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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

CULPA

 Tem momentos em que a culpa não fala baixo. Ela acusa, aumenta o erro, apaga tudo de bom e tenta convencer a pessoa de que não existe mais caminho.


É aí que mora o perigo.


Porque quando alguém acredita que decepcionou a família, perdeu a confiança de todo mundo, estragou a própria história ou não merece mais recomeçar, a dor pode começar a parecer maior do que a possibilidade de mudança.


Mas erro não precisa virar identidade.


Vergonha não precisa virar isolamento.


E desespero não pode tomar decisões no lugar da esperança.


Às vezes, o primeiro passo não é resolver tudo. É simplesmente parar de se esconder.


Falar.


Pedir ajuda.


Reconhecer.


Reparar o que ainda pode ser reparado.


E aceitar que algumas reconstruções levam tempo.


Talvez nem todo mundo vá perdoar rápido. Talvez algumas consequências permaneçam. Mas consequência não é o mesmo que fim.


Não transforme um capítulo ruim em sentença sobre a sua vida inteira.


E eu quero te fazer uma pergunta:


você está tentando corrigir o que aconteceu… ou está se punindo porque acredita que não merece mais continuar?

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