“Há palavras que ferem como espada, mas a língua dos sábios traz a cura” (Pv 12:18).
Quase nada possui o poder de atingir, desgastar e ferir nossos corações como as críticas. Elas têm força para desanimar, confundir, gerar insegurança e, se não forem bem tratadas, produzir ansiedade profunda e amargura duradoura. Ainda assim, lidar com críticas faz parte inevitável da vida. Todos nós seremos criticados em algum momento. Algumas críticas serão sábias, necessárias e corretivas; outras, imaturas, injustas e destrutivas. A questão não é se seremos criticados, mas como lidaremos com isso.
A Palavra nos ensina, primeiramente, a não descartar rapidamente a crítica. Mesmo a crítica mais carnal pode ser usada por Deus para tratar o nosso coração. Por isso, leve toda crítica à presença do Senhor. Ore. Reflita. Pergunte com sinceridade se há verdade no que foi dito a seu respeito. Se houver, por menor que seja, aceite a correção, ajuste o que precisa ser ajustado, converse com quem foi ferido e peça perdão. Deus usa a humildade como instrumento de cura e crescimento.
Em segundo lugar, não durma com a crítica. Em outras palavras, não permita que ela se instale no coração. Após levá-la em oração e examiná-la à luz da Palavra, se não houver verdade alguma, entregue-a ao Senhor e siga em paz. Se houver, resolva perante o Senhor e os irmãos e também siga em paz. Guardar críticas por tempo prolongado alimenta a ansiedade crônica e abre espaço para a amargura e o medo.
Em terceiro lugar, não se torne um crítico. Várias pessoas críticas que conhecemos foram profundamente criticadas ao longo da vida, na família, na escola ou em outros ambientes. Uma das maiores armadilhas do inimigo não é apenas nos ferir por meio das críticas, mas nos transformar em críticos que ferem os outros.
Quanto a nós, a Escritura nos orienta a elogiar em público e corrigir no privado, com oração, amor e clareza, falando diretamente com a pessoa, desejando restauração e edificação, nunca exposição ou humilhação.
Peça ao Senhor um coração ensinável, humilde e manso. A crítica pode ferir, mas nas mãos de Deus pode também curar, amadurecer e conduzir à sabedoria.
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