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terça-feira, 18 de agosto de 2026

LUTO

 É impossível assistir a uma despedida assim e não se emocionar.


Eu me senti profundamente comovida. Não tem como não chorar quando você vê um filho falando da mãe com tanto amor, com a dor visível no rosto, mas, ao mesmo tempo, sustentado por uma esperança que vai além daquele momento.


E foi justamente isso que mais me tocou.


No meio do luto, ele não transformou aquela live apenas em uma despedida. Ele transformou aquele momento em uma oportunidade de falar de Jesus.


Falou da mãe. Falou da família. Falou das promessas que ela teve o privilégio de ver se cumprirem na vida dos filhos. E, mesmo com o coração ferido, ainda encontrou forças para lembrar quem estava assistindo de que a vida passa e de que precisamos estar reconciliados com Deus.


Isso me fez pensar muito.


A fé não impede o choro. A fé não anestesia a saudade. A fé não faz a ausência deixar de doer.


Mas a fé pode sustentar alguém quando tudo o que os olhos enxergam é despedida.


A Bíblia diz em 1 Tessalonicenses 4:13 que não devemos viver o luto como aqueles que não têm esperança.


Perceba: Paulo não disse que o cristão não sofre. Ele disse que o cristão não sofre sem esperança.


E talvez uma das maiores homenagens que um filho possa fazer a uma mãe cristã seja exatamente essa: continuar falando do Deus que ela amou, mesmo no dia em que o coração está partido.


Eu chorei assistindo.


Mas também fui confrontada.


Porque, no fim, essa história deixa uma pergunta que todos nós precisamos responder enquanto ainda temos tempo:


Como está a sua vida com Deus?

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