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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

ESCOLHAS

 Há escolhas na vida que parecem fáceis no calor do momento, mas cobram juros altíssimos no silêncio dos anos. É triste quando alguém troca a verdade de um amor leal, que caminha junto na alegria e na escassez, pelas palavras fáceis de quem só sabe estender a mão para receber, mas desaparece quando é preciso cuidar.

Quem se deixa cegar pelo brilho passageiro do ouro e pela bajulação interesseira, muitas vezes afasta quem daria o próprio fôlego para vê-lo em pé. Os filhos que hoje aplaudem as decisões por conveniência e olho no patrimônio não estarão lá para segurar a mão trêmula na velhice, nem para enxugar o suor da febre ou aquecer a alma nos dias frios da viuvez e da enfermidade. O dinheiro compra o luxo, mas jamais compra a dedicação de um coração genuíno.


A Palavra de Deus nos adverte sobre onde depositamos nossa confiança e a quem ouvimos: "Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele". 


O ganancioso perturba a sua própria casa, e quem se cerca de bajuladores por interesse logo descobre que a mesa farta esconde um vazio cruel.

Vai chegar o dia em que o espelho da vida mostrará o reflexo do tempo implacável. Quando a juventude passar, quando a força do corpo minguar e a solidão pesar nos ombros cansados, o silêncio da casa trará as respostas que hoje se recusa a ouvir. Nesse dia, quando faltar o copo de água, o cuidado sincero e o olhar de quem realmente se importava, a memória não falhará. Ele vai olhar para o vazio ao seu redor e, com a dor amarga do arrependimento, a ficha vai cair: ele perdeu o único porto seguro que a vida lhe deu, tudo por escolher aplaudir quem nunca soube o que é amar de verdade.


"Melhor é a comida onde há amor do que um boi cevado e com ele o ódio."

(Provérbios 15:17)

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