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sexta-feira, 8 de julho de 2016
OLHAR DIFERENTE
Vamos olhar pessoas de forma diferente. Manchadas, talvez. Ainda não acabadas, com certeza. Mas, uma vez resgatadas e restauradas, podemos iluminar, como os dois vitrais em meu escritório. Meu irmão os achou num lixão. Alguma igreja havia descartada-os. Um carpinteiro talentoso os restaurou. Ele pintou a madeira raspada, restaurou a moldura desgastada, selou os trincos no vidro rachado. Não são perfeitos. Mas, se pendurados de maneira que o sol passe por eles, derramam luz multicolorida na sala.
O apóstolo Paulo disse, “ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado.” (Colossenses 1:13). Eu e você vamos encontrar algumas pessoas descartadas. Jogadas fora. Às vezes por uma igreja. E nós podemos escolher. Negligência ou resgate? Rotulá-los ou amá-los? Sabemos a escolha de Jesus. É só olhar para o que ele fez conosco!
Sozinho
Jesus amou pessoas. Ele não deu importância à classe ou à nacionalidade, pecados passados ou conquistas presentes. Os mais carentes e solitários encontraram um amigo em Jesus.
… uma mulher descrita como quase sem roupa devido ao encontro da noite anterior. Jesus a defendeu. (João 8:3)
… um cobrador de impostos sem escrúpulos, sem amigos devido a negócios errados. Jesus virou o mentor dele. (Lucas 19:2)
… uma mulher divorciada buscando água no calor do dia para evitar os olhares dos moradores da aldeia. Jesus deu sua atenção. (João 4:5)
Será que um mentiroso falso podia amar dessa forma? Se a intenção de Jesus era enganar as pessoas, furtando sem mérito seu louvor ou dinheiro, ele fez um péssimo trabalho. Ele morreu absolutamente sem dinheiro e praticamente abandonado. E se Jesus realmente era, e é o Filho de Deus? Se ele foi, podemos deliciar-nos na verdade maravilhosa de que nunca viajamos sozinhos!
UMA REVOLUÇÃO
"Mais do que máquinas, precisamos de humanidade... Mais do que inteligência, precisamos de afeto e ternura". (Charles Chaplin)
Ficamos magoados -- e com toda a razão --, quando somos tratados com indiferença, preconceito ou grosseria.
Será que esses tratamentos têm apenas um sentido, vindo sempre dos outros para nós?
Ficamos magoados quando nos recebem com indiferença. Queremos atenção, respeito e amabilidade. Diante dos outros, somos atenciosos, respeitosos e amáveis?
Ficamos indignados quando somos vistos preconceituosamente, seja pela cor de nossa pele, pelo modo como nos vestimos, pelo sotaque com que falamos, pela fé que professamos. Queremos ser tratados pelo valor que temos, não pelas marcas que nos atribuem. Pode ser, no entanto, que o preconceito parta de nós para os outros. Nesses casos, justificamos nossas atitudes, de modo a que não pareçam preconceito, mas expressões da realidade.
Ficamos revoltados quando somos tratados com grosseria. Repreendidos pela grosseria que cometemos, explicamos, pondo a culpa nas circunstâncias externas ou em nossas condições internas, por causa de acontecimentos que nos tomam e nos fazem reagir de modo grosseiro. Damos as nossas razões, que os outros nunca têm.
Diante das falhas dos outros, somos duros. Diante das nossas, embora sejam as mesmas, somos complacentes e esperamos compreensão.
Imaginamos que precisamos de uma revolução no mundo, a revolução da polidez. E ela começa quando nos dispomos a olhar para os outros e tratá-los bem. Essa necessária revolução continua quando reagimos ao mal com o bem, oferecendo à indiferença a nossa compaixão destemida, ao preconceito o farol da verdade e à grosseria a nossa serena suavidade.
