Hoje sei que existe uma enorme diferença entre admirar e amar – nem todos os que admiram, amam.
Essa diferença me parece cada vez mais complicada e mais difícil de discernir.
Mas ando cada vez mais consciente de que muitas relações que se estabelecem sobre admiração sobrevivem pouco; as que se construíram sobre a estima perduram por mais tempo - é que admiração pode ser utilitária, mas a estima suporta a precariedade do outro.
Daí a minha admiração por José de Arimateia. Ele, rico e obviamente influente, fez-se ativo no sepultamento de Jesus já defunto e não tinha mais nada a oferecer. Ele não era apenas grato, mas um admirador do homem Jesus.
Sou fã absoluto de Maria Madalena. Que mulher! Seu amor tão puro e verdadeiro a fez sair de madrugada para cuidar do Jesus já sepultado (ela não tinha expectativa de ressurreição alguma).
Amar é verbo curtinho, mas tão complicado, pois demanda paciência e perseverança.
Nunca carecemos tanto de aprender a conjugá-lo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário