O silêncio não substitui a conversa necessária, mas purifica a fala. Ele impede que a pressa transforme dor em agressão. Impede que o orgulho fale mais alto do que o amor. As palavras mais bonitas costumam nascer de um coração que soube calar primeiro. Quando a alma amadurece, entende que cada palavra pode ser ponte ou muro, cuidado ou peso, cura ou ferida. E então começa a escolher melhor. Fala menos para machucar, fala mais para acolher, silencia quando percebe que a fala seria apenas vaidade. Isso já muda tudo. Nesse caminho, a presença ganha delicadeza. A boca se torna mais responsável e o coração, mais parecido com a paz que Deus semeia em silêncio dentro de nós.
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