DESPERTAMENTO
Este assunto deve ser sempre lembrado e enfatizado na vida dos crentes e das igrejas. Temos a convicção de que o nosso Pai tem nos falado pelo Espírito Santo. Como é importantíssimo o despertamento, o acordar para as realidades espirituais! Sabemos que a nossa luta não é contra carne e sangue, mas sim contra principados e potestades, contra as hostes espirituais do mal nas regiões celestiais (Ef 6.10-18). Há uma luta ferrenha no mundo espiritual. Precisamos estar sempre preparados, revestidos com toda a armadura de Deus para enfrentarmos as astutas ciladas do diabo. Interiormente, temos nossas lutas entre fazermos a nossa vontade e fazermos a vontade de Deus. É a luta da carne contra o Espírito em nosso espírito. Paulo trata deste assunto em Gálatas 5.16-26. A nossa luta é no campo pessoal e também no campo coletivo, especialmente nos relacionamentos. Como eles são complicados em nossas comunidades! Mas os crentes despertados espiritualmente vivem o amor fraternal com intensidade e experimentam confissão e perdão (Rm 12.9,10).
O nosso Pai quer nos despertar, nos acordar, abrir os nossos olhos, nos aquecer o coração para as realidades espirituais. Revelar a centralidade de Cristo em nossas famílias. Ele deseja que vivamos no Espírito, adorando-O nessa condição especialíssima (Gl 5.16; João 4.24). A verdadeira espiritualidade tem a ver com comportamento ético, moral em nosso dia a dia. Não há dicotomia, separação, entre a vida espiritual e os outros aspectos do nosso viver. Há unidade no ser do cristão autêntico. Nós temos a mente de Cristo (1 Co 2.16). Quando estamos despertados espiritualmente nós oramos mais, meditamos com prazer e disciplina nas Escrituras para as praticarmos, nutrimos uma comunhão de amor, evangelizamos as pessoas com a compaixão de Cristo e nos importamos com o sofrimento do próximo. Fazendo essas coisas sempre reconhecendo a Grandeza do nosso Deus.
Uma igreja despertada espiritualmente está alinhada com a santidade, com a justiça social, com a integridade, com a missão dentro e fora do Brasil. Ela é uma igreja que prega contra todo o tipo de pecado. Ela está na contramão da imoralidade, violência, do descaso público, das mais variadas formas de injustiça, da corrupção, da irresponsabilidade com a saúde dos cidadãos, etc. A igreja que vive a espiritualidade bíblica está visceralmente comprometida com a qualidade de vida dos cidadãos, a começar dos domésticos da fé.
O nosso Deus é engrandecido à medida que vivemos o evangelho da graça. O nosso compromisso é com todo o conselho de Deus em Cristo Jesus. Uma igreja que vive o despertamento espiritual está comprometida com o testemunho cristão, com a realidade evangelística de ser sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13-16). É a comunidade do Rei conformada com Ele e inconformada com o mundo. Uma igreja que persevera na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações; uma comunidade que vive o temor do Senhor. Comunidade catalisadora e invasora. Reunida para a adoração e comunhão; e dispersa no testemunho do evangelho. Ela está comprometida com a liberalidade e com o cuidado mútuo (At 2.42-47). A igreja despertada espiritualmente vive, acima de tudo, para a Glória de Deus!
A OVELHA PERDIDA
"Quando chegar ao céu, verei ali três coisas impressionantes: a primeira será encontrar muita gente que não esperava ver ali; a segunda será não encontrar muita gente que esperava ali encontrar; e a terceira e mais maravilhosa de todas será encontrar a mim mesmo ali". (John Newton)
Perdemos muitas coisas na vida. Algumas delas nos fazem falta, porque são de grande valor. Estão perdidas e precisamos encontrá-las (Lucas 15.4).
O que perdemos? (Faça a sua lista, por favor.)
Pode ser que tenhamos perdido oportunidades. Recebemos um convite, que implicava em termos que nos mudar para outra cidade; com medo, recusamos. A chance está agora carimbada com a palavra "passado" e nada mais podemos fazer.
