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sábado, 22 de agosto de 2015

SOLIDÃO

Não é a companhia que lhe tira a ausência do outro. Procurar ser enxergado no meio da multidão é loucura. É mais difícil ser visto ali do que onde há poucas pessoas. Por isso toda tentativa de ser visto ou ouvido não será satisfeita nos grandes ajuntamentos. A comunhão só pode existir quando entre os indivíduos existe a perfeita compreensão de que eles são iguais. Qualquer tentativa de escravizar o outro através da comparação com si mesmo tem o inevitável destino de ser algo que os distanciará. A quebra da comunhão é pior do que o pecado, pois é sua consequência direta. É a ausência do sentimento, é o castigo e também a prisão. Não é possível voltar pra Deus sem enxergar o outro. Deus se esconde nos invisíveis ao nosso lado. Não leve pessoas ao culto, leve-as a você mesmo. Se é que ainda quer mesmo viver o junto. Só assim encontrará o Pai e o ministério. E nisso tudo ainda tome cuidado com seu coração. Porque tentando enxergar outros, você se tornará invisível a muitos. Ser invisível dói. Deprime. Mata. “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” (Provérbios 4:23)

DEUS

Um homem sussurrou: - Deus fale comigo. E um pássaro começou a cantar Mas o homem não ouviu. Então o homem repetiu: - Deus fale comigo! E um trovão ecoou nos céus. Mas o homem foi incapaz de ouvir. O homem olhou em volta e disse: - Deus deixe-me vê-lo E uma estrela brilhou no céu. Mas o homem nem notou. O homem começou a gritar: - Deus mostre-me um milagre! E uma criança nasceu. Mas o homem não sentiu o pulsar da vida. Então o homem começou a chorar e a se desesperar: - Deus toque-me e deixe-me sentir que você está aqui comigo... E uma borboleta pousou suavemente em seu ombro. O homem espantou a borboleta com a mão e desiludido,continuou seu caminho triste, sozinho e com medo.

O QUE PODEMOS OFERECER A DEUS

“Tem o Senhor tanto prazer em holocausto e sacrifícios, como em que se obedeça à sua palavra?” (v. 22). Estas palavras Samuel disse a Saul em resposta à desculpa que este apresentou ao ser repreendido. Foi para Saul, mas também serve como uma luva para cada um de nós hoje em dia. Não se iluda, nenhuma desculpa serve para justificar seus erros. Isso é empurrar o problema com a barriga, esconder o lixo debaixo do tapete. Deus exige apenas uma coisa de ti: obediência. Obedecer é melhor do que sacrificar. Nenhuma obra que você faça, no intuito de agradar a Deus justifica, se não vier acompanhada da obediência. Pode ser at é por uma boa causa, mas seu coração pode também não estar presente diante de Deus. Obedeça sempre, mesmo que custe caro para você. Afinal, o Senhor, na sua fidelidade, recompensará o teu esforço além do que você imagina. O prazer maior de Deus é ver que Seus filhos Lhe obedecem de todo coração, não como robozinhos, mas como verdadeiros servos, homens e mulheres, crianças e velhos, que vivem no centro da Sua vontade. Por que será que a mais simples exigência de Deus que é obedecer-Lhe é negligenciada? Ah! É porque nós gostamos de complicar as coisas. Achamos que obedecer é simples demais. Mas não é. Exige renuncia à vontade própria. A obediência a Deus é o maior sacrifício que você pode oferecer a Deus. Todo o dinheiro do mundo não é suficiente para comprar a aprovação de Deus. Você só tem que obedecer, pura e simplesmente! Tudo o que você fizer no seu esforço carnal com o objetivo de agradar a Deus se desfará como paçoca. Nada subsiste se for feito, não por amor, mas por interesse. Deus não está interessado em prédios suntuosos, gols mais bonitos, roupas da moda, carros importados caríssimos. Ele não quer nada disso. Ele quer pura e simplesmente obediência. São essas coisas que a maioria das pessoas, crentes ou não, oferecem a Deus em troca da Sua aprovação. Oferecem tudo isso em troca do perdão de seus pecados, mas esquecem do principal que é pura e simplesmente obedecer-Lhe em tudo. Você notou como Samuel comparou o ato de desobedecer a Deus? Ele a comparou com a rebelião. É muito custoso, muito caro o fruto da desobediência. É como o pecado da feitiçaria, é igual ao pecado da idolatria. Obstinado é aquele que insiste em querer fazer tudo à sua maneira em desobediência a Deus. E Saul era obstinado. Duas vezes errou. Aprendeu com os erros, mas persistiu em errar. Uma coisa quero alertar a você que está lendo este artigo. Preste atenção nos versículos acima. Quando Saul rejeitou a palavra do Senhor, o Senhor também rejeitou a Saul para que não fosse mais rei sobre Israel. O Senhor rejeitou a Saul para que não fosse rei. Entendeu? Deus não deixou de amar a Saul, apenas o tirou do ministério por causa da sua obstinação em pecar. Ser rei é um ministério, equivale a ser “Pastor das Ovelhas”, como Davi. Ah, quem dera Saul tivesse se arrependido e mudado verdadeiramente em um outro homem e deixasse que Deus operasse por ele e através dele, ele poderia continuar sendo rei.. Mas Saul não mudou. O arrependimento de Saul foi superficial, para não cair em desgraça diante do povo. Não houve quebrantamento de coração. Por causa disso, Saul perdeu o ministério. Mas não perdeu o amor que Deus tinha por ele. Só que o seu duro e obstinado coração não lhe permitia sentir este amor. Olá! Está ouvindo o que Deus tem a te dizer? Não? Por quê? Ah, você está ouvindo música gospel no último volume? Isso é desculpa! Tire os fones do ouvido ou desligue o som, sente-se e ouça o que Deus tem a te dizer, e pura e simplesmente, obedeça-lhe!

A IGREJA QUE NÃO EXISTE MAIS!

“Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos.” At 2. 43-47 Na época do surgimento da Igreja do Novo Testamento, a palavra igreja significava, apenas, uma reunião qualquer de um grupo organizado ou não. Assim, o texto nos revela que havia um grupo organizado em torno de sua fé (Todos os que criam estavam unidos) – todos acreditavam em Cristo. Segundo o texto, os participantes do grupo do Cristo não tinham propriedade pessoal, tudo era de todos (tinham tudo em comum)– os membros desse grupo vendiam suas propriedades e bens e repartiam por todos – e isso era administrado a partir da necessidade de cada um; e se reuniam todos os dias no templo; e pensavam todos do mesmo jeito, primando pelo mesmo padrão de vida (unânimes); e comiam juntos todos os dias, repartidos em casas, que, agora, eram de todos, uma vez que não havia mais propriedade particular; e eram alegres e de coração simples; e viviam a louvar a Deus; e todo o povo gostava deles, e o grupo crescia diariamente. Diariamente, portanto, havia gente acreditando em Cristo, se unindo ao grupo, abrindo mão de suas propriedades e bens e colocando tudo a disposição de todos. Essa Igreja era a Comunhão dos santos – chamados e trazidos para fora do império das trevas, para servirem ao Criador, no Reino da Luz. Essa Igreja não precisava orar por necessidades materiais e sociais, bastava contar para os irmãos, que a comunidade resolvia a necessidade deles. Deus havia respondido, a priori, todas as orações por necessidades materiais e sociais, fazendo surgir uma comunidade solidária. O pedido: “O pão nosso de cada dia, dá-nos hoje. (MT 6.9) ” estava respondido, e diariamente. Então, para haver o “pão nosso” não pode haver o pão, o bem ou a propriedade minha, todos os bens e propriedades têm de ser de todos. Mais tarde, eles elegeram um grupo de pessoas, chamadas de diáconos – garçons, para cuidar disso (At 6.3). Então, diante de qualquer necessidade, bastava procurar os garçons, que a comunidade cuidava de tudo. Era o princípio do direito: se alguém tinha uma necessidade, a comunidade tinha um dever. Essa Igreja não existe mais! 02 “Está doente algum de vós? Chame os anciãos da igreja, e estes orem sobre ele, ungido-o com óleo em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.” Tg 5.14,15 Os membros da comunidade do Cristo não precisavam orar por cura física, bastava procurar os presbíteros: lideres eleitos pelo povo, a partir de suas qualidades como cristãos (1Tm 3.1-7); que eles ungiriam com óleo, que representa a ação do Espírito Santo, porque é o Espírito Santo, quem unge e cura (Lc 4.18), e a pessoa seria curada; claro, sempre segundo a vontade do Senhor, porque essa é a regra de ouro: “Venha o teu Reino, seja feita a tua vontade, assim na Terra como no Céu. (MT 6.10)” Os crentes em Jesus de Nazaré, não precisavam fazer varredura espiritual para ver se tinham qualquer problema, parecido com o que hoje é chamado de maldição hereditária, ou similar. A oração dos presbíteros ministrava o perdão de Deus, conquistado por Cristo na cruz e na ressurreição. Deus havia respondido todas as orações por cura física pela instituição de presbíteros, que tinham a autoridade para ministrar o poder de Cristo sobre a enfermidade, segundo a vontade de Deus, dependendo, portanto, apenas, do que o Altíssimo tivesse decidido sobre a pessoa em questão. Essa Igreja não existe mais! 03 Pelo que orava a Igreja do Novo Testamento? “Mas eles ainda os ameaçaram mais, e, não achando motivo para os castigar, soltaram-nos, por causa do povo; porque todos glorificavam a Deus pelo que acontecera; pois tinha mais de quarenta anos o homem em quem se operara esta cura milagrosa. E soltos eles, foram para os seus, e contaram tudo o que lhes haviam dito os principais sacerdotes e os anciãos. Ao ouvirem isto, levantaram unanimemente a voz a Deus e disseram: Senhor, tu que fizeste o céu, a terra, o mar, e tudo o que neles há; que pelo Espírito Santo, por boca de nosso pai Davi, teu servo, disseste: Por que se enfureceram os gentios, e os povos imaginaram coisas vãs? Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram-se à uma, contra o Senhor e contra o seu Ungido. Porque verdadeiramente se ajuntaram, nesta cidade, contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, não só Herodes, mas também Pôncio Pilatos com os gentios e os povos de Israel; para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho predeterminaram que se fizesse. Agora pois, ó Senhor, olha para as suas ameaças, e concede aos teus servos que falem com toda a intrepidez a tua palavra, enquanto estendes a mão para curar e para que se façam sinais e prodígios pelo nome de teu santo Servo Jesus. E, tendo eles orado, tremeu o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com intrepidez a palavra de Deus.” At 4.21-31 Oravam para que nenhum sofrimento os impedisse de glorificar a Cristo, de anunciá-lo com coragem e determinação – o Cristo que eles viviam diariamente pela fraternidade solidária. Oravam por missão! Para além da Igreja que está sob perseguição, não há sinal de que essa Igreja ainda exista! 04 O que existe? - A Comunhão dos santos existe na realidade da Igreja invisível. Mas, que relevância tem na história uma igreja invisível? - Ajuntamentos cúlticos – há os que procuram se pautam pela Bíblia, e os que nem tanto. - Instituições – (muitas e cada vez mais) há as que ainda tentam ser apenas um odre para o vinho, e as que nem tanto. - Discursos sobre Cristo e sua obra – há os que falam sobre Jesus, segundo a Bíblia, e os que nem tanto. - Conversões pessoais – há as que trazem marcas do Novo Testamento, e as que nem tanto. - Missionários – há os que pregam a Cristo, sua morte e ressurreição, e os que nem tanto. O apoio ao missionário está mais para esmola do que para sustento. - Ação social – há as que querem emancipar o pobre, por amor a Cristo, e as que nem tanto. - Pastores e Lideres – há os que tentam alcançar o padrão dos presbíteros do Novo Testamento, e os que tanto menos. - Títulos - em profusão, constratanto com a escassez de irmãos. - Orações - principalmente, por necessidades materiais, sociais e de cura, que parecem não ser respondidas, pelo menos, não a contento. - Milagres – (mas pessoais) a misericórdia divina continua se manifestando, porém, não se entende mais o princípio de sua ação. - Ministérios – há os que são ministros (servos), e os que nem tanto. - Riqueza – Instituições estão cada vez mais ricas, e há os que usufruem da mesma. - Ricos e Poderosos - muitos e cada vez mais se declaram conversos, mas não se converteram como Zaqueu. - Irmãos e irmãs que amam a Cristo e a Igreja, mas que estão cada vez mais confusos sobre o que estão assistindo – e há, cada vez mais, um amor em crise. E ecoa a voz do Cristo: Contudo quando vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra? (Lc 18.8) Talvez, ainda haja tempo de pedir perdão!

