Há crentes que estão há anos sentados nos mesmos bancos, ouvindo as mesmas pregações, cantando os mesmos louvores… mas nunca estenderam a mão para trazer alguém para perto de Cristo.
Frequentam a igreja, mas não vivem a missão. Conhecem os versículos, mas não manifestam o amor.
O evangelho nunca foi sobre ocupar um lugar sempre foi sobre abrir espaço.
Jesus não disse: “Ide e julgai”. Ele disse: “Ide e fazei discípulos” (Mateus 28:19). A ordem é clara: gerar filhos espirituais, não afastá-los. Construir pontes, não muros. Curar, não ferir.
O próprio Jesus Cristo foi acusado de andar com pecadores, porque preferia sentar-se à mesa com os quebrados do que manter aparência diante dos religiosos (Lucas 5:30-32). Ele nunca expulsou quem vinha arrependido mas confrontou duramente quem usava a religião para afastar pessoas de Deus.
Há crentes que defendem a doutrina, mas esqueceram do amor. E a Escritura é clara: “Se não tiver amor, nada serei” (1 Coríntios 13:2). Ortodoxia sem compaixão se transforma em dureza. Verdade sem graça vira arma.
Quantas pessoas deixaram de voltar à igreja porque encontraram frieza ao invés de abraço? Quantos feridos chegaram buscando cura e saíram carregando mais peso do que trouxeram?
O Reino cresce por atração do amor, não por imposição do medo.
Ser igreja é refletir Cristo. É lembrar que um dia também fomos alcançados quando não merecíamos. É entender que a mesma graça que nos resgatou precisa alcançar outros através de nós.
Se nossas palavras afastam mais do que aproximam, precisamos voltar ao Evangelho.
Se nossa postura seleciona quem “merece” estar, esquecemos que ninguém merecia e mesmo assim fomos chamados.
Que sejamos pontes.
Que sejamos abrigo.
Que sejamos resposta de oração para quem está tentando voltar.
Porque permanecer anos dentro de uma igreja não significa maturidade.
Maturidade é gerar vida.
É amar como Cristo amou
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