Ageu 1:8. Subi ao monte, e trazei madeira, e edificai a casa, e dela me agradarei, e serei glorificado, diz o Senhor.
O problema de Israel não era apenas um templo destruído. Era uma geração que havia aprendido a conviver com aquilo que Deus havia mandado reconstruir.
O templo havia sido destruído por Nabucodonosor. Anos depois, com o retorno do exílio, a reconstrução começou. Zorobabel e Josué deram os primeiros passos, mas a obra parou diante das dificuldades e da oposição.
Então passaram os anos. E o que deveria ser uma pausa se transformou em acomodação.
Quando Ageu aparece, o povo já tinha uma explicação pronta. Não era tempo de reconstruir a casa do Senhor.
É aqui que a Palavra confronta a nossa inteligência. Porque existem desculpas que parecem prudência, mas são apenas comodismo com uma boa argumentação.
Deus não respondeu ao povo entregando madeira pronta na porta de casa. Ele disse, subi ao monte e trazei madeira. A provisão estava no lugar da obediência.
Isso é poderoso. Deus não estava dizendo apenas que havia madeira. Ele estava dizendo que havia algo para fazer. Subir exigia esforço. Cortar exigia trabalho. Transportar exigia perseverança. Edificar exigia continuidade.
A provisão existia, mas não substituiria a responsabilidade deles. Talvez seja exatamente aqui que muitas pessoas estejam travadas. Esperam que Deus faça aquilo que Deus já ordenou que elas façam. Esperam uma porta aberta, quando Deus já disse para caminhar. Esperam recursos, quando Deus já mostrou onde está a madeira.
Esperam sentir vontade, quando a ordem já foi dada.
A reconstrução começa quando a desculpa termina.
E existe um paradoxo nisso. Às vezes, aquilo que você chama de falta de provisão é apenas a provisão localizada do outro lado da sua obediência.
A madeira estava no monte.
O templo estava na cidade.
A necessidade estava diante deles.
E a ordem era simples.
Suba. Traga. Edifique.
Deus não se agrada apenas de grandes intenções. Ele se agrada de obediência transformada em movimento.
Talvez exista algo abandonado na sua vida que não precisa de uma nova desculpa. Precisa de uma nova atitude.
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