Enquanto Pilatos julgava Jesus, algo inesperado aconteceu.
Sua esposa mandou uma mensagem urgente para ele:
“Não te envolvas com esse justo, porque hoje, em sonho, muito sofri por causa dele.”
— Mateus 27:19
A Bíblia não conta qual foi o sonho.
Também não revela o nome da mulher de Pilatos.
Mas registra algo impressionante:
Enquanto Jesus estava sendo julgado, ela tentou alertar o próprio marido de que aquele homem era justo.
E Pilatos já parecia saber disso.
Depois de interrogá-lo, declarou:
“Não acho nele crime algum.”
— João 18:38
Mesmo assim, a pressão da multidão aumentava.
Pilatos tentou encontrar uma saída, mas no final cedeu.
Mandou trazer água, lavou as mãos diante do povo e declarou que não era responsável pelo sangue daquele justo.
— Mateus 27:24
Mas lavar as mãos não apagava a decisão que ele estava tomando.
E é justamente aqui que essa história deixa de ser apenas sobre Pilatos.
Porque existe uma enorme diferença entre saber o que é certo e ter coragem para fazer o que é certo.
Pilatos recebeu um aviso.
Reconheceu que Jesus era inocente.
Tentou escapar da responsabilidade.
Mas acabou cedendo à pressão.
Quantas vezes também sabemos qual decisão deveríamos tomar, mas mudamos de direção porque temos medo da reação das pessoas?
Nem sempre o maior perigo é não reconhecer o que é certo.
Às vezes, é reconhecer...
e ainda assim escolher aquilo que a multidão espera de nós.
Convicção sem coragem pode terminar em uma decisão que nunca queríamos tomar.
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