ESCANDALO DE UMA CIVILIZAÇÃO

Amós 9:7 Não sois vós para mim, ó filhos de Israel, como os filhos dos etíopes?- diz o SENHOR. Não fiz eu subir a Israel da terra do Egito, e de Caftor, os filisteus, e de Quir, os siros? Eduardo Galeano, em protesto contra o genocídio que Israel está levando a cabo na faixa de Gaza, escreveu que "o apetite devorador de Israel se justifica pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinos à espreita." Mas, aí é que está, a Bíblia não outorgou aos judeus o espaço que eles reivindicam em relação à palestina. O povo que voltou para a moderna Israel é o povo originário das tribos de Judá e de Benjamin, que ocupavam um espaço entre a terra dos palestinos, (que incluía Gaza, Asdode, Gerar e Gate), e o mar morto; de oeste para leste. Vejamos o texto: O profeta é Amós, a época era entre 760 e 755 AC. O local era Israel, a nação do norte, ocupada pelas 10 tribos, e governada por Jeroboão II. Amós estava profetizando o exílio e a destruição para Israel como castigo por sua injustiça e desobediência às leis de Deus. O profeta insistia que Deus iria punir Israel, e que esta nação, composta pelas 10 tribos, deixaria de existir para sempre, o que aconteceu por volta do ano 722 AC. Argumentava o profeta, explicando a Israel, que, embora tivesse sido escolhida por Deus, não era diferente de outras nações, pois Deus lhe havia dito que, a exemplo do que fizera com Israel, fazendo-a subir da terra do Egito, também fizera com o arameus (siros), que ocuparam a região da Síria e com a Filistia. Que aos siros ele havia feito subir de Quir (provavelmente perto da margem norte do golfo pérsico), e aos filisteus havia feito subir desde Caftor (provavelmente a ilha de Creta). Ademais, Deus, segundo o profeta, amava aos israelitas da mesma forma que amava aos etíopes, deixando claro que Deus não fazia acepção de povos e de nações. Filistia é a palavra bíblica que designa a nação da Palestina. Filisteu, na Bíblia, é sinônimo para palestino. Portanto, biblicamente, o povo palestino está naquela terra por desígnio do mesmo Deus de quem o povo judeu se entende escolhido. Dessa forma, a base bíblica, evocada por Israel, para possuir a terra, de fato, em relação ao povo palestino, não existe. O que sobra? Geopolítica. Mais uma vez se manifesta a hegemonia de uma geopolitica gestada pelo capitalismo internacional, para o que os palestinos não contam, capitaneada pela nação líder, cujos objetivos nefastos norteiam suas práticas no Oriente Médio. Só isso explica a manutenção de um estado policial, em relação aos palestinos, e a perpetuação de uma política genocida. E o ocidente, que se sustentou, por mais de um milênio, nos valores defendidos pelo livro judaico-cristão, que privilegia a justiça, a sacralidade da vida e a igualdade entre os seres humanos diante de Deus, e que convoca a todos para que os pobres sejam amparados, assiste, por escandalosa cumplicidade, a derrocada dos valores defendidos pelos formadores de sua civilização, perpetrado por aqueles que juraram honrar a Torah, a Lei de Deus.

