Eu achava exagero Jesus deixar 99 ovelhas para buscar apenas uma…
Até que essa “uma” fui eu.
Eu achava que era poesia bonita, metáfora forte demais, emoção religiosa.
Mas então eu me perdi não necessariamente longe da igreja, mas longe do coração. E foi ali que entendi: o amor do Pastor não é estatística, é pessoal.
Em Evangelho de Lucas 15:4-7, Jesus conta que o pastor deixa as noventa e nove no campo e vai atrás da que se perdeu, até encontrá-la. Ele não espera que ela volte sozinha. Ele não envia outro. Ele vai.
E foi isso que Ele fez comigo.
Ele me encontrou nos meus medos, nas minhas incoerências, nas minhas culpas escondidas. Me encontrou quando eu mesma já tinha desistido de mim. Porque o amor de Cristo não é lógico aos olhos humanos é graça escandalosa.
Enquanto eu achava que precisava merecer, Ele já estava buscando.
Enquanto eu me escondia, Ele chamava pelo meu nome.
A cruz não foi por multidões anônimas. Foi por pessoas. Foi por mim.
“Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.” (Lucas 19:10)
Hoje eu entendo: as 99 importam, mas a “uma” nunca é esquecida.
E se você se sente essa “uma” distante, quebrada ou invisível… saiba: o Pastor ainda caminha por vales, atravessa desertos e entra em lugares improváveis para te trazer de volta nos braços.
Eu era a ovelha perdida.
E fui encontrada.
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