E talvez essa seja uma das advertências de Jesus que mais precisamos ouvir hoje. O Senhor Jesus disse: “Acautelai-vos primeiramente do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia.” Lucas 12:1. Perceba: Ele não disse apenas para tomar cuidado com os fariseus, mas com o fermento deles. Porque o fermento entra pequeno, trabalha escondido e, quando você percebe, já influenciou toda a massa. Assim também começa a hipocrisia espiritual. Começa quando você se preocupa mais em parecer santo do que em ser santo. Quando sabe levantar as mãos no culto, mas não consegue controlar a língua em casa. Quando publica versículos que não pratica, aconselha sobre aquilo que não vive, exige dos outros uma santidade que não cobra de si mesmo e usa uma aparência espiritual para esconder um coração que não quer ser confrontado. Foi exatamente isso que Jesus denunciou nos fariseus. Por fora pareciam justos, mas por dentro estavam cheios de hipocrisia e iniquidade. Mateus 23:27-28. E aqui está a parte mais perigosa: ninguém está imune a esse fermento. É muito fácil enxergar o fariseu no outro e continuar alimentando um dentro de nós. A religião pode ensinar alguém a esconder muito bem aquilo que somente arrependimento poderia transformar. Deus não está impressionado com a imagem que conseguimos sustentar diante das pessoas. Ele conhece o secreto. Conhece as intenções. Conhece quem somos quando ninguém está olhando. Por isso, antes de apontar para a hipocrisia de alguém, existe uma pergunta muito mais séria: quanto desse fermento já entrou em mim? Porque o maior perigo não é ser descoberto pelas pessoas. É conseguir enganar todo mundo e começar a acreditar na própria aparência. Diante de Deus, parecer nunca será suficiente. Ou existe verdade no secreto, ou a espiritualidade pública virou apenas aparência
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