máscaras! Permite-me perguntar-te: como ficas depois da folia do carnaval? Seja sincero, não te iludas! Não é assim: teu coração está vazio, ficas mal-humorado, tu te sentes miserável. A vida ficou monótona e vazia. Restou somente um gosto amargo. O tempo do carnaval veio a ti em vestes de alegria, mas sempre lhe seguem vultos vestidos de preto. Trata-se das aflições, das dores de consciência, do sofrimento e do desespero.
Feliz de ti se capitulares hoje diante de Deus! Feliz de ti, se cair tua máscara! Pois Deus te faz uma oferta. Se quiseres, ainda hoje ele te dará alegria pura e verdadeira, que não tem nada em comum com a alegria “mascarada”. Trata-se de uma alegria que poderás levar para tua vida diária.
Tu te sentes sujo e manchado pelo pecado? Está o teu coração decepcionado e vazio? Então vem a Jesus Cristo, o Filho de Deus. A Bíblia diz:
“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16) – “...o sangue de Jesus, seu filho, nos purifica de todo pecado” (1 João 1.7). – Deus diz:“Desfaço as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados como a núvem; torna-te para mim, porque eu te remi” (Isaías 44.22). Virá o dia em que todas as pessoas do mundo terão que comparecer ao juízo de Deus: “...para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai” (Filipenses 2.10-11).
Esse será o dia em que o Deus santo arrancará dos rostos dos homens as máscaras da justiça própria, do orgulho e da altivez. De que maneira terrível aparecerá então a pecaminosidade e pobreza de uma vida desperdiçada! Por isso, deixa desmascarar-te hoje por Deus. Aceita a graça de Deus, que te é oferecida em Jesus Cristo. Hoje ele quer ser teu Salvador, amanhã talvez já seja teu Juíz! Aceita na fé o perdão dos pecados através do sangue de Jesus Cristo. Inicia hoje uma nova vida com teu Deus, uma vida de que não te precisarás envergonhar na Eternidade!
CONFLITOS NO LAR
1. INTRODUÇÃO
Numa hospedaria ao longo do caminho, o Senhor foi ao encontro de Moisés e procurou matá-lo. Mas Zípora pegou uma pedra afiada, cortou o prepúcio de seu filho e tocou os pés de Moisés. E disse:
-- Você é para mim um marido de sangue!
Ela disse "marido de sangue", referindo-se à circuncisão. Nessa ocasião o Senhor o deixou.
(Êxodo 4.24-26 -- NVI)
Estamos diante de uma história sobre a qual nada mais sabemos. O texto é um dos mais difíceis de serem traduzidos, pelas possibilidades que apresenta.
Em meio ao drama do Faraó, o autor incluiu o drama de Moisés, encarregado por Deus para enfrentar o líder do Egito.
2. OS CONFLITOS PODEM ATINGIR A TODOS OS LARES.
Mesmo os lares que têm se consagrado ao Senhor para servi-lO podem ser atingidos por conflitos.
O lar de Moisés é um exemplo desta triste verdade. No meio de uma viagem explodiu uma crise, envolvendo o casal e o filho mais velho, Gerson. Seguindo uma tradição iniciada com Abraão, todo filho devia ser circuncidado. Moisés, talvez ocupado demais com sua missão pública -- a missão de resgatar um povo -- esqueceu-se de sua missão familiar -- a missão de resgatar seu filho. A solução do conflito envolveu uma áspera discussão, em que sua esposa o chamou de "sanguinário".
Não podemos esquecer que o conflito faz parte da experiência humana, como uma necessidade, para nos constituir. No entanto, quando ele cresce e fica sem controle, ele deixa de ter uma função de vida para ter uma função de morte.
Nossos lares devem reconhecer a existência dos conflitos e criar condições para que sejam minimizados e superados. Não dá para não ter conflitos, mas dá para viver saudavelmente com eles.
A presença de um conflito tão dramático na família de Moisés nos mostra mesmo os lares cristãos podem ser afetados por conflitos dramáticos. Nós dizemos, numa confissão de desejo é fé: "Eu e minha casa serviremos ao Senhor". Esta confissão, no entanto, não nos isenta de ver nossos lares mergulhados em conflitos, expressos em termos de ameaça da separação, de falta de recursos para a sobrevivência, de triunfo da falta de comunicação, de desentendimento sobre a criação dos filhos, de escolhas unilaterais.
Nossa esperança deve ser que a separação não aconteça, que a família consiga recursos para honrar os compromissos financeiros, que as partes em conflito se engajem no envolvimento, que os pontos de discórdia sejam discutidos em busca de um consenso, que as escolhas seja compartilhadas.
Estes ideais, contudo, poderão vir a se realizar a partir do reconhecimento de que os conflitos são reais. Muitos, no entanto, estamos fazendo com Moisés, que fez de conta que havia uma pendência -- a circuncisão do seu filho -- a ser resolvida. Muitos estamos fazendo de conta que os conflitos não existem.
Pior: olhando para as nossas igrejas, incluindo a nossa em particular, concluo que estamos falhando. Não estamos investindo o suficiente no fortalecimento da família. Não estamos fazendo tudo o que devemos para fortalecer a família. Não estamos provendo as melhores condições para que as familias se desenvolvam.