A FÉ EVANGÉLICA OU RELIGIÃO EVANGÉLICA

A fé evangélica é revolucionária, pois, quando retomada, significou a libertação da pregação da mensagem da Cruz e da Ressurreição. A fé evangélica foi retomada pela reforma, dita, protestante, um movimento de mais de século, que culminou com a afixação, por Lutero, das 95 teses, na porta da Catedral de Wittenberg, na Alemanha, em outubro de 1517. A retomada da fé evangélica, a fé ensinada pelos país da Igreja, levou o fiel de volta ao Santo dos Santos, isto é, o fiel voltou a compreender que só há um mediador entre Deus e os homens, Jesus de Nazaré, o Ungido de Deus, que com o seu sangue fez o novo e vivo caminho, pelo qual entramos na Presença do Eterno, pessoalmente, sem nenhuma outra mediação. A fé evangélica fez voltar a valer o ato de rasgar o véu do Templo, levado a efeito pelo Eterno, por ocasião da morte de Jesus de Nazaré, o Ungido, consumando o sacrifício conhecido e efetivo desde antes da fundação do mundo. Ato, este, que liberou o Santo dos Santos para todos aqueles que, por crerem no Ungido, foram feitos filhos de Deus. De modo que a denominada intercessão pelos santos de devoção particular perdeu todo o sentido. A fé evangélica é libertária, uma vez que, em seu primeiro movimento de retomada, na história, ao abolir, pela recuperação do ensino da expiação pelo Ungido, toda a mediação humana entre o Eterno e o ser humano, desconstruiu toda a hierarquia religiosa. A fé evangélica pôs fim à religião organizada como representante da Igreja, tornando a ver a Igreja como o ajuntamento dos crentes no Ungido, que se manifesta por meio de reuniões locais, cuja relação entre si é fraterna, uma vez que a Igreja deixa de ter um chefe terreno, para depender, exclusivamente, da iluminação pelo Espírito Santo. A fé evangélica devolveu à Bíblia o papel de Revelação Escrita sob inspiração do Espírito Santo, portanto, um livro recebido por fé, e, como tal, infalível e inerrante, única regra de fé e de prática para a vida da Igreja. Assim como aboliu a figura do intérprete oficial, devolvendo ao fiel a possibilidade de examinar livremente as Escrituras, a partir da decisão dos quatros concílios fundantes: Nicéa e Constantinopla no sec IV, Éfeso e Calcedônia no sec V, e dos chamados "solas" da reforma: sola Gratia, sola Fide, solo Cristos, sola Escriptura, soli Deo Glória! A fé evangélica pôs fim à noção de clero, que propõe a existência de pessoas especiais, com exclusivo ou maior acesso à Deus, retomando o sacerdócio universal dos crentes, proclamando que todos são iguais perante de Deus, e que a Igreja é Reino de sacerdotes. A fé evangélica retomou a lógica apostólica de reconhecimento dos presbíteros, leigos, como todos os demais, porém, reconhecidos, por sua maturidade espiritual, como aptos para supervisionar a igreja local, de modo a impedir qualquer desvio que transforme a fé evangélica em mera religião. A fé evangélica aboliu a noção de Templo, fazendo jus ao ensino neo-testamentário, de que o contingente dos crentes constitui o que Jesus de Nazaré, o Ungido, chamou de Sua Igreja, e que este grupo de pessoas é, portanto, o Templo, a Casa do Deus Vivo, anulando a possibilidade de qualquer prédio ser chamado de Igreja ou Casa de Deus. O Deus Vivo só pode habitar numa Casa Viva, nunca em prédio construído por mãos humanas. A fé evangélica, quando não fomentou, contribuiu para que mudanças estruturais ocorressem na história humana, principalmente, no Ocidente; tais como: a noção de igualdade entre os seres humanos; a rede de proteção às crianças; a honra e o cuidado aos idosos; a igualdade de gênero; o surgimento do Estado Moderno; a preponderância da Democracia; a luta pela liberdade, pelo fim de todo o tipo de colonização e de escravidão; a laicização do Estado, na luta por liberdade de credo e de expressão. O maior adversário, entretanto, que a fé evangélica enfrentou e enfrenta é a religião evangélica. O surgimento da religião evangélica aconteceu mais rápido do que se poderia prever, e se caracterizou pelo retorno da noção de Clero; por voltar a titular prédios de templo ou de casa de Deus, descaracterizando a Casa Viva do Deus Vivo; pelo retorno da hierarquização; pelo volta da estatização da fé; pela busca por chefes terrenos para a Igreja; caracterizado pelo denominacionalismo e pelo "ministerialismo", onde as organizações, que reúnem as reuniões locais, e os ministros deixam de ser servos para serem senhores da Igreja. A religião evangélica é adversária, porque onde a fé evangélica ilumina, a religião evangélica produz trevas, porque luta por hegemonia, inclusive em relação ao Estado, de modo que, enquanto a fé evangélica procura chamar todos os homens à noção de igualdade, por obra do amor abrangente de Deus, a religião evangélica os classifica entre fiéis e infiéis, se vendo no direito de punir os infiéis, postura semelhante à que, no passado, por meio da religião romana, gerou o que ficou conhecido como a "era das trevas", e está voltando a gerar. A religião evangélica é adversária, porque enquanto a fé evangélica procura apresentar ao ser humano a pessoa do Ungido, que por seu Espírito transforma o ser humano, a religião evangélica oferece um conjunto de crenças e costumes que aprisionam ao invés de emancipar e que, ao invés de salientar a ação salvífica da Trindade, por sua Graça, por meio do sacrifício expiador do Filho, reintroduz a meritocracia, impondo tarefas aos infiéis, sob o pretexto de levá-los a conquistar as benesses que já lhes foram outorgadas por meio da Cruz e da Ressurreição do Ungido. A fé evangélica apela para a fraternidade que gera unidade e promove a cooperação, a partir dos dons e talentos distribuídos pelo Santo Espírito; a religião evangélica, por sua vez, impõe a hierarquização, que se impõe como única forma do agir divino, uma vez que, nessa imposição, há quem alegue que o Espírito Santo não mais galardoa com dons os fiéis, reduzindo toda a iluminação que Jesus, o Ungido, disse que Consolador traria, à interpretação autorizada dos líderes eclesiásticos, que a rigor, não explicam como podem interpretar acertadamente a Espada do Espírito, uma vez que este não distribui mais os dons, pela inauguração do tempo do cessacionismo. A hierarquização institui, também, a luta pelo poder, com a agravante de que o poder, se não contido, acaba por promover a escravização do ser humano. A fé evangélica propõe o serviço como fonte de autoridade; a religião evangélica promove a subserviência ao líder, que deve ser servido por sua condição de ser especial. Aliás, a religião evangélica gera elites, enquanto a fé evangélica gera prestadores de serviço. A religião evangélica subverte os mais ricos ensinos da fé evangélica, como a verdade de que a Trindade elege seres humanos para serem santos, que se doarão para produzir o bem para a humanidade, para transformar o ensino em motivo para a soberba, e para a exigência de privilégios. A fé evangélica ensina que o texto sagrado é do Espírito Santo, e, portanto, deve ser examinado para produzir um discurso pastoral para a vida da comunidade, como serva de Deus, para o bem da humanidade. A religião evangélica, por meio de seus teólogos, passou a questionar o texto, tornando-o, de novo, propriedade de uma elite que decide o que é e o que não é divino no texto, transformando-o num arremedo de oráculo, onde o fiel não sabe mais no que crê e no quanto deve crer, se é que deve crer. A fé evangélica procura pelos pobres, para abençoá-los e emancipá-los pela busca da justiça, que é entendida como a construção de realidade onde todo ser humano, em igualdade, desfrutará de tudo o que Deus é e de tudo o que Deus doa. A religião evangélica, por sua vez, procura os ricos, ratificando o pretenso direito destes a promover a desigualdade, sustentando como divina a ideologia que reconhece no acúmulo, no abuso na obtenção de propriedade e na competição sinal de progresso humano, ainda que às custas da miséria e da exclusão da maioria. A fé evangélica se pauta pelo amor, que é a busca pela unidade entre os seres humanos, enquanto a religião evangélica se pauta pela disputa, que é uma manifestação da disposição contrária ao amor. Assim, a fé evangélica busca a misericórdia e a prática do espírito da lei, enquanto a religião evangélica privilegia a punição, inclusive, confundindo, ingênua ou malignamente a lei com a justiça e o direito. A fé evangélica quer ser a consciência do Estado, a religião evangélica que tomar o Estado. A fé evangélica sabe que ao andar na história, a partir de Deus, tem de saber discernir entre manutenção e anuência, pois, embora Deus sustente a tudo e a todos, ele não concorda, necessariamente, com tudo o que acontece com e a partir de tudo e todos os que sustenta. Por isso, a oração da fé evangélica é: "Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome, venha o teu reino e seja feita a vossa vontade tanto na terra como no ceu". Assim, embora o Pai faça determinações e intervenções, não é determinista, Ele não tenta e nem é tentado. Ele administra a história da salvação, e aqui a determinação aparece, mas, intervém na história circunstante, de modo que esta não venha a ameaçar com solução de continuidade a história da salvação; Deus não gerou o pecado, e nem a história é mera pantomima. A religião evangélica, por meio de verve pseudo intelectual, pode vir a ser determinista, tornando a história um palco de horror, por algum enigma indecifrável e incontornável por Deus, que tem, assim, a sua onipotência questionada, pois, uma vez que, sendo o único protagonista do Universo, não consegue fazer algo diferente do horror; ele, ou não pode tudo ou não é bom, concordando, dessa forma, com a proposição de Epicuro. A religião evangélica, ao tender para o determinismo: "tudo (o que inclui o mal) é de acordo com a vontade de Deus" busca fechar um sistema de pensamento, pois, tem de explicar porque alia-se aos poderosos e mantém a injustiça. Não poucas vezes, no transcurso da história, agentes da fé evangélica tiveram de enfrentar agentes da religião evangélica, na luta pela emancipação do ser humano. Assim, a religião evangélica confunde o Deus da revelação com potestades malignas que mantêm o ser humano sob opressão, assim como levam o ser humano à prática da opressão, julgando, este, estar sendo conduzido pelo implacável deus da punição pela punição. A fé evangélica propõe, como estilo de vida, o louvor e a adoração ao Pai Nosso, por meio das ações de graças, que ratifica a fé na fidelidade do Deus à sua Palavra, que anuncia que, tal como cuida do pássaro e dos lírios, cuidará de seus santos, de maneira que estes só têm o que agradecer, passando a usar, portanto, a oração como ferramenta de missao, por meio da intercessão. A fé evangélica luta pela vida e acredita em milagres, mas, não os impõem à Trindade. A religião evangélica, por sua vez, pode, também, ser histriônica, ou oca por completo, e buscar fomentar a meritoriedade, e o anseio por bênçãos pessoais, que podem ser adquiridas por meio de barganhas com o Eterno, sob direção do clérigo em exercício da liderança, como modo de obter de Deus, desejos pessoais, claro que tudo tem um preço, que deve abençoar o ser humano especial que conduz o fiel a tal experiência com o divino, Os agentes da fé evangélica e os agentes da religião evangélica, se encontram na localidade, porém, a distinção entre eles só é absolutamente clara para o Pai Eterno, pois, pode acontecer de um agente da fé evangélica ser co-optado pelo movimento da religião evangélica, por estar distraído quanto à sua real natureza. O fato de uma reunião local, aparentemente, em nome do Ungido estruturar-se de modo institucional ou unir-se em associação com outras reuniões locais, de modo a formar uma agremiação que otimize a consecução de objetivos comuns, não faz, necessariamente, com que essa ou essas reuniões locais sejam agências da religião evangélica, mas, só a compreensão profunda de que a reunião dos crentes é sempre local, e que é à reunião local que 'Aquele que anda entre os Candeeiros' se dirige em suas falas, e que as reuniões locais é que são as responsáveis por responder-lhe, dificultará o perigo de que tais localidades caiam da fé evangélica para a religião evangélica.

