Tem uma pergunta de Deus para Baruque que continua atual demais: “E procuras tu grandezas para ti? Não as procures.” Baruque tinha servido, escrito, acompanhado Jeremias e participado de momentos difíceis, mas chegou uma hora em que Deus foi direto ao coração dele. Porque é possível começar fazendo algo para Deus e, no caminho, começar a esperar que as pessoas percebam, valorizem, agradeçam e reconheçam tudo aquilo que foi feito. Enquanto há aplauso, carinho, espaço e reconhecimento, é fácil dizer que tudo é para Deus. Difícil é manter o mesmo coração quando ninguém cita seu nome, quando outra pessoa recebe a honra, quando não lembram do que você fez ou quando o lugar que você ajudou a construir continua sem você. É aí que muita coisa aparece. Tem gente que precisa contar quanto fez, quanto ajudou, quanto entregou e quanto sacrificou. E a pergunta é simples: se foi para Deus, por que você precisa tanto que todo mundo saiba? Se foi oferta, por que virou cobrança? Se foi serviço, por que virou dívida? Se foi entrega, por que agora você exige reconhecimento? Não é errado contar um testemunho ou registrar uma história. O problema começa quando o que você fez ontem vira argumento para cobrar honra hoje. Quando aparece o “depois de tudo o que eu fiz”. Tem coisas que você fez que ninguém vai lembrar. Ajuda que ninguém vai mencionar. Renúncias que ninguém vai conhecer. Orações, ofertas, cuidados e serviços que talvez nunca recebam aplausos. Mas Deus viu tudo. E talvez uma das maiores provas de que realmente fizemos para Deus seja conseguir permanecer em paz quando os homens não reconhecem. Quem colocou no altar não precisa buscar na plateia a recompensa daquilo que entregou a Deus. Se foi para Deus, deixe Deus ser suficiente. Jeremias 45:5.
Nenhum comentário:
Postar um comentário