Quase ninguém fala sobre a serva de Naamã com a profundidade que ela merece.
Seu nome não é citado.
Sua história não é detalhada.
Não sabemos se voltou para casa.
Não sabemos se foi restaurada.
Mas sabemos uma coisa:
ela ainda conseguia falar de Deus com esperança.
E isso diz muito.
Porque gente esmagada pela dor normalmente endurece.
Fecha o coração.
Perde a sensibilidade.
Ela não.
Ela foi arrancada da sua terra.
Servia na casa de quem representava o seu trauma.
E mesmo assim, quando viu a necessidade, disse:
“Há um profeta.”
Percebe?
Ela não pregou.
Não fez um discurso.
Não exigiu justiça.
Não usou a dor como desculpa para o silêncio.
Ela escolheu não estacionar na ferida.
A Bíblia não diz que ela foi curada.
Mas o comportamento dela revela alguém que não estava governada pela dor.
E isso me ensina algo muito sério:
Cura nem sempre é um evento.
Às vezes, é um processo silencioso que aparece nas escolhas que fazemos.
Talvez você ainda tenha marcas.
Talvez existam perguntas sem resposta.
Talvez a sua história ainda não tenha fechado ciclos.
Mas se você ainda consegue apontar alguém para Deus…
se ainda consegue agir com sensibilidade…
se ainda consegue não devolver na mesma moeda…
Você não está parada na dor.
E isso já é sinal de algo sendo tratado dentro de você.
Deus começou o milagre de Naamã através de uma menina que ninguém via.
Nunca subestime o que Deus pode iniciar através da sua maturidade silenciosa.
Tem dias em que a gente precisa lembrar que não é a ausência de dor que nos define…
é a postura que escolhemos ter apesar dela.
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