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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

FAMILIA

 Tem dores que ficam ainda mais profundas quando vêm de dentro da própria família.

Porque de quem está longe, a gente até espera distância. Mas quando são irmãos que não se falam, filhos afastados, pais feridos, palavras mal colocadas e mágoas acumuladas… o coração sente de outro jeito.

O Salmo 133 diz: “Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos.”

Só que unidade não é fingir que nada aconteceu.


Não é passar por cima da dor.


Não é voltar para o mesmo lugar sem mudança, sem arrependimento e sem limites.


Às vezes, a reconciliação começa com uma conversa. Em outras situações, começa com um pedido de perdão. E há momentos em que a paz vai exigir distância, mas sem ódio.


Talvez hoje a sua família esteja vivendo uma guerra silenciosa.


Todo mundo sabe o que aconteceu, mas ninguém fala.


Todo mundo espera que o outro dê o primeiro passo.


E enquanto isso, o orgulho vai ocupando o lugar que a humildade deveria ocupar.


Por isso, antes de pedir para Deus mudar a sua família inteira, talvez a oração precise começar assim:


“Senhor, mostra o que eu posso fazer para não aumentar essa guerra.”


Porque nem toda reconciliação depende só de você, mas a paz do seu coração também não precisa ficar refém da atitude do outro.


Se houver caminho para restauração, que Deus dê sabedoria, humildade e verdade.


E se não houver, que Ele ensine você a seguir sem carregar veneno por dentro.


Um Salmo. Um minuto. Uma oração.


Se essa palavra falou com você, siga Psicanalista | Teóloga |Dizete Ferreira e volte amanhã para orarmos outro Salmo juntos.


E se alguém da sua família veio ao seu coração enquanto você lia, envie com amor. Talvez hoje seja o começo de uma conversa que já demorou demais.

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