NUNCA PARE

Perdas, tristeza, falta de esperança e de fé, depressão, vontade de morrer, vidas destruídas... Infelizmente, essas coisas têm sido comuns na vida de muitas pessoas. Para aonde quer que a gente vá, nós encontramos pessoas cansadas de tentar, de acreditar, de lutar. Elas parecem ter sido nocauteadas pelas circunstâncias. Sim, é muito triste. E mais triste ainda é saber que a maioria delas não sabem como encontrar uma saída. Deus também se entristece com essa situação, pois Ele não nos criou para vivermos dessa forma. Seu plano para as nossas vidas era muito diferente! Quando Deus nos criou, Ele nos fez para vivermos em plena comunhão, em paz, alegria e santidade, porém, esse plano foi interrompido pelo pecado e hoje todos nós vivemos a consequência desse erro. A Bíblia diz: "Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus" (Romanos 3:23). Como o homem preferiu o pecado do que presença de Deus, o Senhor poderia ter nos abandonado e deixado com que sofrêssemos as consequências disso, no entanto, Ele não desiste de nós. Ele sabia que não suportaríamos viver sozinhos e por causa do Seu infinito amor, Ele enviou o Seu Filho Jesus para carregar a culpa dos nossos pecados na cruz e com isso, nos oferecer a chance de reconciliação. Veja: "Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus. Este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram as trevas, e não a luz, porque as suas obras eram más" (João 3:16-19). Como você leu acima, Deus enviou a saída para os problemas da humanidade, mas ainda assim, o ser humano rejeita esta grande oportunidade. A maioria das pessoas não querem aceitar o que Cristo fez por elas na cruz e se arrependerem dos seus pecados. Elas não estão dispostas a abrir mão da sua própria vontade para fazer fazer a vontade de Deus. Eu entendo que não é nada fácil fazer isso, mas é preciso! Pois se não confiarmos no Único que pode nos ajudar, como vamos sair dessa situação? Devemos ser como o profeta Miquéias que, no momento mais difícil de sua vida, decidiu olhar para Deus: "Mas, quanto a mim, ficarei atento ao Senhor, esperando em Deus, o meu Salvador, pois o meu Deus me ouvirá. Não se alegre a minha inimiga com a minha desgraça. Embora eu tenha caído, eu me levantarei. Embora eu esteja morando nas trevas, o Senhor será a minha luz" (Miquéias 7:7,8). Passar por momentos de luta é inevitável, porém, o que precisamos ter em mente é que esses momentos vêm antes dos dias de alegria. Nenhum exército pode celebrar a vitória em uma batalha sem antes ter lutado nela. E quando Jesus é a nossa luz no momento de escuridão, existe esperança, consolo, sabedoria, paciência. Tudo se torna mais leve, pois é o próprio Senhor quem carrega o nosso fardo quando tudo fica pesado demais. "Ouça, ó Israel. Hoje vocês vão lutar contra os inimigos. Não se desanimem nem tenham medo; não fiquem apavorados nem aterrorizados por causa deles, pois o Senhor, o seu Deus, os acompanhará e lutará por vocês contra os inimigos, para lhes dar a vitória" (Deuteronômio 20:3,4). Por isso não podemos nos entregar no momento de dor luta, tampouco nos revoltar contra Deus, achando que Ele não se importa conosco, pois Ele é quem mais se entristece com a nossa situação. Então, levante sua cabeça e olhe para o céu, pois a promessa do Senhor para você é essa: "Pois ainda que o justo caia sete vezes, tornará a erguer-se, mas os ímpios são arrastados pela calamidade" (Provérbios 24:16). Nenhuma luta, por mais dura que seja, durará para sempre. Embora esses momentos pareçam nunca terem fim, a Palavra nos garante que eles vão passar. "O choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria" (Salmos 30:5). "O Senhor está perto dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito abatido. O justo passa por muitas adversidades, mas o Senhor o livra de todas" (Salmos 34:18,19). Como um Pai, Deus quer enfrentar essas lutas junto conosco. Ele garante a vitória àqueles que se mantêm fiel durante a provação. Por isso, meu irmão e irmão, nunca pare de lutar! Se a sua vitória ainda não chegou, continue firme em oração, apegue-se a Jesus e lute, pois "...grande é a recompensa de vocês nos céus" (Mateus 5:12).