Pode ser que tenhamos desperdiçado nosso tempo, gastando-o com conversas inúteis, diversões vazias, preocupações desnecessárias. Não há o que fazer: o tempo não volta.
Pode ser que tenhamos perdido nossa dignidade. Sabíamos o que era certo e fizemos o errado. Conhecíamos a virtude, mas preferimos o vício. Podemos buscar de volta nossa dignidade. Podemos, arrependidos, pedir perdão a Deus e voltar ao nosso amor por ele. Se apenas uma área de nossa vida precisa de acerto, devemos consertá-la.
Pode ser que tenhamos nos afastado de uma pessoa a quem amamos: um cônjuge, um filho, um amigo. Talvez tenhamos ouvido palavras duras. Talvez tenhamos dito palavras pesadas. Podemos buscar aquele de quem nos afastamos. Se tivermos que nos humilhar, ganharemos, se nossos laços forem reatados. Podemos estar com a casa cheia, mas se há um ausência, podemos ir em busca de sua presença.
Talvez tenhamos desistido de algum projeto, ou por ser difícil ou por sermos frágeis. Podemos readequá-lo e nos empenhar para realizá-lo. Podemos ter feito muitas coisas, mas se uma nos falta podemos buscar realizá-la.
Para Deus somos como uma ovelha num rebanho de cem e ele vem ao nosso encontro.
Se algo nos faz falta, devemos buscá-lo.
terça-feira, 5 de julho de 2016
MUDANDO CORAÇÕES
Alguns anos atrás eu fui submetido a uma cirurgia de coração. Meus batimentos cardíacos tinham o ritmo de um operador de telegrafia enviando mensagens no código Morse. O cardiologista inseriu dois cabos no meu coração – um foi uma câmera, o outro uma ferramenta de cauterização. “Cauterizar” significa queimar. Sim, queimar, cauterizar, chamuscar. E para usar a maneira como meu médico expressou, isso iria “destruir” as partes do meu coração que estavam “se comportando mal”. Eu tentei ser engraçado. “Já que você vai estar lá, poderia aplicar seu maçarico nas partes da minha cobiça, egoísmo, e culpa?” Ele sorriu, “Infelizmente, isso está além do meu alcance.”
De fato estava, mas, não esta além do alcance de Deus. O negócio dele é mudar corações. Estaríamos enganados em pensar que acontece de um dia para o outro. Mas, estaríamos igualmente enganados presumindo que mudança nunca acontece. Tito 2:11 afirma “Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens.”
O LÍDER
Você sabe o que é ser resiliente? O que esta palavra tem haver com o líder ministerial de sucesso?
O significado da palavra resiliência é: “Um aspecto psicológico, definido com a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir a pressão de situações adversas”.
Querido amigo leitor, não se iluda! Todo grande líder já passou por dificuldades em seu ministério. Todo grande líder que já alcançou grandes resultados em seu ministério precisou desenvolver a sua capacidade de resiliência.
O Apostolo Paulo conseguiu realizar uma quantidade impressionante de coisas em duas décadas de ministério. O que o fazia funcionar? O que o diferenciou de seus outros companheiros de ministério? Com toda a certeza, foi a sua capacidade de resiliência. Superar obstáculos, lidar com problemas, era uma das habilidades mais observadas no ministério deste grande líder.
Este grande servo de Deus tinha uma das habilidades observadas mais impressionante na vida de um líder. Sabe qual é? É a capacidade de esquecer o que passou e prosseguir para as coisas as quais estão adiante.
Em Filipenses 3.13, Paulo revela esta habilidade. “Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante”.
Poucas pessoas possuem esta habilidade, esta incrível competência. Muitos líderes iniciam o ministério sonhando em frutificar e crescer. Todavia, em meio a esta grande corrida, obstáculos aparecem, fazendo com que muitos desistam.
O diabo tem sugado o ânimo de muitos líderes, com o intuito de não deixarem realizar todos os processos que fazem parte de um chamado ministerial.
