Tem dores que ficam ainda mais profundas quando vêm de dentro da própria família.
Porque de quem está longe, a gente até espera distância. Mas quando são irmãos que não se falam, filhos afastados, pais feridos, palavras mal colocadas e mágoas acumuladas… o coração sente de outro jeito.
O Salmo 133 diz: “Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos.”
Só que unidade não é fingir que nada aconteceu.
Não é passar por cima da dor.
Não é voltar para o mesmo lugar sem mudança, sem arrependimento e sem limites.
Às vezes, a reconciliação começa com uma conversa. Em outras situações, começa com um pedido de perdão. E há momentos em que a paz vai exigir distância, mas sem ódio.
Talvez hoje a sua família esteja vivendo uma guerra silenciosa.
Todo mundo sabe o que aconteceu, mas ninguém fala.
Todo mundo espera que o outro dê o primeiro passo.
E enquanto isso, o orgulho vai ocupando o lugar que a humildade deveria ocupar.
Por isso, antes de pedir para Deus mudar a sua família inteira, talvez a oração precise começar assim:
“Senhor, mostra o que eu posso fazer para não aumentar essa guerra.”
Porque nem toda reconciliação depende só de você, mas a paz do seu coração também não precisa ficar refém da atitude do outro.
Se houver caminho para restauração, que Deus dê sabedoria, humildade e verdade.
E se não houver, que Ele ensine você a seguir sem carregar veneno por dentro.
Um Salmo. Um minuto. Uma oração.
Se essa palavra falou com você, siga Psicanalista | Teóloga |Dizete Ferreira e volte amanhã para orarmos outro Salmo juntos.
E se alguém da sua família veio ao seu coração enquanto você lia, envie com amor. Talvez hoje seja o começo de uma conversa que já demorou demais.
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