Amar não é só um sentimento bonito que aparece nos dias bons. Amar é uma escolha. E, às vezes, essa escolha precisa ser feita em silêncio, com lágrimas nos olhos, com o coração em guerra, mas com os joelhos no chão.
Nos dias em que o outro parece distante, em que a dor fala mais alto, ou quando o passado insiste em bater à porta... é nesse momento que amar se torna mais parecido com o que Deus fez por nós. Ele não nos amou quando éramos fáceis de amar. Ele nos amou quando estávamos quebrados, sujos, perdidos. Ele escolheu nos amar quando ninguém mais escolheria.
E é por isso que o amor verdadeiro — o que dura, o que constrói, o que cura — não depende de merecimento. Ele reflete a cruz. Reflete o Deus que viu tudo em nós e mesmo assim não desistiu. Quando eu escolho te amar todos os dias, não é porque tudo está perfeito. É porque eu reconheço que fui amado por um Deus que me resgatou mesmo imperfeito. Então, como não amar você com esse mesmo amor?
Amar você, dia após dia, é uma resposta de gratidão ao céu. É meu jeito de dizer: “Deus, eu entendi o que o Senhor fez por mim. Agora quero amar com esse mesmo amor.”
Talvez o mundo diga que o amor deve ser leve, fácil, recompensador. Mas o amor que redime, o amor que reflete Cristo, é o que insiste. O que permanece. O que escolhe, mesmo quando dói.
E quando dois corações decidem se amar com esse tipo de amor, não baseado no merecimento, mas na graça, o céu se faz presente. Porque o amor que permanece mesmo quando não há razões humanas para isso… esse é o amor que transforma tudo.
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