Em João 16.33, Jesus disse que o ânimo iria fazer com que todos vencessem os seus desafios. “Neste mundo vocês terão aflições, contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”.
O ânimo está entre o sucesso e o fracasso. O líder que não consegue encontrar motivação para recomeçar a sua vida, os seus projetos, o seu ministério, não saber o que é ser resiliente.
Paulo concluiu a sua carreira. Ele mesmo disse que combateu o bom combate e conseguiu guardar a fé. (2 Timóteo 4.7). Todavia, foi preciso desenvolver a sua capacidade de resiliência para tal desempenho ministerial.
Ao contrário do que muitos pensam; recomeçar ou viver momentos de desafios e pressão, não é motivo de vergonha para o líder, mais uma oportunidade para fortalecer ainda mais a sua resiliência.
Somente um líder resiliente conseguirá chegar até ao final de seu ministério. E não tem como ser resiliente sem passar por dificuldades e desafios.
Está passando por problemas em seu ministério? Gloria a DEUS! A sua capacidade de resiliência irá fazer de você um grande conquistador.
Faça como o Apostolo Paulo, esqueça o que o que aconteceu, levante e recomece novamente a sua jornada ministerial.
Lembre-se: recomeçar não é vergonha, e sim uma capacidade que diferencia os grandes líderes de sucesso dos líderes medianos.
Deus o abençoe!
INVEJA
Li algures a seguinte frase: ‘A inveja é a arma dos incompetentes’. A pessoa doente do coração sente inveja dos outros. O desejo de possuir as coisas ou a posição do próximo é um sentimento maldoso, faccioso e pernicioso. A palavra grega para inveja no texto de Gálatas 5.21, é psitónos: ‘o desejo de se apropriar do que as outras pessoas possuem. Também, refere-se ao desejo de estar tão bem quanto o outro, e a palavra neste verso 21, refere-se ao desejo de privar o outro do que ele tem (Rienecker e Rogers, pp. 382,383). Para o filólogo Francisco Azevedo, “é invidia, desejo violento e pecaminoso, despeito, ciúme, zelotipia, emulação, rivalidade, antagonismo, luta, contenção, concorrência, cobiça, avidez/sede/fome/interesse/ganância (pelo que é alheio), misto de desgosto e ódio, invejoso, desfazedor, ambição desenfreada” (Dicionário Analógico da Língua Portuguesa, Rio de Janeiro, Lexicon, p. 446).
A inveja é um substantivo que substancia uma cardiopata herdada der Adão. Significa um desejode possuir um bem que pertence ao outro.É um sentimento de inferioridade e de desgosto diante da felicidade do outro. É um sentimento de cobiça da riqueza, do brilho e da prosperidade alheia. A inveja é o desejo constante que algumas pessoas sentem ao almejar a todo custo as conquistas da vida alheia, é desejar o que o outro possui ou realiza. A inveja está intimamente ligada ao ciúme, no momento que produz desgosto ou tormento ao indivíduo que almeja possuir algo que pertence a outro indivíduo. A expressão popular dor de cotovelo é usada para indicar que alguém está com inveja ou ciúme do outro, pois perdeu algo ou alguém para outra pessoa (www.significados.com.br).
A inveja adoece e consome a pessoa que a possui. Torna a pessoa fria, calculista e voltada para as coisas materiais. Invejar alguém é sinal de fraqueza moral, disfunção emocional, distúrbio psíquico e uma profunda ansiedade. A inveja é produto de uma anomalia do coração. A mente do invejoso é apequenada, dividida e voltada para acumular coisas, para o prazer pelo prazer. A inveja traz consequências danosas para o que a detém atingindo a família. A inveja destrói o casamento, divide os amigos, traz muito desconforto na comunidade eclesial e não glorifica a Deus. Aliás, envergonha o evangelho. O invejoso deseja as coisas fáceis. Possui a doença do coração que é apegar-se às coisas materiais, sendo escravos delas. O invejoso não tem prazer no progresso dos outros. Sua filosofia é quanto pior, melhor. Não permitamos que a inveja seja praticada em nossa igreja. Que nos alegremos profundamente com a performance positiva dos nossos irmãos ou de qualquer pessoa.