Em nome do respeito à privacidade, estamos falhando -- e eu me incluo como o omisso principal. E ao fazê-lo, contribuímos para deixar os lares se afundar e se romper. A idolatria da privacidade nos tem levado a uma conspiração do silêncio. Fazemos de conta que tudo vai, quando muitas coisas não vão bem, quando muitos lares não vão bem.
Também não estou fazendo o discurso do terror, para dizer que todos os lares vão mal. Acredito que a maioria de nossos lares vão bem, vivenciando e resolvendo conflitos controlados. No entanto, penso que esses lares podem viver melhor. Também penso que os lares com conflitos dramáticos podem ser despertados para um recomeço, para uma reconstrução.
No texto que lemos, há uma frase que nos incomoda. Na tradução que adotamos, Deus desejou matar Moisés por sua negligência como pai. Deus chamou Moisés para uma grande missão, mas agora, renunciava a tudo, desejava matar Moisés, e o mataria, mesmo que tivesse que achar um substituto. Deus não queria um líder quebrado. Deus sabia que não havia uma nação forte com famílias fracas.
Quero derivar deste nosso mal-estar o mal-estar de Deus diante de famílias distantes do seu projeto. Deus está incomodado com lares destruídos, e nós devemos nos incomodar também. O Deus incomodado coloca os mais variados recursos, desde o ensino ao conforto do Seu Espírito, para reunir famílias e fortalecer lares.
Eu gostaria que nossa igreja -- de novo me incluindo -- se transformasse numa agência de Deus para o fortalecimento das familias tanto das fortes quanto das fracas. Eu gostaria que as famílias com dificuldades acima de suas capacidades se apresentassem, compartilhassem suas lutas.
É possível que algumas não o façam porque não confiam nos pastores que têm. Outras se calam porque acham que ninguém tem nada a ver com a sua vida ou porque não crêem que haja solução para os seus conflitos.
3. OS CONFLITOS PODEM SURGIR DE DIFERENTES FONTES
Boa parte der nós não consegue superar os seus conflitos por não entender a natureza deles. Por isto, quero convidar você a considerá-los melhor a partir da experiência de Moisés, Zípora e Gerson.
3.1. Os conflitos podem decorrer das diferenças individuais na família
Zípora era midianita e vivia sob o teto e as ordens do pai Jetro. Moisés era um nômade, vivendo longa da sua família e do seu povo
Zípora não era monoteísta e não adorava ao Deus dos hebreus, embora o respeitasse, como fazia seu pai. Moisés tivera um encontro pessoal com o Eu Sou, que lhe deu uma missão para toda a vida.
Zípora era uma dona-de-casa. Moisés era um político.
Zípora vivia para os filhos. Moisés vivia para o seu povo.
Zípora e Moisés eram pessoas diferentes, como são todos os maridos e mulheres de qualquer época e lugar. A noção de tempo não a mesma entre eles, como não o é com a maioria dos casais.
Uma família é o palco dos conflitos, porque todos os seus integrantes são diferentes.
Essas diferenças devem ser respeitadas e, mais que respeitadas, cultivadas, estimuladas e valorizadas.
No caso de Moisés e Zípora, estas diferenças ficaram no seu devido lugar, exceto neste episódio dramático. Numa espécie de retrato de muitos de nossos lares, a ansiedade de Zípora, diante da passividade de Moisés, levou-a à explosão.
Diante da realidade das diferenças, precisamos aprender a conviver com elas. Para bem conviver, precisamos aceitá-las, mas -- bem entendido! -- só aceitar aquelas que não tragam prejuízo à vida familiar.
Não use suas diferenças para se fechar, nem para justificar seu egoísmo. Use as suas diferenças para enriquecer os demais membros da família.
3.2. Os conflitos podem decorrer da falha no cumprimento dos papéis familiares.
Moisés não estava cumprindo o seu papel. Ainda não tinha circuncidado seu filho. A circuncisão era uma tarefa para os pais. Zípora teve que cumprir o papel do marido.
Há tarefas específicas para cada um no lar, e isto inclui os filhos. Quando um não cumpre a sua parte, há sobrecarga dos outros. Há maridos, por exemplo, que apenas cumprem UM (o de provedores financeiros) dos seus papéis, esquecidos das outras provisões, como a co-educação dos filhos, o suporte emocional à esposa, entre outros.
Há esposas que, mesmo que trabalhem apenas em casa, não fazem da casa um lugar para onde os maridos querem voltar.
Há filhos que só querem ser amados, mas nunca se lembram de amar. Só querem ser aceitos, mas têm imensa dificuldade de aceitar seus pais.
Moisés, não espere que Zípora entre em ação. Ela não entende nada de circuncisão. Ela nem sequer adora o Deus verdadeiro. Você está deixando que ela eduque seus filhos, mas, Moisés, que valores terão eles? Acorda, Moisés. A família deve estar em primeiro lugar.
Zípora, não humilhe Moisés porque ele não fez o que devia e acabou sobrando para você. Lembre-se que ele também já vez algo que cabia a você.
