“Haverá dias bons e ruins, mas haverá Deus em todos eles.”
A fé cristã não nos promete um calendário sem tempestades, mas nos garante uma Presença que nunca se ausenta. A Escritura não esconde a realidade dos dias maus; ao contrário, nos prepara para eles. O salmista declara: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque Tu estás comigo” (Salmo 23:4). O vale é real. A sombra é densa. Mas a companhia de Deus é mais real ainda.
Em dias bons, corremos o risco de amar as bênçãos mais do que o Abençoador. Em dias ruins, somos tentados a achar que Ele nos abandonou. Porém, a verdade eterna é que Deus não varia conforme as estações da nossa vida. Como afirma Tiago 1:17, n’Ele “não há mudança nem sombra de variação”. O Deus que está no milagre é o mesmo que está no silêncio. O Deus que abre o mar é o mesmo que nos sustenta no deserto.
Livro de Lamentações nos lembra que, mesmo em meio às ruínas, “as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; renovam-se a cada manhã” (Lm 3:22-23). Isso significa que cada amanhecer, seja ele ensolarado ou nublado, carrega a fidelidade de Deus estampada sobre ele.
E quando olhamos para a cruz, entendemos definitivamente que Deus está presente tanto na dor quanto na glória. Em Evangelho de Mateus 28:20, Jesus promete: “Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” Não são apenas os dias de vitória. São todos os dias.
Haverá dias de riso e dias de lágrimas. Dias de portas abertas e dias de espera. Dias em que você sentirá Deus tão perto quanto o próprio respirar — e dias em que precisará confiar mesmo sem sentir nada. Mas em todos eles, absolutamente todos, Deus estará lá.
Porque a nossa esperança não está na estabilidade dos dias, mas na imutabilidade de Deus.
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