Não nos esqueçamos: o invejoso prejudica-se assim mesmo e a todos com os quais convive. A pessoa tomada de inveja é de difícil relacionamento seja na igreja, na empresa ou em qualquer outro ambiente. Geralmente ela é uma crítica ferina. Julga os outros. Não se alegra com os que se alegram. A pessoa invejosa é amargurada, ressentida e raivosa. Sabemos que Caim matou o seu irmão Abel movido por inveja (Gn 4.5-8). A cura para a inveja é a centralidade de Cristo no coração. Pela regeneração, é a troca da natureza de Adão pela natureza de Cristo. A partir dessa experiência, a pessoa passa a viver o fruto do Espírito: “amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, amabilidade e domínio próprio” (Gl 5.22,23). Agora, não mais vive em função das obras da carne, mas sob o domínio do Espírito Santo, vivendo o Seu fruto a cada dia. Não vive mais para si mesma, mas para a Glória de Deus!
domingo, 3 de julho de 2016
"...Mais vale um silêncio certo, que uma palavra errada.
... Demora naquilo que você precisa dizer.
Livre-se da pressa de querer dar ordens ao mundo.
É mais fácil a gente se arrepender de uma palavra dita, do que de um silêncio. Palavra errada na hora errada pode se transformar em ferida naquele que ouviu, também naquele que disse.
Há muitos momentos da vida em que o silêncio é a resposta mais sábia que nós podemos dar a alguém.
Na pressa de falar, corremos o risco de dizer o que não queremos, e diante de tudo que foi dito, nem sempre temos a possibilidade de consertar o erro.
Palavras erradas costumam machucar para resto da vida, já o silêncio certo, esses possuem o dom de consertar.
Por isso, prepara bem a palavra que será dita.
Palavras apressadas não combinam com sabedoria.
Os sábios sempre preferem o silêncio.
E nos seus poucos dizeres está condensada uma fonte inesgotável de sabedoria.
Não caia na tentação do discurso banal, da explicação simplória.
Queira a profundidade da fala que nos pede calma.
Calma para dizer. Calma para ouvir.
...Dizemos, e não somos compreendidos.
Diante do impasse duas realidades são possíveis: ou alguém disse com pressa, ou alguém escutou sem atenção.
Dizer e ouvir requerem silêncio.
Só diz bem, aquele que pensou antes no que iria dizer, e ouve melhor aquele que se calou para escutar.
A regra é simples, mas exigente.
Por isso hoje, nesse tempo de palavras muitas, queiramos a beleza dos silêncios poucos.
...Minha gente, muitas vezes aquilo que a gente faz de errado não é o que a gente diz mas é como a gente diz. É a música que a gente coloca na frase.
Pode ser que hoje tenhamos ferido com aquilo que dissemos, pode ser que tenhamos sido feridos por alguém. E, talvez não tenhamos errado naquilo que nós dissemos. Nós tinhamos razão naquilo que dissemos, estavamos certos ao revindicarmos aquilo que reenvidicamos, ou dizermos aquela verdade que nós dissemos. Mas talvez não tenhamos escolhido a melhor forma de dizermos, talvez nos tenhamos perdido na pressa, na raiva, na ira ...
É estranho mas na vida a gente perde a razão quando ficamos embravecidos, na vida a gente perde a ternura quando nos irritamos, porque a ira tem o poder de retirar de nós a sabedoria. E, quando nós estamos fora da sabedoria, geralmente nós não sabemos colocar músicas nas palavras.
...Olha ... cuidado para você não ficar com um tom de voz, com uma forma de falar igual a todo o mundo. Busque a melodia das palavras. Busque a sua forma de dizer. E que o seu “jeito” de dizer as verdades evangélicas, o seu “jeito” de ensinar o evangelho, as palavras de Yeshua, as coisas boas da vida, esteja de acordo com aquilo que você verdadeiramente acredita e identifica neste mundo como “ternura”.