3.3. Os conflitos podem decorrer da tirania de um dos cônjuges.
Moisés tiranizou Zípora ao deixar para ela a tarefa repulsiva e estranha de circuncidar seu filho. Zípora tiranizou Moisés ao lançar sobre ele mais um peso. Se o problema estava resolvido, para que lançar-lhe em rosto, como a mostrar a sua superioridade.
Há pais tiranos. Há filhos tiranos. Há cônjuges tiranos. Há avós tiranos. Esses tiranos do lar disseminam o terror num lugar em que o amor deve ser a meta de todos. Tirano é aquele que impõe a sua vontade sobre as vontades dos outros.
Os tiranos abusam sexual, financeira e emocionalmente dos seus familiares, ou de alguns deles. As áreas em que a tirania pode ser exercida não têm limites.
Faça uma revisão da sua vida: não seja tirano. Deixe sua esposa viver. Se você não consegue, procure ajuda. Não deixe que o seu amor por sua esposa, por exemplo, apague a vida que há nela, o amor que há nela por você.
Se você foi tiranizado, não seja escravo do passado. Se você foi vítima de abuso, tome uma atitude para não continuar sendo abusado a partir da sua memória. Use a sua memória para ser livre e feliz.
Se você está sendo tiranizado, não aceite esta condição de vida. Ore pelo tirano. Se você não pode mudá-lo, Deus pode. Se você não consegue conviver com o tirano, afaste-se dele, sem violência.
3.4. Os conflitos podem decorrer do pecado
Moisés estava pecando ao negligenciar seu dever diante do filho, deixando de circuncidá-lo. A omissão é pecado.
O pecado tem devastado famílias.
Quero mencionar três categorias de pecado que têm feito muitas vítimas.
Menciono primeiramente o pecado do desinteresse pelo bem-estar do outro. Uma família em que cada membro busque apenas o que lhe interessa, o seu sucesso, o seu gosto, está prestes a se esfacelar. A indiferença é uma arma apontada para o coração.
Interesse-se pelo seu familiar. Promova seu cônjuge. Fortalece seu filho. Ame seu pai.
Menciono em segundo lugar o pecado da mentira. A mentira destrói a confiança. A falta de confiança solapa a família. Se o marido não trabalhou até tarde, ele não trabalhou até tarde. Se o filho não estou e foi mal nas provas, ele não estou e foi mal nas provas.
Viva de tal modo que não precisa mentir para se justificar.
Menciono em terceiro lugar os pecados sexuais. Não há pecado mais devastador do que o sexual, porque ele sempre envolve o desinteresse pelo sucesso da família e a prática de um sem-número de mentiras. Há maridos, mesmo cristãos, sujando seus corpos em outros leitos que não os seus. Há maridos viciados em pornografia. Há esposas, mesmo cristãs, desejando outros corpos que não o do seu marido.
Prefira o padrão de pureza, instruído por Deus. Não vá na onda dos vendedores de ilusão.
Deus apontou o pecado de Moisés. Se você está em falta como o grande líder do Êxodo, Deus também está apontando para o seu pecado. Deixe que Ele toque a sua vida, para purificá-la.
4. O QUE FAZER DIANTE DOS CONFLITOS
Se você vive sozinho, ore por aqueles que vivem em familias. Eles precisam da sua oração.
Se sua família não está experimentando conflitos ameaçadores, agradeça a Deus pelos familiares que tem e peça a Ele para ajudar vocês a serem cada vez mais fortes e a continuarem servindo ao Senhor.
Ajude a sua igreja a ter um ministério relevante para as familias.
Se o conflito tem desorientado a sua família, eis algumas sugestões:
. Não desista da sua família
Ela é a melhor coisa da sua vida. A separação, por exemplo, só não dói na novela. Na vida real, é um trauma que traz sofrimento para a vida toda. Para os filhos, sair de casa é mais uma rima do que uma solução. Para o conselho dos ímpios, os laços não são importantes, mas os que têm laços rompidos sabem que não há ruptura sem sangue.
. Procure ajuda.
Não se esconda. É verdade que tudo que o ocorre no recôndito do seu lar só deve interessar a você e a Deus. No entanto, também é verdade que Deus coloca pessoas para ajudarem você a ser o que Ele quer que você seja. Deus fez a família para ser feliz. Não aceite uma vida familiar atribulada. Use os recursos que Deus disponibiliza você.
. Aconteça o que acontecer, viva uma vida santa.
Se você não tem sexo em casa, não se desespere: viva uma vida santa.
Se você é vítima da língua de alguém em casa, não baixe o nível: viva uma vida santa.
Se você pecou, não se afunde mais ainda: confesse o seu pecado. Confesse a sua mentira, se você mentiu. Confesse a sua traição, se você adulterou.
. Ore por sua família.
Ore por seu filho todos os dias, esteja ele precisando ou não.
Ore por seu cônjuge, mesmo que ele mereça o seu desprezo ou seu ódio.
Peça a Deus para ajudar você a cumprir o seu papel no lar.
Ore por sua igreja para que ela possa ser o porto seguro das famílias.
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