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Fé em Contexto JÓ E O DEUS DOS LEPROSOS Até entre os que odeiam a Deus o livro de Jó é o mais aceito, mais respeitado e mais valorizado dos livros da Bíblia. Entre críticos, céticos, historiadores e antropologos, mesmo entre os ateístas a historia de Jó é respeitada. Nenhum livro da Bíblia reflete com tanta fidelidade a filosofia dos antigos hebreus em seu relacionamente com Deus. A dor faz parte da vida e somente os que estão vivos podem senti-la, à exceção vem dos leprosos cuja a ausencia de dor lhes traz a destruição do corpo. A falta da dor deforma também o corpo. A lepra é sintoma de quem deixou de sentir dor pela benção do virus Mycobacterium leprae que atende o que parece o sonho de muitos, a falta de capacidade de sentir dor. Leprosos e mortos não podem sentir dor. Quem deixa de sentir dor é isolado do restante do povo, é leproso, vive fora da comunidade, vive sozinho, não conhecem a empatia. Coisas ruins que acontecem com boas pessoas não negam a existencia de Deus, mas a confirma, Deus não é inconpatível com a dor. Coisas ruins que acontecem com boas pessoas negam o fajuto deus da prosperidade que acusa Jó de não dizimar e ofertar. Coisas ruins que acontecem com boas pessoas não são indícios de pecado ou falta de fé, Deus não é inconpatível com a dor, Ele criou a dor e se revela aos corajosos fieis através dela e através da perseverança sobre a dor fomos e somos salvos. A dor é sinal de que há uma alma vivente. Curando os leprosos, Jesus lhes restaurou a capacidade de sentir dor, e felizes estavam eles em receber suas dores. A alma do leproso se regozija quando recebe a dor de volta, eles dizem “Bem vinda, minha dor” que lhes responde “Bem vindo à vida”. Deixou Lázaro de sentir dor quando foi ressucitado? Morreu duas vezes e sentiu em dobro a dor da morte. Os endemoniados, os aleijados, os cegos, os mudos e surdos, deixaram eles de sentir dor, de chorarem, de se entristecerem depois do toque de cura de Jesus? Deus os curou para a vida, não para a lepra. Ninguém deve buscar a dor, mas quem diante de Deus foge da dor, também diante da dor não pode conhecer a Deus. Ele é Deus dos vivos, daqueles que sentem dor, dos que vencem apesar da dor, mas não fogem dela, não se desesperam pela lepra. Conhecem a Deus os que o obedecem. A obediencia sempre traz cravos e cruzes quando a oração do homem termina em “faça-se porém a tua vontade”. Pergunte aos que regozijavam de sua dor quando foram açoitados por amor à Aquele que obedeceu em grande dor. Um antidepressivo, uma anestesia, um milagre, uma bênção, ou seja, uma lepra para não ter que enfrentar com corajem a vida. Assim se acovardam lotando os templos negando o corajoso Senhor da Cruz. Bebem do cálice do sangue derramado em dor mas se acovardam diante da dor dos vivos pagando o caríssimo preço do engano à certos curandeiros evangelicos que lhes prometem o benefício da lepra e a inodoridade daqueles que já morreram. Amaldiçoam a vida quando a reduzem à uma incansável busca pelo prazer e o Deus dos vivos a um causador de lepra. “Meu milagre, meu milagre,” gritam, por que não desejam conhecer ao Deus que Jó conheceu através da dor, mas buscam o deus dos leprosos, aquele que promete fazer cessar a dor, aquele que promete a lepra. Com as palavras acima de forma alguma nego os milagres de Jesus ou o poder de Deus, muito menos advogo alguma forma de masoquismo. Mas faço da industria da fé e da apostasia o meu alvo. Da fé porque crêem que esta é grande fonte de lucro, da apostasia porque sabem que as heresias dão muito mais lucro ainda

E SE DEUS DISSER NÃO?