A palavra pode ser dura mas a música que envolve a palavra não precisa ser porque voce vai ter um poder de convencer muito maior do que se você estivesse usando a palavra dura com uma capa, uma armadura. NÃO!
Todos temos medo de uma armadura, porque ela nos recorda guerra. E, ás vezes em vez de colocarmos, música, melodia na nossa palavra, colocamos armadura e assustamos aquele que nos escuta e machucamos aquele nos escutou!"
sábado, 2 de julho de 2016
O MEDO DO NOVO É ILUSÃO
Quando estamos prestes a viver uma nova etapa em novas vidas, quase sempre somos sacudidos por um medo, que pode nos acometer em menor ou maior escala, dependendo do que estamos prestes a viver. Esse medo é natural, pois evidencia o fato de que por mais que nos preparemos, não estamos, de fato, preparados.
Nunca o caminho do sucesso tem as curvas e obstáculos planejados. Por mais que tenha similaridade com o plano, sempre haveremos de nos prover do improviso e, cedo ou tarde, escalar montanhas com as mais íngremes alturas.
A verdade é que, se pararmos para pensar nos medos que enfrentamos até chegar aqui, perceberemos que o medo do novo, nada mais é do que uma programação mental à qual fomos submetidos desde nossa tenra infância.
Quando você nasceu, quem te conduzia a comer? Quem te vestia? Banhava-te? Indicava-te todos os caminhos? O medo que nos acomete é a preguiça interna querendo nos manter no conhecido, no cômodo, naquilo que estamos habituados a fazer e viver.
O medo é como se fosse uma cegueira que tenta tolher-nos a capacidade de mobilidade. O medo nos tira a visão da realidade. Ele faz parecer existir um vazio entre uma e outra extremidade do rio, no lugar onde, de fato, existe uma ponte.
O que fazer diante dessa tão proveitosa constatação? Fácil: se lance para a vida! Parta para cima, meu amigo. Vá adiante! Em Provérbios, capítulo 24 versículo 10, diz assim: “Se te mostrares fraco no dia da angústia, tua força será pequena [ante ao que tens para fazer e/ou realizar]”.
O conselho de Deus para os nossos momentos de medo é um só: não se entregue às circunstâncias, vá adiante, passe pelo fogo, se possível, pois, mesmo aí, estarei contigo. (Is 43).
QUEM É LUZ NÃO PRECISA DE HOLOFOTE
Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. Mateus 5:14-16
Cantar e pregar nos templos sendo eles grandes ou pequenos é bom, bom de mais, além de maravilhoso! No entanto, todo e qualquer cristão que tem um chamado, um dom, (vários são os dons e o intuito de todos eles é o mesmo, que é, tornamos aptos e capazes de fazermos a obra de Deus).
Falo de mim mesmo, ao dizer que minha concepção de ministério no inicio de minha caminhada na fé era totalmente deturpada. Pois, queria eu e sonhava em ser usado por Deus para pregar para as massas, ou seja, grandes multidões nos mega-templos nos maiores congressos e festividades. Almejar isso, não é errado! Desde que não se almeje apenas isso, pois querer usar os dons apenas nos templos com toda certeza, é uma visão deturpada do IDE que o próprio Jesus designou.
Muito antes de queremos pregar ou alimentar as massas nos templos que estão no barco com jesus, é necessário lançar as redes no mar para buscarmos os perdidos.
Repito, cantar e pregar nos templos sendo eles grandes ou pequenos é bom, bom de mais, além de maravilhoso! Mas é necessário cada um de nós, buscarmos, pescarmos, irmos atrás daqueles que se encontram acorrentados pelo inimigo, nos hospitais, presídios, ruas, praças e becos. Preocupemos então, com os que estão nos asilos, orfanatos, casas de recuperação totalmente desamparados pelos seus familiares e pela igreja.
Você foi chamado para ser luz do mundo. então, que a sua luz resplandeça também fora dos templos.
