Tem momentos em que a culpa não fala baixo. Ela acusa, aumenta o erro, apaga tudo de bom e tenta convencer a pessoa de que não existe mais caminho.
É aí que mora o perigo.
Porque quando alguém acredita que decepcionou a família, perdeu a confiança de todo mundo, estragou a própria história ou não merece mais recomeçar, a dor pode começar a parecer maior do que a possibilidade de mudança.
Mas erro não precisa virar identidade.
Vergonha não precisa virar isolamento.
E desespero não pode tomar decisões no lugar da esperança.
Às vezes, o primeiro passo não é resolver tudo. É simplesmente parar de se esconder.
Falar.
Pedir ajuda.
Reconhecer.
Reparar o que ainda pode ser reparado.
E aceitar que algumas reconstruções levam tempo.
Talvez nem todo mundo vá perdoar rápido. Talvez algumas consequências permaneçam. Mas consequência não é o mesmo que fim.
Não transforme um capítulo ruim em sentença sobre a sua vida inteira.
E eu quero te fazer uma pergunta:
você está tentando corrigir o que aconteceu… ou está se punindo porque acredita que não merece mais continuar?
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