E SE DEUS DISSER NÃO? Quando a resposta às orações é negativa todo o tipo de insegurança invade o coração. No desespero culpamos nossa pouca fé, o diabo, e algumas vezes culpamos a Deus. Servimos ao um Deus pessoal, logo, um Deus que possui uma vontade, um Deus que decide, que julga e também ama. Somos criados à Sua imagem, e portanto, possuimos também vontades, desejos, podemos julgar e também amar. Como podemos então caminhar com Deus, quando a possibilidade de conflitos de vontades é inerente à dois seres que possuem livre arbítrio? Se a tentativa de manter uma parceria ou sociedade civil ou casamento com seres de nosso nível moral é extremamente difícil, como podemos então andar com Deus? "Portanto, orai vós deste modo: Pai (...) seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu" Mateus 6:9 Somos levados diariamente à uma posição em que nossa vontade está em desacordo com a vontade de Deus. O que fazer? Religiosos, teólogos, mestres, por toda parte chegaram a diferentes conclusões sobre esse dilema. Como podemos nos relacionar com um Deus que tem vontade própria, e cuja vontade é santa? Desse dilema surgiram diversos conceitos sobre Deus. Por mais incrivel que pareça, o homem se sente mais a vontade mudando à Deus que mudando a si mesmo. Entre os mais malucos conceitos ou teologias criados, algumas ensinam que deus não tem uma vontade especifica senão o amor, Ele é um deus-força, impessoal, quase abstrato. Outro conceito criado ensina que deus não interfere, somente nos observa, por ser indiferente à nós, ou é impotente para agir. Noutra teoria deus nos abandonou à nossa sorte, somos como ovos de tartarugas enterrados em uma praia isolada no universo. Há ainda crenças baseadas na negação da existencia de Deus, que surgiram da incapacidade de separar a Deus de sua vontade. Para esses, negar a existencia de Deus é mais inteligente que tentar entende-la. No meio evangélico, há uma crença pagã que ensina que a vontade de Deus é tudo aquilo que estiver no coração do homem. Conveniente solução é crêr que todo desejo, sonho ou vontade no coração, foi 'plantada' ali por Deus para ser por nós realizada. Assim transferindo a responsabilidade moral dos nossos desejos à Deus, evangélicos ficam a vontade para fazer de sua vontade terrena a missão de suas vidas. Deus se transforma, segundo essa crença pagã, no "laranja" de nossos desejos carnais, animais e diabólicos. "Ninguém se engane a si mesmo; se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para se tornar sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia; e outra vez: O Senhor conhece as cogitações dos sábios, que são vãs. Portanto ninguém se glorie nos homens; porque tudo é vosso" 1Cor 3:18 Nenhuma das crenças pagãs descritas acima está de acordo com o ensino de Jesus sobre a vontade de Deus. Segundo Jesus, a vontade de Deus deve ser aceita sobre à nossa vontade. Nosso livre arbítrio nos permite a oportunidade de em amor, optarmos em deixar de fazer nossa vontade e nos submetermos a boa, perfeita e agradavel vontade de Deus predestinada desde a fundação do mundo à igreja. É necessário ter completa e plena confiança no amor de Deus para que o homem se submeta à sua vontade, exatamento por que Ele não explica de antemão o que faz. Dessa forma, o NÃO de Deus é pela fé tão bom quanto o SIM, e os mais estranhos e incompreensiveis mandamentos de Deus, como os que Josué recebeu em sua campanha na conquista da terra prometida, deve ser aceitos pela fé como o melhor possivel que poderia ser feito. Confiar na mente que tudo fez e onde habita toda a sabedoria é necessário para obedecer Sua vontade. Aqui os teólogos liberais e os teólogos da prosperidade e auto ajuda são semelhantes em suas heresias. Enquando a teologia da auto-ajuda escapa da vontade de Deus ao aceitar as ambições do coração do homem como vontade de Deus, a teologia liberal diante da incompreensão pela lógica da vontade de Deus na Bíblia escolhe criar uma via alternativa e racional para justificar as decisões de um Deus que faz tudo e todas as coisas segundo o soberano conselho de Sua vontade. "...nele, no qual também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade" Efesios 1:11 Tudo que vem de Deus é bom mesmo que pareça e seja dolorido, estranho e louco. Se vem de Deus, devemos nos submeter com a confiança de que no final tudo será muito bom. Sem fé é impossivel agradar a Deus. Sem a confiança irrestrita e sem reservas pela vontade de Deus você o verá como um ditador cósmico. Mas ao confiar que Ele não falha, mas tudo que faz termina em bem, mesmo que voce não esteja mais ali para ver o final, Ele É Deus! Se você confia sem reservas, mas com paixão pela vontade dele, as questões como 'Porque as pessoas sofrem?', 'Por que Deus não me respondeu?', e ainda 'Porque Deus não me livrou?' irão embora. Confiança irrestrita lhe trará amor inábalavel por Deus. Aprendi sob duras penas a aceitar a vontade de Deus, sem questiona-la. Não que eu seja obrigado a cumpri-la, mas confiadamente me submeto a ela em amor, sabendo do profundo do meu coração que estarei participando do melhor de Deus para essa geração. Mesmo que o resultado dessa vontade aos meus olhos seja insignificante. Se Deus diz que a fruta não deve ser comida, confiarei mesmo não entendendo à razão de tão insignificante proibição, pois a vontade de Deus sempre terminará em bem para o universo inteiro. Depois de ler esse texto, leia Isaias 49:9 e ore a Deus confiando a Ele toda a sua vida e todos os seus caminhos. Confie no NÃO de Deus, e receba-o com a mesma alegria que voce recebe o SIM. Se arrependa por tentar impor sua vontade à Deus e por desconfiar das intenções de Deus naquilo que voce não entendeu em sua palavra. Ore e sempre confie mais nEle que em si mesmo. Confie mais na palavra que nas suas impressões da realidade. "Porque, assim como o céu é mais alto do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos." Isaias 55:9

NATURALMENTE

Minha filha está magoada. Eu digo a ela que ela é especial. Minha filha está com medo. Eu não dormirei até que ela esteja segura. Não sou herói. Sou pai. Quando uma criança sofre, um pai faz o que vem naturalmente. Ele ajuda. Como pai, eu posso dizer que aqueles momentos são os mais tenros do meu dia. Eles vem naturalmente. Eles vem com vontade. Eles vem com alegria. Se eu sei que um dos privilégios de ser pai é de confortar uma filha, então porque estou tão relutante em deixar que o meu Pai Celestial me conforte? Será que ele estava só sendo poético quando ele perguntou se os pássaros no céu ou a erva do campo tinha preocupações? E se eles não tiverem, será que Deus vai? Por que eu não deixo o meu Pai fazer para mim o que estou mais do que contente em fazer pelos meus filhos? Boa pergunta.