E ele lhes propôs esta parábola, dizendo: Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e vai após a perdida até que venha a achá-la? E achando-a, a põe sobre os seus ombros, jubiloso;E, chegando a casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. Lucas 15:3-7
Todo cristão, independente do chamado, dom, cargo eclesiástico, função exercida e desempenhada nas igrejas(templos), tem como obrigação, ir em busca dos perdidos como Jesus fez.
Paz seja convosco!
sexta-feira, 1 de julho de 2016
A ARTE DE VOAR
"Quando há uma tempestade, todos os pássaros escondem-se; as águias, porém, voam por cima".
Quando vem a tempestade, podemos fazer como os pássaros e nos esconder.
Quando vem o vento muito forte, podemos fazer como uma aeronave pequena e não voar.
Quando vem a dificuldade, podemos seguir a multidão e reclamar.
Quando vem a perplexidade, podemos imitar o avestruz e fazer de conta que tudo vai bem.
Quando vem o perigo, podemos nos recolher por causa do medo.
Quando vem a crise, podemos ficar parados onde estamos, como se ela fosse passar por si só.
Diferentemente, podemos fazer como as águias, que, em lugar de se esconder durante a tempestade, voam por cima das nuvens.
Diante do vento forte, podemos tomá-lo como aliado para nos fazer sair do solo, como acontece com as grandes aeronaves.
Diante da dificuldade, podemos nos tornar melhores para fazer bem o que precisamos fazer.
Diante da perplexidade, podemos olhar ao nosso redor, ver o problema, reunir quem pode nos ajudar e nos por a caminho da solução.
Diante do perigo, podemos parar por um pouco, evitar o que pode ser evitado, retomar nossa rota e prosseguir a jornada.
Diante da crise, podemos refletir nas suas causas, buscar a solução e trabalhar para vencê-la. Se tivermos que recuar, será por um pouco, apenas por um pouco.
O poder dos problemas sobre nós depende de como os vemos. Se os virmos como maiores do que nós, recolheremos nossas asas. Se nos virmos como potencialmente capazes de os resolver, voaremos, fazendo a única coisa que podemos fazer diante de um obstáculo: superá-lo.
COMECE PEQUENO
"Pequenos acontecimentos, coisas comuns, despedaçadas e reconstituídas, de repente se tornam os firmes pilares de uma história".
Quem faz coisas grandes começa com as pequenas.
Excepcionalmente grandes coisas começam grandes.
Um casamento duradouro e saudável começa com um olhar.
Uma viagem longa e agradável é feita de destino em destino, tendo começado como um desejo suave, depois forte.
Uma empresa que hoje fatura muitos milhões e lidera o seu segmento principiou apenas como um promessa; se hoje é um supermercado com muitas entradas e dezenas de caixas registradoras, ontem tinha apenas uma porta.
Um grosso livro teve suas páginas assentadas lentamente palavra por palavra, num trabalho desenvolvido em meio a interrogações a partir de uma inspiração válida apenas para o seu autor.
Um prédio agora vistoso nasceu primeiro debaixo da terra, percebido apenas por causa dos tapumes à sua volta.
Uma carreira com títulos de grande valor e honra foi construída a partir da alfabetização daquele que agora é admirado por conhecidos e desconhecidos.
Ainda podemos fazer grandes coisas. Nem todas estão efetuadas.
Devemos olhar para as grandes realizações e pesquisar como surgiram. Exceto em alguns casos, grandes fortunas começam com centavos.
Devemos saber que, embora possa não parecer, ainda há belas vidas a viver, lindos lugares a conhecer, bons negócios a fazer, magníficos livros a escrever, altos edifícios a erguer, grandes carreiras a desenvolver.
Se queremos realizar coisas grandes, precisamos começá-las agora (ou continuá-las) com brilho nos olhos, na certeza de que estamos escrevendo uma grande vida.
Neste caminho, não podemos perder tempo com distrações, sejam maledicências, ameaças, seduções ou desânimos.
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