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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

FRENTE

 Tem gente que diz que seguiu em frente, mas continua emocionalmente ligada ao que ficou para trás. E isso aparece nos detalhes: ainda quer saber o que aconteceu, ainda se mexe quando alguma coisa muda lá, ainda compara, ainda observa, ainda procura notícias, ainda sente necessidade de confirmar se tomou a decisão certa. Por fora, avançou. Por dentro, continua consultando o retrovisor.

E aqui existe um perigo que pouca gente percebe: aquilo que você acompanha constantemente continua tendo acesso às suas emoções. O que ainda consegue te desestabilizar, de alguma forma, ainda ocupa espaço dentro de você. É por isso que algumas pessoas não conseguem se entregar completamente ao novo. Elas estão presentes, mas não inteiras. Uma parte vive o que Deus colocou diante delas, enquanto outra continua presa ao que já passou.

Paulo diz em Filipenses 3:13: “esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim.” Ele não está falando de apagar a memória, mas de não permitir que o passado continue determinando a direção. Você pode lembrar sem voltar. Pode reconhecer o que viveu sem continuar emocionalmente dependente daquilo.

A mulher de Ló também saiu, mas olhou para trás. E aquele olhar revelou mais do que curiosidade. Revelou ligação. Gênesis 19:26 mostra que é possível o corpo sair de um lugar enquanto o coração ainda não terminou de sair.

Talvez algumas coisas não avancem porque você ainda não conseguiu se entregar por inteiro ao lugar onde Deus te colocou. Não porque Deus esteja te punindo, mas porque um coração dividido tem dificuldade de construir algo inteiro.

Você não precisa odiar o que ficou para trás. Não precisa fingir que nunca existiu. Mas precisa decidir onde seu coração vai morar.

Porque enquanto você dirige olhando demais para o retrovisor, corre o risco de não perceber a estrada que Deus abriu na sua frente.


Você realmente seguiu em frente, ou apenas mudou de lugar?


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