CORTE PALAVRAS

A boa redação exige burilamento, esforço, paciência. Um dos desafios é fazer textos curtos, escolhendo palavras que preservem o sentido do que desejamos dizer sem gastar espaço desnecessário. Entre os cuidados que podemos ter está usar abreviaturas mais conhecidas e até mesmo procurar palavras mais curtas com o mesmo efeito prático. É conhecido o pedido de desculpas de um escritor ao seu amigo: “Me perdoe a carta longa, não tive tempo de fazê-la mais curta”. Um exemplo: “Acerca do tema, recentemente (18/12/2014), o STF retomou discussão envolvendo o índice a ser utilizado no caso dos precatórios. No julgamento da Ação Cautelar – AC 3.764, em medida cautelar, o Ministro Relator, Luiz Fux, sinalizou que o Índice de Preço do Consumidor Amplo (IPCA) deveria ser aplicado, contrariando a Corregedoria Nacional de Justiça que determinou o pagamento com base na TR (Taxa Referencial).” Texto com 411 caracteres, com espaços. Alternativa: “Em 18/12/2014, o STF retomou discussão envolvendo o índice a ser utilizado nos precatórios. No julgamento da Ação Cautelar 3.764, em medida cautelar, o Relator, Min. Luiz Fux, sinalizou que o IPCA deve ser aplicado, contrariando o CNJ que determinou o pagamento com base na TR.” Texto com 276 caracteres, com espaços. Outro exemplo, tirado do mesmo artigo, o qual me inspirou a escrever este alerta: “Como sabemos, o IPCA é índice oficial do Governo Federal para medição das metas inflacionárias, inclusive pelo Banco Central, já que reflete a elevação dos preços de produtos que possuem impacto direto na remuneração dos servidores públicos.” Texto com 241 caracteres, com espaços. Alternativa: “O IPCA é índice oficial do Governo e do Banco Central para medir a inflação, pois reflete a alta dos preços que impactam a remuneração dos servidores públicos.” Texto com 159 caracteres, com espaços. Só nesses dois trechos a diferença é de 652 caracteres, versus, 435 das alternativas, o que equivale a menos 217 caracteres. Ou, em termos de espaço, tudo isso: “xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx” Imagine a diferença que estes cuidados não fariam em um artigo, redação ou petição! Claro que você deve escolher seu objetivo e qual tipo de texto está escrevendo. Uma dissertação ou tese pode (até deve) ter linguagem mais rebuscada, mas para quem quer ser lido... não tem jeito, tem de fazer texto o menor possível, claro, direto, simples. A publicação em jornais de grande circulação exige textos curtos. Quanto menos famoso você for, menos espaço terá. E quanto menos famoso for, mais diferença fará para seu currículo publicar lá. Uma sentença deve ser direta, rápida e curta, pois o objetivo não deve ser mostrar erudição (interesse pessoal do juiz), mas resolver o problema com celeridade até porque há outros processos esperando sentença. Em um concurso público, porém, eu não seria tão reducionista, pois ali vale impressionar o examinador. Cabe uma redação um pouco mais elaborada. Ainda em concursos, redigir bem ajuda a lidar com o problema de espaço limitado para resposta e, ao evitar falar demais, a boa administração do tempo de prova. Em tempos como os nossos, de urgência, de 140 caracteres, essa habilidade o ajudará a conseguir o que qualquer pessoa que escreve deve pretender: ser lido. Os meus livros, escrevo para os outros, não gasto tempo querendo mostrar erudição ou falando difícil. Estou ali para servir, para resolver problemas do leitor e para ajudá-lo a melhorar sua vida. Claro que isso tem um custo. Sempre aparece algum acadêmico empolado dizendo que não gosta do que escrevo. “É autoajuda”. Isso só confirma que toda escolha na vida envolve agradar a uns e desagradar a outros. Prefiro seguir meu jeito, que já resultou em mais de um milhão de livros vendidos e milhares de leitores que me escrevem agradecendo a ajuda que dei. Por isso, aprenda a redigir bem. Escolha qual é seu objetivo e o público ao qual se dirige. Escreva para quem vai ler você. Corte palavras inúteis. Dizem que “poesia é a arte de cortar palavras”. Isso, porém, depende: quando escrevo ou leio poesia, estou me divertindo, não tenho pressa. A poesia pode ser longa, pois ela é como a companhia: quando agrada, pode ficar mais tempo. Contudo, se tenho pressa, ou se o leitor a tem, que sejamos gentis com o leitor e rigorosos com o tempo e a quantidade de letras.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

APRISIONADO

Meu amigo Aníbal era culpado. Ponto final. Eu o conheci no Brasil. Eu conheci também o meu amigo Daniel que havia dado uma Bíblia a Aníbal. E ele me levou a Aníbal para contar a ele sobre Jesus. Focalizamos na cruz. Falamos sobre culpa e perdão. Seu coração foi tocado enquanto falávamos do céu, uma esperança que nenhum carrasco podia tirar dele. Mas, quando falamos em conversão, o rosto de Aníbal endureceu. Ele nunca havia se recuado diante de nenhum homem, e não estava disposto a fazê-lo agora. “Você não quer ir ao céu?” eu perguntei. “Claro”, ele resmungou. Mas, os olhos que eu vi não estavam cheios de lágrimas – eram os olhos de um detento raivoso. Duplamente preso. Uma vez por causa de assassinato, e uma vez por conta de teimosia. Jesus disse, Bem aventurados aqueles que sabem que estão em apuros e têm bom senso o suficiente para reconhecer isso (Mateus 5:5). Aníbal não queria… mas a minha oração é que nós iremos querer.

A PALAVRA DE DUAS LETRAS SE

A prisão do orgulho está cheia de pessoas autossuficientes, determinadas a se levantarem pelos seus próprios esforços, mesmo que venham a cair de bumbum no chão. Para os orgulhosos, não importa o que fizeram, contra quem foi feito, ou aonde é que seus atos os levarão – só importa que eu fiz do meu jeito. Você já viu os prisioneiros. O alcóolatra que não admite seu problema com bebida. A mulher que se recusa a falar com alguém sobre seus medos. Talvez para ver alguém assim só falta olhar no espelho. A Bíblia nos ensina “se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo…” (1 João 1:9). A palavra maior na Escritura talvez seja aquela de duas letras: SE. Justificação… racionalização… comparação… estas são as ferramentas do prisioneiro. Mas, Jesus diz “Bem aventurados os que choram…” (Mateus 5:4). A verdadeira bênção começa com tristeza profunda.